A respeito das declarações prestadas pelo ex-ministro
Antonio Palocci em depoimento à Justiça Federal na quarta-feira, 6 de
setembro, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff
esclarece:
1. O senhor Antonio Palocci falta com a verdade quando aponta o
envolvimento de Dilma Rousseff em supostas reuniões de governo para
tratar de facilidades à empresa Odebrecht, seja durante o mandato do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou no primeiro governo dela. Tais
encontros ou tratativas relatadas pelo ex-ministro jamais ocorreram.
Relatos de repasses de propinas também são uma mentira.
2. Todo o conteúdo das supostas conversas descritas pelo senhor Antonio
Palocci com a participação da então ministra Dilma Rousseff – e mesmo
quando ela assumiu a Presidência – é uma ficção. Esta é uma estratégia
adotada pelo delator em busca de benefícios da delação premiada.
3. O episódio em que cita um inacreditável benefício à Odebrecht pelo
governo Dilma Rousseff, durante o processo de concessões de aeroportos,
mostra que o senhor Antonio Palocci 4. O ex-ministro declarou perante a Justiça Federal que a decisão do
governo Dilma de não permitir que um consórcio ou empresa ganhasse mais
de um aeroporto foi criada pela presidenta eleita para beneficiar
diretamente a Odebrecht. Isso é uma mentira!
5. Tal decisão foi tomada pelo governo para gerar concorrência entre as
empresas concessionárias de aeroportos. Buscou-se evitar que, caso uma
empresa tivesse a concessão de dois aeroportos, priorizasse um em
detrimento do outro. O governo Dilma buscava atrair mais empresas para
participar do sistema aeroportuário, garantindo que a Agência Nacional
de Aviação Civil (Anac), como órgão regulador, tivesse mais parâmetros
para atuar. Mais concorrência, menos concentração.
6. Eis um fato que desmascara as mentiras do senhor Antonio Palocci. A
empresa Odebrecht, que ganhou a disputa junto com o grupo Changi, pagou
R$ 19,018 bilhões pela outorga do Galeão. Sem dúvida, é a maior outorga
paga por aeroportos no Brasil, o que afasta a acusação de beneficiamento
indevido declarada por Palocci.
7. O quadro abaixo demonstra que a Odebrecht foi responsável pela maior
outorga paga ao Governo para o direito de explorar apenas um dos seis
aeroportos cujas concessões foram feitas pelo governo Dilma:
_CONCESSÕES DE AEROPORTOS NO GOVERNO DILMA
São Gonçalo do Amarante, Natal (RN)
Grupo vencedor: Consórcio InfrAmerica – Infravix (50%) + Corporación America (50%)
Estimativa de investimentos: R$ 650 milhões
Outorga: R$ 170 milhões
Guarulhos
Grupo vencedor: Invepar (90%) + ACSA (10%)
Estimativa de investimentos: R$ 4,6 bilhões
Outorga: R$ 16,213 bilhões
Viracopos
Grupo vencedor: Consórcio Aeroportos Brasil – Triunfo (45%) + UTC (45%) + Egis (10%)
Estimativa de investimentos: R$ 8,7 bilhões
Outorga: R$ 3,821 bilhões
Brasília
Grupo vencedor: Consórcio InfrAmerica – Infravix (50%) + Corporación America (50%)
Estimativa de Investimentos: R$ 2,8 bilhões
Outorga: R$ 4,501 bilhões
Galeão
Grupo vencedor: Odebrecht (60%) + CHANGI (40%)
Estimativa de investimentos: R$ 5,65 bilhões
Outorga: R$ 19,018 bilhões
Confins
Grupo vencedor: CCR (75%) + Munich/Zurich (25%)
Estimativa de investimentos: R$ 3,5 bilhões
Outorga: R$ 1,1 bilhão_
8. Eis os fatos. A ficção criada pelo senhor Antonio Palocci não se
sustenta. A Odebrecht pagou 300% a mais pelo direito de explorar o
aeroporto do Galeão. Nenhuma empresa desembolsou tanto. Que benefício
ela obteria do governo Dilma Rousseff pagando a mais? Qual a lógica que
sustenta o relato absurdo do ex-ministro?
9. A lógica que move o senhor Antonio Palocci é a mesma que acomete
outros delatores presos por longos períodos. A colaboração implorada é o
esforço de sobrevivência e a busca por liberdade. Isso não significa
que se amparem em fatos e na verdade. É um recurso desesperado para se
livrar da prisão. Em outros períodos da história do Brasil, os métodos
de confissão eram mais cruéis, mas não menos invasivos e implacáveis.
