9.07.2017

ACABOU! Dilma mostra documentos que derrubam delação de Palocci



A respeito das declarações prestadas pelo ex-ministro Antonio Palocci em depoimento à Justiça Federal na quarta-feira, 6 de setembro, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff esclarece:

1. O senhor Antonio Palocci falta com a verdade quando aponta o envolvimento de Dilma Rousseff em supostas reuniões de governo para tratar de facilidades à empresa Odebrecht, seja durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou no primeiro governo dela. Tais encontros ou tratativas relatadas pelo ex-ministro jamais ocorreram. Relatos de repasses de propinas também são uma mentira.
2. Todo o conteúdo das supostas conversas descritas pelo senhor Antonio Palocci com a participação da então ministra Dilma Rousseff – e mesmo quando ela assumiu a Presidência – é uma ficção. Esta é uma estratégia adotada pelo delator em busca de benefícios da delação premiada.

3. O episódio em que cita um inacreditável benefício à Odebrecht pelo governo Dilma Rousseff, durante o processo de concessões de aeroportos, mostra que o senhor Antonio Palocci                                          
4. O ex-ministro declarou perante a Justiça Federal que a decisão do governo Dilma de não permitir que um consórcio ou empresa ganhasse mais de um aeroporto foi criada pela presidenta eleita para beneficiar diretamente a Odebrecht. Isso é uma mentira!

5. Tal decisão foi tomada pelo governo para gerar concorrência entre as empresas concessionárias de aeroportos. Buscou-se evitar que, caso uma empresa tivesse a concessão de dois aeroportos, priorizasse um em detrimento do outro. O governo Dilma buscava atrair mais empresas para participar do sistema aeroportuário, garantindo que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), como órgão regulador, tivesse mais parâmetros para atuar. Mais concorrência, menos concentração.

6. Eis um fato que desmascara as mentiras do senhor Antonio Palocci. A empresa Odebrecht, que ganhou a disputa junto com o grupo Changi, pagou R$ 19,018 bilhões pela outorga do Galeão. Sem dúvida, é a maior outorga paga por aeroportos no Brasil, o que afasta a acusação de beneficiamento indevido declarada por Palocci.

7. O quadro abaixo demonstra que a Odebrecht foi responsável pela maior outorga paga ao Governo para o direito de explorar apenas um dos seis aeroportos cujas concessões foram feitas pelo governo Dilma:

_CONCESSÕES DE AEROPORTOS NO GOVERNO DILMA

São Gonçalo do Amarante, Natal (RN)
Grupo vencedor: Consórcio InfrAmerica – Infravix (50%) + Corporación America (50%)
Estimativa de investimentos: R$ 650 milhões
Outorga: R$ 170 milhões

Guarulhos
Grupo vencedor: Invepar (90%) + ACSA (10%)
Estimativa de investimentos: R$ 4,6 bilhões
Outorga: R$ 16,213 bilhões

Viracopos
Grupo vencedor: Consórcio Aeroportos Brasil – Triunfo (45%) + UTC (45%) + Egis (10%)
Estimativa de investimentos: R$ 8,7 bilhões
Outorga: R$ 3,821 bilhões

Brasília
Grupo vencedor: Consórcio InfrAmerica – Infravix (50%) + Corporación America (50%)
Estimativa de Investimentos: R$ 2,8 bilhões
Outorga: R$ 4,501 bilhões

Galeão
Grupo vencedor: Odebrecht (60%) + CHANGI (40%)
Estimativa de investimentos: R$ 5,65 bilhões
Outorga: R$ 19,018 bilhões

Confins
Grupo vencedor: CCR (75%) + Munich/Zurich (25%)
Estimativa de investimentos: R$ 3,5 bilhões
Outorga: R$ 1,1 bilhão_

8. Eis os fatos. A ficção criada pelo senhor Antonio Palocci não se sustenta. A Odebrecht pagou 300% a mais pelo direito de explorar o aeroporto do Galeão. Nenhuma empresa desembolsou tanto. Que benefício ela obteria do governo Dilma Rousseff pagando a mais? Qual a lógica que sustenta o relato absurdo do ex-ministro?

