9.17.2009

Equinacea aumenta as defesas do organismo entre outras funções

Equinácea

A equinácea é uma planta medicinal que tem flores de cor vermelho-púrpura intensa e caules que crescem à volta de um cone alto. Por ter essas cores, ela émuito utilizada em decoração. Ela também é chamada de: flor-de-cone, púrpura e rudbéquia. O seu nome científico é Echinacea purpurea.
A equinácea pode ser utilizada como remédio caseiro para gripe, por exemplo.

Propriedades da equinácea

Rica em inulina, betaína, resina e glicose. Possui ação anti-inflamatória, antibiótica, desintoxicante, imunoestimulante, antialérgica.

Para que serve a equinácea

Pode ser utilizada durante todo o ano como forma de prevenção ou tratamento de gripes e resfriados, infecções respiratórias, infecção urinária, candidíase, dor de dente, gengiva, artrite reumatoide, doenças virais ou bacterianas, pois ela fortalece o sistema imunológico.

Modo de uso da equinácea

Partes utilizadas: raiz, folhas e flores, para o consumo em forma de suco, chá ou compressas.
  • Chá: Coloque 1 colher (de chá) da raiz ou folhas da equinácea em uma xícara de água fervente. Deixe repousar por 15 minutos, coe e tome a seguir. Faça o chá 2 vezes por dia.
  • Compressa: Amasse em um pilão as folhas juntamente com a raiz da equinácea até formar uma pasta. Aplique na zona desejada com o auxílio de um pano umedecido com água quente para aumentar a absorção dos componentes ativos.
A equinácea pode ser comprada em lojas de venda de produtos naturais, feiras livres e no mercado.

Efeitos colaterais da equinácea

Não há efeitos colaterais para o uso da equinácea.

Contraindicações da equinácea

A equinácea está contraindicada no caso de alergia a plantas da família Asteraceae, HIV, tuberculose, colagenose e esclerose múltipla.

Link útil:


Fitoterapia – Equinacea: profilaxia da gripe e resfriado, aumenta a defesa do organismo e nas infecções do trato respiratório superior.

A equinácea é uma planta com ação anti-inflamatória e anti-bacteriana, que reforça o sistema imunológico, aumenta a produção de glóbulos brancos, os responsáveis por atacar infecções.
Existe sob várias formas, em gotas (tintura), comprimidos, pastilhas para chupar, cápsulas e chás.

Nome Botânico: Echinacea angustifolia, Echinacea purpurea

Sinonímia: Equinácea, Equinacéia

Família: Asteraceae

Parte utilizada: Raiz e semente

Histórico e curiosidades:

É uma planta originária dos Estados Unidos, utilizada há vários séculos pelos índios nativos desse país. Já em 1907 a Equinácea era a mais popular erva na prática médica americana, utilizada pelos índios Sioux como antiinflamatório. É um dos fitoterápicos mais conhecidos e utilizados na Europa e Estados Unidos.


Ecologia:

Habita gramados, terras improdutivas e outros lugares abertos e secos. É uma planta nativa da América do Norte.


Constituintes:

Ésteres do ácido cafêico (principalmente equinacosídeo e cinarina), alcalóides pirrolizidínicos, polissacarídeos, óleos voláteis, equinolona, betaína, fitoesteróis.


Ações e indicações:

Antiviral;

Antibacteriana;

Antiinflamatória;

Imunoestimulante (estimula a produção de leucócitos) e vulnerária.

Doenças de pele: erisipela, abscesso, acne, micose, furúnculo, psoríase, hemorróidas, inflamação, irritação, manchas, sardas. Feridas infectadas ou infecções cutâneas por microorganismos comuns da pele: para tratamento adjuvante de infecções de pele, acompanhado de tratamento local e terapia antimicrobiana adequada;

Sistema sanguíneo: depuração, gangrena;

Sistema imunológico: Prevenção ou tratamento de infecções respiratórias virais: em gripes e resfriados para reduzir a intensidade dos sintomas e o tempo de doença, ou para prevenir infecção viral das vias respiratórias em pessoas com gripes de repetição; Septicemia;

Prevenção ou tratamento de candidíase vaginal de repetição: na prevenção de recorrência de candidíase vaginal em mulheres com vaginite crônica por Candida albicans. Nos casos de infecção ativa, deverá ser administrada em associação com antimicótico.


