CUIDADOS QUE AS GRÁVIDAS DEVEM TER NAS VIAGENS DE FIM DE ANO
16/12/2008
Médicos aconselham atenção ao sol e à alimentação. Gestantes devem levar exames do pré-natal na bagagem. Gravidez não é motivo para impedir uma viagem de fim de ano ou de férias, mesmo se o destino escolhido for distante e a gestação, avançada. Entretanto, ginecologistas alertam para cuidados com alimentação e exposição ao sol, por exemplo, assim como para algumas restrições. Durante viagens longas de carro, ônibus ou avião, a gestante deve procurar se exercitar para ativar a circulação das pernas. "(De carro), pode viajar tranquilamente até o 9o mês. Fazer caminhadas, de cinco a dez minutinhos, a cada hora é suficiente", diz a ginecologista e obstetra Denise Coimbra. O cinto de segurança não deve cobrir o abdome, somente a região pélvica. A gestante pode passar o braço por fora do cinto e, para se resguardar de possíveis traumas na barriga, posicionar um travesseiro diante do abdome. Quem optar por avião, deve antes passar no médico. As companhias costumam exigir um atestado a partir do sétimo mês, com data, trecho e tempo de vôo máximo permitido. A fim de assegurar o embarque, vale providenciar o documento já a partir do 5o mês. A cada 1h30 de vôo, o ginecologista Julio Bernardi recomenda que as gestantes não descuidem da hidratação, tomando uma garrafinha de água, de cerca de 350 ml. Não há restrições quanto a viagens de avião, mas a mulher não deve embarcar se notar sangramento. De acordo com Denise Coimbra, gestantes com hipertensão, que tenham sangramentos ou sofram risco de aborto devem ficar em casa para repouso durante as festas de fim de ano. MÉDICOS DÃO DICAS ÀS GRÁVIDAS - Bagagem Kit de remédios e exames pré-natal; Sol Exposição até as 9h e a partir das 16h, com protetor; Alimentação Evite frituras e prefira frutas e saladas; Beba bastante água; Na estrada Caminhar pelo menos 5 minutos a cada hora; No avião Levar atestado médico a partir do 5o mês de gestação; Repouso A partir do 6o mês, 1 h de reposto de manhã e à tarde. GRÁVIDA NA DISNEY - Na hora de fazer as malas, as grávidas não podem esquecer remédios contra cólica, enjôo, náusea e dor de cabeça. A carteirinha do pré-natal ou o relatório médico da última consulta é indispensável. Longe de casa, a gestante também deve se informar previamente sobre os hospitais da região. Grávida de quatro meses, a administradora de empresas Andrea Hypolito, de 35 anos, levará a filha de 11 anos à Disney, na Flórida. Para enfrentar a maratona, deve adotar roupas leves e sapato baixo - figurino "anti-cãimbras e anti-torsões". Montanha russa? "Não vou entrar em quase nenhum brinquedo", garante Andrea, que vive sua segunda gestação. Na bagagem, o último ultrassom e, no cardápio, nada de fast food. "Terei cuidado especial com a alimentação. Vou comprar iogurtes e frutas nos supermercados e levar aos parques", planeja. Na viagem, as gestantes devem evitar comidas às quais não esteja habituada e priorizar frutas e saladas. "Vou me alimentar de três em três horas e tomar bastante água. O ideal é comer pouco, mas sempre, para não ficar com enjôo", diz Tatiana Ferraz, de 34 anos, "mãe de primeira viagem" em seu quarto mês de gestação. A artista plástica vai passar o réveillon em Guaratuba, no Litoral Norte de São Paulo. As grávidas estão mais predispostas a desenvolverem manchas na pele, por isso, Julio Bernardi orienta uso de protetor solar com fator acima de 15 e exposição ao sol somente até as 9h e a partir das 16h, considerando o horário de verão. Dessa vez, Tatiana Ferraz preferiu se hospedar em uma pousada a ficar com a turma de cerca de 30 amigos que se distribuirão em duas casas. "Fica mais tranqüilo. Tenho horário para comer, para ir à praia", diz ela, acrescentando que é possível conciliar a gravidez e diversão.
