10.08.2010

DOENÇAS OCULARES: UMA DIETA SAUDÁVEL PODE AJUDAR NA PREVENÇÃO

Uma alimentação saudável pode te ajudar a espantar este mal.
Que uma alimentação saudável traz diversos benefícios à saúde não é segredo para ninguém. Mas, você já imaginou que a escolha dos alimentos influencia diretamente a saúde dos seus olhos? Algumas mudanças simples como a redução de carne vermelha, açúcar e sal, frituras e gordura trans, além de prevenir diversos tipos de câncer e doenças do coração, também tem o poder de retardar ou atenuar doenças oculares.
“Obviamente, é preciso tomar uma série de medidas para o bem da saúde em geral, não apenas mudar os hábitos de alimentação. Combater o sedentarismo, realizar check-ups regulares, usar protetor solar todos os dias (inclusive quando não há sol) e, principalmente, parar de fumar são atitudes que contribuem grandemente para fortalecer o organismo. Mas uma dieta bem elaborada, privilegiando alimentos antioxidantes – que combatem o envelhecimento – pode trazer grandes benefícios, retardando doenças como a degeneração macular, catarata, olho seco e tantas outras”, diz o doutor Renato Neves, diretor do Eye Care Hospital de Olhos.
De acordo com o especialista, todas as dietas saudáveis devem incluir grandes quantidades de frutas, legumes e verduras frescas que podem ser consumidas ao longo do dia. A ideia é aumentar a ingestão de vitaminas, minerais, proteínas saudáveis, ômega-3 e luteína.
“Frutas de várias cores e verduras de tonalidade verde-escuro, como espinafre, couve e brócolis, contêm antioxidantes que protegem os olhos, reduzindo os danos provocados pelos radicais livres. Ovos, milho verde, mamão, laranja e kiwi também contêm luteína, substância fundamental no combate à degeneração macular relacionada à idade. A esses alimentos, acrescentamos cenoura e abóbora, que também são ricas em vitamina A e contêm muita vitamina C”, diz Neves.
Peixes, castanhas, óleo de linhaça e canola contribuem também para evitar a síndrome do olho seco, tão comum nas grandes cidades e na terceira idade. “Se alguns alimentos contribuem para a saúde dos olhos e para o bem-estar do paciente, o sódio pode colocar tudo a perder quando ingerido em altas quantidades, levando ao desenvolvimento de catarata. Por isso é tão importante ficar de olho nas embalagens e preferir comprar alimentos prontos com baixa quantidade de sódio”,

Viver ou Juntar dinheiro?

Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários. Como esta que recebi recentemente. Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais.
E assim por diante.
Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionáio. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei.
Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em ítens supérfulos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em ítens supérfulos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.
"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO"
Que tal um cafezinho?
Texto de Max Gehringer

10.06.2010

A vitória de Dilma no segundo turno, depende de conquistar apenas 16% do voto em Marina

