4.13.2014

Presidenta Dilma vai a PE e atrapalha festa de Eduardo Campos no DF


Agência Estado

O governador de Pernambuco, João Soares Lyra Neto (PSB), deverá acompanhar a presidente Dilma Rousseff na agenda prevista para esta segunda-feira, 14, no Estado. A confirmação veio neste domingo, 13, da assessoria do Palácio do Campo das Princesas, feita ao Broadcast, serviço de informações da Agência Estado. Para o período da manhã, está prevista cerimônia de inauguração do navio Dragão do Mar do Estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape. À tarde, a programação envolve assinatura da ordem de serviço para a construção da segunda etapa da adutora do Pajeú, em Serra Talhada. Na prática, no entanto, isso significa que Lyra Neto estará ausente de um grande evento do PSB marcado também para esta segunda-feira, só que em Brasília.Amanhã à tarde a aliança PSB-REDE-PPS realiza um "evento político-cultural", na capital federal, com a presença de Eduardo Campos, presidente nacional do PSB e ex-governador de Pernambuco, e da ex-senadora Marina Silva, da Rede Sustentabilidade. Na oportunidade, será anunciada a composição da chapa da pré-candidatura à Presidência da República.
Ou seja, ao cumprir agenda em Pernambuco, Dilma esvazia a festa do PSB na capital federal, impossibilitando a presença do Lyra Neto, até pouco tempo atrás vice-governador de Campos. Foi a partir da desincompatibilização de Eduardo Campos para disputar a Presidência da República que Lyra Neto assumiu o governo do Estado. O evento em Brasília reforçará a mensagem de que Marina é a vice de Campos na disputa pelo Palácio do Planalto e que essa aliança está firme.
O roteiro de Dilma em Pernambuco, inicialmente marcado para esta segunda-feira, chegou a ser reprogramado para a quarta-feira, 16. Depois o Palácio do Planalto voltou atrás e realocou a programação, novamente, para a segunda-feira, exatamente o mesmo dia do evento PSB-REDE-PPS em Brasília.

Ex-moradores da Favela da Telerj planejam passeata para esta segunda


Rio


Gisele Motta 
Depois de uma reunião infrutífera entre ex-ocupantes da Favela da Telerj, que foi desocupada na última sexta-feira (11), manifestantes que estão em frente à Prefeitura do Rio de Janeiro prometem realizar uma passeata pacífica na próxima segunda-feira (13). Eles pretendem fechar a Av. Presidente Vargas, no trecho em frente à Prefeitura, por volta das 8h.
>> "Daqui não saímos",diz ex-ocupante do prédio da Oi
Ex-moradores da favela dizem que, durante a reunião entre o secretário municipal de Assistência Social, Adilson Pires, "nada foi resolvido". Segundo Washington Luís de Souza, que está acampado desde sexta-feira, eles não pretendem sair do local. A prefeitura ofereceu o quartel da Guarda Municipal, em São Cristóvão, na zona norte, como centro para o cadastramento das famílias, mas eles recusaram a oferta. 

Ex-moradores da Favela da Telerj estão acampados desde sexta-feira em frente à Prefeitura
Ex-moradores da Favela da Telerj estão acampados desde sexta-feira em frente à Prefeitura
"Vamos continuar aqui, isso é o que sabemos. Por que eles querem que a gente saia daqui para fazer cadastramento? Aí quando sairmos e quisermos voltar vai estar tudo cercado", desconfia Washington.
Maria José Silva, que faz parte do grupo Dez Mulheres Organizadas, mesmo não morando na ocupação, ajudou na organização no prédio da Oi. Conforme declarou à Agência Brasil, o simples cadastro não resolve o problema de moradia das pessoas e muitas delas já são cadastradas em programas sociais da prefeitura.
“Eles a princípio ofereceram para as pessoas irem para São Cristóvão, para se alimentarem, tomar um refresquinho, usar o banheiro e fazer um cadastro. Só que as pessoas não aceitaram, porque estão desenganadas com esse cadastro. Faz o cadastro e continua no descaso, são esquecidas”, observou.
Outra reunião teria sido anunciada pelo secretário para a próxima quinta-feira (17). Ele ainda informou que as pessoas querem uma solução imediata, mas que não há casas para elas. A Secretaria de Desenvolvimento Social oferece abrigo para as pessoas em frente à prefeitura, mas elas já declararam que não querem ir para os abrigos.
A reintegração de posse da Favela da Telerj, como ficou conhecida a ocupação no prédio da Oi, em Engenho Novo terminou em cenas de violência. Moradores acusam a Polícia Militar de truculência. Pelo menos 18 pessoas ficaram feridas durante a desapropriação. De acordo com a polícia, 21 pessoas foram presas. Não houve confirmação de mortes pelas autoridades, mas os ocupantes alegam que pelo menos três crianças morreram.
Polícia vai investigar lideranças de ocupação de terreno
A Polícia Civil do Rio de Janeiro vai investigar a ocupação do terreno da Oi, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio de Janeiro, alvo de ação de reintegração de posse na última sexta-feira, de acordo com informações do Portal Terra. Um inquérito foi instaurado na 25ª DP com o objetivo de identificar as lideranças do movimento.
*Do Programa de Estágio do Jornal do Brasil