Jornalista Breno Altman comparou
nesta quinta-feira, 7, o ex-ministro Antonio Palocci aos presos
políticos da ditadura militar brasileira, que, torturados, aceitaram
colaborar com a ditadura e foram à televisão acusar suas próprias
organizações de crimes bárbaros; "Quem assim age, renuncia à própria
dignidade e se atira na sarjeta da história. Esse foi o caminho de
Palocci. Subserviente ao juiz Moro e ao MPF, com a coluna vertebral
quebrada após um ano de cadeia e derrotado pela perspectiva de
permanecer muito tempo encarcerado, ofereceu-se como instrumento da
campanha contra o ex-presidente Lula e o PT", diz Altman; "Tal como os
renegados da resistência, sucumbe à função de porta-voz de mentiras e
invenções que interessam às forças mais reacionárias, rastejando por um
acordo de delação premiada. (...) A traição é sempre um fim melancólico"
Você
sabia que Lula não foi condenado por ser o dono do Triplex do Guarujá?
Mas é isso que afirma Sérgio Moro. Veja nesta reportagem: A defesa de Lula superou o teor hermético da sentença de Sergio Moro
sobre o caso triplex e expôs, com base nas palavras do juiz, os abusos
cometidos no processo. Nesta terça (18), em nota à imprensa, a defesa
apontou que Moro praticamente admitiu que forçou a barra para
ser o juiz da causa, não usou a denúncia do Ministério Público Federal
para julgar Lula, tendo criado uma acusação própria, e ainda evidenciou que a condenação foi baseada em uma delação informal não corroborada por provas documentais. Veja Mais: Sérgio Moro usa ‘prova’ material produzida pelas Organizações Globo contra Lula Em despacho feito pela manhã, Moro havia rebatido os embargos de
declaração da defesa de Lula reforçando alguns pontos de sua sentença de
maneira mais contundente. Por exemplo, afirmou que o ex-presidente foi condenado não porque seria o titular oculto do triplex –
algo que a Lava Jato não pôde provar – mas sim porque o valor das obras
feitas no apartamento teria sido “abatido” de um caixa virtual que Leo
Pinheiro afirma ter mantido em nome do PT, onde chegou a acumular R$ 16
milhões. O trecho expõe a fragilidade da sentença de Moro de duas formas: primeiro, ao
destacar que houve alteração da denúncia original, que dizia que Lula
“efetivamente” recebeu o triplex como pagamento de propina da OAS,
fruto de 3 contratos da Petrobras; segundo, pela inexistência de provas
nos autos do caixa com R$ 16 milhões ao PT, usado para condenar Lula. “A falta de correlação entre a sentença e a acusação revela a
nulidade da decisão, uma vez que o juiz decidiu algo diferente da
versão apresentada pelo órgão acusador, sobre a qual o acusado se defendeu ao longo da ação”, disparou a defesa de Lula. “Não há na sentença proferida em 12/07 ou na decisão proferida nesta
data qualquer prova desse afirmado abatimento, simplesmente porque ele
não ocorreu, ao menos para beneficiar o ex-Presidente Lula”,
acrescentou. Em outra passagem, Moro escreveu: “Este juízo jamais afirmou, na
sentença ou em lugar algum, que os valores obtidos pela Construtora OAS
nos contratos com a Petrobras foram usados para pagamento da vantagem
indevida para o ex-Presidente.” Para a defesa de Lula, isso confirma que o processo jamais deveria ter tramitado na Vara Federal de Curitiba, já que não tem qualquer relação com a Petrobras segundo a narrativa apresentada pelos procuradores. A defesa ainda rebateu a comparação que Moro fez entre Lula e Eduardo
Cunha, taxando-a de “descabida e reveladora de falta de critérios
objetivos.” Para o advogado Cristiano Zanin, autor da nota, Moro “coloca-se acima
da lei em relação à parte e aos seus defensores, que foram tratados sem
a devida urbanidade em diversas oportunidades pelo juiz, como está
registrado nos áudios oficiais, nos áudios registrados pela defesa de
forma lícita e ostensiva e também pela imprensa.” (Do GGN) Abaixo, a nota completa da defesa, assinada por Cristiano Zanin Martins. 1 – A defesa do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorrerá da
decisão que foi proferida hoje (18/07) pelo juízo da 13ª Vara Federal
Criminal de Curitiba no julgamento dos embargos de declaração
apresentados em 14/07 nos autos da Ação Penal n.