Voto em Marina não é ecológico, mas também não é evangélico
Religião e aborto são temas que, segundo alguns analistas, podem ter decidido os rumos da eleição presidencial, porém isso não passa de um mal-entendido. Por Antonio Luiz M. C. Costa. Foto: Agência Brasil
A religião e a legalização do aborto se tornaram os grandes temas nacionais, capazes de decidir os rumos da eleição presidencial, conforme parecem defender alguns comentaristas? Parece-nos antes que isso é um mal-entendido, que se for levado a sério pode distorcer terrivelmente os rumos de campanhas e de programas políticos. Considere-se, para começar, a distribuição geográfica, por atacado, dos votos em Marina.
Como se sabe, os votos de Dilma, assim como os votos de Lula em 2006, concentram-se em um arco leste-norte, que vai do Espírito Santo e norte de Minas ao Amazonas, com centro de gravidade no Nordeste. Os votos de Serra, assim como os votos em Alckmin de 2006, concentram-se em um eixo que sai do Sul, tem o centro de gravidade em São Paulo e se estende ao Mato Grosso, com alguns enclaves nas fronteiras nortistas do agronegócio (interior do Pará, Acre, Roraima). A maior diferença em relação ao quadro do primeiro turno de há quatro anos é que o Rio Grande do Sul, em boa parte, “avermelhou”.
O voto da Marina, tido como “verde” – mas só em um sentido convencional, já que só secundariamente tem algo a ver com ambientalismo e menos ainda com a pequena votação do Partido Verde a cargos no legislativo – concentra-se principalmente na fronteira entre as regiões “vermelha” e “azul”: no Sudeste e Centro-Oeste – Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás, Tocantins – embora também sejam significativas, e muito importantes em termos absolutos, as votações em São Paulo, Paraná e nas metrópoles do Nordeste, nos “corações” políticos dos adversários.
Em grandes números, 25% da votação de Marina veio de São Paulo, 28% dos outros estados do Sudeste, 21% do Nordeste, 11% do Sul (principalmente Paraná), 8% do Centro-Oeste e 7% no Norte – muito pouco, por sinal, de seu estado natal, o Acre. Suas votações mais fracas foram as dos estados mais pobres do Nordeste, Maranhão, Piauí e Alagoas (também Sergipe, exceção nesse aspecto) e dos estados politicamente mais polarizados ou com intensas disputas de terras – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia, Pará – onde há menos espaço para conciliação e “terceira via”.
Só por isso, já é de se pensar que Marina ocupa de fato o espaço que reivindicou ao longo da campanha: de um progressismo moderado, uma terceira via “centrista” entre o PT e o PSDB. Impreciso, com certeza, mas igualmente são imprecisas as ideias políticas de uma parcela importante do eleitorado, chamada “nova classe média”, a classe C ascendente.
É uma camada principalmente urbana, que progrediu em relação aos pais pobres e mal educados, tem certa educação, até superior, está decentemente empregada e precisa cada vez menos de programas sociais como o Bolsa-Família, do SUS ou de novos projetos de saúde e saneamento. Ao mesmo tempo, é mestiça, não está à vontade com a “alta cultura”, tem gostos populares e se sabe desprezada pela elite tradicional. Não se identifica totalmente com as prioridades da esquerda – redução da desigualdade e crescimento econômico – mas também não com as da direita – conservação de privilégios disfarçados em competência e meritocracia. Busca um meio-termo que, assim como Marina, não sabe definir com precisão e chama de “mudança”.
É uma camada que se identifica mais com a história pessoal de Marina, uma ex-empregada doméstica alfabetizada pelo Mobral que “subiu na vida”, fez curso superior e uma carreira política pacífica e respeitada, do que com a carreira de um integrante convencional da elite política como Serra ou com o passado combativo de uma ex-guerrilheira como Dilma. Que tem um vago receio do “comunismo” e do MST e se esforça por se diferenciar das “massas” pobres e turbulentas e hesita em dar um cheque em branco a Dilma e ao PT. Não é a parcela da opinião pública mais conservadora, nem a que tem seu voto definido pelo padre, pelo pastor ou pela questão do aborto. Estes provavelmente votaram em Serra.
Esta interpretação se reforça quando se desce ao detalhe dos votos por município. Recife, capital do estado natal de Lula, não tem uma proporção excepcional de evangélicos pelos padrões brasileiros: apenas 17,6%. Mas 37% dos recifenses votaram em Marina (42% em Dilma, 19% em Serra). Já o município pernambucano de Abreu e Lima, o mais evangélico do estado (31,2%) teve 27% de votos em Marina, 52% em Dilma e 15% em Serra.
No Rio de Janeiro, Marina teve 29% em um município de alta concentração de evangélicos (30%) como Belford Roxo, 32% na capital (17,7% evangélica) e 37% em Niterói (15,3% evangélica), enquanto Dilma teve 57%, 43% e 35%, respectivamente, nesses municípios (e Serra 12%, 22% e 25%).
A abstenção acima do esperado explica alguma coisa? Não. Se alguém achou surpreendente que a soma de ausências, votos nulos e brancos no Nordeste tenha chegado a 29,34%, devia pensar de novo, pois no primeiro turno de 2006 foi 27,01%. Esses 2,33% de diferença – mesmo que fossem todos votos em Dilma, o que é muito improvável – não explicam por que a votação nela ficou algo abaixo de 60% nos principais estados, em vez dos mais de dois terços que se chegou a esperar. No conjunto do país, o não comparecimento às urnas foi 16,75% em 2006 e 18,12% em 2010: um aumento de apenas 1,37%.
Pode ser, porém, que os institutos de pesquisa tenham deixado de levar em conta as diferenças históricas de comparecimento entre as regiões ao ponderar as médias nacionais das intenções de voto e com isso tenham superestimado a votação em Dilma. Se fizeram isso, poderiam ter evitado o erro. Nos EUA, como em muitos outros países, as pesquisas sempre indagam ao eleitor se ele pretende votar. O fato de o voto ser teoricamente obrigatório no Brasil não justifica negligenciar o fator abstenção.
O mais importante, porém, é que candidatos, partidos e analistas percebem que a decisão do segundo turno não depende de propaganda religiosa ou anti-religiosa, de se ser contra ou a favor da legalização do aborto, mas de convencer um eleitorado centrista e flutuante, desconfiado tanto da esquerda quanto da direita, de que seus interesses práticos e racionais estão mais de um lado que de outro. É muito mais fácil para Dilma do que para Serra – até porque a vitória de Dilma depende de conquistar apenas 16% do voto em Marina, mesmo sem contar os 1% de Plínio que, no segundo turno, poderão votar nulo ou em Dilma, mas jamais em Serra. Mas superestimar a importância do voto religioso e conservador só vai atrapalhar.
Antonio Luiz M. C. Costa

