4.29.2019

PT felicita socialistas da Espanha por vitória nas urnas


O Partido dos Trabalhadores (PT) emitiu uma nota assinada pela presidenta, Gleisi Hoffmann, e pela secretária de Relações Internacionais, Monica Valente, parabenizando o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) pela vitória obtidas nas eleições gerais da Espanha neste domingo (28).
Segundo a nota, a vitória foi uma resposta “à crescente ofensiva política da direita europeia”.
Leia a íntegra:
“Nota do PT sobre a vitória eleitoral do PSOE na Espanha
O Partido dos Trabalhadores (PT) felicita o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) pela contundente vitória eleitoral alcançada neste domingo, 28 de abril, dando uma resposta à crescente ofensiva política da direita europeia.
Este resultado reflete os anseios do povo espanhol, que decidiu não se curvar ao discurso neoliberal e xenófobo.
É também a escolha de um caminho oposto ao que vem sendo percorrido em outras partes da Europa, onde a direita, com o apoio aberto de forças econômicas externas ao continente, conseguiu crescer nos últimos anos.
Esperamos que as diversas forças de esquerda e progressistas espanholas se unam nos próximos anos para garantir um longo período de políticas econômicas e sociais integradas em defesa dos povos do país e do respeito aos direitos humanos.
Desejamos que esta vitória se reflita nas próximas eleições europeias, levando todo o continente rumo a um mundo unido e de paz.
Gleisi Hoffmann
Presidenta Nacional
Monica Valente
Secretária de Relações Internacionais”

Publicado em 29/04/2019

Pobres já percebem que Bolsonaro não governa para eles


A desaprovação do governo Bolsonaro cresce mais rápido entre os nordestinos e os eleitores e baixa renda e pouca escolaridade. É o que aponta a análise dos dados do Ibope feita pelo jornal Estadão. Parece que os mais carentes estão percebendo mais rápido que esse governo não é voltado para seus interesses. Segundo a diretora-executiva do Ibope Inteligência
Márcia Cavallari, Bolsonaro ganhou um “voto de confiança” mesmo de setores que votaram mais para Fernando Haddad (PT), como os mais pobres e os nordestinos.
“Nesses segmentos, porém, a identificação com Bolsonaro é mais frágil”, observa ela. “A partir do momento em que o governo passa pelos primeiros desgastes, essa população manifesta seu descontentamento de forma mais rápida.” Afirmou Márcia.
No Nordeste, de cada dez eleitores que consideravam o governo bom ou ótimo, quatro já mudaram de ideia. No Sudeste e no Sul, esse movimento também existe, mas com menor intensidade: com 30 e 20%, respectivamente.
Na segmentação por renda, a insatisfação cresce de forma mais nas faixas mais baixas. Entre os mais pobres (que ganham até dois salários mínimos) que aprovavam o governo em janeiro, um terço já mudou de opinião.
A queda na aprovação de Bolsonaro também foi mais expressiva nas capitais. Em janeiro, as taxas de satisfação nas capitais e no interior eram próximas: 47% e 51%. Em abril, passaram para 30% e 37%, respectivamente.
Com informações do Estadão.
Publicado em 29/04/2019

O chamado de Lula à resistência popular



censura, Lula conseguiu fazer o que sempre fez até os 72 anos de idade, antes de ser injustamente encarcerado: pôde falar, argumentar, defender ideias – agora, sobre a própria inocência. A voz de Lula, sua indignação e

A entrevista exclusiva do ex-presidente Lula, concedida aos jornalistas Mônica Bergamo (Folha de São Paulo) e Florestan Fernandes (El País) na sexta-feira (28), foi o fato político mais relevante da semana no país, alcançando também repercussão internacional. Uma entrevista que já ficou histórica.
Além de furar o silêncio imposto ao ex-presidente Lula, a entrevista assegurou a voz do maior líder popular do país, encarcerado há mais de um ano pela operação Lava Jato, na sede da Polícia Federal, em Curitiba.
Durante a entrevista, Lula reafirmou, com veemência, a sua inocência e a condição de alvo político de uma farsa montada pelo então juiz Sergio Moro e pelos procuradores da Lava Jato em Curitiba contra ele, forjando uma condenação sem provas e por fatos indeterminados. Lula denunciou a Lava Jato, a perseguição judicial, exigiu um julgamento justo e disse que lutará para desmascarar a farsa de Sergio Moro.
Ao analisar a conjuntura e seus desdobramentos, Lula fez uma dura radiografia do desastre do governo Bolsonaro e de suas políticas antipopulares e de desmonte do país. “Eu tenho compromisso com esse povo. E eu estou vendo a obsessão que está acontecendo agora. De destruir a soberania nacional. De destruir empregos. De juntar R$ 1 trilhão, para quê? Às custas dos aposentados?”, declarou indignado.
Sobre a proposta de reforma da Previdência disse Lula: “Um país que não gera emprego, não gera salário, não gera consumo, não gera renda, quer pegar do aposentado e do velhinho R$ 1 trilhão? O Guedes precisava criar vergonha. Onde ele fez esse curso de economia dele? Se ele quiser me visitar aqui, eu discuto com ele esse problema dos pobres sem causar prejuízo aos pobres. Por que ele não mostra os privilegiados (de quem) eles falam que vão acabar com os privilégios?”.
Ou seja, o líder petista apontou os interesses em jogo com o desmonte do sistema público de Previdência, principal projeto do governo bolsonarista, e apelou para a sua rejeição em bloco.
O conjunto da entrevista revelou um Lula combativo, indignado, com vontade liderar a mobilização popular. O tempo de cadeia e a campanha de desconstrução política de seu legado na presidência, não enfraqueceram o seu vigor e determinação, como ele mesmo registrou “sou um pernambucano teimoso e vou lutar”.
Lula abordou também a relação dos sindicatos com os trabalhadores, alertando os dirigentes sindicais para as novas dinâmicas no mundo do trabalho, as mudanças operadas no perfil da classe trabalhadora e a necessidade de intensificar o diálogo com os trabalhadores precarizados e que estão na informalidade.
Também ressaltou o papel e a grandeza do PT, fez referências ao futuro promissor da liderança de Guilherme Boulos (PSOL), elogiou o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) e acenou para um ajuste na relação com Ciro Gomes (PDT).
Sobretudo, a mensagem central, o sentido político que fica da entrevista de Lula, é o da inadiável e imperativa tarefa de construção da resistência popular ao governo da extrema direita, do “bando de malucos’, como classificou, abrindo a perspectiva de um novo rumo para o país – com inclusão social, democracia e protagonismo popular.
Publicado em 29/04/2019

4.28.2019

EM PRÁTICA FASCISTA, BOLSONARO EXIBE VÍDEO GRAVADO POR ESTUDANTE EM SALA DE AULA

OAB ENTREGARÁ AO CONGRESSO ESTUDO CONTRA 10 MEDIDAS DO PACOTE ANTICRIME DE MORO