2.16.2018

Pedras nos rins: causas, sintomas e tratamentos

O cálculo renal pode provocar fortes dores e geralmente exige

atenção rápida dos médicos. Saiba como evitar ou remediar 

essa encrenca

Estamos falando de uma condição dolorosa marcada pela formação de pedrinhas que obstruem o sistema urinário. Popularmente conhecida como pedra nos rins, essa formação endurecida pode surgir nos rins e atravancar outro ponto do canal urinário. Como o ureter, canal que transporta a urina até a bexiga, é muito estreito, a partícula acaba emperrada. Para expulsá-la, o organismo provoca contrações e surge a dor intensa.

Os rins funcionam como dois grande filtros do sangue. Além de água para formar a urina, eles retêm diversos elementos, como cálcio, ácido úrico e oxalato. Quando essas moléculas aparecem em grande quantidade e há pouco líquido para dissolvê-las, surgem cristais ou agregados que se avolumam e viram os cálculos. O tamanho deles varia, mas podem chegar a 2,5 centímetros.
As pedrinhas formadas pelo cálcio correspondem a cerca de 80% dos casos de cálculo renal. Isso acontece quando o intestino promove uma absorção exagerada do mineral, que não consegue ser excretado a contento a partir dos rins. Aí se formam os cristais de cálcio. Da mesma forma, quando há uma concentração excessiva de ácido úrico ou oxalato (causada por um mau aproveitamento do organismo, por exemplo), podem ser formar pedrinhas de potencial doloroso.
Existe ainda um quarto tipo de pedra, mais raro, a estruvita. Diferentemente das outras, essa acomete principalmente mulheres. Sua origem está associada a uma infecção causada pela bactéria Proteus mirabillis, que altera o pH da urina, facilitando a agregação de partículas de magnésio, fosfato e amônia.
A formação pode chegar a 11 centímetros, ocupando todo o espaço do rim. Como é mais mole, o xixi consegue passar por ela e assim não há dor. Um perigo, porque o problema não é notado e se prolonga — e o rim pode acabar seriamente afetado.
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Sinais e sintomas

– Cólica que começa na região lombar e migra para outras áreas
– Dor no baixo ventre
– Sangue na urina
– Náuseas e vômito
– Vontade e fazer xixi a toda hora

Fatores de risco

– Sexo masculino (o problema atinge três vezes mais os homens, sobretudo entre os 20 e os 40 anos)
– Abuso de sal na alimentação 
– Ingestão em excesso de alimentos ricos em cálcio e proteínas
– Pouco líquido na dieta
– Altas temperaturas (muita transpiração e falta de hidratação adequada deixam a urina mais concentrada, aumentando a aglomeração das partículas)
– Obesidade
– Hipertensão
– Predisposição genética

A prevenção

A dieta é um fator preponderante no controle do problema. Para evitar a cristalização dos sais, o organismo precisa de água, portanto uma das primeiras regras é tomar bastante líquido. Uma maneira de checar se a quantidade é suficiente é atentar para a cor do xixi, que deve ser clarinho – se estiver amarelado, significa que está muito concentrado e pode propiciar a formação das pedras.
Maneirar no sal, nos embutidos (como linguiça, salsicha e salame), enlatados e macarrões instantâneos é outra medida aconselhada. Alimentos com alto teor de oxalato (espinafre, nozes, pimenta e chá preto, por exemplo) também exigem moderação, quando já existe propensão a pedras desse tipo. Pessoas com alta concentração de ácido úrico no sangue devem ainda reduzir a ingestão de cerveja, carne vermelha e frutos do mar, uma vez que eles elevam ainda mais as taxas.
Alguns especialistas recomendam ainda cuidado com os suplementos de cálcio. O mineral é importante para o organismo, mas a suplementação só pode ser feita com recomendação médica. Do contrário, a sobrecarga pode resultar no problema renal.

O diagnóstico

As intensas dores provocadas pelos cálculos em geral são o ponto de partida para a detecção do problema. Urina muito densa e escura ou com pontos de sangue é outro sinal de alerta. Exames laboratoriais do xixi analisam a acidez e a presença de cristais ou infecção.
Para investigar o tipo de cálculo e o local em que está estacionado, o médico solicita raio x e ultrassom. Por serem transparentes, as pedras formadas por ácido úrico não aparecem nesses exames. A tomografia helicoidal é um recurso para flagrar esse tipo de massa. Procedimentos mais invasivos, a urografia excretora e a intravenosa são feitos com injeção de corante para mapear a área e detectar pedras menores e outras alterações importantes do trato urinário.

