3.10.2009

Síndrome/Tensão pré-mentrual ou "Terror" P.M.


Síndrome/Tensão pré-mentrual ou "Terror" P.M.



NAS MENINAS, A PUBERDADE É MARCADA PELO APARECIMENTO DA MENARCA.
A menarca é uma fase importante na vida da rapariga, que simboliza a passagem para a idade fértil e que deve ser acompanhada de perto pelos pais, para que eventuais dúvidas possam ser esclarecidas.


Normalmente, a primeira menstruação surge entre os 8 anos e meio e os 13 anos, sendo a idade média de aparecimento os 11 anos. Mas os pais devem estar muito atentos ao desenvolvimento das filhas, sendo aconselhável consultar o médico se aos 14 anos não tiver quaisquer manifestações de desenvolvimento que caracterizam a puberdade, seja em termos de ausência da primeira menstruação, de peito ou de pêlos. É igualmente aconselhável a visita ao ginecologista se a menarca aparecer antes dos 7 anos e meio.


O aparecimento do período menstrual é um sinal do normal funcionamento do organismo. Este prepara-se todos os meses para a gravidez: os ovários produzem óvulos que, quando atingem a maturidade, são transportados para o útero através das trompas de Falópio. Se o óvulo não for fertilizado pelo espermatozóide, é expelido pelo corpo através da menstruação. Todavia, a ginecologista alerta para o facto de as primeiras menstruações serem, em geral, irregulares e aconselha a consulta ao médico se a irregularidade persistir ou se a rapariga sofrer de dismenorreia, situação em que as dores menstruais são muito fortes.


Neste caso, o médico pode aconselhar o uso de analgésicos ou da pílula.


O fim da idade fértil

Muito diferente da menarca, a menopausa é a fase de transição entre a idade fértil e a idade infértil da mulher e surge em média aos 51 anos, sendo, no entanto, variável de mulher para mulher.
Esta fase caracteriza-se pelo desaparecimento da menstruação e ocorre quando os ovários deixam de produzir, total ou parcialmente, estrogénios, progesterona e androgénios.
É a falta destas hormonas que, salvo raras excepções, produz uma série de sintomas que afectam a qualidade de vida das mulheres. Eles são afrontamentos, sudação, irritabilidade, insónia, depressão e, entre muitos outros, falta de concentração. A terapêutica hormonal de substituição (THS) é um tratamento que ajuda as mulheres a ultrapassar a menopausa com uma melhor qualidade de vida. No fundo, vai substituir as hormonas que o organismo deixou de produzir.


Síndrome pré-menstrual


Um estudo conduzido por pesquisadores japoneses aponta que mulheres com Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (uma espécie de TPM mais severa) têm mais tendência a sofrer das instabilidades emocionais características do período ao longo de todo o ciclo menstrual. Cientistas da Universidade Internacional Budista de Osaka explicam que a TPM (tensão pré-menstrual) está diretamente ligada à diminuição da actividade do sistema nervoso autónomo, responsável pelo equilíbrio emocional, e à hipersensibilidade do organismo feminino à progesterona, hormona liberado logo após a ovulação. Com a baixa do sistema nervoso autónomo e a reacção à progesterona, as mulheres ficam mais vulneráveis a sintomas como depressão, irritabilidade, fadiga, falta de concentração, inchaço abdominal e dos seios, nos dias anteriores à menstruação. O estudo, publicado na revista científica BioPsychoSocial Medicine, avaliou a variação dos batimentos cardíacos e os níveis hormonais de 62 mulheres e aplicou questionários para analisar os seus sintomas físicos, emocionais e comportamentais.

Falta de concentração
Os pesquisadores observaram que as mulheres afectadas pela TPM manifestaram um declínio da actividade nervosa na última fase do ciclo menstrual, a lútea, que precede a menstruação. Os especialistas verificaram que entre as que sofriam de Transtorno Disfórico Pré-menstrual, a diminuição das actividades nervosas durante todas as fases do ciclo foi visivelmente maior. De acordo com o pesquisador Tamaki Matsumoto, o mecanismo biológico por trás do Transtorno Disfórico Pré-menstrual ainda não está claro, mas acredita que as descobertas evidenciam que quanto menor a actividade do sistema nervoso, maiores as probabilidade do aparecimento dos sintomas da TPM. O professor Shaughn O’Brien, obstetra e ginecologista na Escola Médica da Universidade de Keele, na Grã-Bretanha, acredita que o estudo pode ajudar no tratamento da tensão pré-menstrual. “Se o recente trabalho provar-se clinicamente útil, terá o potencial de proporcionar um método não-invasivo para distinguir mulheres que sofrem de TPM de outras cujas alterações de humor não são motivadas por variações hormonais», disse.
Fonte: BBC


Síndrome pré-menstrual
Muitas meninas e mulheres são afectadas por um conjunto de sintomas físicos e psíquicos desencadeados pela menstruação. A esta sintomatologia dá-se o nome de síndrome pré-menstrual, tensão pré-menstrual ou até mesmo «terror pré-menstrual».