Globo.com
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12.25.2008
ANVISA INAUGURA SEDE
ANVISA INAUGURA SEDE EM BRASÍLIA
19/12/2008
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) inaugurou ontem, oficialmente, o seu novo com-plexo-sede, localizado no no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) de Brasília. Composto de três prédios, o complexo abriga os 1.600 servidores do órgão. Antes de se mudarem para a nova sede, os funcionários estavam distribuídos em três diferentes locais e, apenas com a transmissão de dados entre os endereços, a Anvisa gastava R$ 42 mil, por mês. As antigas sedes da Anvisa funcionavam em duas quadras da Asa Norte e no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). "A sede da 515 Norte estava com superlotação, além de não possuir alvará de funcionamento. Quando o Corpo de Bombeiros foi ao local, nos disse que seria um problema sério se houvesse um incêndio no local. A partir daí, tínhamos que decidir entre alugar um novo local ou concentrar nossos funcionários em uma sede maior", explicou o dire-tor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Melo. A nova sede tem 33,1 mil m2, enquanto os antigos prédios somavam 18 mil m2. O espaço é essencial para o acervo do órgão, formado por 56 mil cai-xas-arquivo - que poderiam formar uma fila de oito quilômetros se fossem colocados lado a lado. A cada ano, a Anvisa ganha o incremento de 15 mil novas caixas-arquivo. "Além da Anvisa ter um espaço adequado, econômico e em situação regular, o público também ganha praticidade no atendimento. Antes, um procedimento que devia ser feito em diferentes prédios, agora está concentrado", afirma Raposo. Para o administrador do SIA, Miguel Lunardi, a Anvisa pode dinamizar a economia local. "Nós já sentimos a movimentação de laboratórios que estão querendo se instalar no SIA para se aproximar da Anvisa", acredita Lunardi. REMÉDIOS RASTREADOS - A inauguração da nova sede também foi aproveitada para a assinatura de um termo de cooperação técnica entre a Anvisa e o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco). A cooperação visa testar o sistema de rastreamento e autenticidade de medicamentos, cuja implantação terá o objetivo de evitar a falsificação e o contrabando de medicamentos. Assim, o Etco fará um acordo com seis laboratórios para testar a eficácia da técnica, que consiste em atribuir um número único a cada medicamento. "Cada embalagem do medicamento terá um número, como se fosse um chassi. E a cada vez que o medicamento for transferido do laboratório para depósito, distribuidor e farmácia, o local onde o medicamento se encontra será informado a um banco central de dados", explica o presidente executivo do Etco, André Franco Montoro Filho. A técnica deverá ser testada a partir do ano que vem. O objetivo é evitar o contrabando e a falsificação de medicamentos.
Fonte: Jornal de Brasília - Portal Médico
19/12/2008
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) inaugurou ontem, oficialmente, o seu novo com-plexo-sede, localizado no no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) de Brasília. Composto de três prédios, o complexo abriga os 1.600 servidores do órgão. Antes de se mudarem para a nova sede, os funcionários estavam distribuídos em três diferentes locais e, apenas com a transmissão de dados entre os endereços, a Anvisa gastava R$ 42 mil, por mês. As antigas sedes da Anvisa funcionavam em duas quadras da Asa Norte e no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). "A sede da 515 Norte estava com superlotação, além de não possuir alvará de funcionamento. Quando o Corpo de Bombeiros foi ao local, nos disse que seria um problema sério se houvesse um incêndio no local. A partir daí, tínhamos que decidir entre alugar um novo local ou concentrar nossos funcionários em uma sede maior", explicou o dire-tor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Melo. A nova sede tem 33,1 mil m2, enquanto os antigos prédios somavam 18 mil m2. O espaço é essencial para o acervo do órgão, formado por 56 mil cai-xas-arquivo - que poderiam formar uma fila de oito quilômetros se fossem colocados lado a lado. A cada ano, a Anvisa ganha o incremento de 15 mil novas caixas-arquivo. "Além da Anvisa ter um espaço adequado, econômico e em situação