12.03.2008

Cada um tem o seu potencial.


> Cada um tem o seu potencial.
>
>
> Durante minha vida profissional,
> eu topei com algumas figuras
> cujo sucesso surpreende muita gente.
>
> Figuras sem um Vistoso currículo acadêmico,
> sem um grande diferencial técnico,
> sem muito networking ou marketing pessoal.
> Figuras como o Raul.
>
> Eu conheço o Raul desde os tempos da
> faculdade.
> Na época, nós tínhamos um colega de classe,
> o Pena, que era um gênio.
>
> Na hora de fazer um trabalho em grupo,
> todos nós queríamos cair no grupo do Pena,
> porque o Pena fazia tudo sozinho.
> Ele escolhia o tema, pesquisava os livros,
> redigia muito bem e ainda desenhava
> a capa do trabalho - com tinta nanquim.
>
> Já o Raul nem dava palpite.
> Ficava ali num canto, dizendo que
> seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena.
> Qualquer coisa que o Pena precisasse,
> o Raul já estava providenciando,
> antes que o Pena concluísse a frase.
>
> Deu no que deu.
> O Pena se formou em primeiro lugar na nossa
> turma.
> E o resto de nós passou meio na carona do
> Pena
> - que, além de nos dar uma colher de chá
> nos trabalhos, ainda permitia que a gente
> colasse
> dele nas provas.
>
> No dia da formatura,
> o diretor da escola chamou o Pena de
> 'paradigma do estudante que enobrece
> esta instituição de ensino'.
>
> E o Raul ali, na terceira fila, só
> aplaudindo.
>
> Dez anos depois, o Pena era a estrela da área
> de planejamento de uma multinacional.
> Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis
> projeções
> estratégicas de cinco e dez anos.
> E quem era o chefe do Pena?
> O Raul.
> E como é que o Raul tinha conseguido chegar
> àquela posição?
> Ninguém na empresa sabia explicar direito.
> O Raul vivia repetindo que tinha subordinados
> melhores do que ele,
> e ninguém ali parecia discordar de tal
> afirmação.
> Além disso, o Raul continuava a fazer
> o que fazia na escola, ele apoiava.
>
> Alguém tinha um problema?
> Era só falar com o Raul que o Raul dava um
> jeito.
>
> Meu último contato com o Raul foi há um ano.
> Ele havia sido transferido para Miami,
> onde fica a sede da empresa.
> Quando conversou comigo,
> o Raul disse que havia ficado surpreso com o
> convite.
> Porque, ali na matriz,
> o mais burrinho já tinha sido astronauta.
>
> E eu perguntei ao Raul qual era a função
> dele.
> Pergunta inócua, porque eu já sabia a
> resposta.
> O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava
> dali,
> essas coisas que, na teoria, ninguém
> precisaria
> mandar um brasileiro até Miami para fazer.
>
> Foi quando, num evento em São Paulo,
> eu conheci o Vice-presidente de recursos
> humanos
> da empresa do Raul.
> E ele me contou que o Raul tinha uma
> habilidade
> de valor inestimável:...
> ele entendia de gente.
> Entendia tanto que não se preocupava
> em ficar à sombra dos próprios subordinados
> para fazer com que eles se sentissem melhor,
> e fossem mais produtivos.
> E, para me explicar o Raul,
> o vice-presidente citou Samuel Butler,
> que eu não sei ao certo quem foi,
> mas que tem uma frase ótima:
>
> 'Qualquer tolo pode pintar um quadro,
> mas só um gênio consegue vendê-lo'.
>
> Essa era a habilidade
> aparentemente simples que o Raul tinha,
> de facilitar as relações entre as pessoas.
>
> Perto do Raul, todo comprador normal
> se sentia um expert,
> e todo pintor comum, um gênio.
> Essa era a principal competência dele.
>
> 'Há grandes Homens que fazem
> com que todos se sintam pequenos.
> Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele
> que faz com que todos se sintam Grandes.'

Texto: Max Gehringer

Comentário"boaspraticasfarmaceuticas":
O Raul desenvolveu a técnica da engenharia humana,
e a empresa mesmo tendo genios como o Pena necessitam
de incentivo e percepção para desenvolver os seus talentos.
>

12.02.2008

Ao diminuir expectativas suas decepções diminuem


por: Rosemeire Zago
"Pense sobre suas expectativas, em que áreas elas aparecem mais? O que você tem feito para que se realizem? Se quiser se aprofundar mais, escreva sobre cada uma de suas expectativas não realizadas e veja se eram coerentes com a realidade" É muito comum criarmos expectativas sempre que estamos em um projeto ou querendo obter algum resultado de algo que esperamos. A espera do resultado, do que quer que seja, sempre gera ansiedade e expectativa. A maioria de nós sempre espera que certas coisas aconteçam de certa maneira.