Cansaço, depressão, irritabilidade, dores nos seios, enxaquecas, aumento de peso devido à retenção de líquidos são os sintomas mais frequentes referidos por aquelas cuja síndrome pré-menstrual não passa despercebida.


Contudo, a sintomatologia pode variar de mês para mês e de mulher para mulher.A prática de exercício físico regular e a manutenção de uma dieta saudável, evitando os alimentos ricos em sal e açúcar, podem resolver algumas queixas.
Isoflavonas de soja
Relativamente às ocidentais, as mulheres orientais têm uma menor incidência de doenças como a osteoporose ou o cancro da mama, bem como os sintomas da menopausa. Este facto tem uma explicação. Deve-se à diferença nos hábitos alimentares das distintas populações. Acontece que a dieta oriental é rica em soja. À primeira vista pode parecer um factor sem importância. Mas, segundo demonstram alguns estudos, a soja contém substâncias que desenvolvem uma acção semelhante à dos estrogénios presentes na mulher antes da menopausa.


É, pois, através dos fitoestrogénios, ou isoflavonas, que as mulheres readquirem o equilíbrio hormonal. Equilíbrio este perdido na menopausa. Assim, resultam numa alternativa válida para as mulheres que apresentem contra-indicações à THS.Quanto às acções das isoflavonas, entre muitas, devemos destacar a prevenção, redução ou eliminação dos sintomas da menopausa, a prevenção e redução do risco de osteoporose e, eventualmente, a prevenção e redução do risco de cancro da mama, do endométrio e do ovário.

Para entender como é conviver com a Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM), a enfermeira e professora Clarice Heiko Muramatsu entrevistou mulheres que apresentam a síndrome e utilizou conceitos dos filósofos Merleau-Ponty para esclarecer as relações entre o corpo e o mundo e Martin Heidegger para entender a relação do ser mulher na sua existência com o mundo durante o período da STPM. O resultado está em sua tese de doutorado Convivendo com a Síndrome da TPM: um Enfoque da Fenomenologia Existencial, defendida na Escola de Enfermagem da USP.
Clarice estuda a TPM há oito anos e realizou estudos quantitativos sobre a síndrome. Como as pesquisas anteriores não responderam a todas as suas inquietações, resolveu partir para a abordagem qualitativa. "Como enfermeira, percebi que muitas mulheres relatavam que ficavam nervosas, sentiam dores e ficavam esquisitas, mas não sabiam o que era", diz. Ela entrevistou seis mulheres com idades entre 18 e 44 anos (uma enfermeira, faxineira, professora, secretária e duas estudantes) que apresentam os sintomas todo mês e que afirmaram que estes sintomas interferem em seu dia-a-dia e no relacionamento com outras pessoas. Elas responderam a uma só pergunta: como é conviver com a síndrome da TPM?. A partir das respostas, Clarice analisou o quanto entendiam sobre o problema e como se viam durante este período.

As respostas foram divididas em três categorias.
A primeira — o corpo existindo nas relações com o mundo — reflete a dificuldade da mulher em lidar com as alterações do corpo que interferem em sua dinâmica de vida, como seu modo de ser com a família e no trabalho. Muitas não sabem que as alterações — como a irritabilidade excessiva, dores no corpo, falta de libido e até depressão — são efeitos da TPM.

A segunda categoria mostra como é viver a angústia da situação, quando a mulher percebe que age e se manifesta de modo que não condiz com sua essência e que não tem controle sobre essas atitudes.

As entrevistas mostraram que no período da TPM (que pode variar de 2 a 15 dias), muitas relataram a impressão de que vivem num corpo que não é delas mesmas. Uma das entrevistadas chegou a declarar que achava que era louca e devia ser colocada numa camisa-de-força. Já na terceira categoria, denominada "necessitando ser cuidada", Clarice destaca que fica clara a necessidade de cuidado, mas aparece muito pouco o caminho para o auto cuidado. "Apenas uma entrevistada me disse que se preocupava em não ingerir alimentos como chocolate, café e comida salgada no período de TPM", conta Clarice.

