5.22.2016

ATENÇÃO TRABALHADORES: Nova pauta de Temer vai flexibilizar jornada de trabalho e salários


247 – Não bastasse a reforma da Previdência, o governo do presidente interino, Michel Temer, já cogita colocar em pauta a ainda mais polêmica reforma trabalhista, com negociações coletivas de jornada de trabalho e salários.
Segundo reportagem do jornal O Globo(órgão oficial do governo golpista) deste domingo, estaria sendo cogitada a flexibilização da CLT, a partir de acordos coletivos, a fim de aumentar a produtividade econômica e diminuir os custos de investimentos dos empresários.
Os direitos previstos na Constituição serão assegurados, porém, não da mesma forma. "Dessa forma, FGTS, férias, previdência social, 13º salário e licença-maternidade, entre outros, continuarão existindo obrigatoriamente, mas serão flexibilizados", diz a matéria.
Neste sábado, a maior central sindical do País, a CUT, voltou a dizer, em nota, que se recusa a negociar a "retirada de direitos conquistados" com o governo golpista, ao comentar a reforma da Previdência, e disse que "sempre alertou que o golpe era contra a classe trabalhadora".
A presidente afastada Dilma Rousseff também vem dizendo em seus discursos que o novo governo quer tirar benefícios sociais e trabalhistas conquistados pelos brasileiros. Estão querendo rasgar a CLT.

Amorim: ‘Brasil voltará ao cantinho da cena mundial’

247 – Com o senador José Serra (PSDB-SP) no comando do Ministério das Relações Exteriores, cargo para o qual foi empossado na última semana, "o Brasil voltará ao cantinho pequeno no cenário mundial", avalia Celso Amorim, ex-chanceler do governo Lula e ex-ministro da Defesa durante o governo Dilma.
Em artigo publicado neste domingo, o ex-ministro critica a primeira ação do tucano ao enviar uma carta a "governos de países amigos do Brasil" repudiando críticas sobre o processo de impeachment no Brasil, considerado um golpe por esses governos.
"Um misto de prepotência e de arrogância pode ser lido nas entrelinhas, como se o Brasil fosse diferente e melhor do que nossos irmãos latino-americanos", observa Amorim.
Para o ex-chanceler, "o que mais preocupa", porém, "é o afã em diferenciar-se de governos anteriores, acusados de ação partidária, como se esta só existisse na esquerda do espectro político".
Leia aqui a íntegra de seu texto.

Temer não pode sair às ruas.


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Neste sábado, estava prevista a inauguração de um trecho do VLT, no Rio de Janeiro, que contaria com a presença do presidente interino, Michel Temer, mas ele desistiu de participar, alertado por assessores do risco de vaias, o que fez com que o evento fosse adiado para 5 de junho; na Virada Cultural, em São Paulo, o "Fora, Temer!" dominou os intervalos entre as apresentações, assim como nos espaços ocupados do Ministério da Cultura; ontem, em Belo Horizonte, a presidente afastada Dilma Rousseff passou pelo teste ao ser ovacionada por 40 mil pessoas em Belo Horizonte, aos gritos de "Volta, querida"; Temer luta para ter seus votos no Congresso, mas não tem o apreço do povo; esse modelo de governabilidade é sustentável por muito tempo? Onde estão as pesquisas de opinião pública? A grande mídia esconde as manifestações, que estão ocorrendo em todo Brasil em apoio à democracia e ao voto popular.

Os jornalistas da Globo são tão responsáveis pelo golpe quanto seus patrões

Cristiana_Lobo03
A voz dos patrões.
Minha tolerância com qualquer coisa produzida pela Globo é baixíssima. Tudo ali me provoca repugnância.
Mas acabei vendo alguns minutos da GloboNews no dia em que Waldir Maranhão anulou, ou tentou anular, a sinistra sessão em que bufões da Câmara aprovaram o golpe.
No pouco que aguentei ver, o que mais me impressionou foram as análises da comentarista Cristiana Lobo.
Ela acredita mesmo nas coisas absurdas que fala? Foi essa a pergunta imediata que me fiz.
Cristiana condenou a instabilidade que Maranhão trouxera para a cena política. Deus. Sob o comando descarado da Globo em que ela trabalha, a oposição vem promovendo uma brutal instabilidade no Brasil desde que Dilma se elegeu para um segundo mandato.
Aécio, o playboy do Leblon que se consagrou como o mais sórdido perdedor da história política nacional, colocou imediatamente em dúvida a lisura das eleições. Chegou a reivindicar, no primeiro grande espasmo golpista, que sua chapa fosse empossada no lugar da encabeça por Dilma e o traidor.
A Globo esteve por trás de todo o processo de desestabilização do governo eleito. Jamais serão esquecidos os circos montados pela emissora a cada etapa em que a Lava-Jato perseguia os suspeitos de sempre – os petistas.
Também ficarão na memória as coberturas de protestos contra Dilma, tratados como grandes festas da sagrada família brasileira.
Isso para não falar na criminalização de pedalinhos em intermináveis minutos no Jornal Nacional.
A Globo virou a Veja. Abandonou completamente o jornalismo para se dedicar ao golpe todos os dias e todas as horas.
Com a diferença de que a Veja é uma revista semimorta, e a Globo, monopolista, infesta a cena de mídia nacional com jornais, rádios, emissoras de tevê etc etc.
Em seu cinismo bandido, a Globo fingiu se bater pela moralidade. Logo ela, símbolo da corrupção, uma empresa que faz qualquer coisa para que seus donos mandem no Brasil e, assim, multipliquem uma fortuna pessoal indecente.
A Globo sonega. A Globo paga propina para transmitir Copa do Mundo e outras coisas que lhe trazem um dinheiro colossal. A Globo se encharca de recursos públicos via BNDES. A Globo é um monstro moral.
E se faz de virgem.
Os jornalistas da Globo, no golpe em curso, contribuíram decisivamente para a causa abjeta dos patrões.
Um caso exemplar é o de Erick Bretas, que se fantasiou de Sérgio Moro no Facebook para defender histericamente o golpe. Não é a única fantasia de Bretas: ele também se vestiu e se veste de jornalista.
Não é apenas a Globo que deve ser combatida impiedosamente pela sociedade pelos males que fez, faz e fará contra o país.
Também seus jornalistas devem receber o justo castigo por ajudarem a transformar o Brasil num imenso, num desolador Paraguai.
Ou o Brasil acaba com a Globo ou a Globo acaba com o Brasil. Os Marinhos sempre tramarão para que sejamos uma república dos plutocratas, desigual, em que uns poucos tenham muito para que a imensa maioria divida o resto.
O bilionário Jorge Paulo Lemann disse que o Brasil jamais será estável enquanto houver desigualdade.
Acrescentemos: e jamais será iguialitário enquanto existir a Globo.
Uma das raras coisas boas dessa crise é que nunca isto ficou tão claro.
A Globo boicotou a democracia a cada instante neste golpe. Ela tem que ser combatida nesta mesma medida: a cada minuto, compreendidos aí os Marinhos e seus cúmplices jornalistas.
 Paulo Nogueira,

Música Pela Democracia - Clipe Oficial