9. A lógica que move o senhor Antonio Palocci é a mesma que acomete outros delatores presos por longos períodos. A colaboração implorada é o esforço de sobrevivência e a busca por liberdade. Isso não significa que se amparem em fatos e na verdade. É um recurso desesperado para se livrar da prisão. Em outros períodos da história do Brasil, os métodos de confissão eram mais cruéis, mas não menos invasivos e implacáveis.

ASSESSORIA DE IMPRENSA? DILMA ROUSSEFF

"Quem assim age, renuncia à própria dignidade e se atira na sarjeta da história.

Palocci: fim melancólico

Jornalista Breno Altman comparou nesta quinta-feira, 7, o ex-ministro Antonio Palocci aos presos políticos da ditadura militar brasileira, que, torturados, aceitaram colaborar com a ditadura e foram à televisão acusar suas próprias organizações de crimes bárbaros; "Quem assim age, renuncia à própria dignidade e se atira na sarjeta da história. Esse foi o caminho de Palocci. Subserviente ao juiz Moro e ao MPF, com a coluna vertebral quebrada após um ano de cadeia e derrotado pela perspectiva de permanecer muito tempo encarcerado, ofereceu-se como instrumento da campanha contra o ex-presidente Lula e o PT", diz Altman; "Tal como os renegados da resistência, sucumbe à função de porta-voz de mentiras e invenções que interessam às forças mais reacionárias, rastejando por um acordo de delação premiada. (...) A traição é sempre um fim melancólico"

Moro se complica e confirma em despacho que Lula não é dono do triplex do Guarujá


Você sabia que Lula não foi condenado por ser o dono do Triplex do Guarujá? Mas é isso que afirma Sérgio Moro. Veja nesta reportagem:
A defesa de Lula superou o teor hermético da sentença de Sergio Moro sobre o caso triplex e expôs, com base nas palavras do juiz, os abusos cometidos no processo. Nesta terça (18), em nota à imprensa, a defesa apontou que Moro praticamente admitiu que forçou a barra para ser o juiz da causa, não usou a denúncia do Ministério Público Federal para julgar Lula, tendo criado uma acusação própria, e ainda evidenciou que a condenação foi baseada em uma delação informal não corroborada por provas documentais.
Veja Mais: Sérgio Moro usa ‘prova’ material produzida pelas Organizações Globo contra Lula
Em despacho feito pela manhã, Moro havia rebatido os embargos de declaração da defesa de Lula reforçando alguns pontos de sua sentença de maneira mais contundente. Por exemplo, afirmou que o ex-presidente foi condenado não porque seria o titular oculto do triplex – algo que a Lava Jato não pôde provar – mas sim porque o valor das obras feitas no apartamento teria sido “abatido” de um caixa virtual que Leo Pinheiro afirma ter mantido em nome do PT, onde chegou a acumular R$ 16 milhões.
O trecho expõe a fragilidade da sentença de Moro de duas formas: primeiro, ao destacar que houve alteração da denúncia original, que dizia que Lula “efetivamente” recebeu o triplex como pagamento de propina da OAS, fruto de 3 contratos da Petrobras; segundo, pela inexistência de provas nos autos do caixa com R$ 16 milhões ao PT, usado para condenar Lula.
A falta de correlação entre a sentença e a acusação revela a nulidade da decisão, uma vez que o juiz decidiu algo diferente da versão apresentada pelo órgão acusador, sobre a qual o acusado se defendeu ao longo da ação”, disparou a defesa de Lula.
“Não há na sentença proferida em 12/07 ou na decisão proferida nesta data qualquer prova desse afirmado abatimento, simplesmente porque ele não ocorreu, ao menos para beneficiar o ex-Presidente Lula”, acrescentou.
Em outra passagem, Moro escreveu: “Este juízo jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum, que os valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram usados para pagamento da vantagem indevida para o ex-Presidente.”
Para a defesa de Lula, isso confirma que o processo jamais deveria ter tramitado na Vara Federal de Curitiba, já que não tem qualquer relação com a Petrobras segundo a narrativa apresentada pelos procuradores.
A defesa ainda rebateu a comparação que Moro fez entre Lula e Eduardo Cunha, taxando-a de “descabida e reveladora de falta de critérios objetivos.”
Para o advogado Cristiano Zanin, autor da nota, Moro “coloca-se acima da lei em relação à parte e aos seus defensores, que foram tratados sem a devida urbanidade em diversas oportunidades pelo juiz, como está registrado nos áudios oficiais, nos áudios registrados pela defesa de forma lícita e ostensiva e também pela imprensa.” (Do GGN)
Abaixo, a nota completa da defesa, assinada por Cristiano Zanin Martins.
1 – A defesa do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorrerá da
decisão que foi proferida hoje (18/07) pelo juízo da 13ª Vara Federal
Criminal de Curitiba no julgamento dos embargos de declaração
apresentados em 14/07 nos autos da Ação Penal n.
504651294.2016.4.04.7000/PR, da qual ainda aguarda ser intimada.