Ela também afirma que muitas não procuram tratamento porque muitos médicos não valorizam o corpo da mulher enquanto ser-no-mundo e não proporcionam um cuidado individualizado e integral.

Clarice considera a conscientização a peça chave para ajudar as mulheres que sofrem de TPM. E pretende estender sua explicação também aos homens. "Eles são fundamentais, porque também vivenciam o problema", diz Clarice. "Sua incompreensão pode agravar o estado da mulher".

Para o futuro, pretende levar adiante sua idéia de realizar palestras para esclarecer e orientar as mulheres sobre a síndrome da TPM, e garante que estas palestras devem contar também com a presença dos homens.

Bulimia e Anorexia nervosa

A bulimia nervosa é uma perturbação caracterizada por episódios recidivantes de apetite voraz seguidos por uma purga (vómitos auto-induzidos ou utilização de laxantes ou diuréticos ou de ambos), regimes rigorosos ou exercício excessivo para contrabalançar os efeitos das refeições abundantes.
Tal como na anorexia nervosa, as pessoas que têm bulimia nervosa são, em geral, mulheres; estão profundamente preocupadas com a sua figura e peso corporal e pertencem a um nível socioeconómico médio e alto. Embora a bulimia nervosa tenha sido considerada como uma epidemia, somente 2 % das mulheres universitárias, consideradas como o grupo de maior risco, são verdadeiramente bulímicas.

Sintomas
A ingestão excessiva (um consumo rápido e compulsivo de quantidades relativamente grandes de comida acompanhado de um sentimento de perda de controlo) é seguida de um intenso sofrimento e da tomada de laxantes, um regime rigoroso e um exercício excessivo. A quantidade de comida consumida de uma vez pode ser bastante grande ou não ser maior que uma refeição normal. O stress emocional desencadeia muitas vezes a ingestão excessiva, que geralmente se faz em segredo. Uma pessoa deverá ter excessos alimentares duas vezes por semana para se diagnosticar bulimia nervosa, mas podem suceder com maior frequência. Embora as pessoas com bulimia exprimam a sua preocupação em ser obesas e algumas o sejam, o seu peso tende a flutuar à volta da normalidade.
Os vómitos auto-induzidos podem causar erosão do esmalte dentário, dilatar as glândulas salivares das maçãs do rosto (glândulas parótidas) e inflamar o esófago. Os vómitos e as purgas podem diminuir os valores de potássio no sangue, provocando ritmos cardíacos anormais. Registaram-se mortes súbitas depois da ingestão repetida de grandes quantidades de ipecacuanha para induzir os vómitos. Em ocasiões raras verificou-se a ruptura gástrica em pessoas que ingeriram quantidades excessivas de alimento.
Comparadas com as pessoas que têm anorexia nervosa, as que têm bulimia nervosa tendem a ter maior consciência do seu comportamento e sentem remorsos ou culpabilidade. São mais propensas a partilhar as suas preocupações com o médico ou outro confidente. Geralmente, estas pessoas são mais extrovertidas e mais propensas a um comportamento impulsivo, como o abuso de drogas ou de álcool, e à clara depressão.

Diagnóstico e tratamento

O médico suspeita de bulimia nervosa se uma pessoa estiver demasiado preocupada com o aumento do seu peso, que apresenta grandes flutuações, em especial se existem sinais evidentes de uma utilização excessiva de laxantes. Outras pistas incluem tumefacções das glândulas salivares das maçãs do rosto, cicatrizes nos nós dos dedos por terem sido utilizados para induzir o vómito, erosão do esmalte dentário devido ao ácido do estômago e um valor baixo de potássio no sangue. No entanto, o diagnóstico dependerá da descrição do doente de um comportamento «comida excessiva-purga».
As duas abordagens de tratamento são a psicoterapia e os fármacos. É melhor que a psicoterapia seja feita por um terapeuta com experiência nas alterações do apetite, podendo ser muito eficaz. Um medicamento antidepressivo pode muitas vezes ajudar a controlar a bulimia nervosa, inclusive quando a pessoa não parece deprimida, mas a perturbação pode reaparecer quando a administração do fármaco é interrompida.
Para os mais curiosos ficam uns links: bulimia nervosa, comportamentos alimentares .

