A situação de Flávio Bolsonaro (PSL) se complica dia após dia. O escândalo Bolsonaro-Queiroz vai se desdobrando em novas falcatruas e suspeitas de ligações com milicianos. Tudo isso fez subir a hashtag#FlavioBolsonaroNaCadeia.
O deputado eleito senador vai tentando se justificar em entrevista nas TVs Record e SBT, mas o tiroteio é intenso.
As informações novas são publicadas em ritmo frenético indicando até um possível envolvimento da famiglia Bolsonaro com o assassinato de Marielle Franco.
Mesmo que tentem separar as acusações contra Flávio da imagem de seu pai, o presidente, eles são unha e carne. Fazem parte do mesmo esquema político familiar.
A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou nesta segunda feira (21), em entrevista coletiva, que o PT vai dar sequência aos diálogos com os partidos de oposição para a consolidação de um bloco parlamentar na Ccuja atuação vá além da eleição à presidência da Casa.
De acordo com a dirigente da legenda, que assume como deputada federal em fevereiro, o PT está conversando com os demais partidos de oposição na Câmara (PSB, PCdoB, PDT e PSOL) para a formação de um bloco democrático-popular que atue em defesa da democracia, da soberania e em defesa dos direitos trabalhadores.
“Queremos compor um bloco para atuarmos na Casa, para debatermos uma pauta política, que nos una para discutirmos o que vamos fazer em relação à Reforma da Previdência, à MP 871, que trouxe ações que mexem com a Previdência, e como podemos organizar os deputados para defender os direitos conquistados ao longo dos anos, para resguardar os direitos do povo brasileiro”, detalhou a comandante petista.
Na entrevista, Gleisi também reafirmou que o PT não apoiará Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara.
Foram presos na manhã desta terça-feira (22), ao menos cinco suspeitos de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL). Eles são milicianos e já foram homenageados na ALERJ por Flávio Bolsonaro.
As prisões foram feitas pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), juntamente com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, informou O Globo.
Os presos são integrantes da milícia mais antiga do Rio de Janeiro. A mesma que comanda a favela onde Fabrício Queiros teria se escondido em dezembro, depois que as transações financeiras suspeitas foram denunciadas.
O ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, que estão entre os presos, foram homenageados na Assembleia Legislativa do Rio por indicação de Flávio Bolsonaro.
Será que logo teremos mais surpresas da família Bolsonaro?
Com informações do O Globo.
Flávio Bolsonaro empregou mãe e mulher de chefe do Escritório do Crime em seu gabinete
Senador eleito fez duas homenagens ao capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega
Bruno Abbud, Igor Mello e Vera Araújo
RIO - O gabinete do senador eleito e ex-deputado estadualFlávio Bolsonaro (PSL-RJ) empregou até novembro do ano passado a mãe e a mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte doEscritório do Crime, organização suspeita do assassinato de Marielle Franco. O policial foialvo de um mandado de prisão nesta terça-feira e ainda não foi encontrado pela polícia. Ele é acusado há mais de uma década por envolvimento em homicídios. Adriano e outro integrante da quadrilha foram homenageados por Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Adriano é amigo de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro e investigado sob suspeita de recolher parte dos salários de funcionários do político. Teria sido Queiroz - amigo também do presidente Jair Bolsonaro desde os anos 1980 - o responsável pelas indicações dos familiares de Adriano.
A mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e a mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ocuparam cargos no gabinete de Flávio Bolsonaro. Elas tinham o cargo CCDAL-5, com salários de R$ 6.490,35. Segundo o Diário Oficial do Estado, ambas foram exoneradas a pedido no dia 13 de novembro de 2018. O GLOBO revelou a existência do Escritório do Crime em agosto do ano passado.
Ex-integrante do Bope, Adriano se formou no curso de operações especiais da PM em 2000. Ele foi preso na operação “Dedo de Deus”, de 2011, desencadeada para combater o jogo do bicho no Rio. À época, era capitão da PM.
Raimunda é uma das servidoras do gabinete que fizeram repasses para a conta do ex-assessor Fabrício Queiroz, investigado pelo Ministério Público do Rio. A ex-assessora, de 68 anos, repassou R$ 4,6 mil para a conta do policial militar. Ela ocupou cargos na Assembleia ao menos desde 2 de março de 2015, quando foi nomeada como assessora da liderança do PP - então partido de Flávio Bolsonaro. A mãe de Adriano permaneceu no cargo até 31 de março de 2016, pouco depois do senador eleito deixar o PP e se filiar ao PSC. No dia 29 de junho do mesmo ano, voltou a trabalhar na Alerj, dessa vez no gabinete de Flávio. Já Danielle aparece como servidora da Alerj ao menos desde novembro de 2010.