Prefeitura e desalojados não chegam a acordo e acampamento cresce

Representantes de famílias que estão em frente à Prefeitura recusam proposta de ir à São Cristóvão para cadastramento

Juliana Dal Piva
Rio - Famílias que estavam construindo a ocupação no terreno da Oi no Engenho Novo e que foram removidas nesta sexta-feira continuam acampadas em frente à sede da Prefeitura, na Cidade Nova. O acampamento, que começou com algumas dezenas de pessoas na madrugada de sexta-feira, já reúne cerca de 2 mil pessoas. O número não para de crescer. A cada hora mais pessoas desembarcam de ônibus e vans que param na Avenida Presidente Vargas.
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Na manhã deste domingo, cinco representantes dos invasores do prédio da Oi foram recebidos pelo secretário municipal de Assistência Social Adilson Pires, entre outros representantes de órgãos municipais.
A Prefeitura propôs levá-los até a sede da Guarda Municipal, na Avenida Avenida Pedro II, em São Cristóvão, onde seria feito um cadastro das famílias. Os representantes dos desalojados recusaram a proposta. Em uma nova reunião, no início da tarde, a Prefeitura insistiu na proposta e o grupo de representantes tornou a recusar. Por conta do impasse, uma nova reunião foi marcada para terça-feira.
De acordo com os ex-ocupantes, o Conselho Tutelar passou, neste sábado, em frente à Prefeitura para recolher as crianças e levá-las para abrigos , mas advogados voluntários entraram com um pedido de habeas corpus coletivo no plantão do Judiciário para evitar que as crianças fossem levadas. O pedido foi concedido.

Buscas para encontrar desaparecidos de bimotor na Floresta Amazônica

 Passo a passo de uma busca incansável por cinco vidas em uma das regiões mais isoladas da Floresta Amazônica.