O que dizer quando estamos dentro de um relacionamento e ficamos sempre esperando um telefonema, a presença constante, uma atitude?

As expectativas são o que pensamos que deve acontecer como resultado do que fazemos, dizemos ou planejamos. E a decepção é inevitável quando as coisas não saem como planejamos.

Você espera pelo aumento que acredita merecer, espera que seu relacionamento dure para sempre, deseja nunca mais ficar só, espera que seus amigos o compreendam quando mais precisa deles, espera não ser julgado nem criticado quando algo não dá certo, espera pelo reconhecimento, enfim, estamos sempre a espera que algo aconteça.

Quando somos frustrados em nossas expectativas, nossos medos mais secretos podem surgir, como o medo de não mais ser amado, ser abandonado, rejeitado, não reconhecido pelo que faz, não correspondido no amor que sente. A sensação de que não temos valor, que não valeu à pena a espera, que já sofremos tanto, por que de novo, por que comigo, são alguns dos pensamentos que tomam conta de nossa mente.

Suas expectativas são coerentes com a realidade?

Esperamos sem nada fazer quando acreditamos no pensamento mágico, em nossas fantasias e desprezamos os dados de realidade. Você já se perguntou se suas expectativas são coerentes com a realidade? Talvez seja uma pergunta importante para explorar. Muitas vezes a realidade está muito distante de nossas expectativas, mas a ignoramos. A expectativa consome nossa paciência, harmonia e equilíbrio interno. Parece que quanto mais esperamos mais difícil se torna chegar ao resultado. E nesse compasso de espera, como nem sempre temos controle de tudo, nos decepcionamos.

Nesse momento é muito comum a busca por culpados. Costumamos culpar alguém por quase tudo. Essa é uma maneira sutil de não enfrentar os próprios desejos, que em geral ficam ocultos. As expectativas não realizadas geram raiva, autopiedade, e nos colocamos no papel de vítima. Pensamos o quanto o outro foi injusto. Pode até ser que tenha sido mesmo, mas será que não recebemos sinais de que isso poderia acontecer e os desprezamos? Será que é a outra pessoa que nos decepciona ou nós que esperamos algo que nem sempre podem nos dar? Claro que depende de cada caso, como uma situação no trabalho que alguém te prejudicou seriamente.

Outro conflito muito comum gerado pela expectativa, é quando esperamos alguma atitude de alguém e não expressamos o que queremos, como se o outro tivesse a capacidade de ler nossos pensamentos. Um exemplo muito comum é o marido que chega em casa depois de um dia estressante de trabalho, desejando apenas descansar e receber um forte abraço da esposa, mas ao vê-la preparando o jantar, pensa que ela deve estar envolvida com o que está fazendo e para não atrapalhar, a cumprimenta rapidamente com algumas palavras e se retira; ela por sua vez, espera que o marido lhe dê um abraço, conte como foi seu dia, se interesse pelo que ela fez, o que terá para o jantar. Conclusão: os dois acabam frustrados, ela só na cozinha e ele só assistindo TV. Os dois queriam receber um abraço, mas como reagiram de acordo com os próprios pensamentos, imaginando o que o outro estaria pensando, ambos acabam se frustrando.

Identifique suas expectativas

Nem sempre as pessoas sabem exatamente como nos sentimos. Por isso o mais indicado é identificar suas expectativas. Ao dizer: “você me ignora toda noite ao ficar assistindo televisão” é muito diferente de dizer: “eu me sinto ignorada quando você fica assistindo TV”. Quando as expectativas não são expressas tendemos a fazer um julgamento impulsivo diante do comportamento do outro e que nem sempre corresponde ao que o outro desejava demonstrar. Verbalizar suas expectativas é importante em qualquer relação.

Pactos de silêncio acontecem muitas vezes sem que percebamos e geram muitos conflitos. Todos nós queremos que as coisas aconteçam de um certo modo, mas quando este desejo não se realiza ficamos irados e sequer conseguimos pensar. As expectativas em geral nos deixam com uma venda nos olhos, não conseguimos enxergar a situação em sua totalidade e podem impedir nosso crescimento e a capacidade de manter relações saudáveis.

Quando foi a última vez que você se sentiu frustrado porque alguém não agiu como esperava? Você culpou a outra pessoa mesmo ela não sabendo o que você esperava dela? Geralmente quando culpamos alguém é porque tínhamos expectativas de que aquela pessoa “deveria” ter agido de maneira diferente do que fez. As expectativas sempre nos deixam fora de controle. Quando compreender que não é responsabilidade de ninguém “adivinhar” o que você quer, seus conflitos podem diminuir.

