10.11.2015

Gratificação garantida a aposentados

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)beneficia os servidores públicos aposentados, garantindo o pagamento dos valores da Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (GDPGPE) em percentual idêntico aos dos servidores da ativa. O assunto já estava em pauta desde 2010, quando, após muito debate em diversas instâncias, o STF arquivou provisoriamente todos os processos com o mesmo objeto. No fim de 2013, o Supremo julgou o Recurso Extraordinário, dando ganho de causa para os aposentados. No mesmo ano, a União Federal opôs embargos de declaração, impedindo o trânsito em julgado da decisão.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Entretanto, nesta semana, o STF rejeitou os embargos, sendo garantido o êxito aos aposentados. Segundo a Associação de Recuperação do Crédito ao Consumidor e Combate ao Superendividamento (ARCC), sendo certificado o trânsito em julgado, os Tribunais Regionais e Turmas Recursais deverão desarquivar os processos e adequá-los à decisão do STF, os devolvendo para as varas e juizados de origem para a elaboração dos cálculos dos valores devidos. Dessa forma, a associação recomenda que os servidores federais aposentados que já possuem suas ações arquivadas e aqueles que ainda não ingressaram com a ação, procurem seus advogados ou a Defensoria Pública, uma vez que a decisão não obriga o pagamento para aqueles que não possuem processos na justiça.
COMISSÃO ANALISA
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) dará seguimento, nesta quarta-feira, ao exame da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 62/2015, que derruba a vinculação automática de salários recebidos por agentes públicos, como parlamentares e ministros de tribunais superiores.
TETO REMUNERATÓRIO
O projeto impede o chamado “efeito cascata” no reajuste das remunerações, hoje provocado por cada aumento nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o teto remuneratório para o funcionalismo. Na reunião passada, a matéria teve seu exame adiado por pedido de vista coletivo. Agora, integra pauta que tem 40 proposições para análise.
DESCRUZAR OS BRAÇOS
Os professores em greve das Instituições Federais de Ensino (IFE) aprovaram a saída unificada da greve nacional entre os próximos dias 13 e 16, segundo o Comando Nacional de Greve (CNG) do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). Os professores estão em greve desde o dia 28 de maio.
MAIS LONGA DA HISTÓRIA
Segundo o sindicato, a greve, que já ultrapassou os 131 dias, é a mais longa da história das instituições. A decisão pelo fim da greve foi aprovada por ampla maioria dos professores durante as assembleias nas bases na última semana. De acordo com balanço da entidade, a paralisação atingia a 33 instituições federais, entre universidades e institutos federais.
GRATIFICAÇÃO – Os servidores aposentados que precisam tirar dúvidas sobre o GPDGPE podem entrar em contato com a Associação de Recuperação do Crédito ao Consumidor e Combate ao Superendividamento por meio do telefone 22154529.

'Bombeiros impediram uma tragédia', diz Paes sobre incêndio na Uruguaiana

Prefeito esteve na manhã deste domingo no mercado popular e afirma que 150 boxes foram atingidos pelo fogo

