7.07.2011

Teor alcoólico de vinho errado nos rótulos

No total, 57% dos rótulos anunciaram menos álcool de que o encontrado.
Pesquisadores alegam que erro pode ser proposital.

Um estudo da American Association of Wine Economists (Associação Americana de Economistas de Vinho) revelou que fabricantes da bebida anunciam em seus rótulos um teor alcoólico mais baixo de que o que a bebida tem. O estudo, finalizado em maio, foi realizado no Canadá e usou amostras de garrafas importadas das principais regiões produtoras de vinho do mundo.
Mulher experimenta vinho californiano durante evento nos Estados Unidos (Foto: Jim Wilson/The New York Times)Mulher experimenta vinho californiano durante evento nos Estados Unidos (Foto: Jim Wilson/The New York Times)
Ao longo de 18 anos (entre 1992 e 2009), a pesquisa analisou o teor alcoólico de mais 129 mil amostras de vinhos de países como Argentina, Chile, França, Espanha e Estados Unidos, e revelou que os produtores "sistematicamente" minimizam o conteúdo alcoólico da bebida. O estudo não cita os vinhos produzidos no Brasil.
O teor alcoólico médio dos vinhos analisados foi de 13,3%, enquanto o teor médio anunciado pelos rótulos era de 13,1%. Este número inclui todas as amostras estudadas. No total, 57% dos vinhos traziam números de álcool maiores de que o anunciado nos rótulos.
Apenas 10% da amostra avaliada trazia no rótulo a informação correta sobre o teor alcoólico da bebida.
Erro propositalA pesquisa alega que medir o teor alcoólico exato da bebida é fácil e importante no processo de produção do vinho, e que pode haver má-fé de muitas vinícolas ao rotular a bebida. "Os erros que encontramos não foram feitos de forma inconsciente", dizem os pesquisadores no texto final.
Os pesquisadores alegam que as vinícolas americanas têm incentivos indiretos para "distorcer deliberadamente" a informação sobre teor alcoólico, a fim de pagar menos impostos e até ter maior apelo de vendas.
Segundo o estudo, os vinhos do Chile, da Argentina e dos Estados Unidos foram os que demonstraram a maior diferença entre a quantidade de álcool anunciada e a que realmente estava presente na bebida. Os vinhos de Portugal e da Nova Zelândia foram os que tiveram a média de álcool encontrada na bebida mais próxima da média anunciada nos rótulos.
Os pesquisadores alegam que a motivação para realizar a pesquisa veio da observação que a quantidade de açúcar nas uvas colhidas na Califórnia havia aumentado 11%, o que naturalmente elevaria a quantidade de álcool na bebida após a fermentação deste açúcar.
G1.com

Dilma Rousseff sancionou hoje, no Palácio do Planalto, o projeto de lei que determina a organização da assistência social e consolida o Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

quinta-feira, 7 de julho de 2011



 É um importante passo para o plano Brasil sem Miséria, que pretende tirar 16 milhões de pessoas da pobreza extrema.
O SUAS garante o direito à assistência e proteção às famílias e pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social. O sistema tem adesão de 99,5% dos municípios.
Com coordenação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e gestão dos municípios, Estados e Distrito Federal, o SUAS foi criado em 15 de julho de 2005 e receberá fiscalização dos conselhos de assistência social, integrados por representantes dos governos e sociedade civil.
Visita a Rondônia
Ontem, a presidenta Dilma concedeu entrevistas a emissoras de rádio em Rondônia e afirmou que o governo federal manterá um pacote de obras para o estado. Ela esteve no canteiro de obras da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira.
Dilma destacou a importância do estado como sendo “uma fronteira agrícola com maior potencial de desenvolvimento do Brasil” e assinalou os investimentos de R$ 554 milhões para obras de saneamento e tratamento de água e esgotos na capital rondoniense.

síndrome de encarceramento

Britânica relata luta contra síndrome de encarceramento após derrame

Hoje recuperada, paciente acordou no hospital com capacidade mental intacta mas podendo mover apenas as pálpebras.