NOTA: Agora o candidato Serra será capaz de se transformar em uma árvore e virar evangélico.

Postura pode fazer pessoa se sentir poderosa

Massachusetts (EUA) - Estudo de psicólogos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, indica que a postura de uma pessoa pode fazê-la se sentir poderosa ou abaixar sua autoestima. As informações são do site LiveScience.
O estudo aponta que manter uma postura que passa a impressão de "arrogância" para quem a vê cria uma sensação de poder, altera os níveis hormonais e aumenta a coragem para correr riscos. Já posturas retraídas abaixam a autoestima e diminuem a capacidade de arriscar mais.
Participaram do estudo 42 voluntários, sendo 26 mulheres. O primeiro grupo sentou em cadeiras durante um minuto, com os pés acima de uma mesa e as mãos colocadas atrás da cabeça. Nesta pose, os participantes demonstraram expressões de poder claras.
O segundo grupo sentou por um minuto com as mãos presas entre as coxas, com as pernas juntas. As expressões passavam a impressão de baixa autoestima.
As pessoas do primeiro grupo viram seus níveis de testosterona aumentar, e seus níveis de estresse diminuir. Testosterona é associada à dominância e tende a crescer antes de uma competição e depois de uma vitória. Além disso, receberam U$ 2 e duas opções: apostar ou guardar o dinheiro. 86% do grupo preferiu apostar, indicando aumento de vontade de correr riscos.
O Dia

POSTURA
Postura é o conjunto em posição das articulações de um corpo em um determinado momento atuando para fornecer o equilíbrio no espaço, uma entidade formada em conjunto com o sistema nervoso e os músculos. Embora muitas pessoas achem que postura seria só o conjunto ditado pela coluna vertebral, esta também é parte primordial e essencial da postura por que irá determinar sob diversas influências a direção dos membros superiores e inferiores. A postura bípede do homem é extremamente eficaz e constitui o mecanismo antigravitacional mais econômico por que é gasto pouca energia para nos mantermos em pé, usando um pouco de cada músculo e criando nossa própria postura. Em um indivíduo, ocorrem informações entre o sistema nervoso e o cérebro, provenientes de três fontes para o equilíbrio do corpo no espaço a sua volta, seja em pé, sentado ou em movimento. Informações providas dos olhos, ouvidos, músculos, articulações, ligamentos e tendões. Nesses quatro últimos citados, existem proprioceptores que informam uma estrutura chamada cerebelo, para depois então, informar o cérebro o grau de tensão a que cada um está sendo submetido e depois retransmitem essa informação de volta para os mesmos músculos, articulações, ligamentos e tendões, fazendo com que nos equilibramos conscientemente ou inconscientemente. Graças a esses receptores, se fecharmos nossos olhos ou tampássemos nossos ouvidos e realizássemos um movimento, perceberíamos perfeitamente a nossa posição no espaço em que nos localizamos.