O Dia
Rio - Mais de 150 boxes do setor D foram destruídos pelo incêndio que atingiu o Mercado Popular da Uruguaiana na madrugada deste domingo. O prefeito Eduardo Paes esteve no local e lamentou o incidente e disse que o mercado popular deve ser reaberto parcialmente na próxima terça-feira.
"A ação rápida dos bombeiros impediu que tivéssemos uma tragédia maior. Mais de 150 boxes sofreram com o incêndio, o que representa cerca de 10% de todo o camelódromo. É uma perda, sem dúvida. Dos que foram atingidos quase não sobrou nada. Mas a maior parte já vai poder voltar a funcionar na terça-feira", afirma.
O prefeito Eduardo Paes esteve na manhã deste domingo no Camelódromo da Uruguaiana após o incêndio que destruiu mais de 150 boxes
Foto: Divulgação / Prefeitura do Rio
De acordo com Paes, a prefeitura vai trabalhar para que o camelódromo volte a funcionar normalmente o mais rápido possível. O prefeito vai se reunir nesta segunda-feira, na Cidade Nova, com os representantes das associações. "Este é um equipamento importante para a cidade", completa.
Bombeiros de seis quarteis trabalharam para combater o fogo. Segundo a corporação, o trabalho dos militares está na fase de rescaldo e não há informações de vítimas. A pista da Avenida Presidente Vargas, sentido Candelária, que ficou fechada durante toda a manhã, foi reaberta por volta das 12h30.
Um dos donos dos boxes atingido prestou depoimento na 4ªDP (Praça da República), onde o caso foi registrado, os agentes já realizaram a perícia no camelódromo. Os policiais agora buscam por testemunhas e informações que possam ajudar no caso.
'Prejuízo incalculável', lamenta presidente de associação
Por causa do fogo, aproximadamente 800 pessoas ficarão sem trabalho nas próximas semanas, até a liberação e reconstrução do espaço, informou o presidente da Associação dos Comerciantes e Ambulantes do Centro, João Lopes. “O prejuízo é incalculável. Tivemos destruição de 180 a 200 boxes. São de três a quatro pessoas trabalhando em cada box”, informou Lopes.
Incêndio na madrugada deste domingo destruiu diversos boxes no Camelódromo da Uruguaiana
Foto: Divulgação / WhatsApp do DIA (98762-8248)
Ele defendeu a concretização de um projeto de reforma em todo o espaço, construindo as lojas em tijolo, com dois andares, como foi feito no camelódromo atrás da Central do Brasil, após incêndio que ocorreu no local.
“Estamos buscando fazer um trabalho de revitalização, para acabar com esses problemas. Já temos um projeto para fazer um minishopping de dois andares. Seria a solução para o nosso camelódromo. Queremos partir para isso no próximo ano”, afirmou Lopes.
Entre as famílias que ficaram sem mercadoria e sem trabalho, está a da comerciante Emanuele Vidal. “Vamos tentar reerguer o nosso comércio para vender para o Natal. Somos honestos e trabalhadores, mas como vamos fazer? Já estamos devendo para alguns fornecedores, é difícil”, lamentou Emanuele, que trabalha com o pai e uma irmã no local, vendendo camisetas de escolas de samba e artigos para turistas.
Camelódromo foi alvo de grande operação em julho
Em julho, o local ficou interditado por quase uma semana, por conta de uma megaoperação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e da Delegacia de Combate aos Crimes contra Propriedade Imaterial (DRCPIM). Na época, foram apreendidas 4,5 toneladas de mercadoria.
A operação de julho começou após uma investigação de três meses da DRCPIM. A participação de milicianos na segurança do camelódromo também vinha sendo investigada. Além disso, políticos e policiais usariam ‘laranjas’ para conseguirem permissões de boxes, e os alugariam por até R$ 30 mil.
Na ocasião, a presidente da União dos Comerciantes, Rosalice Rodrigues Oliveira, admitiu 40% dos boxes vendiam produtos falsificados. Mas ela se defendeu, lembrando que a associação só tem o poder de orientar, e não o papel de polícia.
Com informações da Agência Brasil