504651294.2016.4.04.7000/PR, da qual ainda aguarda ser intimada. 2- Sem prejuízo disso, com base nas informações já disponíveis, a
defesa esclarece que: 2.1 – Fica claro que o juízo de Curitiba forçou sua atuação no
caso, como sempre foi dito pela defesa, pois o processo, além de
veicular acusação absurda, jamais teve qualquer relação efetiva com
a Petrobras. O seguinte trecho da decisão não permite qualquer
dúvida: “Este juízo jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum,
que os valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a
Petrobras foram usados para pagamento da vantagem indevida para o
ex-Presidente”. A decisão proferida hoje, portanto, confirma que o
processo jamais deveria ter tramitado perante o juízo da 13a. Vara
Federal Criminal de Curitiba, que não tem qualquer relação com a
narrativa apresentada pela acusação. 2.2. O juiz deixa claro que criou uma acusação própria, diferente
daquela apresentada em 16/09/2016 pelo Ministério Público Federal.
Segundo o MPF, Lula teria “efetivamente recebido” o apartamento
tríplex, comprado com recursos provenientes de 3 contratos firmados
entre a Construtora OAS e a Petrobras. A decisão hoje proferida, no
entanto, afasta qualquer relação de recursos provenientes da Petrobras
e afirma que “a corrupção perfectibilizou-se com o abatimento do
preço do apartamento e do custo da reforma da conta geral de propinas,
não sendo necessário para tanto a transferência da titularidade
formal do imóvel”. A falta de correlação entre a sentença e a
acusação revela a nulidade da decisão, uma vez que o juiz decidiu
algo diferente da versão apresentada pelo órgão acusador, sobre a
qual o acusado se defendeu ao longo da ação. 2.3. – Diante do questionamento da defesa, o juiz agora afirma que o
suposto ato de corrupção que motivou a condenação de Lula teria
ocorrido “com o abatimento do preço do apartamento e do custo da
reforma da conta geral de propinas”. Não há na sentença proferida
em 12/07 ou na decisão proferida nesta data qualquer prova desse
afirmado abatimento, simplesmente porque ele não ocorreu, ao menos para
beneficiar o ex-Presidente Lula. O esclarecimento hoje prestado pelo
juiz deixa ainda mais evidente a ilegalidade da condenação de Lula,
que está 100% baseada no depoimento de Leo Pinheiro, que nessa
condição depôs sem o compromisso de dizer a verdade e, ainda,
pressionado pelas negociações com o MPF objetivando destravar um
acordo de delação com o objetivo de tirá-lo da prisão. Além de ser
réu na ação e candidato a delator, Leo Pinheiro está condenado a 23
anos de prisão apenas em uma ação penal, e sua palavra não merece
qualquer credibilidade, especialmente em tais circunstâncias. 2.4. Leia-se e releia-se os autos e não há um documento, um
depoimento, além da palavra de Leo Pinheiro, que faça referência a
esse afirmado “abatimento do preço do apartamento e do custo da
reforma da conta geral de propinas”. Se a palavra de delator não é
confiável para motivar uma condenação, como diz a lei e foi
recentemente reafirmado pelo Tribunal Regional Federal da 4a. Região, o
que dizer da palavra de um corréu que depõe sem o compromisso de dizer
a verdade e quando negocia sua delação com o órgão acusador. 2.5. Mesmo que fosse possível desconsiderar todos os elementos que
comprometem a isenção do depoimento de Leo Pinheiro e a ilegalidade da
sua utilização para basear uma sentença condenatória, a versão por
ele apresentada é incompatível com outros depoimentos coletados no
curso da ação. Por exemplo, Leo Pinheiro afirma que conversou sobre o
afirmado abatimento de valores com os Srs. João Vaccari Neto e Paulo
Okamotto, em 2009. O MPF não quis ouvir a versão de Vaccari, pois não
o arrolou como testemunha nem mesmo nas diligencias complementares (CPP,
art. 402). Okamotto, por seu turno, negou a conversa em 2009, assim como
outras supostas conversas narradas por Pinheiro, admitindo que apenas
conversou com ele em 2014. Sobre a utilização de recursos indevidos no
empreendimento Solaris ou, ainda, na reforma da unidade 164-A, o
depoimento de Pinheiro ainda é incompatível com diversos outros que
constam nos autos, inclusive com o do ex-presidente da OAS
Empreendimentos, proprietária do imóvel, o também correu Fabio