regular, o público também ganha praticidade no atendimento. Antes, um procedimento que devia ser feito em diferentes prédios, agora está concentrado", afirma Raposo. Para o administrador do SIA, Miguel Lunardi, a Anvisa pode dinamizar a economia local. "Nós já sentimos a movimentação de laboratórios que estão querendo se instalar no SIA para se aproximar da Anvisa", acredita Lunardi. REMÉDIOS RASTREADOS - A inauguração da nova sede também foi aproveitada para a assinatura de um termo de cooperação técnica entre a Anvisa e o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco). A cooperação visa testar o sistema de rastreamento e autenticidade de medicamentos, cuja implantação terá o objetivo de evitar a falsificação e o contrabando de medicamentos. Assim, o Etco fará um acordo com seis laboratórios para testar a eficácia da técnica, que consiste em atribuir um número único a cada medicamento. "Cada embalagem do medicamento terá um número, como se fosse um chassi. E a cada vez que o medicamento for transferido do laboratório para depósito, distribuidor e farmácia, o local onde o medicamento se encontra será informado a um banco central de dados", explica o presidente executivo do Etco, André Franco Montoro Filho. A técnica deverá ser testada a partir do ano que vem. O objetivo é evitar o contrabando e a falsificação de medicamentos.
Fonte: Jornal de Brasília - Portal Médico
Laboratorios do governo tem capacidade ociosa

Capacidade dos laboratórios oficiais é ociosa
Em tempos de medicamentos caros, dificuldades de acesso, avanço das pesquisas e domínio estrangeiro, os laboratórios farmacêuticos que compõem a rede governamental de produção e que foram criados para fornecer medicamentos de qualidade e de baixo custo para o Sistema Único de Saúde (SUS) estão com quase 60% da capacidade de produção ociosa. Os dados são da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob), que reúne os 18 laboratórios do País, e revela a falta de uma política de produção nacional de remédios que inclua o setor.
O único laboratório da rede oficial no Ceará é o da Farmácia Escola da Universidade Federal do Ceará (UFC), que, por falta de condições estruturais, restringe-se a produzir medicamentos fitoterápicos em pequena escala, para atender à demanda das unidades do Complexo Hospitalar da Universidade, formado pela Maternidade Escola Assis Chateaubriand (Meac) e pelo Hospital Universitário Walter Cantídio, e também da sociedade.
“Poderíamos seguramente estar produzindo pelo menos dois medicamentos que compõem a lista básica do SUS, como, por exemplo, um medicamento para hipertensão e outro para diabetes. Temos equipamentos modernos, temos profissionais qualificados, mas não temos paredes”, aponta o diretor da Farmácia Escola da UFC, professor Carlos Couto de Castelo Branco, sobre a falta de espaços adequados para a ampliação da produção.
Conforme ele, entre 2002 e 2003, o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, anunciou investimentos para que a Farmácia Escola passasse a realizar a produção de medicamentos para o SUS, com a construção de um novo espaço físico. Além disso, investiu R$ 600 mil na compra de equipamentos modernos, que, no momento, segundo Carlos Couto, estão sendo subutilizados. “A UFC se preparou e cedeu até um espaço no Campus do Pici, onde seria construído o novo laboratório. O reitor da época chegou a assinar um convênio de R$ 4 milhões com o Ministério da Saúde para viabilizar a criação do novo espaço. No entanto, o Ministério da Saúde voltou atrás e o convênio foi desfeito”, lamenta.
Parte dos equipamentos adquiridos, como uma moderna máquina envasadora e encapsuladora, segundo o diretor da Farmácia Escola, não estão sendo aproveitados.
Essa situação, conforme Carlos Couto, não é restrita à UFC. Conforme ele, cinco dos 18 laboratórios oficiais do País são ligados à universidades estaduais ou federais e também sofrem com a falta de investimentos. “Juntos, os laboratórios das Universidades Federais do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí e da Estadual de Maringá têm capacidade ativa de produzir mais de 411 milhões de unidades de medicamentos sólidos, líquidos ou semi-sólidos por ano”, destaca ele, informando que a produção atual é muito pequena e não chega perto disso.