Postura incorreta
Existem diversas doenças causadas pela postura incorreta. Alguns nomes conhecidos:
Hiperlordose: desvio acentuado da curvatura convexa da coluna lombar e cervical.
Escoliose: desvio lateral da coluna.
Hipercifose: desvio acentuado da curvatura côncava da coluna na região torácica (corcunda)ou sacral.
Variações anatômicas: podem ser congênitas da diferença do comprimento dos membros superiores e inferiores ou através de traumas por acidentes que levam a alteração do aparelho locomotor comprometendo a postura.
Além dos desvios de postura provocarem o aumento das curvaturas fisiológicas, há também as retificações dessas curvaturas.
Vikipedia

Nobel de Química é dividido entre norte-americano e dois japoneses

Premiados ajudaram a desenvolver catalisador para moléculas de carbono.
Anúncio foi feita nesta quarta-feira (6), em Estocolmo, na Suécia.

Os três premiados com o Nobel de Química em 2010 são mostrados durante o anúncio no Karolinska Institutet, em Estocolmo. (Foto: AP Photo / Scanpix Sweden / Janerik Henriksson)

O prêmio Nobel de Química de 2010 foi entregue ao químico norte-americano Richard Heck e aos japoneses Ei-Ichi Negishi e Akira Suzuki por desenvolverem técnicas que permitem a criação de novas moléculas de carbono, mais complexas que as existentes na natureza, informou nesta quarta-feira (6) a Fundação Nobel em Estocolmo.
A Real Academia de Ciências da Suécia, responsável pelo prêmio, destacou as contribuições dos três cientistas no uso do paládio, metal comum na rotina da odontologia, para facilitar a ligação química entre carbonos. O processo é conhecido como acoplamento cruzado catalisado por paládio.
Dez milhões de coroas suecas, o equivalente a US$ 1,5 milhão, serão divididas entre os três químicos. Nesta semana, já foram anunciados os prêmios Nobel de Medicina e de Física. Os próximos serão o de Literatura, da Paz e de Economia.
Um dos empregos mais conhecidos do paládio como agente para facilitar a ligação entre carbonos está na criação da diazonamida A, eficaz contra células cancerígenas no colo de útero.
"A humanidade precisa de novos medicamentos para tratar câncer ou dar conta dos efeitos devastadores de vírus mortais, a indústria eletrônica busca substâncias para emitir luz e a agrícola quer material capaz de proteger as colheitas", disse o comitê organizador.
Akira Suzuki, um dos vencedores do prêmio Nobel de Química de 2010. (Foto: AP Photo / Kyodo News)Síntese orgânica
Para criar materiais complexos, os cientistas precisam unir átomos de carbono, o elemento base da química orgânica.
Antes das reações criadas por Heck, Suzuki e Negishi, fazer moléculas simples de carbono era possível, mas o problema surgia com compostos mais complexos. Muitos materiais indesejáveis surgiam nos tubos de ensaio com o emprego das técnicas antigas.
Após a pesquisa dos três químicos, o paládio passou a servir como meio para unir átomos de carbono de forma mais fácil, sem produtos em sobra.
Compostos de carbono são encontrados na coloração das flores, no veneno de cobras e até mesmo em substâncias como a penicilina, o mais famoso dos antibióticos existentes. Na indústria, a síntese orgânica tem emprego no tratamento do câncer, na área eletrônica e na agricultura.
G1.com