2- Sem prejuízo disso, com base nas informações já disponíveis, a
defesa esclarece que:

2.1 – Fica claro que o juízo de Curitiba forçou sua atuação no
caso, como sempre foi dito pela defesa, pois o processo, além de
veicular acusação absurda, jamais teve qualquer relação efetiva com
a Petrobras. O seguinte trecho da decisão não permite qualquer
dúvida: “Este juízo jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum,
que os valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a
Petrobras foram usados para pagamento da vantagem indevida para o
ex-Presidente”. A decisão proferida hoje, portanto, confirma que o
processo jamais deveria ter tramitado perante o juízo da 13a. Vara
Federal Criminal de Curitiba, que não tem qualquer relação com a
narrativa apresentada pela acusação.

2.2. O juiz deixa claro que criou uma acusação própria, diferente
daquela apresentada em 16/09/2016 pelo Ministério Público Federal.
Segundo o MPF, Lula teria “efetivamente recebido” o apartamento
tríplex, comprado com recursos provenientes de 3 contratos firmados
entre a Construtora OAS e a Petrobras. A decisão hoje proferida, no
entanto, afasta qualquer relação de recursos provenientes da Petrobras
e afirma que “a corrupção perfectibilizou-se com o abatimento do
preço do apartamento e do custo da reforma da conta geral de propinas,
não sendo necessário para tanto a transferência da titularidade
formal do imóvel”. A falta de correlação entre a sentença e a
acusação revela a nulidade da decisão, uma vez que o juiz decidiu
algo diferente da versão apresentada pelo órgão acusador, sobre a
qual o acusado se defendeu ao longo da ação.

2.3. – Diante do questionamento da defesa, o juiz agora afirma que o
suposto ato de corrupção que motivou a condenação de Lula teria
ocorrido “com o abatimento do preço do apartamento e do custo da
reforma da conta geral de propinas”. Não há na sentença proferida
em 12/07 ou na decisão proferida nesta data qualquer prova desse
afirmado abatimento, simplesmente porque ele não ocorreu, ao menos para
beneficiar o ex-Presidente Lula. O esclarecimento hoje prestado pelo
juiz deixa ainda mais evidente a ilegalidade da condenação de Lula,
que está 100% baseada no depoimento de Leo Pinheiro, que nessa
condição depôs sem o compromisso de dizer a verdade e, ainda,
pressionado pelas negociações com o MPF objetivando destravar um
acordo de delação com o objetivo de tirá-lo da prisão. Além de ser
réu na ação e candidato a delator, Leo Pinheiro está condenado a 23
anos de prisão apenas em uma ação penal, e sua palavra não merece
qualquer credibilidade, especialmente em tais circunstâncias.