Propriedades Farmacológicas:

Sua ampla gama de atividades na função imunológica já foi confirmada em numerosos estudos científicos. Um dos melhores mecanismos estudados é a estimulação da fagocitose. Num teste “in vitro“, extratos de equinacea aumentaram a fagocitose por parte dos leucócitos em 20 a 40%.

A Equinácea também aumenta o número de células imunes na circulação, e estimula a produção de interferon, como também outros mensageiros químicos do sistema imune, incluindo “tumor necrosis factor”, que é importante para a resposta do organismo contra células cancerígenas.

Desenvolve ação bacteriostática provavelmente através da inibição da hialuronidase bacteriana, enzima que lesa células sadias. Este efeito pode ajudar a prevenir infecção quando utilizada em ferimentos. Além deste efeito hialuronidase-inibitório, tem propriedades fungicidas e ajuda a estimular o crescimento do novo tecido. Tem também um efeito antiinflamatório.

Estudos in vitro constataram que o suco fresco das partes aéreas de Echinacea purpurea e o extrato aquoso das raízes inibiram o vírus da influenza, as infecções por vírus herpes e o da estomatite vesicular.

O extrato de echinacea pode reduzir o crescimento do Trichomonas vaginalis e diminui a recidiva de Candida albicans.

Precauções e contra indicações

Hipersensibilidade à plantas da família asteraceae. Como todo imunoestimulante, não é recomendado seu uso em desordens sistêmicas progressivas ou doenças auto-imunes como: tuberculose, leucoses, colagenoses, esclerose múltipla, AIDS, infecção por HIV. Em casos de hipersensibilidade podem ocorrer reações na pele. Não se recomenda o uso durante a gravidez ou por crianças.

Reações adversas

As reações adversas com o uso de Equinácea são brandas e raras, podendo ocorrer gosto desagradável na boca, náusea e vômito, dor abdominal, diarréia, ardência e desconforto na garganta ou ao engolir, aumento da salivação, tonteira e dor de cabeça.

Possíveis reações alérgicas a quem tem alergia a girassóis.

Utilização / dosagens:

DOSAGENS:

Na forma de TINTURA - crianças até 4 anos - 3 gotas uma vez ao dia (na prevenção) e se já estiverem doentes, 3 x ao dia. Pode diluir na água ou no suco, melhor se dado em jejum.
Crianças maiores: 8 gotas - 1 x ao dia, na prevenção - 3 x ao dia, se doentes.

Na forma de CÁPSULAS OU COMPRIMIDOS:

Como preventivo:
Crianças de 6 meses a 3 anos - 250mg 1 vez por dia (ou 125mg 2 x dia)
Crianças dos 4 aos 12 anos - 500mg 1 x dia (ou 250mg 2x dia)
Adolescentes e adultos - entre 500 a 1000mg 1 ou 2 x dia

Em caso de já estar doente:
Crianças de 6 meses a 3 anos - 250mg 3 vez por dia (ou 125mg 4 x dia)
Crianças dos 4 aos 12 anos - 500mg 3 x dia (ou 250mg 4 x dia)
Adolescentes e adultos - 1000mg 2 x dia

NÃO ESQUECENDO da importância da ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA, pois não adianta usar substâncias para agilizar o sistema imunológico e, ao mesmo tempo, ingerir toxinas que ajudam a criar um anbiente favorável para a instalação das bactérias e vírus.

Três vezes ao dia: raiz seca, 1g ou por decocção;

Tintura: (1:5, 45% etanol), 2,0 a 5,0 mL por dia ou 15 a 30 gotas 2 a 5 vezes ao dia.

Deve ser utilizado por no máximo oito semanas consecutivas.


Fontes> Introdução à fitoterapia: utilizando adequadamente as plantas medicinais. Colombo: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2008.

Nota: Não se automedique (boaspráticasfarmacêuticas)

Terapia genética: Macacos são curados do Daltonismo


Cientistas curam daltonismo em macacos com terapia genética
Gene corretivo foi ‘infiltrado’ em retina por meio de adenovírus.
Proteína restaurou sensibilidade ao vermelho e ao verde.

Macacos foram treinados a tocar em uma tela ao ver cores. (Foto: Neitz Laboratory/Nature)Pesquisadores da Universidade de Washington e da Universidade da Flórida usaram terapia genética para curar micos-de-cheiro (Saimiri sciureus) de daltonismo – falha na percepção de certas cores, a desordem genética mais comum em humanos. O estudo foi publicado nesta quarta-feira (16) na revista “Nature”.