Yonamine. 2.6. – A descabida comparação feita na decisão proferida hoje
entre a situação de ex-diretores da Petrobras que confessaram a
prática de atos ilícitos e o ex-Presidente Lula: (i) reforça a
intenção permanente do juiz Moro de agredir a honra e a imagem de Lula
e sua consequente – e inescondível – parcialidade; (ii) mostra que
o juiz Moro não sabe distinguir situações que são diferenciadas
pelos fatos: depois de uma devassa, nenhuma investigação identificou
qualquer conta de Lula com valores ilícitos, seja no Brasil ou no
exterior. Diante do teor da sentença e da decisão ora proferida, a
única referência à atuação da Petrobras na ação, que parece ter
agradado ao magistrado, foi quando um dos advogados da petroleira
pretendeu interferir na nossa atuação profissional enquanto
advogados de Lula, fato que mereceu o repudio de diversos juristas e
defensores da advocacia independente e que não se curva ao arbítrio. 2.7. Também se mostra descabida e reveladora de falta de critérios
objetivos a referência feita na decisão hoje proferida ao ex-deputado
Eduardo Cunha. A discussão sobre a titularidade de contas no exterior
não existe em relação a Lula, mostrando a impossibilidade de ser
estabelecido qualquer paralelo entre os casos. 2.8 – O reconhecimento do juiz de que “jamais” afirmou que
“valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a Petrobras
foram usados para pagamento da vantagem indevida para o
ex-Presidente”, mostra o desacerto de sua decisão que admitiu a
petrolífera como assistente de acusação no processo, com custos
diretos para os acionistas e, indiretos para os brasileiros, por se
tratar de sociedade de economia mista. Mostra, ainda, manifesto
equívoco ao condenar Lula a reparar “danos mínimos” ao reconhecer
que o ex-Presidente não foi beneficiado com valores provenientes dos 3
contratos envolvendo a petrolífera que estão indicados na denúncia. 2.9 – Moro reforça sua animosidade para julgar Lula – situação
incompatível com a imparcialidade e com a igualmente necessária
aparência de imparcialidade – ao confirmar trechos da sentença (104
parágrafos) que revelam ter ele ficado profundamente afetado com o fato
de Lula haver se utilizado dos meios legais para questionar atos ilegais
praticados pelo magistrado e por outros membros da Lava Jato no curso da
ação, um deles reconhecido expressamente pelo STF no julgamento da
Reclamação 23.457. Coloca-se acima da lei em relação à parte e aos
seus defensores, que foram tratados sem a devida urbanidade em diversas
oportunidades pelo juiz, como está registrado nos áudios oficiais, nos
áudios registrados pela defesa de forma lícita e ostensiva e também
pela imprensa. Cristiano Zanin Martins
"Eu não tenho acordo de delação
premiada. Eu tenho tratativas. Isso é um assunto a cargo dos meus
advogados. Eu confio no trabalho deles, são advogados de alta
qualificação, com experiência no setor. Confio que eles estejam fazendo o
melhor dentro da lei, olhando a maneira de contribuir com a Justiça,
que é minha vontade, e também de obter benefícios, que também é minha
vontade", disse o ex-ministro Antonio Palocci, num dos trechos do seu
depoimento ao juiz Sergio Moro
"O grupo de procuradores e os métodos
ilegais subjacentes às negociações da J&F são os mesmos das
delações de Nestor Cerveró, Delcídio Amaral e Sérgio Machado, orientados
a citar meu nome indevidamente e gravar conversas sem autorização
judicial para escaparem impunes. Foi com base na gravação armada feita
por Machado que o procurador pediu a prisão do presidente de um Poder,
atirando o país numa crise institucional", diz o senador Renan Calheiros
(PMDB-AL)
O procurador-geral da República,
Rodrigo Janot, está inclinado a pedir a revogação da imunidade penal
concedida ao empresário Joesley Batista e aos executivos da J&F
Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva ao final do procedimento de
revisão da colaboração premiada aberto contra eles na segunda-feira; a
tendência é que ele também peça a prisão do empresário
Ex-presidente pega carona em ônibus
com mídia independente e fala de futuras viagens – em especial para as
várias regiões de Minas – e do significado de uma retomada progressista
no Brasil para a América Latina; leia reportagem da Rede Brasil Atual
A Procuradoria-Geral da República