O tratamento

Quando é pequena, a pedra costuma ser expelida naturalmente. Basta aumentar a quantidade de líquido ingerido ou, caso o médico ache necessário, injetado na veia.
A partir de 1 centímetro de diâmetro, procedimentos entram em ação para fragmentar o cálculo e viabilizar sua eliminação. Uma das opções é a litotripsia extracorpórea, a menos agressiva para o organismo. Nela, ondas eletromagnéticas destroem o material sólido.
Na tradicional técnica percutânea, é feita uma incisão nas costas do paciente e um aparelho penetra na pele até atingir o rim para retirar o cálculo. O procedimento exige internação de até cinco dias para recuperação.
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Hoje uma técnica mais simples, batizada de uretero-nefrolitotripsia flexível, detona as formações duras com o laser de um aparelho introduzido pela uretra. Nesse método, porém, às vezes uma tentativa é insuficiente. Então, é preciso repetir a cada duas semanas, por até quatro sessões, sempre com anestesia geral. O pós-operatório compensa, porque a pessoa recebe alta no mesmo dia.
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Exame para câncer de ovário pode ser prejudicial, diz estudo

Pedir o teste a todas as mulheres geraria complicações desnecessárias

sem trazer grandes benefícios. Mas ele ainda tem utilidade: veja a nova recomendação

Ao menos para mulheres sem sintomas de câncer de ovário ou predisposição genética, pedir exames de rotina para detectar essa doença não diminui o risco de mortalidade por ela. A conclusão vem do Grupo de Trabalho de Serviços Preventivos dos Estados Unidos, um órgão que faz recomendações de saúde pública a partir das evidências científicas disponíveis.

Após revisar 74 estudos sobre o assunto, o órgão não encontrou vantagens significativas em preconizar esses testes a quaisquer mulheres com mais de 45 anos – esse tipo de tumor, embora agressivo, é relativamente raro. Pior: além dos custos, eles podem trazer malefícios, uma vez que não raro acusam um câncer que, na realidade, não está no corpo. A isso se dá o nome de falso positivo.
O problema é que, quando o médico se depara com um resultado desses, acaba prescrevendo intervenções desnecessárias. Imagine o impacto de fazer uma cirurgia para retirar um ovário que, na realidade, está intacto. Ou mesmo o abalo psicológico de ouvir do profissional que você tem um tumor agressivo, quando seu organismo está perfeitamente saudável.
Diante desses achados, aquela entidade americana sugeriu não submeter todas as mulheres com mais de 45 anos a essa triagem.
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E quais exames são esses?

Estamos falando basicamente do ultrassom transvaginal e de um teste de sangue que aponta a presença de substâncias associadas ao câncer de ovário (embora existam outras técnicas menos modernas). Eles podem ser empregados isoladamente ou em conjunto.
Mas, antes de descartar por completo esses métodos, cabe ressaltar as situações em que eles ainda podem oferecer mais benefícios do que chateações. No documento, os especialistas lembram que mulheres com alto risco de desenvolver a doença devem discutir com o profissional o que fazer para ao menos detectá-la precocemente.
Como saber se você faz parte dessa turma? Ora, pelo histórico familiar de câncer na família e por eventuais testes genéticos que apontam uma propensão à enfermidade. Em resumo, se a pessoa se sentir insegura por qualquer motivo, precisa procurar auxílio médico.
Outra situação em que os exames vêm a calhar é quando a paciente manifesta algum sintoma suspeito do tumor em questão. São eles: inchaço e dor abdominal, intestino preso, náusea, azia, urina com sangue, sensação de bexiga cheia…
No fim das contas, a recomendação atual está sujeita a discussões e pede, acima de tudo, bom senso. Os próprios autores relatam que “possuem confiança moderada de que os malefícios da triagem superariam os benefícios”.
Converse com o seu médico e veja como proceder da maneira mais adequada frente à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de ovário. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que 3% dos tumores femininos no Brasil atacam inicialmente esse órgão. Segundo a instituição, em 2016 foram registrados cerca de 6 mil novos casos.
Nos Estados Unidos, 60% dos episódios só é flagrado em estágio avançado, quando se espalhou pelo corpo. Isso reduz bastante a chance de cura.