“Adicionamos sensibilidade para o vermelho às células cônicas (responsáveis pela visão das cores e pela visão central) em animais que nasceram com uma condição que é similar ao daltonismo”, afirmou William Hauswirth, professor de genética molecular oftalmológica da Universidade da Flórida. “Demonstramos ser capazes de curar uma doença cônica em um primata, e que isso pode ser feito com muita segurança.”

“Cremos que a tecnologia seria útil na correção de muitas desordens de visão diferentes”, disse Jay Neitz, professor de oftalmologia da Universidade de Washington.

Os cientistas usaram uma técnica que usa um adenovírus inofensivo para “entregar” genes corretivos que produzem uma determinada proteína. Neste caso, os pesquisadores queriam produzir uma substância chamada opsina de onda longa – proteína que age na retina para produzir pigmentos sensíveis ao vermelho e ao verde.

No tipo mais comum de daltonismo, há incapacidade de distinguir vermelho ou verde, ou ambos. A doença foi descoberta em 1798 pelo químico inglês John Dalton, que percebeu que não tinha sensibilidade a cores e publicou o primeiro estudo sobre o assunto.


Nos Estados Unidos, cerca de 1 a cada 30 mil pessoas sofre de uma foram de cegueira hereditária chamada acromatopsia, que causa – diferentemente do daltonismo – cegueira quase completa para cores e visão central extremamente precária. Mesmo em tipos mais comuns de cegueira, como a degeneração macular relacionada à idade e a retinopatia diabética, a visão poderia ser potencialmente restaurada por meio do tratamento genético centralizado nas células cônicas, disse Hauswirth.

G1.com

9.16.2009

Até 20% dos que têm câncer de pâncreas resistem 5 anos após tratamento

Até 20% dos que têm câncer de pâncreas resistem 5 anos após tratamento
Dificuldade de diagnóstico faz da doença uma das mais agressivas.
‘Couraça’ das células tumorais neutraliza medicamentos disponíveis.

Câncer de pâncreas, que matou na segunda-feira (14) o ator americano Patrick Swayze, é conhecido por sua extrema agressividade. “Entre os tumores sólidos (termo usado para diferenciar de outros tipos, como o linfático e a leucemia), o de pâncreas é com certeza um dos dois ou três mais agressivos”, diz Felipe José Fernández Coimbra, diretor do departamento de cirurgia abdominal do Hospital A.C. Camargo.


O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo localizada na parte superior do abdome, atrás do estômago, colada ao duodeno. É a responsável pela produção de enzimas atuantes na digestão dos alimentos e pela produção da insulina. É dividido em três partes: a cabeça (lado direito); o corpo (centro) e a cauda (à esquerda). “Quando o tumor é na cabeça do pâncreas, os sintomas costumam ser mais precoces”, diz o especialista. “Quando é no corpo ou na cauda, são mais tardios.”


O maior problema é justamente o diagnóstico tardio. Um dos sinais da doença é dor abdominal superior. Mas ela pode irradiar para a região lombar, confundindo com problemas de coluna. Pior: a dor em si já indica que os nervos ao redor do pâncreas foram atingidos, explica Antonio Carlos Buzaid, diretor-geral do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês. “A dor, portanto, já indica incurabilidade.” Os sintomas incluem emagrecimento e, no caso dos tumores de cabeça do pâncreas, icterícia – coloração amarela da pele e dos olhos, causada por obstrução biliar.

É como se você acertasse em cheio um navio com um torpedo, mas os marinheiros são muito bons e sempre reparam o casco rapidamente"
Outro grande desafio é driblar os mecanismos de defesa da célula tumoral, mais resistentes aos medicamentos disponíveis do que outros tipos de tumor. “É como se você acertasse em cheio um navio com um torpedo, mas os marinheiros são muito bons e sempre reparam o casco rapidamente”, explica Buzaid.