2.4. Leia-se e releia-se os autos e não há um documento, um
depoimento, além da palavra de Leo Pinheiro, que faça referência a
esse afirmado “abatimento do preço do apartamento e do custo da
reforma da conta geral de propinas”. Se a palavra de delator não é
confiável para motivar uma condenação, como diz a lei e foi
recentemente reafirmado pelo Tribunal Regional Federal da 4a. Região, o
que dizer da palavra de um corréu que depõe sem o compromisso de dizer
a verdade e quando negocia sua delação com o órgão acusador.

2.5. Mesmo que fosse possível desconsiderar todos os elementos que
comprometem a isenção do depoimento de Leo Pinheiro e a ilegalidade da
sua utilização para basear uma sentença condenatória, a versão por
ele apresentada é incompatível com outros depoimentos coletados no
curso da ação. Por exemplo, Leo Pinheiro afirma que conversou sobre o
afirmado abatimento de valores com os Srs. João Vaccari Neto e Paulo
Okamotto, em 2009. O MPF não quis ouvir a versão de Vaccari, pois não
o arrolou como testemunha nem mesmo nas diligencias complementares (CPP,
art. 402). Okamotto, por seu turno, negou a conversa em 2009, assim como
outras supostas conversas narradas por Pinheiro, admitindo que apenas
conversou com ele em 2014. Sobre a utilização de recursos indevidos no
empreendimento Solaris ou, ainda, na reforma da unidade 164-A, o
depoimento de Pinheiro ainda é incompatível com diversos outros que
constam nos autos, inclusive com o do ex-presidente da OAS
Empreendimentos, proprietária do imóvel, o também correu Fabio
Yonamine.

2.6. – A descabida comparação feita na decisão proferida hoje
entre a situação de ex-diretores da Petrobras que confessaram a
prática de atos ilícitos e o ex-Presidente Lula: (i) reforça a
intenção permanente do juiz Moro de agredir a honra e a imagem de Lula
e sua consequente – e inescondível – parcialidade; (ii) mostra que
o juiz Moro não sabe distinguir situações que são diferenciadas
pelos fatos: depois de uma devassa, nenhuma investigação identificou
qualquer conta de Lula com valores ilícitos, seja no Brasil ou no
exterior. Diante do teor da sentença e da decisão ora proferida, a
única referência à atuação da Petrobras na ação, que parece ter
agradado ao magistrado, foi quando um dos advogados da petroleira
pretendeu interferir na nossa atuação profissional enquanto
advogados de Lula, fato que mereceu o repudio de diversos juristas e
defensores da advocacia independente e que não se curva ao arbítrio.

2.7. Também se mostra descabida e reveladora de falta de critérios
objetivos a referência feita na decisão hoje proferida ao ex-deputado
Eduardo Cunha. A discussão sobre a titularidade de contas no exterior
não existe em relação a Lula, mostrando a impossibilidade de ser
estabelecido qualquer paralelo entre os casos.

2.8 – O reconhecimento do juiz de que “jamais” afirmou que
“valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a Petrobras
foram usados para pagamento da vantagem indevida para o
ex-Presidente”, mostra o desacerto de sua decisão que admitiu a
petrolífera como assistente de acusação no processo, com custos
diretos para os acionistas e, indiretos para os brasileiros, por se
tratar de sociedade de economia mista. Mostra, ainda, manifesto
equívoco ao condenar Lula a reparar “danos mínimos” ao reconhecer
que o ex-Presidente não foi beneficiado com valores provenientes dos 3
contratos envolvendo a petrolífera que estão indicados na denúncia.