O Fantástico acompanhou o passo a passo de uma busca incansável em uma das regiões mais isoladas da Floresta Amazônica. Uma busca por cinco vidas.
Equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) já vasculharam milhares de quilômetros de selva, por terra e pelo ar, mas o mistério continua: o que teria acontecido com o avião bimotor que sumiu no Pará há quase um mês?
“Cada dia que passa, mais sofrimento que fica”, diz Ramiro Aguiar, pai de Luciney Aguiar.
“Achar que eles possam estar bem ou então que estejam precisando muito da gente, se estão machucados, a gente não sabe o que aconteceu”, diz Marilia Esquerdo, mulher do comandante Feltrim.
“Fica até difícil falar sobre isso sem encher os olhos de lágrimas”, emociona-se Andressa Aguiar, sobrinha de Luciney.
Terça-feira, 18 de março. O bimotor Beechcraft, modelo Baron, era pilotado pelo comandante Luís Feltrin, de 53 anos e com mais de 30 de experiência em voos na Amazônia.
Além do piloto, estavam no avião quatro funcionários da Secretaria Especial de Saúde Indígena: o motorista Ari Lima e as técnicas de enfermagem Raimunda Lúcia da Silva Costa, Rayline Sabrina Brito Campos e Luciney Aguiar de Sousa.
A viagem, de cerca de 300 quilômetros, entre Itaituba e Jacareacanga, no sudoeste do Pará, tinha duração prevista de 55 minutos. A 12 minutos do pouso, o piloto chamou o operador da pista da Infraero em Jacareacanga para saber como estava o tempo na região.
“Foi informado ao comandante que estava chovendo na vizinhança e que a visibilidade se restringindo. Não havia condições de pouso em condições visuais”, afirma Jetson Gomes, operador da Infraero em Jacareacanga.
Faltando seis minutos para a aterrissagem, o comandante Feltrin tenta falar com o piloto Dário Correia, que havia decolado pouco depois dele.
“Ele só me disse que estava monomotor, que o motor esquerdo havia parado. Eu ainda pedi para ele me confirmar a mensagem, porque eu estava com o rádio muito baixo. Ele confirmou que o motor esquerdo havia parado”, conta o piloto Dário Correia.
Quase ao mesmo tempo, uma das passageiras, a técnica de enfermagem Rayline, envia uma mensagem de celular para o tio, alertando sobre a pane: "Tio, tô em um temporal e o motor parou. Avisa à mãe que amo muito todos. Tô aflita, tô em pânico... Se eu sair bem, aviso. Tô perto de JKRE (uma abreviação de Jacareacanga). Reza por nós, não avisa a tia ainda''.
Um minuto depois, a segunda mensagem: "O motor tá parando. Socorro, tio''.
“Passei uma mensagem para ela de volta. Aí, não teve retorno, nada. Liguei e não consegui mais nada”, lembra Rubélio Santos, tio da Rayline.
Às 12h50, Luís Feltrin entra em contato com Dário pela última vez, dizendo que o segundo motor também tinha parado.
“Infelizmente, após ele dizer que o motor direito estava parando também, eu perdi contato com ele”, conta Dário Correa.
O bimotor sumiu dos radares às 12h53. Sempre que chegava de viagem, o comandante Feltrin ligava para a mulher, que estranhou a demora dessa vez.
“O telefone chamou até cair na caixa-postal. Depois de cinco minutos, eu liguei de novo e estava fora de área”, conta Marilia Esquerdo.
O Fantástico passou três dias no meio da Floresta Amazônica para acompanhar, com exclusividade, as buscas. Do alto, se percebe que a região é uma das mais isoladas da Amazônia.
No caminho entre as duas cidades existem vários parques e reservas florestais, ou seja, são áreas preservadas, de mata nativa. Além disso, é uma região de serra, montanhosa, por isso é muito difícil encontrar alguma área descampada, onde seja possível fazer um pouso de emergência se houver um problema no avião.
“Estamos no inverno amazônico, chove muito, inclusive este ano está chovendo até demais nessa região. Então, fica muito difícil voar com esses aviões pequenos. Você não tem muito apoio de solo, de pista, de controle”, explica o piloto Cláudio Collere.
Ao descer em Jacareacanga, a equipe de reportagem encontrou no aeroporto vários parentes dos desaparecidos. Os quatro passageiros iam levar medicamentos para aldeias indígenas, passariam vinte dias trabalhando na floresta.
“Depois que entrei no computador é que eu vi a foto dela com mais duas pessoas, duas técnicas de enfermagem, que tinham caído o avião. Aí, na mesma hora, liguei para os meus parentes de Itaituba para saber se era verdade. Aí, me avisaram que era verdade”, afirma João Vitor de Souza, filho de Luciney.
“Gosta demais do que faz. Eu digo que gosta porque acredito que eles estão vivos e esperando a nossa ajuda e o resgate”, diz Sidney Aguiar, irmã de Luciney.
As buscas são coordenadas pela FAB. Um avião P3-Orion, que possui sensores capazes de detectar partes metálicas na mata e no fundo do mar, sobrevoou a região. Até agora, foram 192 horas de voos sobre 23 mil quilômetros quadrados.
A mata é muito densa. Do alto, percebe-se que a copa das árvores forma uma espécie de cobertura que prejudica muito a visualização.
A equipe de reportagem acompanhou também a missão de busca por terra. Quinta-feira, 10 de abril. O tempo amanheceu fechado. A equipe percorreria 30 quilômetros de Rodovia Transamazônica nessas condições até se encontrar com uma das equipes que estão vasculhando a mata para tentar localizar o avião.
De acordo com o tenente, na área alagada tem uma grande ocorrência de cobras, insetos e outros animais. “Porco-do-mato, que é muito perigoso. Sempre que a gente anda nessa região, procura andar armado, para proteger a nossa equipe”, afirma o tenente Tiago Vilhena, do Corpo de Bombeiros.
A chuva forte prejudica muito o trabalho de buscas. “Prejudica porque, se na floresta existir algum rastro, com a chuva já vai deixar de existir. Vai ficar complicado agora. Se a pessoa tiver algum conhecimento da floresta, ela consegue, porque a selva oferece alimento e oferece água. Mas se a pessoa não conhecer a selva, fica complicado. É muito quente, muito úmido, você transpira bastante e desidrata muito rápido”, ressalta o tenente.
A equipe de resgate já percorreu 50 quilômetros de selva durante mais de 200 horas, mas o número de militares – são cerca de 25 - é considerado pequeno pelas famílias das vítimas.
“Tempo é vida. Se eles estiverem vivos na mata, quanto mais tempo demorar, um dia a mais é um dia a menos”, diz Jéssica Feltrin, filha do comandante Feltrim.
Jéssica juntou R$ 19 mil em doações para oferecer uma recompensa a quem encontrar o avião.
“Muitos deixam seus trabalhos, entram na mata para procurar a aeronave. Outros que não podem fazer isso doam. Muita gente doando suprimento e equipamentos, como bota, facão”, conta Jéssica.
“A gente tem esperança que um dia eles vão ser encontrados. Que seja logo”, diz a mulher do piloto Feltrin.
“É nisso que a gente se apega, para não ter que desistir”, diz Sidney, irmã de Lucy.