A anorexia nervosa é uma perturbação caracterizada por uma distorção da imagem corporal, um medo extremo da obesidade, a rejeição de manter um peso mínimo normal e, nas mulheres, a ausência de períodos menstruais.
Cerca de 95 % das pessoas que sofrem desta perturbação são mulheres. Geralmente, começa na adolescência, por vezes antes, e menos frequentemente na idade adulta. A anorexia nervosa afecta primordialmente as pessoas de classe socioeconómica média e alta. Na sociedade ocidental o número de pessoas com esta perturbação tem tendência a aumentar.


A anorexia nervosa pode ser ligeira e transitória ou grave e duradoura. Fala-se em taxas letais tão altas como 10 % a 20 %. No entanto, como os casos ligeiros podem não ser diagnosticados, ninguém sabe exactamente quantas pessoas têm anorexia nervosa ou que percentagem morre dela.
A sua causa é desconhecida, mas os factores sociais parecem importantes. O desejo de ser magro é bastante frequente na sociedade ocidental e a obesidade é considerada pouco atraente, doentia e indesejável. Mesmo antes da adolescência, as crianças estão a par destas atitudes e dois terços das adolescentes seguem regimes ou adoptam outras medidas para controlar o peso. No entanto, só uma pequena percentagem destas meninas desenvolvem anorexia nervosa.

Anorexia
A distorção da imagem corporal destas doentes (inclusive depois de um regime dietético prolongado) faz com que tenham sempre a impressão de possuir peso a mais.

Sintomas
Muitas das mulheres que mais tarde desenvolvem anorexia nervosa são meticulosas e compulsivas, com metas muito altas de realização e de êxito. Os primeiros indicadores da iminência de uma perturbação são a crescente preocupação com a dieta e o peso corporal, inclusive entre aquelas que já são magras, como é o caso da maioria das pessoas com anorexia nervosa. A preocupação e a ansiedade intensificam-se à medida que emagrecem. Mesmo quando atinge a emaciação, a pessoa declara que se sente obesa, nega ter qualquer problema, não se queixa da ausência de apetite ou da perda de peso e em geral resiste ao tratamento. A pessoa não costuma ir ao médico até que os familiares a obriguem.
Anorexia significa «ausência de apetite», mas as pessoas com anorexia estão de facto esfomeadas e preocupadas com a alimentação, estudando regimes e calculando calorias; acumulam, escondem e desperdiçam a comida; coleccionam receitas e cozinham pratos elaborados para outros.
Cerca de 50 % das pessoas com anorexia nervosa ingerem uma quantidade excessiva de comida e a seguir provocam a si próprias o vómito ou administram laxantes ou diuréticos. A outra metade restringe simplesmente a quantidade de comida que ingere. A maioria pratica também um excesso de exercício para controlar o peso.
As mulheres deixam de menstruar, por vezes antes de terem perdido muito peso. Regista-se tanto nos homens como nas mulheres uma perda de interesse sexual. Têm caracteristicamente uma frequência cardíaca lenta, pressão arterial baixa, baixa temperatura corporal, inchaço dos tecidos por acumulação de líquidos (edema) e cabelo fino e suave ou então excessiva camada de pêlos nas faces e no corpo. As pessoas com anorexia que emagrecem muito tendem a manter uma grande actividade, incluindo a prática de programas de exercício intenso. Não têm sintomas de deficiências nutricionais e estão surpreendentemente livres de infecções. A depressão é habitual e as pessoas com esta perturbação mentem acerca do que comeram e escondem os seus vómitos e os seus hábitos alimentares peculiares.
As alterações hormonais que resultam da anorexia nervosa incluem valores de estrogénios e de hormonas tiróideas acentuadamente reduzidos e concentrações aumentadas de cortisol. Se uma pessoa está gravemente desnutrida, é provável que todos os órgãos principais sejam afectados. Os problemas mais perigosos são os relacionados com o coração e com os líquidos e os electrólitos (sódio, potássio, cloro). O coração fica débil e expulsa menos sangue. A pessoa pode desidratar-se e ter tendência para o desmaio. O sangue pode acidificar-se (acidose metabólica) e os valores de potássio no sangue podem descer. Vomitar e tomar laxantes e diuréticos pode piorar a situação. Pode ocorrer uma morte súbita devido ao aparecimento de ritmos cardíacos anormais.