  BBC
A britânica Kate Allatt (Foto: Arquivo pessoal/BBC) 
A britânica Kate Allatt (Foto: Arquivo pessoal/BBC)
Quando Kate Allatt acordou, viu que faltavam dez minutos para as três e se perguntou quem estaria indo pegar as crianças no colégio.
Depois, se perguntou por que havia um tubo saindo de sua boca.
Foi quando descobriu, em estado de pânico e sentindo muita dor, que não conseguia se mexer.
'Só conseguia mover minhas pálpebras. Eu chorava, mas não havia barulho.'
Kate, hoje com 40 anos, tinha ficado três dias em estado de coma induzido. O tubo que saía de sua boca estava conectado a uma máquina que a mantinha viva.
A ausência de movimentos era resultado de uma das condições mais terríveis conhecidas na medicina: a Síndrome do Encarceramento.
Após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC, conhecido vulgarmente como derrame), a paciente ficou com suas condições mentais intactas - perfeitamente consciente de tudo o que acontecia à sua volta - porém incapaz de mover qualquer parte de seu corpo.
'Tudo doía. Na síndrome do encarceramento, o problema é que você tem todos os sintomas da paralisia mas sente toda a dor'.
Ela não conseguia imaginar a vida daquela maneira. E para piorar as coisas, os que estavam à sua volta não perceberam, inicialmente, que ela estava consciente.
Kate conta que quis morrer.
'Minha vida não era nada do que costumava ser e eu ia ser para sempre uma observadora da vida dos meus filhos. Eu queria ser aliviada daquele sofrimento.'
Kate no hospital (Foto: BBC) 
Kate no hospital (Foto: BBC)
Enxaqueca
Tudo começou algumas semanas antes, com uma aparentemente inofensiva dor de cabeça.
No dia 6 de fevereiro do ano passado, seu marido, Mark, cansado das reclamações da mulher, levou-a ao médico.
As primeiras pistas de que havia algo mais sério começaram a se revelar na chegada ao hospital. Sintomas de um AVC maciço, provocado por um coágulo em seu cérebro.
'Enquanto ele estacionava o carro, fui falar com a enfermeira e comecei a enrolar as palavras. Ela me mandou para o pronto socorro imediatamente.'
'Me mandaram para casa com comprimidos para enxaqueca e, cinco horas mais tarde, depois de descansar em minha cama, desci as escadas e perguntei ao meu marido: 'O que está acontecendo comigo?' Ele ouviu apenas um monte de sons sem sentido algum'.
'Então caí no chão desmaiada.'
Comunicação
Até sofrer o AVC, Kate cuidava do seu próprio negócio, uma companhia de marketing digital, e se preparava para realizar o sonho de sua vida: escalar o monte Kilimanjaro, na Tanzânia.
Agora, os médicos diziam que a paciente, mãe de três filhos, tinha 50% de chances de sobreviver.
E mesmo que sobrevivesse, eles acreditavam que havia poucas chances de que ela voltasse a andar.
No entanto, logo aconteceu a primeira, ainda que pequena, vitória contra a condição - graças ao marido de Kate, Mark, e sua melhor amiga.
'Uma semana após o AVC, eles estavam conscientes de que eu estava muito entediada. Queriam que eu assistisse TV', ela conta.
'Escolheram um programa e eu comecei a piscar violentamente, como se dissesse, 'Não quero assistir isso!''
'Então, me fizeram uma pergunta que requeria sim ou não como resposta, por exemplo, uma piscada, não, duas piscadas, sim.'
Dessa forma, Kate Allatt restabeleceu a comunicação com o mundo à sua volta.
Na oitava semana após o AVC, outra pequena vitória:
'Consegui fazer um movimento mínimo - menos do que metade de um milímetro - no meu polegar direito.'
Além das pálpebras, era o primeiro movimento que ela fazia desde o AVC.
Kate não se deixou entusiasmar pelo ocorrido, mas seus movimentos foram voltando aos poucos. Ela começou a escrever e a usar o site de relacionamentos Facebook para se comunicar com amigos e o mundo à sua volta.
Poder se comunicar novamente, usando a internet, foi outra grande conquista.
E em breve, com a ajuda do filho Woody, e desafiando todas as avaliações médicas de sua condição, Kate recuperou a fala.
'Estava escrevendo algumas palavras para ele ler, já que eu não conseguia falar.'
'Então Woody me disse, 'Mãe, não escreva meu nome. Fala o meu nome, fala o meu nome!''
'E eu disse apenas 'Oody!' Foi um momento incrível para eles, todos choraram. Eles foram embora e eu fiquei praticando o fim de semana todo, como eu fazia com todos os meus exercícios.'
O fim de semana que ela passou praticando valeu a pena, para a felicidade de Oliver, o enfermeiro favorito de Kate.
'Na segunda pela manhã, Oliver entrou no quarto com uma caixa.'
'Ele disse: 'Bom dia, Kate!' E eu respondi: 'Bom dia, Oliver!' Não tão claramente, mas respondi. Ele derrubou a caixa, começou a chorar e disse: 'Foi por momentos como esse que decidi entrar para a enfermagem''.
Caminhando
O relacionamento de Kate com Oliver ficou mais forte, e ela contou a ele que pretendia sair andando do hospital que tinha sido sua casa por tantas semanas.
E não apenas isso. Ela disse ao enfermeiro que, um ano após o AVC, queria voltar a fazer algo que adorava: correr.
Oliver concordou, mas não pareceu muito convencido.
'No dia 29 de setembro, saí andando do hospital. No dia 6 de fevereiro deste ano, um ano após o AVC, corri 20 minutos. Os dois (acontecimentos) estão no YouTube.'
Após deixar o hospital, ele e o marido decidiram renovar as juras do casamento em frente a mais de 200 pessoas, familiares e amigos.
'Chorei como um bebê andando em direção ao altar.'
Agora, após contar seu drama no livro'Running Free: Breaking Out from Locked-in Syndrome' (Correndo com liberdade: Saindo da Síndrome do Encarceramento, em tradução livre), o próximo desafio de Kate será correr uma milha (1,6 km) até o Natal deste ano.
G1.com

