5.25.2017

Gilberto Carvalho denuncia ‘infiltrados que tentaram destruir ato’


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Ex-ministro define como uma "grande vitória" a manifestação realizada nesta quarta-feira 24 em Brasília contra as reformas do governo golpista do Temer e denuncia os atos de vandalismo praticados por, segundo ele, "infiltrados provocadores"; "Seria enorme ingenuidade nossa não ver que disfarçados de jovens radicais os infiltrados provocadores procuravam destruir nosso ato e sua repercussão", diz; segundo ele, o grupo de "moleques black blocs" fazia seus ataques contra os PMs, que revidavam contra "nossa gente" 
  O ex-ministro Gilberto Carvalho compartilhou com amigos uma reflexão sobre a grande manifestação realizada nesta quarta-feira 24 contra as reformas do governo Temer, a qual definiu como uma "grande vitória". Segundo a CUT, 200 mil manifestantes foram às ruas de Brasília na "maior marcha da história" na capital federal.
Carvalho denuncia, em seu texto, os atos de vandalismo praticados por, segundo ele, "infiltrados provocadores". "Seria enorme ingenuidade nossa não ver que disfarçados de jovens radicais os infiltrados provocadores procuravam destruir nosso ato e sua repercussão", diz. Segundo ele, o grupo de "moleques black blocs" fazia seus ataques contra os PMs, que revidavam contra "nossa gente".
Confira a íntegra:
Pessoal, partilhando algumas reflexões sobre hoje. Estive desde cedo na concentração e fiquei até o final. Antes de tudo precisamos disputar a versão da GRANDE VITÓRIA que foi realizar um ato desta dimensão, UNITÁRIO, apesar dos problemas de sempre, mas muito vigoroso. Nunca vi nada igual em Brasília. Até a chegada à frente do Congresso, apesar do absurdo da tentativa de revista, um pouco de tensão, mas tudo festa e muita garra. Mal chegávamos à frente do Congresso, começa a confusão. O grande contingente ainda estava pra cima da rodoviária quando começam os primeiros enfrentamentos, apesar de os dirigentes insistirem o tempo todo pra que ninguém chegasse às grades e não entrassem na provocação e denunciassem a ação de provocadores. Não tivemos UM minuto de paz, de poder celebrar aquele momento vitorioso e se pudesse orientar os próximos passos da luta. Bomba e gás o tempo todo, a massa indo e vindo, resistindo heroicamente (senti na pele e nos olhos a desgraça desta merda de gás). O pessoal da direção aguentando não sei como. Enquanto isso, a mulecada "Black block"praticando seu esporte preferido da provocação inútil, e a polícia praticando seu esporte preferido que é mandar bomba, dispersar nossa gente . Seria enorme ingenuidade nossa não ver que disfarçados de jovens radicais os infiltrados provocadores procuravam destruir nosso ato e sua repercussão. Suspeitos dimana ausência de policiais na proteção dos Ministérios. Os muleques passavam apedrejado e com pedaços de pau quebrando vidros, queimando as coisas sem que ninguém os incomodasse. Enquanto isso, nossa massa recuava e voltava, olhos ardendo, resistente. Bastava começar a recompor-se a plateia diante dos caminhões, novas bombas, novo gás e a "mulecada"atirando rojão, paus e pedras contra a polícia, que generosamente devolvia com bombas sobre...nossa gente. É claro que os serviços de informação sabiam disso e ajudaram a criar este clima. E aí vem o tal decreto absurdo e ridículo da Lei e Da Ordem pra reforçar esta visão da baderna que Eles fizeram e dar ao Temer uma chance de mostrar ao stablishment que governa e pode continuar a cumprir o receituário prescrito desde o golpe. Decretar uma GLO contra 100, 200 Black blocks e provocadores deles é tão ridículo, expõe as Forças Armadas a andar por Brasília que a estás horas voltou à sua vida pacata, que deveria despertar nos Comandos um senso de ridículo e eles mandarem o Temer deixar de menosprezar o papel das Forças Armadas.... Não podemos deixar de reagir duramente a essa loucura deste pseudo governo que agoniza à espera de uma saída costurada por cima, que nós haveremos de inviabilizar pela continuidade de atos como o de hoje, em nova greve geral e massivos atos pelas diretas. Para concluir esta longa conversa, nós vamos ter que achar uma saída para esta difícil relação com os grupos "radicais" que utilizam nossos atos para seus "exercícios" e são um prato feito pra todo tipo de infiltração e provocação. Uma coisa é frente com diferentes, é discutir e aplicar táticas mais ou menos radicalizadas, múltiplas, outra é servir de suporte pra esses caras aplicarem suas "táticas", e a gente ficar de trouxas, só levando bomba e vendo se dispersar um ato que custou tanto empenho de unidade é que se não fossem estes irresponsáveis, teria a chance de realizar um plano este sim consequente de expressão de radicalidade, que teve que ser abortado por conta destas provocações...

