Ex-ministro define como uma "grande vitória" a manifestação realizada
nesta quarta-feira 24 em Brasília contra as reformas do governo golpista do Temer e
denuncia os atos de vandalismo praticados por, segundo ele,
"infiltrados provocadores"; "Seria enorme ingenuidade nossa não ver que
disfarçados de jovens radicais os infiltrados provocadores procuravam
destruir nosso ato e sua repercussão", diz; segundo ele, o grupo de
"moleques black blocs" fazia seus ataques contra os PMs, que revidavam
contra "nossa gente" O ex-ministro Gilberto Carvalho compartilhou com amigos uma reflexão
sobre a grande manifestação realizada nesta quarta-feira 24 contra as
reformas do governo Temer, a qual definiu como uma "grande vitória".
Segundo a CUT, 200 mil manifestantes foram às ruas de Brasília na "maior
marcha da história" na capital federal.
Carvalho denuncia, em seu texto, os atos de vandalismo praticados
por, segundo ele, "infiltrados provocadores". "Seria enorme ingenuidade
nossa não ver que disfarçados de jovens radicais os infiltrados
provocadores procuravam destruir nosso ato e sua repercussão", diz.
Segundo ele, o grupo de "moleques black blocs" fazia seus ataques contra
os PMs, que revidavam contra "nossa gente". Confira a íntegra: Pessoal, partilhando algumas reflexões sobre hoje. Estive desde
cedo na concentração e fiquei até o final. Antes de tudo precisamos
disputar a versão da GRANDE VITÓRIA que foi realizar um ato desta
dimensão, UNITÁRIO, apesar dos problemas de sempre, mas muito vigoroso.
Nunca vi nada igual em Brasília. Até a chegada à frente do Congresso,
apesar do absurdo da tentativa de revista, um pouco de tensão, mas tudo
festa e muita garra. Mal chegávamos à frente do Congresso, começa a
confusão. O grande contingente ainda estava pra cima da rodoviária
quando começam os primeiros enfrentamentos, apesar de os dirigentes
insistirem o tempo todo pra que ninguém chegasse às grades e não
entrassem na provocação e denunciassem a ação de provocadores. Não
tivemos UM minuto de paz, de poder celebrar aquele momento vitorioso e
se pudesse orientar os próximos passos da luta. Bomba e gás o tempo
todo, a massa indo e vindo, resistindo heroicamente (senti na pele e nos
olhos a desgraça desta merda de gás). O pessoal da direção aguentando
não sei como. Enquanto isso, a mulecada "Black block"praticando seu
esporte preferido da provocação inútil, e a polícia praticando seu
esporte preferido que é mandar bomba, dispersar nossa gente . Seria
enorme ingenuidade nossa não ver que disfarçados de jovens radicais os
infiltrados provocadores procuravam destruir nosso ato e sua
repercussão. Suspeitos dimana ausência de policiais na proteção dos
Ministérios. Os muleques passavam apedrejado e com pedaços de pau
quebrando vidros, queimando as coisas sem que ninguém os incomodasse.
Enquanto isso, nossa massa recuava e voltava, olhos ardendo, resistente.
Bastava começar a recompor-se a plateia diante dos caminhões, novas
bombas, novo gás e a "mulecada"atirando rojão, paus e pedras contra a
polícia, que generosamente devolvia com bombas sobre...nossa gente. É
claro que os serviços de informação sabiam disso e ajudaram a criar este
clima. E aí vem o tal decreto absurdo e ridículo da Lei e Da Ordem pra
reforçar esta visão da baderna que Eles fizeram e dar ao Temer uma
chance de mostrar ao stablishment que governa e pode continuar a cumprir
o receituário prescrito desde o golpe. Decretar uma GLO contra 100, 200
Black blocks e provocadores deles é tão ridículo, expõe as Forças
Armadas a andar por Brasília que a estás horas voltou à sua vida pacata,
que deveria despertar nos Comandos um senso de ridículo e eles mandarem
o Temer deixar de menosprezar o papel das Forças Armadas.... Não
podemos deixar de reagir duramente a essa loucura deste pseudo governo
que agoniza à espera de uma saída costurada por cima, que nós haveremos
de inviabilizar pela continuidade de atos como o de hoje, em nova greve
geral e massivos atos pelas diretas. Para concluir esta longa conversa,
nós vamos ter que achar uma saída para esta difícil relação com os
grupos "radicais" que utilizam nossos atos para seus "exercícios" e são
um prato feito pra todo tipo de infiltração e provocação. Uma coisa é
frente com diferentes, é discutir e aplicar táticas mais ou menos
radicalizadas, múltiplas, outra é servir de suporte pra esses caras
aplicarem suas "táticas", e a gente ficar de trouxas, só levando bomba e
vendo se dispersar um ato que custou tanto empenho de unidade é que se
não fossem estes irresponsáveis, teria a chance de realizar um plano
este sim consequente de expressão de radicalidade, que teve que ser
abortado por conta destas provocações...