antecipou para esta quinta-feira, às 10 horas, o depoimento do
empresário Joesley Batista e dos executivos da J&F Ricardo Saud e
Francisco de Assis e Silva no procedimento de revisão da colaboração
premiada aberto contra eles. A expectativa inicial era de que os três
fossem depor apenas na sexta-feira, um dia após o feriado do Dia da
Independência. Também deve depor nesta quinta o advogado Marcelo Miller,
ex-procurador da República
Procurador-geral da República,
Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que 12
políticos do PP, incluindo o presidente do partido, senador Ciro
Nogueira (PI) ,sejam condenados pagar R$ 1,14 bilhão em razão de desvios
e irregularidades que teriam sido cometidos junto a Petrobras; segundo a
PGR, eles teriam recebido propinas da ordem de R$ 380,9 milhões
No rastro das novas gravações que
poderão resultar na rescisão do acordo de delação premiada de executivos
da JBS, o STF trabalha para fazer valer a jurisprudência e evitar que
as provas colhidas sejam descartadas em meio a embates jurídicos; STF
deve utilizar como base duas ações relatadas pelo ministro Dias Toffoli,
e que foram posteriormente confirmadas por colegiados distintos da
Corte, em um processo que questionava os depoimentos feitos pelo doleiro
Alberto Yousseff, no âmbito da Lava Jato, e em uma outra ação que está
sob sigilo
Procurador Carlos Fernando dos Santos
Lima, um dos coordenadores da Lava Jato, pediu uma investigação "rápida
e profunda" em torno das dúvidas sobre a colaboração premiada da JBS;
"O Ministério Público Federal ainda é uma instituição respeitada pela
população. Não pode cair na vala comum", disse ao blog do jornalista
Josias de Souza; "Temos o receio de que alguns intérpretes espertos,
sempre muito rápidos no gatilho, usem esse tipo de situação para tentar
acabar com os acordos de colaboração'', ressaltou
"Ora, o PMDB comandou o afastamento
de Dilma para tomar o poder de assalto, em todos os sentidos. Temer,
Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Eliseu Padilha, Moreira Franco,
além de Geddel e muitos outros não têm a menor condição moral de
condenar o PT ou quem quer que seja", diz o ex-governador Anthony
Garotinho
Empresário Joesley Batista
desconfiava que o ex-procurador Marcello Miller fosse um agente
infiltrado pela PGR com a missão de espioná-lo; desconfiança estaria
ligada ao fato de Miller ter sido homem de confiança do procurador-geral
da República, Rodrigo Janot; em seu depoimento, marcado para esta
sexta-feira (8), Joesley deverá dizer que Miller apenas o teria ajudado a
entender como funcionava a delação premiada; Miller, porém, foi sondado
para ser o diretor de compliance do grupo
Em nota, o ex-presidente Lula disse
que o procurador Rodrigo Janot foi afoito e atabalhoado ao denunciá-lo
por obstrução judicial, no episódio em que a presidente deposta Dilma
Rousseff tentou exercer o direito legítimo de nomeá-lo ministro; Lula
lembrou ainda que, depois de consumado o golpe, numa situação idêntica, o
Supremo Tribunal Federal chancelou a nomeação de Moreira Franco por
Michel Temer; "essa é a denúncia apresentada pelo Procurador-Geral da
República para o próprio Supremo Tribunal Federal, talvez na busca de
gerar algum ruído midiático que encubra questionamentos sobre sua
atuação no crepúsculo do seu mandato", disse Lula
Em nota divulgada à imprensa, a
presidente deposta Dilma Rousseff rebate a segunda denúncia oferecia
pelo procurador-geral Rodrigo Janot por obstrução judicial relativa à
nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil; Dilma lembra que a
acusação foi feita a partir de grampo ilegal feito pelo juiz Sergio
Moro; "É espantoso que a nova denúncia se baseie em provas ilegais e
nulas, fruto de reconhecida situação abusiva em que conversas da
presidenta eleita Dilma Rousseff foram indevidamente interceptadas,
divulgadas e descontextualizadas na interpretação do seu real conteúdo",
diz ela
Digitais do ex-ministro Geddel Vieira
Lima foram encontradas no apartamento onde a Polícia Federal fez a
maior apreensão em dinheiro vivo da história: R$ 51 milhões; a origem do
dinheiro será investigada, mas é atribuída ao político baiano; as
digitais confirmam agora que Geddel esteve no apartamento, localizado
num bairro nobre de Salvador; nesta quarta-feira 6, um empresário,