Sobe para 12 número de mortos em incêndio em Valparaíso, no Chile


Fogo começou no sábado (12) e destruiu ao menos 2 mil casas.
Presidente decretou zona de catástrofe e mobilizou as Forças Armadas.



Da France Presse


Aumentou para 12 o número de mortes confirmadas em um incêndio iniciado no sábado (12) em Valparaíso, no Chile, onde foi declarada zona de catástrofe. As causas ainda são desconhecidas. O ministro do interior do Chile, Rodrigo Peñailillo, confirmou oficialmente o número de mortos na noite deste domingo (13).
A polícia militar do Chile havia informado no fim da tarde de domingo 11 mortes no incêndio. Fontes oficiais não descartam a possibilidade de aumento deste número, devido aos desaparecidos.
 Neste domingo, surgiram novos focos de incêndio na região.
Ao mesmo tempo em que começa a lidar com os efeitos do incêndio de grandes proporções, o governo do Chile continua tentando controlar novos focos de incêndio. No fim da tarde deste domingo (13), a polícia chilena, chamada de Carabineros, usou seu perfil oficial no Twitter para avisar aos motoristas que evitassem a Rota 68, estrada que leva ao porto.
No início da noite, o site de notícias chileno Emol afirmou que, segundo o governador de Valparaíso, Omar Jara, mais 24 casas haviam sido destruídas na tarde deste domingo pelo fogo. O Cerro Ramaditas seria o local com maior perigo de destruição, de acordo com o site.
O governo chileno anunciou que, na manhã desta segunda-feira, a presidente Michelle Bachelet fará uma reunião interministerial de emergência para discutir ações de mitigação dos danos. O governo chileno estima que mais de 2 mil residências foram destruídas por causa do fogo. A cidade portuária chilena foi declarada zona de catástrofe por Michelle Bachelet, que visitou o local neste domingo.
Para conter as chamas, autoridades do governo anunciaram cortes de água potável de municípios vizinhos para destiná-la ao combate ao fogo, e pediram à população que evitem tirar os carros da garagem para facilidade a mobilidade dos caminhões de água. O governo regional decretou ainda a suspensão das aulas escolares na segunda-feira (14).

'Pior incêndio da história'
Valparaíso é a terceira cidade mais populosa do Chile, com cerca de 300 mil habitantes. Ela está localizada na costa chilena e, além do porto, é rodeada por dezenas de morros, conhecidos como cerros. Segundo o governo chileno, o incêndio que teve início no sábado se espalhou por diversos cerros, entre eles o Cerro Mariposa, El Vergel, La Cruz, Cerro El Litre, Cerro Las Cañas, Cerro Miguel Ángel e Mercedes.

"É uma tremenda tragédia, talvez o pior incêndio da história de Valparaíso. E todos sabemos muito bem o impacto que isso está tendo na vida de tanto, e claro, em toda a cidade", afirmou a presidente Bachelet, segundo comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do governo.
O governo anunciou "bonos" à população atingida pelas chamas, tem mobilizado a população local para arrecadar dinheiro para as vítimas e mobilizou as Forças Armadas para auxiliar na contenção do fogo e na recuperação dos escombros.
Em seu site oficial, o Corpo de Bombeiros do Chile afirmou que 3.500 profissionais –entre bombeiros, policiais, militares e outros órgãos de segurança– trabalham para extinguir o incêndio.
Cidade de morros
A cidade recebeu o título de patrimônio cultural da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2003.

O turismo é a principal fonte de renda da cidade, que fica a 120 km de Santiago, capital chilena. Eles seguem até lá para ver os vestígios de seu glorioso passado, como os elevadores externos, que facilitam a locomoção dos moradores pelos cerros, o porto mais importante do Pacífico sul e a casa do escritor Pablo Neruda, prêmio Nobel de Literatura, morto em 1973. Chamado de "La Sebastiana", o imóvel foi transformado em museu que homenageia o autor.
Apesar disto, o município tem índices de pobreza maiores do que a média nacional e precisa de investimentos.