FOGO AMIGO É ISSO


  • O manifesto de ontem, pedindo o afastamento de Eduardo Cunha, é o retrato do caráter da direita brasileira, hipócrita, corrupta, traidora.
    Vamos começar do início?
    Logo que Dilma foi reeleita e, com ela, o Congresso Nacional (deputados e parte dos senadores), Eduardo Cunha saiu em peregrinação, visitando todas as capitais e grandes cidades, não deixando passar uma, como se estivesse em campanha presidencial (e estava, só que não para a da república, mas da câmara).
    E começou a grita: Eduardo está pagando as dívidas de campanha de todos os eleitos endividados, fazendo acordo com os governadores, para que pressionem os parlamentares das suas bases, para que votem nele.
    Nos dias que antecederam a votação, Arlindo Chinaglia e Júlio Delgado, seus adversários, denunciaram que os votos estavam todos comprados por Cunha, mas a Globo e a oposição bancaram o bom moço, mesmo sabendo da periculosidade dele.
    E o meu ocasional leitor me perguntará: mas Cunha tem poder econômico pra isso? São muitos e muitos milhões!
    Até agora só foram descobertas parte das contas, a maioria delas tendo recebido aportes de paraísos fiscais, o que quer dizer que ele tem inúmeras outras contas secretas fora da Suíça, e só em uma delas a mulher de Cunha movimentou quarenta e cinco milhões de reais, em dois anos.
    Agora os irmãos Marinho (Globo), sonegadores de primeira, com os nomes na Zelotes, no próprio HSBC suíço, através de laranjas, fazem editorial no jornal O Globo, pedindo o afastamento de Cunha, o Jornal Nacional, púlpito e palanque político da direita, detona Cunha, e todos os deputados que venderam os seus votos a ele se reúnem e pedem o seu afastamento.
    No submundo da criminalidade há uma figura, chamada de “bucha”, que é o que poderíamos chamar de anteparo do crime, aquele que assume tudo para isentar os demais.
    Nas cadeias e penitenciárias, por exemplo, o bucha é aquele cara que, seja pela gravidade do delito cometido, seja pelo acumulo de delitos, tem uma pena de quase prisão perpétua, vai morrer na cadeia. Então...
    Se um preso mata o outro, o bucha se apresenta como o autor. Se drogas são apreendidas em uma cela, o bucha se entrega como o proprietário delas.... E, em troca tem a proteção dos poderosos do crime e a garantia das suas necessidades básicas atendidas: cigarros, cobertor, comida melhorada, drogas... Na cadeia, e o sustento e proteção da sua família, aqui fora, gratuitamente.
    Mas há um problema que a direita tem que resolver: o bucha o é por acordo, o que não aconteceu com Eduardo Cunha. Os ladrões não combinaram com ele que assumisse tudo, mas o denunciaram, entregaram de bandeja e aí complica, Eduardo não tem escrúpulos nem limites, e pode denunciar todo mundo, em represália.
    A se generalizar a política mineira, Eduardo corre risco de morte(que o diga o policial Lucas Evangelista), é um vasto arquivo a ser queimado, como PC Farias, seu ex sócio.
    Olhando-se os que derrubaram Cunha estão lá Aécio Neves, Aloysio Nunes, Nardes, José Serra, Joaquim Barbosa, Anastasia, Agripino Maia, Ronaldo Caiado, Carlos Sampaio, irmãos Marinho... E mais uma penca, todos já denunciados pelos mesmos crimes de Cunha.
    Os quarenta se amotinaram e traíram Ali Babá.
    Se o meu ocasional leitor observar bem, a expressão Lava Jato foi banida da mídia, e a explicação é simples: acabou o estoque de meia dúzia de petistas, agora investigam as muitas dúzias da oposição, denunciadas anteriormente, e a operação ganhou a rubrica de “em segredo de justiça”. Cunha em evidência é publicidade da Lava Jato e isso não podem permitir.
    Como continuarão a se apresentar como alternativa à “roubalheira petralha” se são todos ladrões contumazes e juramentados, denunciados, esperando que a justiça se dispa da toga da corrupção e os indicie?
    Comemoremos a queda de Cunha, porque um ato moral, mas sem perder de vista que foi no interessde da criminalidade, um simples rodízio de liderança entre eles.
    Logo haverá outro pirata no comando do navio.
    Francisco Costa
    Rio, 11/10/2015.
    Na foto, o denunciado deputado Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara, até ontem um fiel e dedicado defensor de Cunha, por orientação da direção do partido.
  • Celia Manes Disse tudo!
    Curtir · Responder · 2 · 2 h
  • Edson Mário
  • Edson Mário VIVA A CLAREZA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se.
    Mateus 10:26
    Curtir · Responder · 1 · 2 h
  • Joao Abrahao
  • Joao Abrahao Vejam que a Situação da Política representa a ESquizofrenia do nosso sistema cultural e sistema de escolha política. A classe mais consciente e esclarecida é atropelada pelas decisões de maiorias e eleitoreiras dos cartéis instalados no Brasil.