Diagnóstico e tratamento
A anorexia nervosa é geralmente diagnosticada com base numa perda de peso acentuada e nos sintomas psicológicos característicos. A anoréctica típica é uma adolescente que perdeu pelo menos 15 % do seu peso corporal, receia a obesidade, deixou de menstruar, nega estar doente e parece saudável.
Geralmente, o tratamento faz-se em duas fases. A primeira é a restauração do peso corporal normal. A segunda é a psicoterapia, muitas vezes completada com fármacos.
Quando a perda de peso foi rápida ou intensa (por exemplo, mais de 25 % abaixo do peso ideal), a recuperação de peso é crucial; essa perda de peso pode pôr em perigo a vida. O tratamento inicial é geralmente levado a cabo num hospital, onde profissionais experimentados animam, calma mas firmemente, a doente a comer. Raramente, a doente é alimentada por via endovenosa ou através de um tubo colocado no nariz e que chega até ao estômago.
Quando o estado nutricional é aceitável, começa-se o tratamento a longo prazo, que deve ser feito por especialistas nas alterações do apetite. Este tratamento pode incluir psicoterapia individual, de grupo e familiar, assim como fármacos. Quando se diagnostica depressão, receitam-se antidepressivos. O tratamento tende a estabelecer um ambiente tranquilo, estável e interessado na pessoa, animando-a a consumir uma quantidade adequada de comida.

Osteoporose

A osteoporose é uma diminuição progressiva da densidade dos ossos, a qual os enfraquece e os torna mais passíveis de sofrerem fraturas. Os ossos contêm minerais, como o cálcio e o fósforo, os quais os tornam duros e densos. Para manter a densidade dos ossos, o organismo necessita de um suprimento adequado de cálcio e de outros minerais e deve produzir as quantidades adequadas de vários hormônios, como o paratormônio (hormônio da paratireóide), o hormônio do crescimento, a calcitonina, o estrogênio (nas mulheres) e a testosterona (nos homens).
Além disso, é necessário um suprimento adequado de vitamina D, para que o cálcio oriundo dos alimentos seja absorvido e incorporado aos ossos. A densidade óssea aumenta gradativamente até atingir um máximo, em torno dos 30 anos de idade. Depois disso, a densidade óssea diminui lentamente. Se o organismo não for capaz de regular seu conteúdo mineral, os ossos tornam-se menos densos e mais frágeis, resultando na osteoporose.
Tipos
Existem vários tipos de osteoporose. A osteoporose pós-menopáusica é causada pela falta de estrogênio, o principal hormônio feminino, o qual auxilia na regulação da incorporação do cálcio aos ossos nas mulheres. Geralmente, os sintomas ocorrem em mulheres com idade entre 51 e 75 anos, mas podem ocorrer mais cedo ou mais tarde. Nem todas as mulheres apresentam o mesmo risco de apresentar a osteoporose pós-menopáusica. Por exemplo, as mulheres da raça branca e da raça amarela apresentam maior propensão a apresentar esse distúrbio do que as mulheres da raça negra.
A osteoporose senil provavelmente é decorrente de uma deficiência de cálcio relacionada com a idade e de um desequilíbrio entre a velocidade de degradação do tecido ósseo e a velocidade de formação de osso novo. O termo senil significa apenas que o distúrbio ocorre em indivíduos idosos. Geralmente, a osteoporose senil afecta indivíduos com mais de 70 anos de idade, sendo duas vezes mais comum em mulheres que em homens. Freqüentemente, as mulheres apresentam tanto a osteoporose senil quanto a osteoporose pós-menopáusica. Menos de 5% dos indivíduos com osteoporose apresentam osteoporose secundária, a qual é causada por outras doenças ou por drogas.
A osteoporose secundária pode ser decorrente de distúrbios como a insuficiência renal crônica e distúrbios hormonais (especialmente distúrbios da tireóide, da paratireóide ou das adrenais). Ela também pode ocorrer devido ao uso de drogas, como corticosteróides, barbitúricos, anticonvulsivantes e quantidades excessivas de hormônio tireoidiano. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo podem piorar o quadro. A osteoporose juvenil idiopática é um tipo raro, cuja causa não foi identificada até o presente momento. Ela ocorre em crianças e adultos jovens que apresentam concentrações e funções hormonais normais e concentrações normais de vitaminas e que não apresentam qualquer razão óbvia para apresentar fragilidade óssea.
Fatores de Risco de Osteoporose em Mulheres
Membros da família com osteoporose
Quantidade insuficiente de cálcio na dieta
Estilo de vida sedentário
Raça branca ou amarela
Compleição delgada
Nunca ter engravidado
Uso de determinadas drogas, como corticosteróides e quantidades excessivas de hormônio da tireóide
Menopausa precoce
Tabagismo
Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
Sintomas
A densidade óssea diminui lentamente, sobretudo em indivíduos com osteoporose senil. Por isso, na fase inicial, a osteoporose é assintomática (não produz sintomas). Alguns indivíduos jamais apresentam sintomas. Quando a densidade óssea diminui a ponto de causar colapso ou fratura óssea, o indivíduo pode apresentar dor e deformidade óssea. Pode ocorrer dorsalgia (dor nas costas) se o indivíduo sofrer um colapso vertebral (fraturas por esmagamento vertebral).
As vértebras enfraquecidas podem colapsar espontaneamente ou após uma lesão menor. Normalmente, a dor apresenta um início súbito, permanece localizada em uma determinada área das costas e piora quando o indivíduo permanece em pé ou caminha. A área pode ser sensível ao toque, mas, em geral, essa sensibilidade desaparece gradualmente, após algumas semanas ou meses. Se o indivíduo apresentar fraturas de várias vértebras, pode ocorrer a produção de uma curvatura anormal da coluna vertebral (“corcunda de viúva”), provocando distensão muscular e dor.
Outros ossos podem fraturar, freqüentemente em decorrência de sobrecargas leves ou de uma queda. Uma das fraturas mais graves é a do quadril, a qual é uma causa importante de invalidez e de perda de autonomia em indivíduos idosos. A fratura de um dos ossos do antebraço (rádio) perto do punho (fratura de Colles) também é uma ocorrência comum. Além disso, nos indivíduos com osteoporose, as fraturas tendem a consolidar lentamente.