O relatório do Coaf aponta mais uma possível ligação entre Queiroz e Adriano. Segundo dados da Receita Federal, Raimunda é sócia de um restaurante localizado na Rua Aristides Lobo, no Rio Comprido. O estabelecimento fica em frente à agência 5663 do Banco Itaú, na qual foi registrada a maior parte dos depósitos em dinheiro vivo feitos na conta de Fabrício Queiroz. Na agência foram realizados 17 depósitos não identificados, em dinheiro vivo, que somam R$ 91.796 - 42% de todo o valor depositado em espécie nas transações discriminadas pelo Coaf, segundo um cruzamento de dados feito pelo GLOBO.
Nessa agência foram registradas transações com valores repetidos mensalmente - um indício de lavagem de dinheiro, segundo um integrante do Ministério Público Federal. Em setembro, novembro e dezembro foram feitos depósitos em espécie no valor de R$ 4.246. Já em outros seis meses foram feitas transferências entre R$ 4.200 e R$ 4.600.
Adriano também aparece ligado a outro restaurante na mesma rua. O elo entre os dois estabelecimentos é uma sócia em comum. O GLOBO esteve no restaurante, registrado em nome de Raimunda, em dezembro. A sócia da ex-servidora da Alerj estava no local, mas Raimunda não estava presente. Segundo funcionários, a outra sócia do restaurante "estava viajando". Um deles, ao ser questionado, negou que uma das donas se chamasse Raimunda.
O ministro da Justiça dos Bolsonaro, Sérgio Moro, falou para umas 30 pessoas no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça. O tema foi a corrupção, dos outros. O escândalo Bolsonaro-Queiroz ficou de fora da parlestra.
Segundo a Folha de S. Paulo, Moro debateu por 1 hora a corrupção e o uso da tecnologia com o secretário de política industrial da índia, Ramesh Abhishek; a presidente da Transparência Internacional, Delia Ferreira Rubio, e o chefe do Facebook para ameaças perturbadoras (fake news), David Agranovich.
Ele também não falou de “fake news” ou de vazamentos seletivos do judiciário para mídia. Tampouco discorreu sobre prisões arbitrárias, delações coagidas ou condenações sem provas.
O que é uma pena, pois são assuntos que ele domina muito bem.
Vergonha alheia e pagação de mico em Davos na Suíça.
O presidente Bolsonaro desce do avião em Davos Foto: Alan Santos / PR essencial da manhã: Bolsonaro estreia em Davos com prioridade a conservadores na agenda
Sua fala foi preparada com o auxílio de diversos ministros e será dedicada a passar a imagem de que 'O Brasil mudou para pior'
O Globo
22/01/2019
RIO — Começamos o dia com a prisão de envolvidos no assassinato de Marielle Franco. Também adiantamos o discurso e as reuniões de Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial e as divergências da versão apresentada por seu filho Flávio sobre depósitos. Relatamos , ainda, o número de feminicídios no ano e o caso do tubarão que apareceu em Copacabana .
Bastidores: Bolsonaro terá reunião privada com o fundador do Fórum, Klaus Schwab, e participará de encontro com executivos, incluindo representantes de Google e Facebook. Estão previstas, ainda, conversas com primeiros-ministros de Itália, Hungria e República Tcheca, além do presidente da Polônia. Todos são conservadores.
O que significa: Bolsonaro foi a Davos com o objetivo de mostrar mudanças na agenda externa brasileira. Sua presença é esperada por investidores estrangeiros, que têm dúvidas em três pontos: como o novo governo pretende reduzir o protecionismo, encorajar investimentos e acelerar as privatizações.
Entenda: o documento mostra que Flávio recebeu R$ 500 mil no dia 24 de março de 2017 e R$ 50 mil, por cheques, em 23 de agosto daquele ano. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que os depósitos foram realizados em junho e julho.
Em detalhes: mais da metade dos casos ocorreu entre sexta-feira e domingo, o que pode significar, segundo o pesquisador Jefferson Nascimento, da USP, que se trata de casais separados, que têm mais contato no fim de semana por causa dos filhos ou de amigos em comum.
Na rota do arsenal do crime: o decreto que ampliou a posse de armas deve aumentar o armamento em poder de bandidos , que em sua maioria tem origem legal. Em 2006, 86% do material bélico encontrado com criminosos havia sido adquirido dentro da lei.
Caos nas finanças: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, decretou calamidade financeira por 6 meses. É o sétimo estado a adotar a medida , que permite parcelar dívidas, suspender gastos e receber ajuda federal.
Portas abertas para a universidade: o Ministério da Educação abre, nesta terça, a décima edição do Sisu, que permite inscrição para 235.476 vagas em 129 instituições públicas de ensino superior.
Turista indesejado: pescadores retiraram do mar, na Praia de Copacabana, um tubarão que se enrolou nas redes de pesca. Banhistas se espantaram com a cena. Assista ao vídeo .
Alegoria do Salgueiro no carnaval de 2018: escola foi terceira colocada Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo
Academia anuncia as indicações para o prêmio às 11h20 desta terça-feira. Diretor do filme diz ao GLOBO esperar que polêmicas do passado não atrapalhem o drama, sobre racismo