Maconheiros podem ter problemas de pele

Usuários de cocaína têm sido alertados por médicos sobre a possibilidade de desenvolverem uma reação que causa dor e deformidades na pele. A causa disso é uma substância chamada levamisol, que é misturada à droga. A substância, de uso veterinário, pode causar reações alérgicas graves.
Em um artigo de "The Journal of the American Academy of Dermatology", publicado no dia 9 de junho, médicos da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, descreveram seis pacientes que desenvolveram manchas roxas e escuras após usar cocaína. Alguns deles sofreram desfiguração permanente da orelha e muitos tiveram neutropenia, uma baixa anormal do número de glóbulos brancos.
Dois dos pacientes são de Torrance, na Califórnia, e quatro de Rochester, Nova York. Eles "podem representar a ponta do iceberg de um problema de saúde pública que se agiganta", escreveram os autores.
De acordo com o Departamento de Justiça americano, quase 70% da cocaína dos Estados Unidos é adulterada com levamisol, droga antiparasita cujo uso em seres humanos foi proibido. Em dezembro de 2009, o CDC informou que 21 usuários de cocaína dos Estados do Novo México e Washington haviam desenvolvido a agranulocitose, doença sistêmica grave. Um dos pacientes morreu.
Entre os usuários de cocaína, apenas uma quantidade pequena de pessoas desenvolverá reações graves. Contudo, para Noah Craft, dermatologista do Centro Médico Harbor-UCLA e um dos autores do relatório, "isso é como jogar roleta-russa".
Folha

7.06.2011

Sinusite: Casos triplicam quando há queda de temperatura.


Sinusite: doença de inverno

Cuidados evitam o problema

Rio - Já é tradição: começa o inverno, começa a coriza. Quando cai a temperatura, casos de sinusite começam a triplicar. Os principais vilões são os vírus e bactérias que causam gripes e resfriados. Especialistas alertam: é preciso tratar o problema para que ele não se torne crônico.


“A sinusite é uma inflamação da mucosa respiratória que fica na face. A mucosa tem cílios que desempenham o papel de “varrer” as secreções. Quando há infecção, as secreções da região se tornam mais viscosas e, com os cílios se movimentando menos, ficam acumuladas”, explica o otorrinolaringologista do Hospital do Coração de São Paulo, Mário Munhoz.


Segundo o especialista, os principais sintomas são a coriza e a obstrução nasal. Em alguns casos, há também relatos de dores de cabeça.


“Esses sintomas são mais comuns na sinusite viral, característica de gripes e resfriados. É de curta duração e desaparece sozinha. Mas, se a pessoa não se cuidar, pode evoluir para uma sinusite bacteriana. O tratamento se dá por meio de antibióticos”, explica o médico. “Se não tratada corretamente, a crise de sinusite aguda pode se tornar crônica”, alerta.


Menos comum é a sinusite causada por fungos, que atinge principalmente pessoas imunodeprimidas, como diabéticos e portadores de HIV. Nesse caso, é necessário redobrar os cuidados, pois a doença pode até matar.


“É preciso muita atenção. Se as crises aparecem constantemente, a pessoa deve buscar um médico para saber os motivos e tratar”, diz Mario.


Xô, sinusite!


HIDRATAÇÃO
Beba de dois a três litros de água por dia, para manter o corpo hidratado e evitar ressecamento.


POEIRAS
Livre-se de bichinhos de pelúcia, tapetes e almofadas. Troque o colchão de lado a cada sete dias. Lave cortinas e roupas de cama.


AMBIENTE
Evite usar ar-condicionado. Se não puder, mantenha-o sempre limpo. Prefira janelas abertas, para que o ar seja limpo. Não use umidificador: cria fungos.
POR CLARISSA MELLO
O Dia