A taxa de sucesso dos tratamentos, medida pela porcentagem dos pacientes que vivem 5 anos após realizá-los, varia de 5% a 20%. Essa grande variação é reflexo de onde a pessoa é tratada (em um centro de referência nesse tipo de tumor ou em um hospital-geral, por exemplo). Ela também reflete, evidentemente, o estágio da doença quando finalmente ocorre a intervenção médica. Se o tumor for bem localizado, é feita a remoção cirúrgica (o tumor é ressecável). “Essa cirurgia é uma das maiores que se fazem no aparelho digestivo”, conta Coimbra. Quando é “localmente avançado” (invadindo artérias e veias próximas) ou metastático, com pontos de incidência no fígado, ossos ou pulmão, é preciso recorrer a quimio e radioterapia.

Incidência entre pessoas com mais de 80 anos é 10 vezes maior
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A incidência da doença entre pessoas de 40 a 50 anos de idade é de 10 para 100 mil habitantes. Dos 80 aos 85 anos, a incidência é dez vezes maior (116 para 100 mil). Os fatores de risco são tabagismo, obesidade, pancreatite crônica, histórico familiar, diabetes, consumo crônico de álcool e algumas síndromes genéticas (como a síndrome de Lynch e a síndrome do melanoma familiar). Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que, no Brasil, o câncer de pâncreas representa 2% de todos os tipos de câncer e é responsável por 4% do total de mortes por câncer.

Nos Estados Unidos, de 30 mil a 40 mil pessoas são diagnosticadas com a doença a cada ano. No Brasil, aproximadamente 10 mil.

“Um dado animador é que estão surgindo muitas pesquisas voltadas para o diagnóstico precoce do câncer de pâncreas”, conta Coimbra. “Embora não se comparem aos avanços já alcançados no caso do tumor de estômago, por exemplo, os resultados melhoram pouco a pouco.”

“Nos últimos 20 anos, os avanços são poucos”, avalia Buzaid. “Mas quando entendermos melhor o câncer de pâncreas, esse conhecimento também será aplicável ao tratamento dos demais tumores.”


Globo.com - G1.com

Hábito de lavar as mãos ajuda a eliminar diversas bactérias e vírus


Hábito de lavar as mãos ajuda a eliminar diversas bactérias e vírus

Rio - Lavar as mãos várias vezes ao dia virou hábito indispensável em tempos de guerra à gripe suína. Mas a prática também tem se mostrado eficiente no combate a doenças provocadas por outros vírus, parasitas e bactérias. A limpeza constante acaba com o risco de diarreias e infecções, como hepatite-A.


A onda de higiene evita que a população se contamine pelo Rotavirus — que provoca diarreia infantil —, além de Rinovírus (tipo de resfriado que ataca crianças) e Adenovírus (que, além de resfriado, causa também conjuntivite). “Praticamente todos esses vírus, muitos transmitidos por vias respiratórias, são eliminados com água e sabão, que todo mundo tem em casa”,.

Para o infectologista Edmilson Migowski, as crianças são as mais beneficiadas com a medida. “Elas ainda estão se habituando a incorporar a higiene permanente e, por isso, correm mais riscos. Escolas tinham de incorporar práticas simples, como lavagem das mãos, independentemente de qualquer pandemia”, defende.

O superintendente de vigilância em saúde da Secretaria Municipal de Saúde, José Cerbino, diz que ainda é cedo para avaliar o impacto positivo das medidas de higiene, mas afirma que ele acontecerá.

“Essas doenças não precisam ser notificadas, o que impede contabilizar o número de pessoas afetadas na capital. Mas as medidas vão, sim, evitar novos registros”, aposta.

Medida evita conjuntivite

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) aproveita a onda de limpeza e faz outro alerta. “Embora não exista no momento nenhum surto de conjuntivite, a população deve ficar atenta às formas de contágio da doença, muito comum nas mudanças de estação. Além de lavar as mãos, ninguém deve compartilhar toalhas. E mulheres jamais devem dividir maquiagem”.

O Dia

FDA aprova vacina contra a nova gripe nos EUA. Vacinação antigripe nos EUA deve iniciar por crianças no próximo mes

FDA aprova vacina contra a nova gripe nos EUA
Campanha de imunização deve se iniciar em outubro.
195 milhões de doses já foram encomendadas.