2.9 – Moro reforça sua animosidade para julgar Lula – situação
incompatível com a imparcialidade e com a igualmente necessária
aparência de imparcialidade – ao confirmar trechos da sentença (104
parágrafos) que revelam ter ele ficado profundamente afetado com o fato
de Lula haver se utilizado dos meios legais para questionar atos ilegais
praticados pelo magistrado e por outros membros da Lava Jato no curso da
ação, um deles reconhecido expressamente pelo STF no julgamento da
Reclamação 23.457. Coloca-se acima da lei em relação à parte e aos
seus defensores, que foram tratados sem a devida urbanidade em diversas
oportunidades pelo juiz, como está registrado nos áudios oficiais, nos
áudios registrados pela defesa de forma lícita e ostensiva e também
pela imprensa.

Cristiano Zanin Martins

"Obter benefícios é a minha vontade", disse Palocci


:
"Eu não tenho acordo de delação premiada. Eu tenho tratativas. Isso é um assunto a cargo dos meus advogados. Eu confio no trabalho deles, são advogados de alta qualificação, com experiência no setor. Confio que eles estejam fazendo o melhor dentro da lei, olhando a maneira de contribuir com a Justiça, que é minha vontade, e também de obter benefícios, que também é minha vontade", disse o ex-ministro Antonio Palocci, num dos trechos do seu depoimento ao juiz Sergio Moro

ALAGOAS 247

Renan: Janot deu espetáculo de mau-caratismo

:
"O grupo de procuradores e os métodos ilegais subjacentes às negociações da J&F são os mesmos das delações de Nestor Cerveró, Delcídio Amaral e Sérgio Machado, orientados a citar meu nome indevidamente e gravar conversas sem autorização judicial para escaparem impunes. Foi com base na gravação armada feita por Machado que o procurador pediu a prisão do presidente de um Poder, atirando o país numa crise institucional", diz o senador Renan Calheiros (PMDB-AL)

BRASIL

Janot deve pedir fim da imunidade e prisão de Joesley

Rovena Rosa/Agência Brasil: <p>São Paulo - Saída do empresário Joesley Batista, dono da JBS, da sede Superintendência da Polícia Federal após prestar depoimento (Rovena Rosa/Agência Brasil)</p>
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está inclinado a pedir a revogação da imunidade penal concedida ao empresário Joesley Batista e aos executivos da J&F Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva ao final do procedimento de revisão da colaboração premiada aberto contra eles na segunda-feira; a tendência é que ele também peça a prisão do empresário

BRASÍLIA 247

PGR antecipa depoimento de Joesley para o feriadão

:
A Procuradoria-Geral da República antecipou para esta quinta-feira, às 10 horas, o depoimento do empresário Joesley Batista e dos executivos da J&F Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva no procedimento de revisão da colaboração premiada aberto contra eles. A expectativa inicial era de que os três fossem depor apenas na sexta-feira, um dia após o feriado do Dia da Independência. Também deve depor nesta quinta o advogado Marcelo Miller, ex-procurador da República

BRASIL

Janot pede que políticos do PP paguem R$ 1,14 bi por desvios na Petrobras

Marcelo Camargo/Agência Brasil:
Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que 12 políticos do PP, incluindo o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI) ,sejam condenados pagar R$ 1,14 bilhão em razão de desvios e irregularidades que teriam sido cometidos junto a Petrobras; segundo a PGR, eles teriam recebido propinas da ordem de R$ 380,9 milhões

BRASIL

STF quer manter validade de provas colhidas por meio de delações da JBS

:
No rastro das novas gravações que poderão resultar na rescisão do acordo de delação premiada de executivos da JBS, o STF trabalha para fazer valer a jurisprudência e evitar que as provas colhidas sejam descartadas em meio a embates jurídicos; STF deve utilizar como base duas ações relatadas pelo ministro Dias Toffoli, e que foram posteriormente confirmadas por colegiados distintos da Corte, em um processo que questionava os depoimentos feitos pelo doleiro Alberto Yousseff, no âmbito da Lava Jato, e em uma outra ação que está sob sigilo

