10.10.2014

Psol pede que nenhum voto seja dado a Aécio no 2º turno



Jornal GGN - A ex-presidenciável do Psol, Luciana Genro, concedeu uma entrevista à imprensa para explicar que o partido irá se manter neutro durante o segundo turno da eleição entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). A socialista argumentou que nenhum dos dois postulantes defendem as bandeiras esquerdistas que o Psol defendeu este ano, mas frisou que a militância está livre para votar em quem quiser. A ressalva ficou por conta do projeto à direita do PSDB. "Nós desaconselhamos o voto em Aécio Neves", disparou.
Nós desaconselhamos o voto em Aécio Neves, diz Luciana Genro 
Da Revista Fórum
Em coletiva realizada em São Paulo na tarde desta quarta-feira (8), a ex-candidata à presidência da República pelo PSOL, Luciana Genro, declarou que seu partido não apoiará nenhuma candidatura. Como justificativa, Genro disse que a chapa de Aécio Neves (PSDB) representa o “retrocesso” e que Dilma Rousseff (PT) é uma garantia que os projetos sociais continuarão.
Especificamente sobre o voto, a ex-deputada federal explicou que, embora não faça aliança com ninguém para o segundo turno, o PSOL libera seus filiados e militantes “para livremente escolherem em que votar”. No entanto, refutou o voto no candidato tucano. “Nós desaconselhamos o voto em Aécio Neves”, frisou.
Em nota divulgada pelo PSOL, o partido reforça a tese de não apoiar nenhuma das candidaturas, mas faz uma ressalva a respeito do não-voto em Aécio Neves. “Entendemos que Aécio Neves, o seu PSDB e aliados são os representantes mais diretos dos interesses da classe dominante e do imperialismo na América Latina. O jeito tucano de governar, baseado na defesa das elites econômicas e nas privatizações, com a corrupção daí decorrente, significa um verdadeiro retrocesso”, diz o texto.
Ainda durante a coletiva, Genro explicou que a posição do partido se reflete no fato de que as candidaturas não defendem pontos que eles apresentaram, tais como taxação das grandes riquezas, fim da guerra às drogas e combate à homofobia. Questionada se caso algum candidato topasse aderir a algumas destas teses, se o partido mudaria de ideia, ela negou e disse considerar tal atitude uma “barganha política”, em crítica indireta à postura de Marina Silva, que condicionou o seu apoio a Aécio Neves à adesão do tucano às suas propostas de fim da reeleição e manutenção dos programas sociais.
Marcelo Freixo, uma das principais lideranças do PSOL e deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro, declarou voto em Dilma Rousseff. “Tenho muitas críticas ao governo do PT, da Dilma, no que diz respeito à Reforma Agrária, aos direitos das minorias, à política econômica, que são públicas. Mas não admito a possibilidade de um retrocesso que eu entendo que possa haver com um governo tucano. Independente do que o partido vier a decidir, eu vou votar na Dilma no segundo turno”, afirmou

Os pobres, ignorantes e nordestinos não sabem votar?



Opinião


A onda de preconceito de classe e racismo geográfico mostra uma grande dificuldade em admitir outras razões para o voto. Mas classes sociais votam por razões distintas

por Wilson Gomes 

Elza Fiúza/ Agência Brasil

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Santinhos espalhados pelo chão de uma zona eleitoral no Núcleo Bandeirante, em Brasília


