8.20.2019

Moro Quer Um Adélio Pra Chamar De Seu

Quem comprou o show do delinquente Moro foi só quem pagou ingresso mesmo.  No final deu o que todo mundo já sabia. Moro é um político corrupto do tipo Cunha, que usou a toga pra chegar ao topo do poder.
Como disse Saul Leblon no Twitter da Carta Maior, Moro & CIA se agarram desesperadamente como náufragos –e parte da mídia junto– na boia de Araraquara. Mas a questão é que a canoa deles virou e mostrou tudo o que tinha dentro.
Melhor ainda nos tempos digitais são os ventos da poesia sendo desancados pela realidade. Moro escreve um post em seu Twitter parabenizando a PF pelo milagre de encontrar os hackers em 24 horas, mas recebe no mesmo Twitter, de bate pronto, na lata, a resposta da jornalista do El País, Debora Diniz:
“Ministro Moro, algo na equação não fecha: seriam os de seu telefone tão simplórios que a polícia os identificou em dias, e os covardes que nos ameaçam tão espertalhões que nunca foram descobertos?”
Vale a pena ver o que disse Leandro Demori, editor do The Intercept Brasil:
” Nunca falamos sobre a fonte. Essa acusação de que esses supostos criminosos presos agora são nossa fonte fica por sua conta. Não surpreende vindo de quem não respeita o sistema acusatório e se acha acima do bem e do mal. Em um país sério, o investigado seria você.”
O fato concreto até agora é que, Moro, na ânsia de fabricar um factóide do hacker em 24 horas, acaba admitindo que as mensagens vazadas são verdadeiras. Gênio!
Como se diz por aí, felizes são os “hackers de Araraquara” que conseguiram fazer o que ninguém foi capaz até hoje, quebrar a criptografia do Telegram e receber a bagatela de R$ 1,1 milhão do mesmo. O resto é faca sem sangue e barriga sem cicatriz da fakeada.

8.19.2019

Dallagnol-confessa-falta-de-provas-contra-lula-e-truque-usado-para condena-lo sem provas

A MÁFIA "CAPONE" GENTE SEM ALMA, SEM MORAL, SEM CORAÇÃO E ASSIM, O LULA FOI PRESO E, AINDA, CONTINUA PRESO, EMBORA SAIBAMOS TODOS DA ESTRATÉGIA DIABÓLICA CRIADA POR ESSES DOUTOS SENHORES DE QUEM ESPERÁVAMOS PROCEDIMENTO HONRADO E DIGNO. VERDADEIROS DEMÔNIOS CAPAZES DE TAMANHA FARSA INCRIMINATÓRIA, PALMO A PALMO URDIDA POR ESSES BANDIDOS TOGADOS...

REINALDOAZEVEDO.BLOGOSFERA.UOL.COM.BR


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"Este juízo jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum, que os valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram usados para pagamento da vantagem indevida para o ex-Presidente Lula"... 

O coordenador da Lava Jato escreveu a Moro: "A denúncia é baseada em muita prova indireta de autoria, mas não caberia dizer isso na denúncia e na comunicação evitamos esse ponto." Depois, entrou em detalhes técnicos: "Não foi compreendido que a longa exposição sobre o comando do esquema era necessária para imputar a corrupção para o ex-presidente. Muita gente não compreendeu porque colocamos ele como líder para imperar [QUIS ESCREVER "IMPUTAR"] 3,7 MM de lavagem, quando não foi por isso, e sim para imputar (sic) 87 MM de corrupção."  

8.17.2019

Como o Google News esconde o TIB de você



Sábado, 17 de agosto de 2019
Como o Google News esconde o TIB de você

Como leitor de notícias pelo celular, sempre tive a noção de que os agregadores como o Google News usam algum tipo de algoritmo para selecionar as recomendações de leitura. Mas foi só quando me juntei ao Intercept que vi, de perto, como essas escolhas são feitas.

Hoje, vou convidar você a observar mais ativamente como funcionam esses agregadores e o impacto que eles podem ter nas informações que você consome. Vamos falar, mais especificamente do Google News, usado por 41% dos leitores na América Latina.

Segundo o Google, "a equipe de curadoria ajuda os usuários a seguir uma matéria ou encontrar uma fonte em qualquer lugar do Google Notícias". A missão do serviço parece nobre:  "ser confiável, transparente e agradável".

É de se esperar, então, que a equipe de 'curadoria 'do Google Notícias se preocupasse com os resultados exibidos em sua plataforma, concorda?

