3.11.2019

Excessos médicos


Sobre este site


Ganham espaço pesquisadores que questionam os “excessos médicos”, como exames pedidos sem necessidade ou medicamentos prescritos por tempo prolongado


Anos atrás, a revista científica britânica BMJ — uma das publicações médicas mais importantes do mundo — publicou um artigo questionando a forma como os médicos prescrevem antibióticos . Tradicionalmente, as prescrições são feitas em ciclos de sete dias. Se o paciente aparenta sofrer de uma infecção particularmente resistente, ou se não tiver apresentado melhoras depois de uma semana, o remédio é mantido por outros sete. 
De acordo com o professor Martin Llewelyn, da Escola de Medicina da Universidade de Sussex, essa recomendação, empregada desde os anos 40, não faz sentido. Autor do artigo da BMJ, Llewelyn analisara uma série de estudos sobre a eficiência de antibióticos. Concluíra que o melhor a se fazer é acompanhar a evolução do paciente e manter o remédio somente pelo tempo em que durarem os sintomas. Não importa se por três, sete ou oito dias.
Na ocasião, uma questão em especial me intrigou — como, afinal, haviam surgido os tais ciclos de sete dias, que há décadas orientam o trabalho de médicos no mundo inteiro? Segundo me explicou o médico Lucas Zambon, eles surgiram pelo hábito. “Essa duração, de sete ou 14 dias, foi estabelecida ainda nos anos 40. E não se baseava em estudos que diziam que tratar por sete dias era melhor que tratar por seis ou oito” , me disse Zambon, diretor científico do Choosing Wisely Brasil, um movimento que advoga pelo uso racional da medicina.
Não é assim apenas com os antibióticos. Diversas práticas consagradas na medicina se firmaram, aparentemente, por mera repetição: “Muito do que fazemos como médicos acontece simplesmente porque ‘sempre fizemos desse jeito’”, escreveu o médico Abraar Karan na última edição da BMJ (a mesma revista científica que, anos atrás, publicou o artigo de Llewelyn).
O artigo de Karan, intitulado "Fazendo  coisas sem motivo no hospital" questiona justamente o "hábito" que governa decisões que, num mundo ideal, deveriam ser baseadas em ciência. Segundo ele, há exames feitos sem motivo, remédios prescritos por mais tempo que o necessário, dietas restritivas recomendadas a pacientes para os quais elas não trarão benefícios.
Para Karan, em muitas situações os médicos são influenciados pelo “efeito default”: fazem o que fazem porque é essa a conduta-padrão. Ele não entra na questão, mas arrisco dizer que o mesmo fenômeno influencia também a conduta de pacientes: há casos em que uma anamnese cuidadosa é suficiente para que se faça um diagnóstico correto. Mesmo assim, há quem saia desapontado de uma consulta médica que não resultou num pedido de exames.
Esses “maus hábitos” trazem prejuízos. Financeiros, porque exames e medicamentos têm custos. E potenciais prejuízos à saúde dos pacientes — um exame feito sem necessidade expõe a pessoa a riscos ou, no mínimo, a desconfortos evitáveis: “Exames de sangue muito frequentes podem levar a anemia iatrogênica [aquela provocada por um tratamento médico)]. Checar os sinais vitais de um paciente estável, no meio da noite, interrompe o sono, e pode induzir a delírios”, escreveu Karan. "Os médicos deveriam começar a questionar, com maior frequência, condutas que fazem por reflexo”, disse.
A mudança cobrada por Karan parece estar em curso. Já há alguns anos, aBMJ publica artigos semelhantes ao dele, debatendo o uso inadequado de exames ou de práticas que não se baseiam em evidências científicas sólidas. Segundo os editores da revista, o objetivo é “combater todas as formas de excesso na medicina”. E ganham espaço organizações como a Choosing Wisely, de Zambon. É um debate importante. Com ele, ganham médicos e pacientes.

#BolsonaroÉfakenews “bomba” no Twitter


 Uma notícia falsa usada por Bolsonaro para atacar a imprensa está repercutindo forte nas redes sociais. A hashtag #BolsonaroÉfakenews está entre as mais comentadas do país nesta segunda-feira.
fake news está no site de direita Terça Livre, atribuindo a uma jornalista do Estadão a declaração de que teria “intenção” de “arruinar Flávio Bolsonaro e o governo”.

CONGRESSO DISCUTIRÁ AFASTAMENTO DE BOLSONARO, DIZ COLUNISTA DO GLOBO

Bolsonaro usa fake News para atacar imprensa


 

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a usar fake news na noite de ontem (10) para atacar a imprensa. Ele compartilhou uma notícia falsa do site de direita Terça Livre, que atribuiu a uma jornalista do Estadão a declaração de que teria “intenção” de “arruinar Flávio Bolsonaro e o governo”.
LEIA TAMBÉM:
“Constança Rezende, do “O Estado de SP” diz querer arruinar a vida de Flávio Bolsonaro e buscar o Impeachment do Presidente Jair Bolsonaro. Ela é filha de Chico Otavio, profissional do “O Globo”. Querem derrubar o Governo, com chantagens, desinformações e vazamentos”, escreveu o presidente no Twitter.
A suposta declaração, que aparece entre aspas no título do texto do Terça Livre, foi atribuída pelo site à repórter Constança Rezende. A frase teria sido dita, segundo “denúncia” de um jornalista francês citado pelo Terça Livre, em uma conversa gravada em que a repórter fala da cobertura jornalística das movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República.
Segundo o Estadão, a gravação do diálogo, porém, mostra que Constança em nenhum momento fala em “intenção” de arruinar o governo ou o presidente.
Ainda de acordo com o Estadão, Constança não deu entrevista ao jornalista francês nem dialogou com ele. Suas frases foram retiradas de uma conversa que ela teve em 23 de janeiro com uma pessoa que se apresentou como Alex MacAllister, suposto estudante interessado em fazer um estudo comparativo entre Donald Trump e Jair Bolsonaro.
Estimulados pelas informações falsas divulgadas por Bolsonaro, grupos governistas promoveram no Twitter uma série de postagens nas quais acusaram o Estadão de “mentir” na cobertura do caso Flávio Bolsonaro.



Constança Rezende, do "O Estado de SP" diz querer arruinar a vida de Flávio Bolsonaro e buscar o Impeachment do Presidente Jair Bolsonaro. Ela é filha de Chico Otavio, profissional do "O Globo". Querem derrubar o Governo, com chantagens, desinformações e vazamentos.

26,2 mil pessoas estão falando sobre isso

Com informações do Estadão

3.10.2019

China defende Maduro e faz alerta a países que apoiam Guaidó

Segundo diplomata Wang Yi,

a História já deu lições para 

"não seguir o mesmo caminho 

desastroso"  O principal diplomata do 

governo chinês, Wang Yi, disse, nesta 

sexta-feira (8), que outras nações

não devem interferir na Venezuela nem

impor sanções ao país. Segundo ele, 

a História já deu lições para 

"não seguiro mesmo caminho desastroso". 

A China tem mantido uma postura de 

apoio ao governo do presidente 

Nicolás Maduro.






Conselheiro de Estado chinês, Wang Yi
08/03/2019
REUTERS/Jason Lee
Conselheiro de Estado chinês, Wang Yi 08/03/2019 REUTERS/Jason Lee
Foto: Reuters

A maioria dos países ocidentais reconheceu o líder da oposição Juan Guaidó como legítimo chefe de Estado da Venezuela. Os Estados Unidos prometeram "expandir a rede" de sanções contra a Venezuela, incluindo reforçar as medidas contra bancos que apoiam o governo de Maduro.