Botão Eleições 2014Tem sido assim desde, pelo menos, 2006. Basta o PT vencer uma eleição presidencial para a nossa fábrica social de diagnósticos e explicações começar a funcionar com força total. Jornalistas, comentaristas de política, pessoas nos bares da vida e nos botecos das redes sociais digitais, e até FHC, contrariados ou intrigados com o que as urnas disseram, todos passam compulsivamente a “explicar” como pode ter sido possível tamanho contrassenso, tal violação da lógica e das evidências, erro de tal proporção e tantas consequências. O raciocínio de base é sempre o mesmo: a) a maioria dos eleitores fez escolhas diferentes da minha; b) escolhas divergentes da minha são erradas; c) quem foi esse insensato, irresponsável, desqualificado, inocente útil, desvalido a cometer tamanho desvario?
Neste ano, notei a inauguração de outro veio argumentativo, desta vez a respeito do resiliente voto tucano em São Paulo, que provavelmente deve intrigar o Brasil inteiro. A lista dos deméritos do governador é enorme: provocou a fúria das massas nas, agora elevadas à glória dos altares, “manifestações de junho”; “a polícia de Alckmin” barbarizou jornalistas e manifestantes naquela e em outras ocasiões; o seu governo conseguiu fazer com que os paulistanos temessem a falta de água como sertanejos do semiárido.
Como é que depois de tudo isso ele é reeleito de forma consagradora? Estarão os paulistas hipnotizados? São antipetistas tão fanáticos que votariam até em Lúcifer - desde que ele tucanasse -, não importa as consequências?
A base do argumento é a mesma: eu sei que X não merece ser eleito, por N razões; mas X é eleito; logo, algum erro moral ou intelectual há nessa decisão de eleger X.
O site UOL abriu a usina de explicações ontem com “Dilma vence nos sete Estados com menor renda média”. As garotas e garotos do canal GloboNews, com o luxuoso auxílio dos meninos descolados do Manhattan Connection, deixavam entender, sem disfarce, que “o Nordeste” é a única força capaz de impedir que Aécio cumpra a sua sentença, ser presidente do Brasil, que SP estava fazendo, com entusiasmo, a sua parte para recolar o cosmo no seu lugar, mas tinha uma Bahia de votos no meio do caminho.
No Twitter, no Facebook e no WhatsApp as explicações eram as mesmas desde 2006, com poucas variações. As alternativas são as de sempre: a) Dilma vence onde o IDH é menor; b) Dilma só vence acima do trópico de Capricórnio (sim, Sílvio Romero, não há civilização que preste entre os Trópicos); c) Dilma só ganha por causa do Nordeste; d) Dilma só vence por causa dos ferrados, vendidos à dinheirama que o Bolsa Família - esta fábrica de preguiçosos e acomodados, esta usina de dependência que, em vez de eliminar a pobreza faz com que ela se perpetue para que o PT nunca mais perca eleições - distribui; e) Dilma vence apenas em estados com baixo consumo de proteína e com menor estatura média da população.
Um amigo muito querido no WhatsApp disparou, em dasalento, que deixará "esta merda de país" assim que for possível, que não aguenta mais ver os analfabetos e desdentados decidindo as eleições presidenciais.
Vou chamar o raciocínio à base de tudo de silogismo Oliveira Vianna. Premissa maior: Só ferrados, famintos e ignorantes votam em Dilma. Premissa menor: Ferrados, famintos e ignorantes são inferiores a nós. Conclusão: Dilma é eleita apenas com o voto dos inferiores. Depois de exercício tão consistente de lógica, estamos autorizados a vociferar a nossa fúria mediante o racismo geográfico (então nordestino, baiano, paraíba etc. voltam a ser palavrões), o preconceito de classe (miseráveis e ignorantes dependentes do Bolsa Família) e na atribuição de inferioridades e vulnerabilidades aos outros (a mídia paralisa o cérebro dos pobres, todo mundo sabe disso, abrindo a brecha para João Santana entrar e inocular o veneno petista diretamente no hipocampo). Nessas três coisas, nós, os brasileiros, somos muito bons.
O problema com esse raciocínio é que ele tem grande dificuldade de admitir outras razões para o voto, diferente das que eu adoto para a minha própria decisão. As minhas são razões, as dos outros, não. Quanto mais longe de mim é o outro (a outra classe social, a outra região do país), cognitivamente, politicamente ou moralmente, menos ele tem razões: ele age por instintos, interesses, necessidades. Nunca racionalmente. Racionais como “nós”.