Não é o que tem acontecido.
Os nossos leitores têm frequentemente alertado que recebem notificações do Google News com links para conhecidos espalhadores de notícias falsas – como esse, criado só para tentar manchar a reputação da nossa equipe. Para a 'curadoria' do Google, aparentemente, um site que espalha fake news de forma descarada é tão ou mais importante que fontes reconhecidas de informação. Mas, se existe uma equipe de curadoria, por que isso acontece?

Aqui na redação, eu fui o responsável por incluir o TIB como editor, nome dado às fontes de notícias registradas no Google Notícias. O processo é complicado e requer uma série de procedimentos para adequar o conteúdo do site às diretrizes do Google. Providenciamos um feed RSS específico, o registramos, incluímos até uma linha de código no nosso site para comprovar que somos realmente seus donos.

Instruções seguidas à risca, achei que estávamos prontos para aparecer nos resultados do serviço. Com o tempo, porém, comecei a notar que nossos furos de reportagem não eram considerados pela equipe de 'curadoria'. O que ganhava destaque eram as notícias secundárias, que apenas os repercutiam. Escrevi, então, à empresa para questionar como era feita a seleção do conteúdo:
Insatisfeito com a resposta robótica, resolvi providenciar um link direto que comprovasse a minha teoria de que, embora a notícia tivesse sido um furo nosso, ela não havia sido selecionada pela "equipe de curadoria" do Google Notícias. A resposta veio novamente padronizada e sem muitas informações:
Foi só nesse segundo e-mail que me dei conta que, na verdade, a "equipe de curadoria" é um algoritmo, e que o Google Notícias não usa editores humanos para decidir como selecionar e classificar as notícias que apresenta a você diariamente. Ou seja: não importa a qualidade e nem quem é a fonte primária. Qualquer bom SEO – sigla em inglês para otimização para mecanismos de busca –  é suficiente para promover conteúdos duvidosos e ocultar as fontes primárias de um determinado assunto.

Você pode comprovar isso na prática agora. Acesse o Google Notícias e procure por "Vaza Jato". Provavelmente o TIB não estará nos primeiros resultados. Você pode argumentar, então, que os resultados que vê são as notícias mais recentes. Te desafio então a clicar em "ver cobertura completa" e procurar novamente por alguma notícia nossa. Aos cinco primeiros que encontrarem uma ocorrência do TIB nesta seção prometemos um brinde.

A Vaza Jato, você sabe, foi um furo de reportagem espetacular do TIB. Nós não apenas publicamos os primeiros vazamentos, como também inventamos o termo "Vaza Jato". Ainda assim, nenhum dos resultados aponta para nós. Os robôs da 'equipe de curadoria' do Google preferem recomendar outras coisas – e não ligam se o conteúdo é falso.

Isso acontece porque, assim como os outros serviços do Google – e de outras empresas, como o Facebook –, o agregador de notícias é alimentado por um algoritmo baseado nas supostas preferências da pessoa. Para aumentar a audiência e o engajamento, o algoritmo "aprende" o que supostamente você quer, e passa a te bombardear com aquela informação. "Vaza Jato" ou Glenn Greenwald, por exemplo, e não importa se a fonte é um site que espalha mentiras. O que importa é a sua atenção.

Já falamos dessa lógica. É assim que o YouTube alimenta a extrema-direita, que as redes sociais radicalizam as pessoas e contribuem para espalhar notícias falsas.

No final das contas, se consumirmos informação por meio desse tipo de serviço acreditando na ladainha de que o conteúdo é verificado por uma "equipe de curadoria", não somos assim tão diferentes das tias de WhatsApp encaminhando notícias sem checar as fontes. Duvide do que o Google recomenda para você, porque a conveniência ainda não é tão segura quanto parece.

No Intercept, trabalhamos para fazer frente às corporações, políticos e poderosos e contar as histórias que precisam ser contadas. Isso envolve muitos desafios, inclusive cortar um dobrado para fazer a informação chegar até você. O seu apoio é muito importante para a gente continuar aumentando o nosso alcance.  Se você ainda não faz parte da nossa comunidade, junte-se a nós e ajude o TIB a chegar mais longe!