Papa trabalha contra o Golpe para tirar a Dilma do poder

Cesar Fonseca em 05/10/2015

VATICANO ALIA-SE AO PLANALTO Papa Francisco sai em defesa da presidenta Dilma Rousseff na semana em que os golpistas arregimentam todas as suas energias para tentar levar adiante o golpe do impeachment, cujas consequências podem levar ao impasse político em meio à crise econômica, intensificando luta de classes no Brasil.
VATICANO ALIA-SE AO PLANALTO
Papa Francisco sai em defesa da presidenta Dilma Rousseff na semana
 em que os golpistas, ancorado em parecer do TCU sobre pedaladas,
 cheio de motivações políticas, arregimentam todas as suas energias
 para tentar levar adiante o golpe , cujas consequências 
podem levar ao impasse político em meio à crise econômica, 
intensificando luta de classes no Brasil.
ASSUNTO GANHA INTENSIDADE E EXCITAÇÃO  NA IGREJA CATÓLICA NAS REUNIÕES DA CNBB.  Dom Leonardo, depois de conversar com o Papa, cuja mão beija, declarou que o impeachment que a oposição brasileira tenta emplacar para derrubar a presidenta Dilma Rousseff não é solução. Falta diálogo entre as forças políticas no Brasil. Ou seja, a Igreja Católica alerta para o perigo que a democracia brasileira corre se for concretizado o golpismo lacerdista antinacionalista em marcha pelos antidemocratas que não engoliram ainda a derrota eleitoral de 2014.
ASSUNTO GANHA INTENSIDADE E EXCITAÇÃO
EM REUNIÃO NA CNBB NA SEMANA PASSADA
Dom Leonardo, depois de conversar com o Papa, cuja mão beija, declarou
 que o golpe que a oposição brasileira tenta emplacar para derrubar
 a presidenta Dilma Rousseff não é solução.
 Deixa furos para todos os lados. Os especialistas, na avaliação dele, ainda,
 não encontraram
 motivos suficientes, concretos, convincentes, para formar opinião abalizada.
 Falta diálogo entre
 as forças políticas no Brasil. Ou seja, a Igreja Católica alerta para o perigo 
que a democracia
 brasileira corre se for concretizado o golpismo lacerdista antinacionalista em
 marcha pelos 
antidemocratas que não engoliram ainda a derrota eleitoral de 2014.

O Papa Francisco pode estar por trás da declaração do Secretário Geral da CNBB, D. Leonardo Ulrich Steiner, ao Valor Econômico, sexta feira, 02.10, de que não representa solução o Golpe que a oposição[ golpista lacerdista antinacionalista] tenta conduzir contra a presidenta Dilma Rousseff.

Estaria, sobretudo, faltando comprovações abalizadas sobre o assunto entre os maiores especialistas com os quais a Igreja tem dialogado, buscando o entendimento amplo.

Igualmente, falta diálogo entre as forças políticas brasileiras, no cipoal partidário produzido pelo modelo político, tocado por financiamento privado de campanha eleitoral, que determina o poder econômico no comando do Congresso, na avaliação do Secretário Geral.

Choca essa carência de entendimento, especialmente, no momento em que o Vaticano trabalha pela aproximação dialógica Cuba-Estados Unidos, ganhando sonoridade global o gesto papal em favor da conciliação entre os dois países.