Insatisfeitos com a situação, os laboratórios oficiais universitários elaboraram uma carta, em encontro, no último mês de agosto, em Natal, em que reafirmam a sua disposição e vocação para produção de medicamentos e não só para atividades relativas ao controle de qualidade. Os laboratórios universitários, conforme Carlos Couto, querem participar do sistema produtivo, viabilizando medicamentos a baixo custo, com qualidade, segurança e eficiência terapêutica.
O vice-diretor da Farmácia Escola, Sócrates Gondim, destaca que as farmácia escolas têm um papel estratégico, uma vez que detêm tanto o conhecimento como a formação dos profissionais que atuarão no mercado. “Fazer medicamento no Brasil é complicado porque existe a descontinuidade. Nas universidades é diferente porque a produção não sofre interferência política”, destaca.
FARMÁCIA ESCOLA
Remédios baratos e qualidade certa
Os pacientes do Hospital Universitário Walter Cantídio e da Maternidade Escola Assis Chateaubriand, além das inúmeras pessoas de Fortaleza que se deslocam até o Campus do Porangabussu conhecem bem a importância da Farmácia Escola da UFC e da Farmácia Universitária.
Remédios muito mais baratos do que nas farmácias comuns, atenção farmacêutica, manipulação de medicamentos e fórmulas, além dos famosos fitoterápicos prescritos pelos médicos que compõem o complexo hospitalar da universidade, como o xarope broncodilatador de cumaru e o creme vaginal de aroeira, são exemplos da produção das duas unidades da que fazem sucesso.
A própria reportagem apurou que os medicamentos vendidos na Farmácia Escola da UFC são bem mais baratos do que os das farmácias comuns. Um remédio antigripal bastante procurado pela população chega a apresentar uma diferença de até R$ 4,00.
“A nossa maior demanda é do público do Hospital Universitário, mas vem gente de toda a cidade comprar aqui porque tem a certeza da qualidade e também do melhor preço”, destaca a farmacêutica Ana Paula Leitão. Conforme ela, cremes dermatológicos e medicamentos para osteoporose são os mais procurados.
É o caso da funcionária pública Maria José da Silva, que trabalha próximo à Farmácia e só compra os medicamentos que sua mãe toma após verificar os preços lá. “Pesquiso antes de comprar, mas aqui sempre é mais barato”, disse.
O espaço é também um importante instrumento de formação e aplicação do conhecimento para os alunos do Curso de Farmácia da universidade. Lá, cerca de 50 alunos por ano conhecem e exercem as etapas da produção, além de atuar na atenção farmacêutica.
Produtos importados custam R$ 4 bilhões
E preciso saber os motivos que causam a subutilização dos laboratórios farmacêuticos da rede oficial. “Essas unidades foram criadas para produzir medicamentos para o SUS e não é isso que está acontecendo. A Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais (Alfob) diz que 60% da capacidade dos 18 laboratórios está ociosa”, disse.
A inexistência de uma política nacional para o setor,é preocupante, já que, cada vez mais esses laboratórios, que são responsáveis pela formação de recursos humanos, pesquisas e tecnologias para a produção de medicamentos, não estão recebendo os investimentos que deveriam para se desenvolver.
“Trata-se de um setor estratégico da economia brasileira. A produtividade desses laboratórios significa o barateamento dos medicamentos para a população e diminuição dos custos para o Sistema Único de Saúde (SUS)”, considera.
A CPI dos Medicamentos não foi seguida pelo Governo Federal. “A audiência, com a presença de representantes dos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, além do BNDES e Alfob, vai esclarecer os fatos”.
Os laboratórios oficiais têm grande importância para o setor produtivo. Conforme o vice-diretor da Farmácia Escola da Universidade Federal do Ceará (UFC), Sócrates Gondim, os laboratórios oficiais exercem o papel de regulação do mercado, evitando uma alta indiscriminada nos preços dos medicamentos.
