9.21.2013

Câncer: Novas terapias

Exames e medicamentos individualizadas minimizam os efeitos colaterais e aumentam eficácia no tratamento de tumores


Flávia Milhorance 

Palestrantes dos Encontros O GLOBO Saúde e Bem-Estar
Foto: Ana Branco
Palestrantes dos Encontros O GLOBO Saúde e Bem-Estar Ana Branco
RIO - Os números de câncer crescem progressivamente. Estimam-se 27 milhões de novos casos em 2030, contra 12 milhões em 2008, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Numa velocidade talvez até maior, também avançam as terapias contra a doença. Equipamentos de radioterapia atingem precisamente os tumores, e as chamadas terapias alvo atacam apenas as moléculas das células cancerosas. Ao final, menos efeitos colaterais e maior eficácia. Os métodos de ponta foram o tema da edição deste mês dos Encontros O GLOBO Saúde e Bem-Estar.
O evento, realizado na quarta-feira na Casa do Saber O GLOBO, foi mediado pela editora de Ciência e Saúde do jornal, Ana Lucia Azevedo, e coordenado pelo cardiologista Cláudio Domênico, que iniciou o debate com projeções:
- Será o câncer no futuro uma doença curável? Será uma doença crônica, como temos visto com o câncer de próstata? Ou controlável? É uma doença que tem múltiplos comportamentos e vai ter múltiplos desfechos.
Domênico lembra que a compreensão sobre o câncer avançou bastante nas últimas décadas. Nos anos 1940, sabia-se que as células cancerosas proliferavam além do limite, invadindo tecidos e podendo atingir vasos sanguíneos, levando à chamada metástase. Mas não se sabia por que uma célula normal se tornava cancerosa.
Hoje o câncer já é entendido como doença genética. Ou seja, é causado por alterações no DNA da célula, que se multiplica descontroladamente. A quimioterapia, ou droga citotóxica, atua exatamente sobre as células que proliferam muito depressa, malignas ou não. Este é o motivo para a queda de cabelo, por exemplo.
Grupo de várias doenças
O conhecimento sobre a doença avançou a tal ponto que é possível identificar vários tipos e subtipos de tumores. Um dos tipos de câncer de pulmão, por exemplo, é o adenocarcinoma, que pode ser dividido ainda em mais dez subtipos, com diferenças moleculares muito específicas. Por isso, a ciência buscou drogas direcionadas especialmente para estas alterações. Em vez de ser um medicamento genérico como a quimioterapia, que atua sobre qualquer célula que se multiplica rapidamente, atua sobre alterações moleculares específicas daquele determinado tipo de câncer.
- Isto representou a segunda onda da terapia oncológica que a gente viveu principalmente na década passada, em que não há mais um único tipo de medicamento, mas vários. Ainda assim, não era possível identificar o paciente candidato às drogas - explica o oncologista Carlos Gil Ferreira, do Grupo COI e do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que apresentou a chamada terceira onda tecnológica e mais nova classe de terapias contra o câncer.
Trata-se do diagnóstico molecular, em que técnicas identificam, num grupo de pacientes, aqueles com alterações moleculares nas quais drogas específicas oferecem o melhor efeito.
- Pelo casamento destas duas tecnologias, eu tenho uma droga direcionada ao alvo e o teste de diagnóstico que identifica o paciente candidato àquela droga. Assim, a gente evolui de droga alvo para terapia alvo. Cada paciente recebe o tratamento mais individual possível - conclui Carlos Gil.
O mesmo conceito pode ser aplicado à radioterapia. Antes, pacientes recebiam altas doses de radiação em grandes partes do corpo, o que trazia efeitos adversos. Até os profissionais que operavam as máquinas desconheciam o risco de se expor aos raios. As técnicas e equipamentos foram avançando no sentido de diminuir a toxicidade e diminuir a área a receber a radiação, como explica a radioterapeuta Lisa Morikawa, do COI.
- É possível planejar a dose de radiação onde há necessidade, não importa o formato do tumor, mesmo que ele seja complexo. É um tratamento personalizado. Para cada paciente, há um plano diferente - afirma Lisa.
Alguns testes e equipamentos como estes já estão disponíveis no Brasil, mas há desafios, como por exemplo o treinamento de profissionais e, principalmente, o custo para ampliar o uso dessa nova tecnologia.
- Infelizmente, falta de mão de obra especializada e os remédios personalizados são excessivamente caros, e isto limita o acesso - ressalta Carlos Gil. - Se há pacientes que não têm acesso nem mesmo a uma mamografia, quanto mais a um diagnóstico molecular.