D. Leonardo se pronunciou sobre assunto tão candente depois de encontrar com o Sumo Pontífice em Roma na semana anterior à viagem deste a Cuba e aos Estados Unidos, segundo apuramos.

Não soa estranha, portanto, a observação do Bispo D. Leonardo quanto à carência de diálogo entre as forças políticas no Brasil, sabendo que o que mais busca o titular do Vaticano é justamente a aproximação Cuba-Estados Unidos para acelerar entendimentos positivos na superação dos impasses.

Há, pelo menos, um ano antes da troca de embaixadas entre os dois países, o Papa intermediou aproximação  Washington-Havana.

Nesse sentido, estariam ou não as palavras do Secretário Geral sintonizadas com conversas que manteve com Francisco antes da entrevista ao jornal de economia mais influente do País, que, aliás, sequer deu chamada de primeira página para tão importante assunto?

Teria o Secretario Geral se disposto a falar sobre tema tão espinhoso, sem antes acordar-se com seu chefe maior, no Vaticano?

Ou teria ido a Roma, especificamente, para tratar do mesmo, dada sua importância máxima para a vida do País de maioria católica mais expressiva do mundo?

O Papa, por sua vez, teria ou não concordado com o Secretário Geral relativamente às declarações dele?

Evidentemente, se o Papa ponderasse que não seria conveniente tocar em tal assunto nesse momento, o Secretário Geral teria, ainda assim, contrariado recomendação papal?

Ou ambos, depois de dialogar sobre a situação brasileira, resolveram por bem ser conveniente à Igreja expressar-se dentro das suas possibilidades de influir nos acontecimentos, numa linha de pacifismo político diplomático?

Nesses termos, as declarações de D. Leonardo  representariam ou não, tacitamente, concordância papal sobre necessidade de a Igreja posicionar contrariamente ao golpe, cujas consequências políticas são incógnitas totais, quanto ao desenrolar político de tal fato realmente impactante para a vida nacional, para o bem e para o mal?

Teria ou não Francisco, como primeiro papa sul-americano, argentino e peronista, interesse em influir nos acontecimentos políticos, no Brasil, no sentido de promover o bem, segundo o entendimento do Vaticano, na medida em que não vê como solução o golpe, conforme declarou o Secretário Geral?

O Secretário Geral da CNBB diria algo dessa natureza sem estar inteiramente sintonizado com a diplomacia do Vaticano?

Ora, se a Santa Sé, politicamente, luta para aproximar Cuba dos Estados Unidos e vice-versa, empenhando-se pela remoção do bloqueio comercial imposto por Washginton a Havana há mais de cinquenta anos, por que não faria o mesmo para evitar rachas políticos no Brasil que, fatalmente, emergiriam de eventual e previsível tumultuado golpe para tirar uma presidenta eleita pelo voto popular?

Seria ou não, enfim, calculada a declaração de D. Leonardo, combinada com o Papa, para dar recado aos brasileiros de que o Vaticano considera perigoso politicamente o golpismo lacerdista antinacionalista que a oposição brasileira tenta contra a democracia brasileira por ainda resistir à derrota eleitoral de 2014?

Em suas declarações ao Valor Econômico, D. Leonardo, diplomaticamente, critica o modelo político que estimula procriação partidária sem limites e vê nele raíz dos desentendimentos partidários e fonte de conflitos que dificultam o diálogo nacional.

Não é à toa que a CNBB se aliou às correntes nacionalistas defensoras do fim do financiamento de empresas privadas às campanhas eleitorais, por entender estar aí a fonte da corrupção e represenar primeiro passo para efetiva reforma política capaz de democratizar poder político no Brasil.

A CNBB não discorda da necessidade do ajuste fiscal, mas lembra que o processo político em marcha, de viés nacionalista, nos últimos anos, contribuiu para minorar as desigualdades sociais, de modo que essa caminhada precisa seguir adiante, em meio às dificuldades econômicas.