Diagnóstico
Nos indivíduos que apresentam uma fratura, o diagnóstico de osteoporose é baseado em uma combinação dos sintomas, do exame físico e de radiografias. Pode ser necessária a realização de outros exames para se descartar a possibilidade de doenças tratáveis que podem levar à osteoporose. A osteoporose pode ser diagnosticada antes que ocorra uma fratura através de exames que avaliam a densidade óssea.
O exame mais acurado é a densitometria duo-energética. Trata- se de um exame indolor e seguro, o qual pode ser realizado dentro de 5 a 15 minutos. A densitometria duoenergética é útil para as mulheres que apresentam um alto risco de osteoporose, para aquelas cujo diagnóstico é incerto ou para aquelas cujos resultados do tratamento devem ser avaliados com acurácia.

Prevenção e Tratamento
A prevenção é mais eficaz que o tratamento e envolve a manutenção ou o aumento da densidade óssea através do consumo de quantidades adequadas de cálcio, a prática de exercícios com suporte de peso e, para alguns indivíduos, o uso de drogas específicas. O consumo de uma quantidade adequada de cálcio é uma medida eficaz, especialmente antes que a densidade óssea máxima tenha sido atingida (em torno dos 30 anos de idade).
O consumo diário de dois copos de leite e de um suplemento de vitamina D ajuda a aumentar a densidade óssea em mulheres de meia-idade que não vinham recebendo previamente quantidades suficientes desses nutrientes. Entretanto, a maioria das mulheres necessita tomar comprimidos de cálcio. Existem muitas preparações disponíveis e algumas delas incluem uma suplementação de vitamina D. Recomenda-se tomar aproximadamente 1,5 g de cálcio diariamente. Exercícios com suporte de peso, como a marcha e a subida de escadas, aumentam a densidade óssea.
Os exercícios que não envolvem o suporte de peso, como a natação, não o fazem. O estrogênio auxilia na manutenção da densidade óssea nas mulheres. Freqüentemente, ele é administrado em associação com a progesterona. A terapia de reposição estrogênica é mais eficaz quando iniciada quatro ou seis anos após a menopausa. Contudo, o início mais tardio desse tipo de terapia ainda pode retardar a perda óssea e reduzir o risco de fratura. As decisões sobre o uso da terapia de reposição estrogênica são complexas, pois o tratamento pode acarretar riscos e efeitos colaterais.
O raloxifeno é uma nova droga análoga ao estrogênio, que, apesar de ser menos eficaz na prevenção da perda óssea do que o estrogênio, não apresenta os efeitos típicos deste sobre as mamas ou o útero. Os bisfosfonatos, como o alendronato (ver adiante), podem ser utilizados isoladamente ou juntamente com a terapia de reposição hormonal para evitar a osteoporose. O tratamento visa aumentar a densidade óssea. Todas as mulheres, especialmente aquelas com osteoporose, devem tomar quantidades adequadas de cálcio e de vitamina D. As mulheres na pós-menopausa e com osteoporose também podem tomar estrogênio (geralmente associada à progesterona) ou o alendronato, os quais podem retardar ou interromper a progressão da doença. Os bisfosfonatos também são úteis no tratamento da osteoporose.
O alendronato reduz a velocidade de reabsorção óssea em mulheres na pós-menopausa, aumentando a massa óssea na coluna vertebral e nos quadris e reduzindo a incidência de fraturas. No entanto, para se garantir a absorção do alendronato, ele deve ser ingerido com um copo de água ao acordar e não se deve ingerir comida ou bebida nos 30 minutos seguintes. Como o alendronato pode irritar o revestimento do trato gastrointestinal superior, deve ser realizado um repouso de, no mínimo, 30 minutos após a sua ingestão, até que algum alimento seja ingerido.