Ele explica que o País tem um potencial grande que precisa ser aproveitado, uma vez que pesquisas já constataram que 45% do consumo de medicamentos é de genéricos. No entanto, aponta que cerca de 80% a 90% dos fármacos - componentes químicos para fabricação dos medicamentos - são importados.
“Precisamos de mais pesquisas para desenvolver a produção nacional”, disse. Conforme ele, um novo medicamento leva cerca de 12 anos para ficar pronto e requer gastos em torno de R$ 2,4 bilhões.
A CPI dos Medicamentos alertou sobre a ociosidade.
A ociosidade dos laboratórios oficiais foi abordada durante as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos, instaurada pela Câmara Federal em 2000.
A CPI dos Medicamentos estudou vários aspectos da política de medicamentos e da assistência farmacêutica vigente, identificando e caracterizando os problemas, vícios, direta ou indiretamente ligados a preço, qualidade e segurança de medicamentos e também à assistência farmacêutica.
No relatório da comissão, os laboratórios oficiais constavam como elementos importantes no contexto de políticas de produção, regulação e controle de preços de medicamentos e de assistência farmacêutica. Na época, os parlamentares que faziam parte da comissão chegaram a visitar várias unidades dos laboratórios oficiais, entre elas, a Farmácia Escola, e também de pesquisas, como a Unidade de Farmacologia Clínica da UFC, constatando a necessidade de mais investimentos e suporte governamental para o desenvolvimento do potencial do setor no Estado.
Entre as recomendações constavam necessidade de fortalecimento das políticas e ações específicas pelo Poder Executivo e financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico para que os laboratórios oficiais produzissem a baixo custo para a saúde pública.
Fonte: Blog tudo sobre plantas
Fitoterapicos e Especificos tem bulas padronizadas

ANVISA - Agência padroniza bulas de fitoterápicos e específicos
E obrigatória a padronização das bulas de medicamentos específicos e fitoterápicos. O objetivo das medidas é acabar com as informações conflitantes presentes nas bulas.
Segundo a gerente de medicamentos da Anvisa, Nur Shuquair, hoje é possível encontrar no mercado brasileiro dois medicamentos derivados da mesma droga vegetal com informações diferentes, de acordo com a empresa que o fabrica. “Informações incorretas ou não atualizadas na bula podem induzir a prescrição e ao uso inadequado do medicamento”, afirma.
“A informação adequada e clara sobre os produtos, com especificação correta de qualidade, características, composição, quantidade, bem como sobre os riscos que apresenta, também está prevista no Código de Defesa do Consumidor como ação essencial do governo para proteger a saúde do consumidor”, ressalta Nur Shuquair.
A padronização das informações das bulas, além de ter impacto direto na saúde pública, irá reduzir o tempo de análise técnica para o registro de medicamentos e diminuir as possíveis diferenças de tratamento para produtos semelhantes. A uniformização irá facilitar, ainda, o acesso da população e do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária às informações.
As empresas terão 180 dias para adequar as bulas dos medicamentos que estão no mercado. Novas solicitações de registro já deverão vir com as informações padronizadas. Os textos de bula padrão para medicamentos específicos estarão disponíveis no link www.anvisa.gov.br/medicamentos/especificos/index.htm e as de medicamentos fitoterápicos em www.anvisa.gov.br/medicamentos/fitoterapicos/index.htm.
As resoluções publicadas nesta sexta-feira passaram por consulta pública entre os meses de agosto e outubro deste ano.
Saiba a diferença entre fitoterápicos e específicos:
Medicamentos específicos:
São soluções de grande e de pequeno volume, parenterais ou não, tais como água para injeção, soluções de glicose, cloreto de sódio, demais compostos eletrolíticos ou açúcares; os medicamentos obtidos a partir de glândulas, outros órgãos, tecidos e secreções animais, como o própolis.
Medicamentos fitoterápicos:
São medicamentos obtidos empregando-se exclusivamente derivados de drogas vegetais como ativos.
fonte: [ ANVISA ]
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