Ou seja, o ajuste fiscal não pode, na avaliação do Secretário Geral da CNBB, afetar o social, sob pena de conflitos de classe se intensificarem, no ambiente de paixões que eventual julgamento de impeachment despertaria, levantando ódios e violências.

A CNBB vê aumento de imposto como mais sacrifício aos pobres, de modo que se for necessário aumento de carga tributária, que esta ocorra para não sacrificar mais os mais necessitados, indo em cima dos que podem pagar por que ganham mais.

Estaria a Igreja a favor ou na da CPMF que tem esse espírito essencial como proposta, de cobrar mais de quem ganha mais?

A Operação Lavajato, para D. Leonardo, é a comprovação da influência do poder econômico sobre o processo político, razão pela qual a Igreja aplaude decisão do Supremo Tribunal Federal que votou pela inconstitucionalidade do financiamento privado de campanha eleitoral.

A CNBB, portanto, está inteiramente mergulhada nos assuntos políticos brasileiros no contexto explosivo do processo de impeachment e toma partido consequente aos interesses da Igreja, na linha de Francisco.

Poetas declaram apoio à legalidade do mandato de Dilma Rousseff

 Diversos poetas comprometidos não só com a palavra, mas também com o contexto político no qual estão inseridos enviaram seus depoimentos em apoio à legalidade do mandato constitucional da presidenta Dilma Rousseff.

A iniciativa foi do poeta e colaborador do portal, Claudio Daniel, que mobilizou outros amigos da poesia para este manifesto. Alguns deles já contribuíram com a sessão Letras Vermelhas, do caderno cultural Prosa Poesia e Arte, entre eles, Chiu Yi Chih.

Veja os depoimentos:

“Confio na integridade e na capacidade da presidenta Dilma. Quem deve ser cobrado são os integrantes do Congresso mais reacionário dos últimos tempos, os seus presidentes deploráveis, e o ministro Gilmar Mendes (colocado no STF pelo ex-presidente Fernando Henrique) que sentou há mais de um ano em cima do voto, bloqueando a decisão que impediria o financiamento empresarial das campanhas eleitorais e dos partidos políticos. Golpe nunca mais! Ditadura nunca mais! Marchas da Família, etc., nunca mais! Não vão levar no tapetão, o que perderam na eleição! Golpistas não passarão!” (Augusto de Campos)

“Dilma foi eleita pelo voto livre, democrático. Falar de impedimento é um absurdo que a grande mídia estimula tresloucadamente. Isso se chama golpe, sem tirar nem pôr. Já vi, infelizmente, essa cena: em 1964 multidões foram para as ruas em patéticas "Marchas da Família com Deus pela Liberdade". Deu no que deu: uma ditadura cruel e sanguinária que durou 21 anos”. (Armando Freitas Filho)


"Falar em impeachment de Dilma Rousseff é algo tão sem pé nem cabeça quanto obrigar os mosquitos da dengue a se mudarem para o Paraná. A água no estado de São Paulo está no osso, os casos de dengue são mais da metade dos registrados em todo o país, a polícia promove um verdadeiro genocídio nas quebradas, há suspeitas de corrupção grossa, nunca apuradas, no Metrô, na Dersa e nas obras do monotrilho, e não ouço ninguém pedindo o impeachment de Geraldo Alckmin. Espero que o governo de Dilma Rousseff consiga fazer a maior faxina possível dentro de Casa e prossiga com as mudanças sociais que vem acontecendo há mais de uma década. Mas estou convencido que sem mudanças profundas na difusão cultural e sem a criação de novos e eficientes canais de comunicação, teremos que ouvir o coro dos ignorantes por muito mais tempo. Os caras vão para a rua pedir impeachment e depois voltam para casa para assistir Faustão e enlatado americano dublado. Assim fica difícil levar uma discussão de alto nível." (Ademir Assunção)