2.15.2018

Acabou o carnaval, mas a Lava Jato continua com a máscara da enganação


"Como dissemos, o carnaval de 2018 acabou. A Lava Jato, porém, ainda continua escondida atrás da máscara da enganação que esconde seus reais objetivos", escreve o colunista Jeferson Mioa; "Para preservar o pouco de institucionalidade que ainda resta no Brasil, é preciso retirar o disfarce atrás do qual se esconde a verdadeira natureza manipuladora da Lava Jato, e que a Rede Globo acoberta", diz; "O país precisa urgentemente de esclarecimentos sobre os aspectos escabrosos que envolvem esta operação que, a pretexto de combater a corrupção, foi arquitetada com o propósito específico de derrubar o governo Dilma e aniquilar Lula e o PT"
Acabou o carnaval. Como há muito tempo não se assistia, foi um carnaval marcado por protestos políticos e pela forte denúncia do golpe e da oligarquia corrupta, racista e escravocrata que o promoveu.
Depois da farsa judicial montada para condenar o ex-presidente Lula que escandalizou o mundo inteiro, o carnaval deste ano se transformou em outro potente produto de exportação das notícias do golpe e da ditadura jurídico-midiática implantada no Brasil.
Como dissemos, o carnaval de 2018 acabou. A Lava Jato, porém, ainda continua escondida atrás da máscara da enganação que esconde seus reais objetivos.
Para preservar o pouco de institucionalidade que ainda resta no Brasil, é preciso retirar o disfarce atrás do qual se esconde a verdadeira natureza manipuladora da Lava Jato, e que a Rede Globo acoberta.
O país precisa urgentemente de esclarecimentos sobre os aspectos escabrosos que envolvem esta operação que, a pretexto de combater a corrupção, foi arquitetada com o propósito específico de derrubar o governo Dilma e aniquilar Lula e o PT:
  1. Sérgio Moro e os procuradores da turma do Deltan Dalagnoll têm a obrigação de esclarecer quem é o intermediário da força-tarefa da Lava Jato apelidado de DD no email em que Carlos Zucolotto, padrinho e amigo do Moro, promete a Rodrigo Tacla Duran a redução de multa para acordo de delação premiada e privilégios legais em troca de US$ 5 milhões em propina. Note-se que o único integrante da Lava Jato cujas iniciais coincidem com DD é o pregador fanático Deltan Dalagnoll, não por acaso colega de instituição do “jacobino incorruptível” Demóstenes Torres [sic];
  2. a turma de Curitiba, assim como os 3 verdugos do tribunal de exceção da Lava Jato em Porto Alegre têm a obrigação de esclarecer porque blindam Carlos Zucolotto e impedem que ele seja inquirido nos processos em que o Lula é injustamente condenado;
  3. a Lava Jato em Curitiba e na sucursal de Porto Alegre deve explicar categórica e convincentemente porque não atende a outro pedido da defesa do Lula, de oitiva de Rodrigo Tacla Duran – o ex-Odebrecht que denunciou o pedido de propina do Zucolotto; que informou que Rosângela Moro, advogada que se orgulha no facebook que “mora com Moro”, recebeu honorários dele e, mais importante, aquele que denunciou a gigantesca manipulação dos sistemas de registros de dados de propinas da empreiteira [drousys e my web day] usados para condenar injustamente Lula;
  4. a força-tarefa da Lava Jato tem de explicar porque desistiu de comparecer à audiência de 4 de dezembro de 2017 na Espanha, que ela própria solicitou à justiça espanhola, para ouvir Rodrigo Tacla Duran. Estavam escalados para a excursão com polpudas diárias 3 procuradores da república, entre eles o implacável justiceiro Roberson Pozzobon e Orlando Martello; e, finalmente,
  5. a Lava Jato deve explicações aceitáveis para o sumiço das senhas de acesso ao sistema my web day, que armazena os registros de propinas pagas não somente a políticos, mas supostamente a gente do mundo judicial e da mídia. Este é um aspecto crucial da Lava Jato. A turma da Lava Jato em Curitiba e Porto Alegre, assim como o STJ e o STF, têm de explicar porque proíbem o acesso da defesa do Lula à integralidade do sistema, uma vez que os justiceiros usam dados nele constantes para condenar injustamente o ex-presidente.
A opacidade que ronda a Lava Jato não compromete somente a continuidade da operação, porque é, antes de qualquer coisa, um brutal ataque ao Estado de Direito.
Retirar a máscara que recobre a Lava Jato é uma exigência democrática e republicana da maior grandeza

CUIDADO......