8.16.2019

Desmatamento


Araquém Alcântara
Amazônia indo pras picas. Agora e nos próximos dois meses a Amazônia arde em chamas. E a nossa maior riqueza se esvai, em razão de falsos patriotas, da inconsciência e, sobretudo da ganância desmedida. #amazonia #devastação#natgeobrasil #natgeowild #bbcbrasil #inpa #onu #inpe #institutosocioambiental

Só ontem, TSE ouviu 1ª testemunha do caso WhatsApp da campanha de Bolsonaro. Ah, e ela hoje trabalha no governo


Prédio do TSE com imenso cágado na frente

Primeira testemunha a ser ouvida é hoje funcionária do governo Bolsonaro


Com atraso de dez meses, começou quarta-feira no TSE a audiência de uma testemunha no caso dos disparos de milhões de fake news via WhatsApp pela campanha de Bolsonaro.

Rebeca Félix da Silva Ribeiro Alves era funcionária de uma das agências de disparos de mensagens pelo WhatsApp. Hoje não é mais. Ela trabalha no governo Bolsonaro como assessora de imprensa da Secretaria-Geral da Presidência.

Adivinha o que ela disse...

A má vontade do TSE com o caso é um absurdo total, como mostra reportagem publicada agora há pouco no portal da Folha.

O relator do caso, ministro Jorge Mussi, até o momento se comporta como se o réu do caso fosse o PT, pois tudo o que o PT pede para ser feito, ele nega, e o que o partido pede para que não o seja (caso da audiência de hoje, com uma mulher que trabalha no governo), ele autoriza.
O relator da ação, Mussi, corregedor da Justiça Eleitoral, negou uma série de pedidos do PT para produção de provas, como busca e apreensão nas agências de comunicação e oitiva dos empresários.

Mussi considerou que os depoimentos deles não seriam úteis para a produção de provas porque eles são partes interessadas no desfecho da ação e que não havia previsão legal para o pedido do PT.

Os advogados do partido recorreram na última terça-feira (13) pedindo a Mussi para reconsiderar a decisão que negou a produção de provas, sob o argumento de que a elucidação dos fatos é de interesse público. Em caso negativo, o PT pleiteia que o caso vá ao plenário do TSE, composto pelos sete ministros.

“Ora, foram os representados [os empresários] que protagonizaram os eventos denunciados, de certo, portanto, que estes possuem acesso a informações interessantes ao processo e, consequentemente, à sociedade”, afirmou o partido no recurso.

Como a Folha mostrou em abril, uma das peças-chave para a investigação, o empresário Peterson Querino, sócio da agência Quickmobile, foi excluído do processo porque a Justiça Eleitoral não conseguiu localizá-lo (sic) para entregar a notificação.

De acordo com Mussi, Querino não foi encontrado em nenhuma das três tentativas feitas pela Justiça nos endereços atribuídos a ele. Os advogados do PT recorreram duas vezes da decisão de Mussi de excluir o empresário da ação, mas não tiveram sucesso.

Sete testemunhas haviam sido intimadas: uma prestou depoimento, três —incluindo dois jornalistas da Folha— foram dispensadas pelo PT, autor da ação, e outras três serão ouvidas por videoconferência no próximo dia 28, segundo o TSE.

Os donos das agências de comunicação suspeitas de terem efetuado disparos de mensagens em massa, que figuram como réus na ação, não serão ouvidos nesta fase do processo. Segundo o TSE, não há previsão para o depoimento deles.

A Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), ajuizada pelo PT, foi aberta em outubro de 2018 após reportagem da Folha noticiar que empresários apoiadores de Bolsonaro bancaram o disparo de mensagens contra seu adversário na disputa, Fernando Haddad (PT), que acabou derrotado no segundo turno.

Os depoimentos estão sendo em conjunto com os de outras duas ações semelhantes ajuizadas pelo PDT.

Disparos em massa utilizam sistemas automatizados que não são permitidos pela legislação eleitoral. Além disso, pagamentos em benefício de um determinado candidato teriam de ser declarados à Justiça Eleitoral —do contrário, podem configurar caixa dois.

No cenário mais grave, caso fique comprovada a prática e o suposto abuso de poder econômico nas eleições, a ação poderá resultar na cassação do mandato do presidente e de seu vice, Hamilton Mourão (PRTB). [Folha]
Enquanto Bolsonaro não entregar o pacote de maldades completo: reforma trabalhista (nada de domingos, pessoal!), da Previdência (vai trabalhar, vovô!), entrega da Petrobras, das áreas ingígenas e quilombolas etc., o processo no TSE vai sendo tocado com a má vontade de Mussi em chegar a algum resultado.