Peguemos os pobres, onde se resume toda a questão. Se os pobres votam no PT, o fazem porque são vulneráveis, ignorantes, não têm discernimento? Para os petistas tatuados os pobres são vulneráveis à mídia e ao capitalismo, que os leva pelo nariz como são levados os boi de arrasto. Para a classe média antipetista, os pobres são vulneráveis ao marketing político e às esmolas que o PT distribui no lugar remoto onde eles vivem, chamado, alternativamente de “as favelas”, “os grotões” ou “o Nordeste”.
Basta admitir que os pobres têm, sim, boas razões para o seu voto e todo esse edifício de argumentos montados para a conveniência da classe média cai por terra. A teoria poderia, naturalmente, ser diferente. É bastante admitir que diferentes classes sociais votam por diferentes razões. Todas legítimas.
Vem cá, é razoável esperar que os 31,7% dos brasileiros que vivem com R$ 150 de renda per capita por mês votem por razões diferentes de nós, da classe média, ou não? Não é que os pobres votem em Dilma porque não usam a razão. Os pobres votam em Dilma porque têm lá as suas muito justificadas razões. Os pobres são tão inteligentes que sabem que as razões de voto da classe média não podem ser as suas razões de voto. São pobres, não são burros. Burro é o cara de classe média que acha que tanto o rico quanto o pobre devem votar pelas suas mesmas razões. Burro e autocentrado.
O PSDB decidiu que as pessoas devem votar em Aécio por causa da corrupção do PT e do baixo crescimento econômico. Para mim, é um bom argumento. Aécio vai insistir nos "pecados capitais" de Dilma: crescimento anêmico da economia, inflação e incapacidade de conter corrupção. Para mim, são bons argumentos. Ainda mais que não sou petista e a minha simpatia pelo partido está em acentuado declínio. Mas, se eu ganhasse R$ 150 por mês para cada pessoa que sustento na minha família, esse argumento não me diria NADA. São, pois, ótimos argumentos para a classe média, crescentemente antipetista. E para os outros? O PSDB vai dizer o quê? "Vamos conversar?". Rá.
Na situação atual, acho que os pobres é quem têm mais motivos de queixa do que nós da classe média, afinal é só nas eleições que eles contam mais que nós. Nos intervalos, mandamos nós. Em suma, nós é que atrapalhamos o voto deles, não eles o nosso. A GloboNews acha que o Nordeste é o que atrapalha a vitória de Aécio. Ué, não é SP quem atrapalha a vitória de Dilma?
O que os eleitores dos tucanos no Sul, Sudeste, Nordeste etc. precisam entender é que se os pobres contam eleitoralmente, precisam contar também como cidadãos. Como a democracia nos obriga a reconhecer nos pobres ao menos os mesmos direitos eleitorais que temos, o PSDB tem um nó a desatar. Enquanto os tucanos acharem que as razões de voto dos distritos financeiros e industriais de SP, Rio, Minas etc. têm que ser as mesmas dos 50 milhões de brasileiros pobres, terá um problema.
Do jeito que a coisa anda, ou os tucanos acabam com a pobreza, ou a pobreza acaba com os tucanos. Ou, de tanto bater na tecla, quem sabe, convençam os pobres de que o PT inventou a corrupção e que se deita toda noite com ela. Continuem tentando, quem sabe?
Pobre não é raça, não é casta, não é natural. Pobre é circunstancial. Ponha todo mundo na classe média e aí prioridades e urgências eleitorais da classe média poderão ser generalizadas. Não quer que as razões eleitorais de gente dependente de bolsa esmola, com baixa escolarização e mal nutrida atrapalhem e perturbem a sua cristalina decisão de voto, puxando o resultado para o lado que eles pendem? A solução é simples: acabe com a pobreza e universalize a educação. Enquanto isso, aceite que eles terão diferentes razões para as suas escolhas eleitorais ou desista da democracia. Ou continuemos a nos divertir com o preconceito social e o racismo geográfico que as más explicações e os falsos diagnósticos nos autorizam. São escolhas.
* Wilson Gomes é professor e pesquisador da Faculdade de Comunicação da odificação 09/10/2014 22:17
Reprodução
Programa do PT mostra frase de Fernando Henrique Cardoso
Programa do PT deu ênfase à frase de Fernando Henrique Cardoso e lembrou que tucano já xingou aposentados no passado
Universidade Federal da Bahia.