BRASIL

Colaboração da JBS deve ser alvo de investigação 'rápida e profunda', diz coordenador da Lava Jato

: <p>Carlos Fernando dos Santos Lima,procurador regional em Curitiba</p>
Procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos coordenadores da Lava Jato, pediu uma investigação "rápida e profunda" em torno das dúvidas sobre a colaboração premiada da JBS; "O Ministério Público Federal ainda é uma instituição respeitada pela população. Não pode cair na vala comum", disse ao blog do jornalista Josias de Souza; "Temos o receio de que alguns intérpretes espertos, sempre muito rápidos no gatilho, usem esse tipo de situação para tentar acabar com os acordos de colaboração'', ressaltou

BRASIL

Joesley chegou a pensar que Miller era 'infiltrado' de Janot

:
Empresário Joesley Batista desconfiava que o ex-procurador Marcello Miller fosse um agente infiltrado pela PGR com a missão de espioná-lo; desconfiança estaria ligada ao fato de Miller ter sido homem de confiança do procurador-geral da República, Rodrigo Janot; em seu depoimento, marcado para esta sexta-feira (8), Joesley deverá dizer que Miller apenas o teria ajudado a entender como funcionava a delação premiada; Miller, porém, foi sondado para ser o diretor de compliance do grupo

PODER

Lula ridiculariza Janot e lembra do caso Moreira Franco, validado pelo STF

:
Em nota, o ex-presidente Lula disse que o procurador Rodrigo Janot foi afoito e atabalhoado ao denunciá-lo por obstrução judicial, no episódio em que a presidente deposta Dilma Rousseff tentou exercer o direito legítimo de nomeá-lo ministro; Lula lembrou ainda que, depois de consumado o golpe, numa situação idêntica, o Supremo Tribunal Federal chancelou a nomeação de Moreira Franco por Michel Temer; "essa é a denúncia apresentada pelo Procurador-Geral da República para o próprio Supremo Tribunal Federal, talvez na busca de gerar algum ruído midiático que encubra questionamentos sobre sua atuação no crepúsculo do seu mandato", disse Lula

Dilma detona Janot e aponta que Moro é quem deveria ser punido

:
Em nota divulgada à imprensa, a presidente deposta Dilma Rousseff rebate a segunda denúncia oferecia pelo procurador-geral Rodrigo Janot por obstrução judicial relativa à nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil; Dilma lembra que a acusação foi feita a partir de grampo ilegal feito pelo juiz Sergio Moro; "É espantoso que a nova denúncia se baseie em provas ilegais e nulas, fruto de reconhecida situação abusiva em que conversas da presidenta eleita Dilma Rousseff foram indevidamente interceptadas, divulgadas e descontextualizadas na interpretação do seu real conteúdo", diz ela
 

PF identifica digitais de Geddel no 'bunker' da propina

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Digitais do ex-ministro Geddel Vieira Lima foram encontradas no apartamento onde a Polícia Federal fez a maior apreensão em dinheiro vivo da história: R$ 51 milhões; a origem do dinheiro será investigada, mas é atribuída ao político baiano; as digitais confirmam agora que Geddel esteve no apartamento, localizado num bairro nobre de Salvador; nesta quarta-feira 6, um empresário, apontado como dono, se apresentou à PF e confirmou ter emprestado o imóvel para Geddel

Lula: sem compromisso com a verdade, Palocci tenta diminuir sua pena

:
O ex-presidente Lula divulgou uma nota em resposta às acusações feitas pelo ex-ministro Antonio Palocci em depoimento ao juiz Sergio Moro no processo sobre propinas da Odebrecht, referente a um terreno para a construção do Instituto Lula; "Palocci repete o papel de réu que não só desiste de se defender como, sem o compromisso de dizer a verdade, valida as acusações do Ministério Público para obter redução de pena e que no processo do tríplex foi de Léo Pinheiro"; "Palocci falou de uma série de reuniões onde não estava e de outras onde não haveriam testemunhas de suas conversas. Todas falas sem provas", sustenta a defesa