Determinados indivíduos com dificuldade de deglutição ou que apresentam determinados distúrbios esofágicos ou gástricos não devem utilizar o alendronato. Muitas autoridades recomendam a calcitonina, particularmente para os indivíduos que apresentam fraturas vertebrais dolorosas. Esse medicamento pode ser administrado sob a forma injetável ou de spray nasal. Ainda que os suplementos de fluoreto possam aumentar a densidade óssea, o osso resultante pode ser anormal e frágil e, por essa razão, a sua administração não é recomendada. Estão sendo testadas novas formas de fluoreto que podem não apresentar efeitos adversos no que diz respeito à qualidade do osso.
Os homens com osteoporose geralmente tomam suplementos de cálcio e de vitamina D, especialmente quando os exames indicam que o seu organismo não está absorvendo quantidades adequadas de cálcio. O estrogênio não é benéfico para os homens, mas a terapia de reposição de testosterona pode ser benéfica quando a concentração deste hormônio encontra- se baixa.
As fraturas devidas à osteoporose devem ser tratadas. No caso de fraturas do quadril, geralmente é realizada a substituição cirúrgica parcial ou total quadril. As fraturas do punho são imobilizadas com aparelho gessado ou corrigidas cirurgicamente. No caso do colapso vertebral que acarreta dorsalgia intensa, o tratamento consiste no uso de suportes ortopéticos, de analgésicos e de fisioterapia. No entanto, a dor persiste durante muito tempo. O levantamento de cargas pesadas e quedas podem piorar os sintomas.
Para mais curiosos fica uns links Osteoporose, Ossos.

Miomas ou fibromiomas uterinos





O MIOMA

Mioma é um tumor benigno do útero que consiste num enovelamento das fibras musculares formando "bolas" no útero. Os miomas, também chamados de fibromas ou leiomiomas, são formações nodulares que se desenvolvem na parede muscular do útero. Um mioma é um tumor que se desenvolve à custa das fibras ou do músculo uterino, sendo habitualmente benigno. Causado, como qualquer outro tumor, por uma proliferação celular anormal que foge ao controlo.

QUEM ATINGE?

Os miomas uterinos são muito freqüentes, mas na maioria da vezes, são muito pequenos e não causam qualquer problema. Entre 20 e 40% das mulheres após os 35 anos tem miomas de tamanho considerável. As pacientes que não engravidaram até esta idade estão mais propensas a desenvolver miomas.
QUE SINTOMAS PODE CAUSAR?
Os sintomas dependem muito da localização e do tamanho do mioma. Dependendo da sua localização, tamanho e quantidade podem ocasionar problemas em algumas mulheres, incluindo dor e sangramentos intensos chamados de menorragias, ou seja, períodos menstruais abundantes, não só em número de dias, como em quantidade de sangue perdido Tipicamente, os sintomas melhoram após a menopausa, quando o nível de hormônios femininos diminui na circulação sangüínea. Entretanto, mulheres que nesta fase utilizam reposição hormonal os sintomas podem continuar a manifestarem-se. O tamanho dos miomas pode variar desde pequeno a grandes formações que simulam uma gravidez de 5 ou 6 meses. Resumindo, os sintomas mais frequentes são:

- Períodos menstruais intensos e prolongados além de sangramentos mensais atípicos, por vezes com coágulos. Com freqüência, isto pode levar a anemia.

- Dor pélvica.

- Pressão pélvica ou sensação de peso.

- Dor nas costas ou pernas.

- Dor nas relações sexuais.