Globo tenta desconstruir a economia do governo Lula - Dilma , mas o interlocutor Arminio Fraga que foi ministro do governo FHC fracassou no debate com ministro Mantega

Fraga X Mantega. Com mediação de Miriam Leitão

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Miriam Leitão mediou o encontro entre o ministro da Fazenda e Armínio Fraga, que foi presidente do Banco Central de FHC
Em debate no programa da jornalista Miriam Leitão na GloboNews com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga desconsiderou que estamos em meio a um ano de crescimento mundial decepcionante e afirmou que a crise financeira internacional acabou em 2009. Para o coordenador do projeto econômico do candidato à presidência Aécio Neves (PSDB), o Brasil está isolado na dificuldade de recuperação, com crescimento baixo e inflação descontrolada. “A crise aconteceu em 2009, de lá para cá o mundo vem se recuperando, em um ritmo menos exuberante, mas está.”
Mantega rebateu relembrando que 95% da economia do mundo está em desaceleração, e que a avaliação publicada recentemente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) considera a recuperação da economia mundial fraca. “Nós ainda vivemos uma crise muito forte, que afetou menos o Brasil que outros países, mas claro que ela fez com que crescêssemos menos”, disse o ministro. O FMI reduziu na terça-feira 7 a expectativa de crescimento do PIB global de 3,4% para 3,3%. Apenas Estados Unidos e Reino Unido apresentam alguma aceleração.
A mediação do embate foi de Miriam Leitão. Em uma pergunta, a jornalista cometeu um ato falho, ao dizer que o "nível de desemprego" estava alto. Foi corrigida por Mantega: "o que está alto é o nível de emprego".
Fraga evitou responder se a sua política de combate à inflação será baseada em arrocho econômico, mas disse que o problema requer "esforço permanente". Mantega, por sua vez, defendeu que o ano terminará com a inflação abaixo do teto da meta, de 6,5%. “Se olharmos para o passado, quando Armínio Fraga era presidente do Banco Central, ele pegou a inflação em 7% e entregou em 2002 em 12%”, criticou. Para Fraga, foi a crise política gerada pelo receio do mercado em relação à eleição de Luís Inácio Lula da Silva que prejudicou a política de combate à inflação em 2002. Mantega rebateu que o efeito ocorreu porque a economia brasileira estava fragilizada no final do governo FHC. “O Brasil tinha poucas reservas cambiais, não tinha como pagar seus compromissos.”
Sobre as políticas sociais, Fraga elogiou o Bolsa-Família, e atribuiu a criação do programa ao governo do PSDB. O ex-presidente do Banco Central disse ter “muito gosto de ver o Brasil com desemprego baixo”, mas que isso era apenas "uma obrigação do governo".
Questionado sobre qual era a diferença entre a sua proposta e da campanha da presidenta Dilma Rousseff, o economista afirmou que é preciso investir em infraestrutura, aumentar a transparência dos gastos públicos e realizar uma reforma tributária. E foi  enfático ao dizer que as empresas não devem contar com subsídios de bancos públicos. “Existe uma ilusão de que banco tem dinheiro, mas tudo tem um custo. Está errado dar subsídios às empresas”, disse ao criticar  os critérios do BNDES para conceder empréstimos a grandes empresas.
Mantega defendeu que a política de crédito subsidiado dos bancos públicos foi essencial para ajudar a enfrentar a crise, quando os bancos privados se encolheram. “Se não tivessem os programas de investimento do BNDES, não haveria crescimento na crise. Nós precisamos fazer políticas anticíclicas, talvez ele [Fraga] não as fizesse.” Mantega criticou a defesa do tripé econômico (meta de inflação, câmbio flutuante e banco central independente com juros flutuante e superávit fiscal) e afirmou que a diferença entre as duas propostas que concorrem ao segundo turno da eleição presidencial está no papel atribuído ao Estado. “Nós achamos que é preciso incentivar os investimentos com subsídios.”, Segundo Mantega, os investimentos em infraestrutura estão em andamento e a prioridade deve ser aumentar o emprego. “A renda per capita cresceu no Brasil 3% entre 1995 e 2003, e 30% de 2003 a 2013”, afirmou.