BRASÍLIA 247

Temer pede ao STF suspensão prévia da denúncia de Janot

:
Michel Temer pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de uma eventual denúncia contra ele a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot; na avaliação do advogado Antônio Claudio Mariz, representante de Temer, as suspeitas de que o ex-procurador da República Marcelo Miller teria beneficiado os delatores da JBS justificam cautela no prosseguimento das investigações

PT rechaça Palocci e diz que ele mudou depoimento para reduzir pena

REUTERS/Rodolfo Buhrer: <p>Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil em governos recentes do Partido dos Trabalhadores, chega a Curitiba 26/09/2016 REUTERS/Rodolfo Buhrer</p>
"Palocci já havia prestado depoimento, em maio desse ano, e negado todas as acusações, repetindo a estratégia de outros acusadores como Delcídio do Amaral e Léo Pinheiro, que voltaram atrás em seus depoimentos buscando a diminuição de suas penas, depois de permanecerem presos por um longo tempo", diz nota oficial divulgada pelo Partido dos Trabalhadores

Malas de Geddel agravam situação de Temer, diz Janio de Freitas

:
A propina de R$ 51 milhões apreendida no bunker de Geddel Vieira Lima, braço de direito de Michel Temer, agravará muito a situação política do ocupante do Palácio do Planalto; "derrubada Dilma, Geddel estava na primeira fila a entrar no Planalto, feito ministro da Secretaria de Governo de Temer – um dos dois ministros que sabem e lidam com tudo no governo", diz o colunista Janio de Freitas

MÍDIA

Precipitado, Noblat comemora a morte de Lula

:
Para o jornalista Ricardo Noblat, a delação do ex-ministro Antonio Palocci afirmando que Lula teria feito um "pacto de sangue" com a Odebrecht para beneficiar o PT com R$ 300 milhões oriundos de propinas, "parece destinada a passar à História como a que selou o destino do mais popular e carismático líder político brasileiro desde Getúlio Vargas"; segundo ele, "resta  ao PT procurar outro candidato para disputar a vaga de Michel Temer no próximo ano. Game over. Fim de jogo", decreta

Revista Brasil 247

Edição #165

Revista do dia

Revista Saúde 247 - Edição #89

BRASIL

Palocci fez teatro ao falar em pacto de sangue, diz Fernando Brito

: <p>Palocci e Lula</p>
Palocci fez o seu teatro, à procura de acertos nas coxias. Óbvios e, até certo ponto, compreensíveis e humanos. Embora nem tão perdoáveis para quem, com os que agora acusa, amealhou poder e oportunidades. Nada, porém, foi mais ridículo do que o “pacto de sangue”, expressão que levou anotada para produzir as manchetes. Pacto de sangue? Quem ia suicidar-se em solidariedade ao outro?; leia a análise do editor do Tijolaço

Janot apronta mais uma e faz nova denúncia contra Lula e Dilma


247 - Um dia após denunciar Dilma Rousseff, Lula e outros integrantes do PT por "organização criminosa", o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dias antes de deixar o cargo, fez mais uma denúncia contra os dois ex-presidentes na noite desta quarta-feira (6), desta vez por "obstrução de justiça".
A denúncia feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) faz referência ao episódio da nomeação de Lula como ministro da Casa Civil por Dilma antes de ela ser afastada do cargo, em abril de 2016.
Janot também denunciou nesta quarta o ex-ministro Aloizio Mercadante, por causa de um telefonema para o ex-senador Delcídio do Amaral, a fim de, supostamente, tratar da delação dele.
Dias depois da posse, o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu a nomeação de Lula como ministro. Numa situação idêntica, porém, o Supremo validou a nomeação de Moreira Franco como ministro do governo Michel Temer.