- Sensação de pressão na bexiga com vontade constante de urinar

- Pressão no intestino que leva a constipação ou distensão.

- Crescimento anormal do abdomen inferior.

COMO SÃO DIAGNOSTICADOS?

Os miomas são geralmente diagnosticados durante um exame ginecológico. Seu médico irá realizar um exame pélvico para sentir se o seu útero está aumentado. A presença do mioma é confirmado com um ultra-som de abdome. Também pode ser utilizado a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética para confirmar o diagnóstico. Ultra-som, tomografia e ressonância são estudos radiológicos não invasivos e absolutamente indolores.

QUE TIPOS DE MIOMA EXISTEM?

Dependendo da sua localização na parede do útero os miomas agrupam-se em três tipos:

1- os "subserosos" que se localizam na porção mais externa do útero e geralmente crescem para fora. Este tipo de mioma geralmente não afeta o fluxo menstrual, porém, pode tornar-se desconfortável pelo seu tamanho e pressão sobre outros órgãos da pélvis.

2- os "intramurais" que crescem no interior da parede uterina e se expandem fazendo com que o útero aumente seu tamanho acima do normal e deformando as paredes uterinas. São os miomas mais comuns e geralmente provocam um intenso fluxo menstrual, dor pélvica ou sensação de peso.

3- os "submucosos" que se localizam mais profundamente, bem abaixo da capa que reveste a cavidade uterina. São os miomas menos comuns mas provocam intensos e prolongados períodos menstruais.

COMO É TRATADO?

O tratamento depende das circunstâncias específicas de cada mulher: a idade e a necessidade de conservar ou não o útero. Tratando-se de uma mulher jovem que não tem filhos e que pretende manter a sua capacidade reprodutora, é óbvio que lhe é recomendada a miomectomia, com conservação do próprio útero. Se se trata de uma mulher com uma vida familiar constituída, na pré-menopausa, a melhor solução poderá passar pela histerectomia, cirurgia em que lhe é retirado o útero.
PODEM CAUSAR INFERTLIDADE?

Conforme o local em que se instalam, os miomas podem fazer parte do quadro de infertilidade. Os submucosos, por exemplo, podem ser causa de abortamento de repetição. Mas nem sempre a mulher com mioma uterino precisa de tratamento para engravidar. Às vezes, eles são tão pequenos que não atrapalham absolutamente em nada e não provocam sintomas. São revelados geralmente pela ultra-sonografia e demandam o que se chama de tratamento expectante, isto é, o que se limita a observar a evolução do quadro.
Para mais curiosos ficam uns links: miomas.

Brasileiros criticam métodos da OMS para detectar DST

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Programa Saúde da Família (PSF) descobriram que as práticas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a detecção precoce da gonorréia e da clamídia são ineficazes.

No estudo, publicado na revista BMC Medicine, os cientistas afirmam que as recomendações do organismo são inadequadas quando se trata de diagnosticar doenças sexualmente transmissíveis nos países em desenvolvimento. A ineficácia do método de detecção destas infecções faz com que as mulheres que as sofrem não recebam tratamento até uma fase tardia da doença, com as consequências de contágio e o risco para a saúde que isso acarreta.

Os cientistas, liderados por Maria de Fátima C. Alves, testaram os métodos cujo uso são aconselhados pela OMS e pelo Ministério da Saúde em um grupo de 427 meninas de entre 15 e 19 anos e moradoras de uma região pobre de Goiânia (GO). Após analisar amostras vaginais das adolescentes, descobriram que 14,5% tinham clamídia, e 2,1%, gonorréia, um resultado considerado "alarmante" pelos cientistas.

Com o método de pontuação de avaliação do risco recomendado pela OMS e que consiste em um questionário sobre as práticas sexuais, a vida reprodutiva e os sintomas ginecológicos, as doenças foram detectadas em apenas 32% dos casos. Com um simples exame ginecológico, o percentual de diagnóstico foi de 43,5%.

Segundo a equipe de cientistas, a "baixa sensitividade" do método de avaliação do risco deveria fazer com que seu uso fosse descartado como uma ferramenta de exame ou teste de diagnóstico entre mulheres sem sintomas ou com poucos sintomas de infecções sexuais.

"Os resultados são preocupantes. Sabe-se que as doenças sexualmente transmissíveis aumentam a probabilidade de transmissão do HIV, portanto o controle dessas infecções é imperativo", indica Alves, que pede novas estratégias para controlar essas doenças entre as adolescentes.
EFE - Agência EFE -