“Fiquei feliz com o esvaziamento desse movimento favorável ao impeachment da nossa presidenta. Na última manifestação, na avenida Paulista, a concentração não tinha onde chegar e virou, como disse um amigo, uma passeata que não passeia, uma rua de lazer. Até mulheres nuas e seminuas desfilaram ao sol. Sem falar dos carros de som tipo trio elétrico, camisas da seleção, hino nacional e ambulantes vendendo cornetas e chapéus”. (Rubens Jardim)


“O Brasil vive uma das situações políticas mais delicadas de sua história. Está em curso uma articulação golpista, liderada pela grande mídia, que visa interromper o ciclo de doze anos de governo democrático-popular no país, que em curto período reduziu a miséria, as desigualdades sociais, implementou medidas de democratização do estado e da sociedade e preservou a nossa soberania e independência, com uma corajosa política externa. O que os empresários midiáticos e seus aliados do PSDB-DEM, setores do judiciário, banqueiros e latifundiários desejam é fazer o país voltar no tempo e retornar à sua condição submissa em relação aos Estados Unidos e ao grande capital internacional, com o mesmo receituário aplicado por Fernando Henrique Cardoso: privatização de empresas estatais a troco de banana, arrocho salarial, desemprego e adoção das medidas recessivas do FMI. No campo cultural, trava-se também uma séria batalha na sociedade entre os que defendem os direitos dos trabalhadores, das mulheres, dos negros, dos homoafetivos, e aqueles que desejam impor uma pauta reacionária, machista, racista, homofóbica, de retrocesso em todos os campos. Neste momento, precisamos de uma ampla frente de apoio ao mandato de Dilma Rousseff, à democracia e ao aprofundamento das mudanças sociais iniciadas por Lula. A unidade dos trabalhadores, da juventude, da intelectualidade progressista e dos movimentos sociais é essencial para conquistarmos a vitória." (Claudio Daniel)

"Considerando as recentes manifestações de descontentamento com o atual governo federal, me brotou a dúvida sobre qual dos tipos de ‘imbecildadão’ - que toma para si a tarefa de impostar a voz vestindo a camisa da (corrupta) seleção brasileira - seria o mais cretino: o manifestante que levanta a bandeira do impeachment ou o manifestante que pede a volta da ditadura militar. O primeiro tipo de cretino certamente não sabe o que faz, uma vez que a presidenta Dilma foi eleita democraticamente e governa dentro da legalidade - se ocupando, inclusive (e praticamente de maneira inédita…!), dos casos de corrupção que inauguraram a escola político-partidária brasileira. Trata-se, nesse caso, de um cretino ignorante. O segundo tipo de cretino, ao contrário, parece saber exatamente o que faz, e deseja veementemente - a despeito de qualquer consideração pelos direitos civis e democráticos - ver seu pau subir, ao projetar todo seu desejo de onipotência na figura de um imbecil musculoso de arma em punho. Nesse segundo caso, trata-se de um cretino narcísico com delírios apocalípticos. Depois de alguma reflexão, pude concluir que o primeiro tipo de cretino é o mais cretino dos cretinos que dão voz a sua cretinice: a ignorância é imbatível - graças a ela, ibi erat dictatura. Para o segundo caso: habemus divã. Quantos aos demais casos de manifestação crítica (e necessária) ao atual governo federal, são bem-vindas, desde que desprovidas de ignorância, narcisismo e demais amostras adjacentes em ufanismo-verde-e-amarelo." (Ana Cristina Joaquim)



“Dando continuidade ao programa político e social iniciado no governo Lula, o atual mandato da Dilma tem contribuído de modo significativo na luta por um Brasil mais justo, do ponto de vista das melhorias das camadas mais desfavorecidas, e nesse sentido, é fundamental que seja respeitada a sua gestão assim como o fato de a presidente ter sido eleita democraticamente pela população brasileira”. (Chiu Yi Chih)