Flagrado carregando uma mala com R$ 500 mil, depois de ser
indicado pelo golpista Michel Temer como seu interlocutor junto à JBS, o deputado
afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) sinalizou à procuradoria-geral
da República a intenção de se tornar delator; mais uma péssima notícia
para o golpista Temer
Paraná 247 – Flagrado
carregando uma mala com R$ 500 mil, depois de ser indicado pelo golpista Michel
Temer como seu interlocutor junto à JBS, o deputado afastado Rodrigo
Rocha Loures (PMDB-PR) sinalizou à procuradoria-geral da República a
intenção de se tornar delator. "Representantes do deputado federal
Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) consultaram a Procuradoria-Geral da
República (PGR) sobre a possibilidade de uma 'conversa' sobre a situação
do ex-assessor especial do presidente golpista Michel Temer. Segundo o Valor apurou,
a PGR indicou que há interesse no que ele tem a dizer, mas ainda não
foi agendada nenhuma reunião. A expectativa é que o deputado manifeste
interesse em negociar um acordo de delação premiada", informa o jornalista Murillo Camarotto, no Valor. "O advogado José Luís de Oliveira
Lima, responsável pela defesa de Rocha Loures, não confirmou - mas
também não negou - o interesse de seu cliente em iniciar tratativas com a
PGR. Lima está à frente da delação premiada do ex-presidente da OAS Léo
Pinheiro."
Em uma tentativa desesperada de salvar o golpista Michel Temer, Moreira
Franco(gato angorá), secretário-geral da Presidência e um dos mais próximos
assessores do peemedebista, pediu um encontro com João Roberto Marinho,
do Grupo Globo; na reunião, Moreira (angorá) suplicou ajuda para livrar o golpista Temer,
mas ouviu do herdeiro que a Globo apoia a renúncia, um posicionamento
que já foi expresso em editorial
247 - Moreira Franco(gato angorá), secretário-geral da
Presidência e um dos mais próximos assessores de Michel Temer, pediu um
encontro com João Roberto Marinho, do Grupo Globo. Os dois conversaram
na segunda (22), no Rio. O encontro foi uma tentativa de conseguir o
apoio da Globo para salvar Michel Temer. Moreira(angorá) se disse preocupado com o tom do noticiário da imprensa, e em especial da TV Globo. As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo. "A conversa transcorreu em tom ameno. Mas Moreira Franco(gato angorá) ouviu que a
emissora continuará a fazer jornalismo. E que o posicionamento da
empresa, pela renúncia d golpista Temer, foi expresso em editorial."
Acuado após uma enxurrada de críticas por ter cometido novo
crime de responsabilidade ao chamar as Forças Armadas para "garantir a
lei e a ordem" no Distrito Federal, após manifestação contra reformas de
seu governo em Brasília, o golpista Temer recua e revoga o decreto menos de 12
horas depois de ele ter sido instituído; o golpista Temer foi abandonado até mesmo
pelo Exército, que avaliou ontem que a polícia de Brasília tinha
capacidade de garantir a ordem, e pelo governador do Distrito Federal,
Rodrigo Rollemberg, que disse que ele agiu fora da lei; decisão
criticada também por parlamentares da base aliada, além da oposição
247 – Fragilizado após uma onda imensa de críticas, o golpista
Michel Temer recuou e revogou o decreto presidencial que convocava as
Forças Armadas para atuar nas ruas do Distrito Federal por uma semana a
fim de "garantir a lei e a ordem" após manifestação contra as reformas
do governo nesta quarta-feira 24. O golpista Temer foi abandonado até mesmo pelo Exército, que avaliou ontem que a
polícia de Brasília tinha capacidade de garantir a ordem, e pelo
governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, que disse que ele
agiu fora da lei. Rollemberg também não foi avisado sobre a decisão
anunciada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, como manda o
protocolo. A decisão do peemedebista foi criticada também por
parlamentares da base aliada, além da oposição.