Eleições 2014: Vote não se transfere

Dirigentes da Rede, Psol e PSB lançarão manifesto por neutralidade no 2º turno


O documento terá também o objetivo não explícito de impedir que Marina declare seu apoio a Aécio Neves


Fernando Molica
Rio - Dirigentes e líderes da Rede Sustentabilidade (partido que Marina Silva tenta formar), do PSB e do Psol lançarão manifesto em que defendem a neutralidade no segundo turno. O documento terá também o objetivo não explícito de impedir que Marina declare seu apoio a Aécio Neves (PSDB).
O manifesto, que deverá ser divulgado hoje, é articulado por políticos como a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) e o vereador Jefferson Moura (eleito pelo Psol, ele irá para a Rede).
Voto secreto
Os integrantes do grupo não defendem o voto nulo. Eles sequer descartam votar em um dos dois candidatos, mas acham melhor que aliados de Marina não revelem a preferência por Aécio ou Dilma.
Dúvida
O PSB aderiu a Aécio Neves e a Rede declarou que só não aceita o apoio a Dilma Rousseff. Marina permanece em dúvida.
Caíram na rede
A campanha de Aécio quer reforçar a segurança virtual depois que 96 senhas de e-mails de apoiadores do tucano foram divulgadas na internet.
Carranca
Um petista reclama da cara de poucos amigos exibida por Dilma em debates: “A mãe do PAC parece sogra do eleitor”, diz.
Militares do Psol
O Psol, que quer desmilitarizar a polícia, é o partido de Paulo Ramos, oficial da reserva da PM, reeleito deputado estadual, e de Cabo Daciolo, bombeiro que garantiu vaga na Câmara dos Deputados.
Cobiçado
Pezão e Crivella querem o apoio de Daciolo. Mas ele exigiria, entre outros pontos, a reinclusão de 63 bombeiros excluídos por terem entrado na corporação de forma irregular.
Nem um nem outro
O ex-deputado petista Robson Leite não quer saber de Pezão ou Crivella. Propõe que, em 2016, o PT apoie Marcelo Freixo (Psol) para a prefeitura.

Africano suspeito de ebola já está na Fiocruz no Rio de Janeiro

Missionário de 47 anos foi levado para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, na Fiocruz

Marcello Victor
Rio - O africano de 47 anos, suspeito de estar infectado pelo vírus do ebola, já está no Rio de Janeiro. Natural da Guiné, Souleymane Bah chegou no Aeroporto Internacional do Galeão por volta das 6h30, num avião da Força Aérea Brasileira (FAB), e foi levado para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos.
Ele estava internado numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cascavel, no Paraná, onde chegou no dia 19 de setembro. Souleymane é um missionário e apresenta quadro de febre alta e hemorragia, segundo nota da Secretaria Estadual de Saúde. A Guiné é um dos três países que mais registraram casos de morte pela doença no continente africano.
Por estar no vigésimo primeiro dia, limite máximo para o período de incubação da doença, foi considerado caso suspeito, seguindo os protocolos internacionais para a enfermidade. O ebola só é transmitido através do contato com o sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos doentes, ou pelo contato com superfícies e objetos contaminados. O vírus somente é transmitido quando surgem os sintomas.
Parentes de pessoas internadas e curiosos foram ao local após emissoras de rádio e TV divulgarem a suspeita, no início da noite. Uma coletiva com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, está marcada para esta manhã.