11.01.2013

Secretário de Estado dos EUA diz que "espionagem foi longe demais"

Ao mesmo tempo, John Kerry afirmou que nenhum inocente foi vítima de abuso

AFP

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O secretário americano de Estado, John Kerry, admitiu nesta quinta-feira (31) que os Estados Unidos "foram longe demais" em alguns casos de espionagem, em meio à polêmica na Europa por escutas da Agência Nacional de Segurança (NSA) após informações vazadas pelo ex-consultor de Inteligência Edward Snowden.

"Em alguns casos, sim, se foi além do que é adequado", disse Kerry em videoconferência a partir de Londres. "Posso garantir que gente inocente não foi vítima de abuso neste processo, mas há um esforço para tratar de reunir informação".

Ao lado do ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, o chefe da diplomacia americana justificou as práticas de Inteligência e coleta de informações como parte da luta contra o terrorismo e a prevenção de atentados.

"Nosso presidente está decidido a tentar esclarecer (...) e procede examinar (estas práticas) para que ninguém se sinta enganado", disse Kerry sobre os milhares de "grampos" realizados pela NSA, incluindo contra líderes de importantes aliados dos Estados Unidos, como França e Alemanha.

Kerry acrescentou que o país tentava, "de forma aleatória", encontrar vias para determinar se existiam ameaças que exigiam respostas.

"Em alguns casos, reconheço, tanto como o presidente, que algumas destas ações foram muito longe e vamos garantir que isto não aconteça no futuro", completou.

Revelações recentes e reportagens sobre a espionagem generalizada praticada pela NSA provocaram tensão entre os dois lados do Atlântico.

A chanceler alemã Angela Merkel reclamou com o presidente Barack Obama após as notícias de que teve o telefone celular monitorado.

Uma delegação do serviço de inteligência da Alemanha e legisladores da União Europeia viajaram à capital americana na quarta-feira para discutir o tema espionagem.

Terrorismo como motivação

As respostas de Kerry foram enviadas em uma transcrição do Departamento de Estado. "Muitas, muitas partes do mundo foram objeto de ataques terroristas".

"E, em resposta, os Estados Unidos e outros se uniram - outros, enfatizo - e perceberam que estamos lidando com um novo mundo, com pessoas dispostas a explodir elas mesmas", completou.

"Na realidade, evitamos que aviões caíssem, que edifícios fossem explodidos e que pessoas fossem assassinadas porque fomos capazes de conhecer seus planos antes", afirmou.

Kerry também criticou as reportagens sobre espionagem baseadas nos vazamentos do ex-consultor da NSA Edward Snowden, refugiado na Rússia e acusado por Washington de espionagem.

"No outro dia foram publicadas notícias nos jornais sobre 70 milhões de pessoas sendo espionadas. Não foram. Isto não aconteceu", disse. "Há um grande volume de exagero nestas reportagens", argumentou Kerry.

Mais Médicos registra 1,2 mil profissionais estrangeiros para atuar no País

Lista de nomes publicada hoje no Diário Oficial da União é a maior do programa

Terra

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Mais de 1,2 mil médicos formados no exterior receberam nesta sexta-feira o registro único para trabalharem no programa Mais Médicos, do governo federal.

O Diário Oficial da União publicou uma relação de 1.269 nomes de profissionais que, a partir de hoje, estão aptos a atuar em unidades de saúde do País.

Este foi o maior número de registros concedidos pelo Ministério da Saúde. Na primeira fase do programa, 680 profissionais haviam sido registrados.

Os médicos que constam na lista divulgada hoje fazem parte da segunda fase. A partir de segunda-feira, eles já estarão nos municípios onde foram selecionados para atuar.

Muitos dos médicos já chegaram ao Brasil, mas a maioria desembarcou nas capitais dos Estados para passar por etapas de adaptação.
 

Em delação premiada, fiscal confirma esquema de fraude em SP


Terra
Um dos quatro servidores da prefeitura de São Paulo presos sob acusação de cobrar propina para reduzir o valor do ISS (Imposto sobre Serviços) de imóveis novos, o fiscal Luis Alexandre Cardoso de Magalhães teria confirmado a fraude e feito uma delação premiada, contando detalhes do esquema para reduzir sua pena. A informação foi publicada no jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira. A defesa nega que ele tenha confessado desvio.
  Diante das provas apresentadas pelo promotor Roberto Bodini, o fiscal confirmou o esquema em depoimento. O grupo oferecia a empresas a possibilidade de reduzir até pela metade o imposto em troca de uma comissão. A prefeitura estima que o esquema causou prejuízo de R$ 500 milhões em impostos que não foram recolhidos e cada um dos participantes faturava entre R$ 60 mil e R$ 80 mil por semana há pelo menos quatro anos. 

Diamante Laranja

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