Vírus infectam cerca de 400 milhões de computadores no mundo

O Fantástico foi até um centro de pesquisa dedicado a combater os piores vírus de computador. Saiba como se proteger no meio dessa guerra cibernética.

Terrorismo, fraudes financeiras, roubo de informações. Você nem desconfia, mas o seu computador, e até mesmo o seu celular, podem estar sendo usados agora mesmo por hackers para cometer crimes.
O Fantástico foi até um centro de pesquisa dedicado a combater os piores vírus de computador. E mostrou como se proteger no meio dessa guerra cibernética.
Da próxima vez que você sentar em frente ao seu computador, pense nisso: você pode estar diante da arma do crime. Quem é o bandido? Um vírus criado para atacar o seu computador.
O Fantástico foi a Seattle, nos Estados Unidos, em um dos maiores centros de combate ao crime virtual. Até parece cena de um filme de ficção científica, mas estes especialistas trabalham 24 horas por dia na segurança de boa parte dos computadores do mundo inteiro.
Neste momento, por exemplo, o seu computador pode estar sendo atacado por um vírus e defendido ao mesmo tempo. Uma guerra virtual pode estar acontecendo sem que você perceba.
De um lado, estão os funcionários do centro prontos para te defender: advogados, ex-agentes de segurança, analistas de dados, especialistas de várias áreas da computação. Do outro, estão os inimigos: os criadores dos vírus. Eles podem roubar seus dados pessoais, suas informações bancárias, e mais: tornar o seu computador membro de uma organização criminosa mundial.
Fantástico: Pode, por exemplo, provocar um apagão?
Richard Boscovitch, advogado: Sem dúvida, um apagão pode causar problemas em termos de trânsito.
Fantástico: Apagar todos os semáforos de uma só vez?
Richard Boscovitch: São Paulo poderia até parar.
Fantástico: Podem, por exemplo, roubar um avião? Mudar a rota de um avião?
Richard Boscovitch: Qualquer tipo de produto em que tem um computador sempre é um alvo de um vírus. Então, realmente, é uma questão de ficção científica. Tudo é possível.

A pergunta é: como evitar e combater esse tipo de crime? Este é o trabalho principal deste centro. Mas é importante entender primeiro o que é um vírus.
O especialista Bryan Hurd, diretor do centro, explica: ”Quando o computador de uma pessoa é infectado, ele passa a fazer parte de um exército de computadores na mesma situação”.
Esse "exército" de computadores é conhecido como botnet. Ele tem um "comando", um quartel general. Ou seja, pessoas que estão controlando essas máquinas infectadas, à distância, enviando ordens para os vírus executarem.
Por exemplo, você abre o e-mail inocentemente e o vírus se instala.
“No minuto que você compra com o seu cartão de crédito, essa informação sua agora vai ser capturada por criminosos e vai ser utilizada ilegalmente de outra forma”, alerta o advogado Richard Boscovitch.
Neste momento, 400 milhões de computadores no mundo todo estão infectados por vírus. E o Brasil é o sexto país mais afetado. Aumenta o crime virtual e novas tecnologias de segurança aparecem.
Uma das principais armas no combate aos crimes virtuais é uma rede com computadores espalhados pelo mundo inteiro e que servem como iscas para os criminosos. Esses computadores atraem os vírus como se fossem computadores de pessoas comuns. Mas, na verdade, eles estão conectados e sendo investigados pelos especialistas do centro.
Quando o vírus cai na armadilha do computador "isca", ele passa a ser estudado minuciosamente pelos especialistas do centro.
Quando estes especialistas descobrem onde estão os centros de comando dos criminosos, pedem autorização para a Justiça do país para assumir a rede de computadores infectados e controlados por eles.

O vírus deixa pistas? Um pesquisador responde que se o computador estiver mais devagar do que o normal, muito barulhento, ou alguma luz estiver piscando mesmo quando você não está usando, fique atento, são sinais para prestar atenção.
E isso não vale só para o seu computador. “O celular agora, realmente, se tornou um computador. Então essa outra área que os criminosos estão entrando para poder colocar aquela infecção no seu telefone, no seu tablet, para fazer os mesmos tipos de crimes que eles faziam antes no seu computador em casa”, afirma o advogado Richard Boscovitch.
Como nós podemos nos proteger então?
“O mundo virtual é como o mundo real. É mais seguro em algumas vizinhanças do que em outras. Se você vai a lugares que você confia, existe uma chance maior de você estar seguro. Eu não andaria numa vizinhança de uma cidade estranha, eu tomaria cuidado em saber por onde eu ando”, alerta o especialista Bryan Hurd, diretor do centro.