A indignação seletiva das globais


A Regina Duarte já sabia ! E o Cerra ? A cara do Cerra … Que medo !

O Conversa Afiada reproduz imperdível post do Viomundo, com a colaboração do Adilson Filho (e do Bessinha. Esse Bessinha …):

As atrizes da Globo e a indignação seletiva

do Adilson Filho, via e-mail, do jornal Extra, das Organizações Globo





A indignação seletiva dos formadores de opinião

“Não sei o que é mais ridículo, a presunção de importância ou a cafonice da interpretação”  (Francisco Bosco)

Abaixo, protesto REAL (não, não é piada) da Carla Perez, enviado pelo Gerson Carneiro:






E, para variar, o povo da rede brinca com o assunto. Do Ivan Freitas, no Facebook:






do Mario Marona, via Julio Cesar Macedo Amorim





Do Antonio Zanon, no Facebook:





De Anselmo Braga, reproduzido no Conversa Afiada, enviado por Rodrigo Carvalho, no email:

Em tempo: O Conversa Afiada reproduz foto e comentário de Pablo Villaça, em seu twitter:
1968: Eva Todor, Tonia Carrero, Ewa Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Normal Bengell. Agora comparem as atrizes da foto anterior e o que combatiam com o que combatem hoje as Descerebradas do Projac.




Em tempo2: Sugestões do Marcelo Branco:







Clique aqui para ler “Atrizes da Globo Overseas vestem luto contra Celso”

Aqui para votar na trepidante enquete: “Quem é mais viúva ?”

Já aqui para “Bomba ! Mino é solidário às atrizes da Globo”

Morte de PM do Bope deve antecipar UPP

Pacificação pode chegar mais cedo ao Lins após confronto que vitimou subtenente na Covanca

Vania Cunha
Rio - A morte de um subtenente do Batalhão de Operações Especiais (Bope) pode apressar os planos para a ocupação do Complexo do Lins de Vasconcelos, na Zona Norte. Segundo a polícia, de lá partiu o bando de 60 criminosos que acampou na Covanca, em Jacarepaguá, aos pés do Maciço da Tijuca, e travou o confronto que ainda deixou outros dois PMs da tropa de elite feridos, nesta sexta-feira de manhã.
Trezentos policiais ocuparam quatro comunidades da região entre o Lins e Jacarepaguá por tempo indeterminado. O subtenente Marco Antônio Gripp, 47 anos, usava a farda preta havia 11 anos e era considerados um dos policiais mais capacitados do Bope. O setor de Inteligência do Bope já vinha há algum tempo monitorando a ação dos criminosos da região. Segundo os policiais, o grupo era liderado por Claudino dos Santos Coelho, o Russão, morto durante o confronto desta sexta.
Policiais da tropa de elite da PM deixam a comunidade da Covanca, em Jacarepaguá: ação teve três mortes, dois feridos e cinco suspeitos presos
Foto:  Severino Silva / Agência O Dia
Acusado de matar o jornalista Tim Lopes, em 2002, ele fugiu do presídio Vicente Piragibe em fevereiro do ano passado e se tornou o segundo na hierarquia do crime na Covanca, além de homem de confiança de Luís Cláudio Machado, o Marreta, um dos chefes do Comando Vermelho.
Para a polícia, Russão reuniu o bando — alguns deles seriam ex-militares com conhecimentos de sobrevivência na selva — e partiu para retomar a Covanca de facção rival. Montaram um acampamento na mata do Maciço da Tijuca e era dali que a quadrilha saía para promover assaltos nos bairros do Itanhangá, Méier e Tijuca.
Os criminosos ainda publicaram nas redes sociais fotos do grupo armado em campo de futebol usado para torturar desafetos. Nesta sexta, cães farejadores e helicópteros da PM ajudaram a vasculhar a mata. 
Subtenente Gripp, morto em confronto com bandidos nesta sexta-feira
Foto:  Reprodução Facebook
O subtenente Gripp foi baleado por volta de 6h30, na virilha, e morreu no local. Outros dois policiais feridos foram levados para o Hospital Salgado Filho, no Méier. Além de Russão, outro bandido, não identificado, morreu. Cinco criminosos foram presos e a polícia apreendeu armas, drogas e veículos.
Bom aluno e fã de motos
Considerado um dos mais capacitados policiais do Bope, o subtenente Gripp se formou em primeiro lugar na turma que deu origem ao Curso de Ações Táticas (CAT), a porta de entrada do Bope, em 1997. Antes, serviu na então Companhia de Cães e no batalhão de Friburgo, terra natal. Virou ‘caveira’ dos núcleos operacionais, mas entre uma missão e outra, fundou o Motoclube Ossos Secos, para reunir outros apaixonados por motos.