“Eu confio na presidente Dilma Rousseff. Apoio a continuação de seu mandato. A oposição, com ajuda da mídia golpista, tem manipulado gente que não sabe quem é o vice e acha que com a saída da Dilma quem vai assumir é o Aécio Neves. Que esperar disso?” (Rosana Piccolo)


Eu
e muitos brasileiros
disse Dilma
isso é legal
está legalizado
querer um fora
agora
acaba na hora
com a força do voto
Eu disse sim e quero sim.
(Lúcio Agra)

Artistas e intelectuais lançam manifesto em apoio a Dilma Rousseff

Artistas e intelectuais lançam manifesto em apoio a Dilma Rousseff

Em carta, personalidades afirmam que é preciso aprofundar as mudanças em curso no País e que não é hora de retomar políticas que só desoneram o povo brasileiro

Por Redação
Acontece nesta segunda-feira (15), na cidade do Rio de Janeiro, às 19h, ato dos artistas e intelectuais que apoiam a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Além do ato em si, personalidades como Chico Buarque, Beth Carvalho, Ângela Vieira, Marilena Chauí, Chico César, Marieta Severo, Otto, entre outros, lançaram hoje um manifesto em apoio à presidenta.
No texto, eles afirmam que é chegada a hora do Brasil escolher qual caminho vai seguir: o atual, que deve ser aprofundado, ou se o país “deve voltar ao Brasil de antes, o do desemprego, da entrega, da pobreza e da humilhação”. Os signatários também consideram que o País nunca viveu um “processo tão profundo e prolongado de mudança e justiça social”.
De acordo com o manifesto, “abandonar este caminho para retomar fórmulas econômicas que protegem os privilegiados de sempre seria um enorme retrocesso”. A carta não perde o seu lado crítico e diz que junho de 2013 mandou o seu recado. “O Brasil precisa urgentemente de uma reforma política. Mas precisa mudar avançando e não recuando”, diz o texto.
Para aderir e saber quais outras personalidades assinaram o manifesto, clique aqui.
A seguir, confira o texto na íntegra:
“A PRIMAVERA DOS DIREITOS DE TODOS: GANHAR PARA AVANÇAR
Os brasileiros decidem agora se o caminho em que o país está desde 2003 é positivo e deve ser mantido, melhorado e aprofundado, ou se devemos voltar ao Brasil de antes – o do desemprego, da entrega, da pobreza e da humilhação. Nós consideramos que nunca o Brasil havia vivido um processo tão profundo e prolongado de mudança e de justiça social, reconhecendo e assegurando os direitos daqueles que sempre foram abandonados.
Consideramos que é essencial assegurar as transformações que ocorreram e ocorrem no país, e que devem ser consolidadas e aprofundadas. Só assim o Brasil será de verdade um país internacionalmente soberano, menos injusto, menos desigual, mais solidário.
Abandonar esse caminho para retomar fórmulas econômicas que protegem os privilegiados de sempre seria um enorme retrocesso. O brasileiro já pagou um preço demasiado para beneficiar os especuladores e os gananciosos. Não se pode admitir voltar atrás e eliminar os programas sociais, tirar do Estado sua responsabilidade básica e fundamental.
O Brasil precisa, sim, de mudanças, como as próprias manifestações de rua do ano passado revelaram. Precisa, sem dúvida, reformular as suas políticas de segurança pública e de mobilidade urbana. Precisa aprofundar as transformações na educação e na saúde públicas, na agricultura, consolidando com ousadia as políticas de cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia, e combatendo, sem trégua, todas as discriminações.
O Brasil precisa urgentemente de uma reforma política. Mas precisa mudar avançando e não recuando. Necessita fortalecer e não enfraquecer o combate às desigualdades. O caminho iniciado por Lula e continuado por Dilma é o da primavera de todos os brasileiros. Por isso apoiamos Dilma Rousseff.”
Foto: AdoroCinema

Comentários

1824 Comentários