“Cuidado com seus pensamentos pois eles se tornam palavras
Cuidado com suas palavras pois elas se tornam ações
Cuidado com suas ações pois elas se tornam hábitos
Cuidado com seus hábitos pois eles se tornam seu caráter
E cuidado com seu caráter pois ele se torna o seu destino
O que n pensamos, nós nos tornamos”

Dama de Ferro .

2.13.2018

"O carnaval pode ter disparado um gatilho social irrefreável".


(Do sempre arguto Maringoni Gilberto)
FOLIA E REBELDIA: ARRISCO ALGUNS PALPITES
É muito cedo para qualquer avaliação sobre o impacto de pelo menos dois acontecimentos de ontem na cena política, a Paraíso do Tuiuti e a ocupação do Santos Dumont. Tenho o péssimo hábito de pensar em voz alta, infernizar quem me é próximo com longas conversas telefônicas antes de opinar. Busco aqui algum diálogo com amigos do FB. Quem tiver paciência, please, opine.
1. Estamos em uma época de muita politização e pouca mobilização. Mas o desfile da Tuiuti e a ocupação do aeroporto carioca pelos foliões são eventos muito fortes.
2. Constituem-se em fenômenos diferentes. A exuberância e a imediata aceitação, adesão e difusão da conexão entre escravidão, golpe e reformas regressivas realizada na Sapucaí mostra que milhões de pessoas compreendem uma narrativa sofisticada.
3. Trata-se de ligações histórico-políticas que poucos - pensava eu - faziam. Agora não, todo mundo sabe e entende. Grilhões e reforma trabalhista, vampiro "neoliberalista" e patos da Fiesp, navio-negreiro e manipulação das pessoas formam um conjunto articulado. Nem mil cursos de formação política executariam o que a escola dirigida, entre outros, por Jack Vasconcelos, realizou quase em rede nacional.
4. A ocupação do Santos Dumont complementa as evoluções no asfalto. Embora com um contingente mais restrito de pessoas, combinou-se festa e ousada decisão. Tivemos aqui, de verdade, um gesto ruidoso de desobediência civil. Não passou na Globo com o destaque da escola, mas é também algo significativo;
5. Por todo o país, ações de folia e rebeldia no mesmo tom se reproduzem.
6. Ao mesmo tempo - e aqui é puro impressionismo - o apoio a Lula parece ter aumentado. Falo por mim e nada há de ciência nisso. Amigos das classes populares com quem há meses converso - vários eleitores de João Dória ou que torceram pela queda de Dilma - , decidiram votar no ex-presidente ou em alguém por ele indicado. Alguns afirmam terem decidido "com raiva", ou "por vingança".
7. Nenhuma das pessoas com quem converso acha Lula santo. "Roubou, e daí?" me diz um camelô. "Eu também não sou puro, faço das minhas", emenda, para completar: "No tempo dele, comprei computador, TV da melhor, carro zero e tudo. Agora não posso gastar. Isso é o que interessa".
8. Não escrevo por apoio a Lula - não é meu candidato no primeiro turno -, mas pelo fato de o petista encarnar uma vasta e difusa sensação de protesto.
9. É cedo para dizer que o jogo virou, mas os golpistas perderam a disputa de ideias e emoções na sociedade. Mas não tenhamos ilusões: seguem no comando por seus sólidos laços na superestrutura. Em bom português, nas instituições de Estado, em especial no Congresso e no Judiciário, além da mídia. O capital financeiro banca o jogo e contam ainda com um violentíssimo aparato de segurança. Vieram a serviço e não a passeio.
10. A única saída que têm é aprofundar o golpe. Num primeiro momento isso se traduz em prender Lula com máximo estardalhaço. Em seguida, obstruir cada vez mais os canais de participação existentes, criminalizar manifestações populares etc.
11. Resta saber se a direita tem unidade entre si para bancar o jogo pesado. Não conseguem fabricar um nome para outubro. Estão com sérios problemas para aprovar a reforma da Previdência. A disseminação da notícia - verdadeira ou falsa - de que Bolsonaro quer metralhar a Rocinha e a fragilidade de Luciano Huck, que não aguenta uma manchete desfavorável, mostra que a partida não é tranquila para o outro lado.
12. As próximas semanas serão definidoras sobre a prisão de Lula. Depois desses dias de folia, as incertezas para eles podem ter aumentado.O encarceramento talvez tenha consequências imprevisíveis. O carnaval pode ter disparado um gatilho social irrefreável... sublinho a palavra "pode".
(Não tenho muitas conclusões, pois o jogo está pelo meio. É delírio meu ou algo aqui tem nexo?)