A autoridade sanitária dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou nesta terça-feira (15) uma vacina contra a nova gripe. A decisão abre caminho para que a campanha de vacinação se inicie já no próximo mês, afirmou a secretária de Saúde

Vacina do H1N1 deve ser eficiente com dose única, afirma fabricante Laboratório francês anuncia acordo com Butantan para fabricação de vacina Vacina anti-H1N1 pode custar até US$ 20 a dose para países ricos, diz OMS Contra nova gripe, crianças em idade escolar deveriam ser vacinadas primeiro
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Em audiência na Câmara dos Deputados, a secretária de Saúde afirmou que o país já comprou 195 milhões de doses da vacina de cinco fabricantes.

Ela ainda declarou que no início de outubro começará uma campanha gratuita de vacinação.


Vacinação antigripe nos EUA deve iniciar por crianças no próximo mes
Eficácia depende do ‘timing’ da campanha de imunização.
Cobertura populacional ideal seria de 70%.

Se 70% da população americana for vacinada contra o vírus H1N1, começando pelas crianças em idade escolar, será possível mitigar o impacto da nova gripe no inverno, baixando sua taxa de infecção para 15%, nível compatível com uma temporada leve de gripe comum. Um grupo multidisciplinar da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), fez o primeiro cálculo de transmissibilidade do vírus no ambiente escolar e concluiu que, no melhor cenário de combate, as crianças deveriam receber a vacina primeiro, seguidas dos adultos e dos profissionais de áreas expostas à doença, como saúde, e de serviços essenciais (mais uma vez saúde, mas também polícia e transporte, por exemplo).


Vacina anti-H1N1 pode custar até US$ 20 a dose para países ricos, diz OMS Testes com a vacina da nova gripe começam nos EUA Governo libera R$ 2,1 bilhões para compra de 73 milhões de doses da vacina Contra nova gripe, crianças em idade escolar deveriam ser vacinadas primeiro
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Um “detalhe”: o início da campanha de imunização não poderia passar deste mês. “Embora o distanciamento social e o uso de antivirais possam ser parcialmente eficazes para tornar a disseminação (da gripe suína) mais lenta, a vacinação continua o meio mais efetivo de controle da influenza pandêmica”, diz o artigo que resume a pesquisa, publicado nesta quinta-feira (10) pela revista “Science”. Contrariando o que foi feito no Brasil, por exemplo, os cientistas avaliam que fechar escolas e outros espaços de aglomeração pública é o expediente com a menor relação custo/benefício na luta contra a nova gripe. A estratégia com a melhor relação custo/benefício, insistem os especialistas, é vacinar. O problema é quantas pessoas, qual é a prioridade e, acima de tudo, quando.

A alta transmissibilidade do novo vírus foi mais uma vez atestada: a taxa é de 1 para 1,3 a 1,7. Ou seja, cada gripado infecta quase outros dois. Essa taxa equivale à infecção de 25% a 39% da população mundial por gripe suína em um período de 1 ano.


As crianças se destacaram neste quesito: os estudantes doentes infectam colegas a uma taxa de 1 para 2,4. Ainda assim, de 30% a 40% das transmissões do influenza ocorrem em domicílios. Depois vêm as escolas, com cerca de 20%. Os demais espaços mais importantes de infecção são locais de trabalho e a “comunidade em geral”, diz o texto.

Os pesquisadores usaram um modelo de computador para simular os efeitos da vacinação nos EUA. Diferentes combinações de cenários alimentaram o sistema. Por exemplo: pré-vacinação (antes da retomada da multiplicação de casos, prevista nos EUA para breve) cobrindo 30%, 50% e 70% da população; vacinação universal, mas por etapas, com ou sem 30 dias de atraso em relação à retomada; vacinação em etapas, priorizando crianças, com ou sem atraso.

O estudo estima que atualmente mais de 20 laboratórios farmacêuticos estão na corrida para a produção do imunizante ( o Instituto Butantan, em São Paulo, é um deles ). Nos Estados Unidos, a vacinação pode começar em setembro e cobrir, por mês, 20% da população americana, isso por “muitos meses”. Mas o início da campanha de imunização pode ser adiado para outubro, admitem os pesquisadores – e só esse adiamento já traria prejuízos de saúde pública. Mesmo uma vacinação universal, mas com 30 dias de atraso em relação à repique de casos, tem pode de fogo reduzido. O trabalho parte do pressuposto de que serão necessárias duas doses, com um intervalo entre a 1ª e a 2ª dose de no mínimo três semanas. Outra premissa é que a disseminação limitada do H1N1 nos EUA na primavera e verão resultou “em uma imunidade em nível populacional muito limitada no outono”.

G1.com