A revogação foi anunciada menos de 12 horas depois de o decreto da
GLO (Garantia da Lei e da Ordem) ter sido instituído. A decisão foi
tomada em reunião entre o golpista Temer e Jungmann e os ministros Sergio
Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Antonio Imbassahy
(Secretaria de Governo), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco
(Secretaria-Gera da Presidência) nesta manhã no Palácio do Planalto
Em entrevista ao 247, o ex-ministro da Justiça do governo
legítimo da presidente Dilma Rousseff define como um "típico crime de
responsabilidade" a decisão do governo Temer de assinar um decreto que
autoriza o emprego das Forças Armadas para garantir a lei e a ordem em
todo o Distrito Federal; "Trata-se de uma atitude extremamente grave. A
meu ver merece uma CPI, uma representação contra o presidente da
República por crime de responsabilidade e que seja instaurado pela PGR
um inquérito por abuso de autoridade. Se a moda pega, as Forças Armadas
viram guarda de esquina", diz; para ele, o grupo que depredou prédios
dos ministérios é formado por "agentes provocadores colocados por esse
governo" no protesto
Por Gisele Federicce, 247 – O ex-ministro da
Justiça Eugênio Aragão considerou que a decisão do presidente Michel
Temer de assinar um decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas
para garantir a lei e a ordem no Distrito Federal é um caso "típico de
crime de responsabilidade". "Ele está deturpando contra a lei e a
ordem", disse ao 247. Aragão destacou que o governo atuou nesta quarta-feira 24 para
"reprimir a livre manifestação" que acontecia em Brasília contra as
reformas do governo e em defesa de eleições diretas para presidente.
"Elas seguiam de forma absolutamente pacífica", avalia. "Até que em
determinado momento um grupo de mascarados se dirigiu a um grupo de
policiais e começou a atacá-los", afirmou. O ex-ministro relatou que os policiais "resolveram responder" esse
grupo, definido por ele como de "agentes provocadores colocados por esse
governo" no protesto das centrais sindicais e dos movimentos sociais,
que segundo a CUT levou 200 mil pessoas à capital federal. "É uma questão muito grave, vale uma CPI (Comissão Parlamentar de
Inquérito) para saber o que aconteceu nesse dia 24 de maio, quando havia
uma manifestação pacífica ocorrendo em Brasília e acabou sendo assinado
esse decreto", disse Aragão. O decreto foi assinado, além de Temer,
pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e pelo general Sergio
Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional. O ex-ministro não concorda com a análise de o decreto é o mesmo de
1964, quando teve início a ditadura militar. Pelo texto, os militares se
julgam constitucionalmente autorizados a intervir nos poderes
constituídos do País e na sociedade como um todo. O decreto assinado por Temer, explicou Eugênio Aragão, é acionado
quando o uso das forças de segurança pública for esgotado. "Aí pode
entrar as Forças Armadas", disse. "O problema é que não se tinha
esgotado o uso das forças de segurança, a polícia estava ali provocando
os manifestantes", declarou. Ele disse ainda que o pedido feito pelo presidente da Câmara, Rodrigo
Maia (DEM-RJ), não é nada mais do que o uso das Forças Armadas como
segurança quando da realização de grandes eventos. "A legislação é muito
complexa, são figuras distintas. Algum incompetente lá no Palácio do
Planalto pode ter usado um pelo outro", criticou. Para ele, "trata-se de uma atitude extremamente grave". "A meu ver
merece uma CPI, uma representação contra o presidente da República por
crime de responsabilidade e que seja instaurado pela PGR um inquérito
por abuso de autoridade. Se a moda pega, as Forças Armadas viram guarda
de esquina", disse.