apontado como dono, se apresentou à PF e confirmou ter emprestado o
imóvel para Geddel
O ex-presidente Lula divulgou uma
nota em resposta às acusações feitas pelo ex-ministro Antonio Palocci em
depoimento ao juiz Sergio Moro no processo sobre propinas da Odebrecht,
referente a um terreno para a construção do Instituto Lula; "Palocci
repete o papel de réu que não só desiste de se defender como, sem o
compromisso de dizer a verdade, valida as acusações do Ministério
Público para obter redução de pena e que no processo do tríplex foi de
Léo Pinheiro"; "Palocci falou de uma série de reuniões onde não estava e
de outras onde não haveriam testemunhas de suas conversas. Todas falas
sem provas", sustenta a defesa
Michel Temer pediu ao Supremo
Tribunal Federal (STF) a suspensão de uma eventual denúncia contra ele a
ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot; na
avaliação do advogado Antônio Claudio Mariz, representante de Temer, as
suspeitas de que o ex-procurador da República Marcelo Miller teria
beneficiado os delatores da JBS justificam cautela no prosseguimento das
investigações
"Palocci já havia prestado
depoimento, em maio desse ano, e negado todas as acusações, repetindo a
estratégia de outros acusadores como Delcídio do Amaral e Léo Pinheiro,
que voltaram atrás em seus depoimentos buscando a diminuição de suas
penas, depois de permanecerem presos por um longo tempo", diz nota
oficial divulgada pelo Partido dos Trabalhadores
A propina de R$ 51 milhões apreendida no bunker
de Geddel Vieira Lima, braço de direito de Michel Temer, agravará muito a
situação política do ocupante do Palácio do Planalto; "derrubada Dilma,
Geddel estava na primeira fila a entrar no Planalto, feito ministro da
Secretaria de Governo de Temer – um dos dois ministros que sabem e lidam
com tudo no governo", diz o colunista Janio de Freitas
Para o jornalista Ricardo Noblat, a delação do
ex-ministro Antonio Palocci afirmando que Lula teria feito um "pacto de
sangue" com a Odebrecht para beneficiar o PT com R$ 300 milhões oriundos
de propinas, "parece destinada a passar à História como a que selou o
destino do mais popular e carismático líder político brasileiro desde
Getúlio Vargas"; segundo ele, "resta ao PT procurar outro candidato
para disputar a vaga de Michel Temer no próximo ano. Game over. Fim de
jogo", decreta
Palocci fez o seu teatro, à procura de
acertos nas coxias. Óbvios e, até certo ponto, compreensíveis e humanos.
Embora nem tão perdoáveis para quem, com os que agora acusa, amealhou
poder e oportunidades. Nada, porém, foi mais ridículo do que o “pacto de
sangue”, expressão que levou anotada para produzir as manchetes. Pacto
de sangue? Quem ia suicidar-se em solidariedade ao outro?; leia a
análise do editor do Tijolaço
Um dia após denunciar Dilma Rousseff, Lula e
outros integrantes do PT por "organização criminosa", o procurador-geral
da República, Rodrigo Janot, dias antes de deixar o cargo, fez mais uma
denúncia contra os dois ex-presidentes na noite desta quarta-feira 6,
desta vez por "obstrução de justiça"; a denúncia feita ao STF faz
referência ao episódio da nomeação de Lula como ministro da Casa Civil
por Dilma antes de ela ser afastada do cargo, em abril de 2016; vale
lembrar que, numa situação idêntica, o Supremo validou a nomeação de
Moreira Franco como ministro de Temer
247 - Um dia após
denunciar Dilma Rousseff, Lula e outros integrantes do PT por
"organização criminosa", o procurador-geral da República, Rodrigo Janot,
dias antes de deixar o cargo, fez mais uma denúncia contra os dois
ex-presidentes na noite desta quarta-feira (6), desta vez por "obstrução
de justiça". A denúncia feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) faz
referência ao episódio da nomeação de Lula como ministro da Casa Civil
por Dilma antes de ela ser afastada do cargo, em abril de 2016. Janot também denunciou nesta quarta o ex-ministro Aloizio
Mercadante, por causa de um telefonema para o ex-senador Delcídio do
Amaral, a fim de, supostamente, tratar da delação dele. Dias depois da posse, o ministro Gilmar Mendes, do STF,
suspendeu a nomeação de Lula como ministro. Numa situação idêntica,
porém, o Supremo validou a nomeação de Moreira Franco como ministro do
governo Michel Temer.