Homem da mala do golpista Temer, Rocha Loures sinaliza delação


Paraná 247 – Flagrado carregando uma mala com R$ 500 mil, depois de ser indicado pelo golpista  Michel Temer como seu interlocutor junto à JBS, o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) sinalizou à procuradoria-geral da República a intenção de se tornar delator.
"Representantes do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) consultaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a possibilidade de uma 'conversa' sobre a situação do ex-assessor especial do presidente golpista Michel Temer. Segundo o Valor apurou, a PGR indicou que há interesse no que ele tem a dizer, mas ainda não foi agendada nenhuma reunião. A expectativa é que o deputado manifeste interesse em negociar um acordo de delação premiada", informa o jornalista Murillo Camarotto, no Valor.
"O advogado José Luís de Oliveira Lima, responsável pela defesa de Rocha Loures, não confirmou - mas também não negou - o interesse de seu cliente em iniciar tratativas com a PGR. Lima está à frente da delação premiada do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro."

Moreira Franco(gato angorá) foi à Globo pedir socorro e ouviu que a emissora apoia a renúncia

247 - Moreira Franco(gato angorá), secretário-geral da Presidência e um dos mais próximos assessores de Michel Temer, pediu um encontro com João Roberto Marinho, do Grupo Globo. Os dois conversaram na segunda (22), no Rio. O encontro foi uma tentativa de conseguir o apoio da Globo para salvar Michel Temer.
Moreira(angorá) se disse preocupado com o tom do noticiário da imprensa, e em especial da TV Globo.
As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.
"A conversa transcorreu em tom ameno. Mas Moreira Franco(gato angorá) ouviu que a emissora continuará a fazer jornalismo. E que o posicionamento da empresa, pela renúncia d golpista Temer, foi expresso em editorial."

Acuado e sem apoio do Exército,o golpista Temer anula decreto ditatorial

247 – Fragilizado após uma onda imensa de críticas, o golpista  Michel Temer recuou e revogou o decreto presidencial que convocava as Forças Armadas para atuar nas ruas do Distrito Federal por uma semana a fim de "garantir a lei e a ordem" após manifestação contra as reformas do governo nesta quarta-feira 24.
O golpista Temer foi abandonado até mesmo pelo Exército, que avaliou ontem que a polícia de Brasília tinha capacidade de garantir a ordem, e pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, que disse que ele agiu fora da lei. Rollemberg também não foi avisado sobre a decisão anunciada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, como manda o protocolo. A decisão do peemedebista foi criticada também por parlamentares da base aliada, além da oposição.
A revogação foi anunciada menos de 12 horas depois de o decreto da GLO (Garantia da Lei e da Ordem) ter sido instituído. A decisão foi tomada em reunião entre o golpista  Temer e Jungmann e os ministros Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Gera da Presidência) nesta manhã no Palácio do Planalto

Aragão: Temer cometeu caso típico de crime de responsabilidade


Por Gisele Federicce, 247 – O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão considerou que a decisão do presidente Michel Temer de assinar um decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas para garantir a lei e a ordem no Distrito Federal é um caso "típico de crime de responsabilidade". "Ele está deturpando contra a lei e a ordem", disse ao 247.
Aragão destacou que o governo atuou nesta quarta-feira 24 para "reprimir a livre manifestação" que acontecia em Brasília contra as reformas do governo e em defesa de eleições diretas para presidente. "Elas seguiam de forma absolutamente pacífica", avalia. "Até que em determinado momento um grupo de mascarados se dirigiu a um grupo de policiais e começou a atacá-los", afirmou.
O ex-ministro relatou que os policiais "resolveram responder" esse grupo, definido por ele como de "agentes provocadores colocados por esse governo" no protesto das centrais sindicais e dos movimentos sociais, que segundo a CUT levou 200 mil pessoas à capital federal.
"É uma questão muito grave, vale uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para saber o que aconteceu nesse dia 24 de maio, quando havia uma manifestação pacífica ocorrendo em Brasília e acabou sendo assinado esse decreto", disse Aragão. O decreto foi assinado, além de Temer, pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e pelo general Sergio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional.
O ex-ministro não concorda com a análise de o decreto é o mesmo de 1964, quando teve início a ditadura militar. Pelo texto, os militares se julgam constitucionalmente autorizados a intervir nos poderes constituídos do País e na sociedade como um todo.
O decreto assinado por Temer, explicou Eugênio Aragão, é acionado quando o uso das forças de segurança pública for esgotado. "Aí pode entrar as Forças Armadas", disse. "O problema é que não se tinha esgotado o uso das forças de segurança, a polícia estava ali provocando os manifestantes", declarou.
Ele disse ainda que o pedido feito pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não é nada mais do que o uso das Forças Armadas como segurança quando da realização de grandes eventos. "A legislação é muito complexa, são figuras distintas. Algum incompetente lá no Palácio do Planalto pode ter usado um pelo outro", criticou.
Para ele, "trata-se de uma atitude extremamente grave". "A meu ver merece uma CPI, uma representação contra o presidente da República por crime de responsabilidade e que seja instaurado pela PGR um inquérito por abuso de autoridade. Se a moda pega, as Forças Armadas viram guarda de esquina", disse.