Policiais recolheram armamento, drogas e material do tráfico na Covanca
Foto:  Severino Silva / Agência O Dia
No Bope, passou pelas funções de chefe de equipes, negociador de reféns e assessoria de comunicação do batalhão, onde adquiriu experiência para lidar com moradores de comunidades. Segundo colegas, levava tanto jeito para a mediação de conflitos que passou a ser querido pelos moradores e até garoto-propaganda das ações sociais do Bope. Gripp deixou cinco filhos. O enterro será neste sábado em Friburgo.

Síria entrega detalhes sobre armas químicas ao órgão fiscalizador


 
Síria entrega detalhes sobre armas químicas ao órgão fiscalizador

'Recebemos parte da verificação e esperamos mais', diz porta-voz


Reuters


Damasco (Síria) - A Síria entregou detalhes sobre as armas químicas do país à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês) em Haia, informou a organização nesta sexta-feira.
Acredita-se que a Síria possua cerca de 1.000 toneladas de toxinas químicas, e o país concordou em destruí-los sob um acordo fechado por Rússia-EUA destinado a evitar um ataque dos EUA contra a Síria. "Recebemos parte da verificação e esperamos mais", disse um porta-voz da OPCW.
Um diplomata da ONU, falando sob condição de anonimato, confirmou que os detalhes foram submetidos. "É bem longo... e está sendo traduzido."
Os principais membros da organização têm que votar, provavelmente na próxima semana, em um plano destinado a acelerar a destruição dos arsenais químicos da Síria, até meados de 2014.
O plano surgiu a partir de uma ameaça dos EUA de atacar a Síria em resposta a um ataque com gás venenoso que matou centenas de civis nos arredores de Damasco, no mês passado.

Criança de dois anos com 33 kg faz cirurgia para reduzir estômago


Mohammed Al Mohaidlya foi o paciente mais novo do mundo a ser submetido a uma cirurgia bariátrica


O Dia
Arábia Saudita - Uma cirurgia incomum foi realizada na Arábia Saudita em 2010 e, apenas, divulgada recentemente. Um menino de dois anos foi o paciente mais novo do mundo a ser submetido a uma cirurgia bariátrica. Mohammed Al Mohaidlya pesava 33 kg e sofria de obesidade mórbida.
Os pais do menino optaram por realizar a cirurgia após duas tentativas de controlar o peso do filho. Aos 12 meses, a criança foi levada ao endocrinologista e pesava 21,3 kg. Após uma dieta de quatro meses, o peso de Mohammed havia aumentado oito quilos.Os médicos da clínica Prince Sultan Military Medical City, em Riyadh não puderam determinar se a dieta foi imposta ao menino de maneira eficaz.

Mohammed Al Mohaidlya antes da cirurgia com 33 kg
Foto:  Divulgação

Com 29,4 kg, Mohammed foi encaminhado para o ambulatório de obesidade clínica. Ele sofria de apneia do sono, problema que o fazia parar de respirar enquanto dormia. Os médicos tentaram outra dieta, que também não foi eficaz. Quando atingiu os 33 kg, os profissionais decidiram por operar a criança. Mohammed foi submetido a uma cirurgia bariátrica, que é irreversível e removeu parte do estômago afim de diminuir a ingestão de alimentos.
O resultado foi o seguinte: em dois meses, o menino perdeu 15% do seu peso corporal. Dois anos após a cirurgia, Mohammed pesava 24kh e seu IMC de 24 estava dentro da faixa normal.
“Ao nosso conhecimento, a gastrectomia laparoscópica nunca foi feita em crianças de tão pouca idade”, apontaram os cirurgiões no relatório divulgado pelo International Journal of Surgery Case Reports. “Nós apresentamos aqui, provavelmente, o primeiro relato de uma cirurgia como essa, feita de forma bem-sucedida, em um menino obeso mórbido de dois anos”.