Quando nossas expectativas são um fator primário na maneira em que pensamos, ouvimos, falamos, a decepção se torna uma constante. E quando as expectativas de nossos próprios comportamentos são frustradas? É muito doloroso manter a expectativa enquanto percebe que o tempo passa e que seu desejo está longe de ser alcançado.Você aguarda e aguarda, até desistir. Mas o que tem feito para alcançar efetivamente o que deseja? Muitas pessoas simplesmente ficam em compasso de espera, acomodadas no velho e conhecido padrão antigo de comportamento, em sua zona de conforto, como se não dependessem delas para que as coisas aconteçam como deseja.

É certo que há situações que somos impotentes ou quando esperamos a atitude de alguém, mas ainda assim, se criar expectativas em relação ao comportamento de outra pessoa, estará no caminho mais seguro para se decepcionar e se frustrar. As expectativas podem nos mover, motivar, mas também nos destruir internamente, pois quanto mais expectativas criamos, mais estamos propensos a nos decepcionar.

Pense sobre suas expectativas, em que áreas elas aparecem mais? O que você tem feito para que se realizem? Se quiser se aprofundar mais, escreva sobre cada uma de suas expectativas não realizadas e veja se eram coerentes com a realidade. Talvez você descubra coisas novas sobre si mesmo. Talvez aprenda a aceitar o que realmente está acontecendo e como lidar com a situação. Nem sempre as coisas acontecerão da maneira como desejamos, mas nem por isso devemos parar de lutar, talvez apenas seja um sinal de que o mais indicado é mudar o caminho e não seu destino em chegar aonde deseja.

10 dicas para perder peso até o Réveillon e mantê-lo em 2009


10 dicas para perder peso até o Réveillon e mantê-lo em 2009
por Jocelem Salgado

Assim que começam os preparativos para a ceia de Natal, as pessoas se dão conta de que o ano terminou. É neste momento que muitos começam a pensar nas suas resoluções de Ano Novo. Na maioria das vezes, é comum as pessoas prometerem de novo tudo aquilo que não conseguiram fazer e lamentarem todas as promessas que não conseguiram cumprir. O balanço, principalmente quando se trata do peso, costuma ser frustrante.

Quase sempre, é nesta época de festas e de férias que a culpa entra em cena. Muitas pessoas passam a maior parte do ano meio na preguiça, sem se preocupar com os quilos que se somam, até que dezembro chega e com ele as comemorações de fim de ano e as temperaturas elevadas, que nos obrigam a vestir algo mais leve. Aí a auto-estima vai lá embaixo.

Mas não adianta começar uma dieta nessa época de mesa farta, nem desistir de tudo para sempre. A mudança de atitude tem que começar agora, a virada de mesa tem que ser já! Por isso, caso a resolução de Ano Novo seja terminar 2008 com um corpo mais em forma, não perca tempo e comece a fazer uma reeducação alimentar, eliminando da dieta alimentos pouco nutritivos e calóricos e priorizando alimentos ricos em fibras e mais saudáveis.

Por que não ficar mais que três ou quatro horas sem comer?

Outro ponto importante é o intervalo entre uma refeição e outra, pois quanto maior o tempo, mais lento torna-se o metabolismo. Isto quer dizer que o corpo passa a gastar energia (calorias) de forma mais lenta, por isso, o ideal é não ficar mais do que 3-4 horas sem se alimentar. Faça pequenas refeições e se estiver difícil de reduzir as porções, consuma uma fruta antes do almoço ou jantar. Mas apenas uma!

Vire a mesa também para o sedentarismo. Se quiser diminuir medidas e ficar com o corpo mais durinho até o final de ano tem que se mexer. Espante a preguiça com caminhadas diárias ao ar livre, ande de bicicleta, nade, faça exercícios espontâneos (subir escadas, por exemplo). Vale tudo para a conquista de mais saúde e um corpo mais em forma.

Coma alimentos funcionais e tome chás

Uma dica para quem quer acelerar o processo é fazer uso de alimentos especiais e funcionais que aumentam as taxas metabólicas, aceleram a oxidação das gorduras e promovem um efeito anorexígeno, diminuindo a sensação de fome. Exemplos são os chás verde, branco e vermelho, derivados da Camellia sinensis, além de alimentos desenhados exclusivamente com esses objetivos, tais como os mixes de fibras e os substitutos de refeição.

Os chás apresentam ação diurética e termogênica, dependendo do conteúdo de princípios ativos (polifenóis e cafeína). Isto quer dizer que eles podem ajudar a diminuir a retenção de líquidos e acelerar o metabolismo, favorecendo o gasto total de calorias. Já é possível encontrar no mercado versões práticas e instantâneas, na forma de pó, que podem ser preparadas geladas e são muito refrescantes para a temporada de verão.

Mixes de fibras

Os mixes de fibras são alimentos completos para quem sofre com a falta de saciedade e com o mau funcionamento do intestino. Ricos em fibras solúveis e insolúveis, esses alimentos à base de aveia, soja, germe de trigo, gergelim, castanhas, são ideais para quem não quer passar fome durante o dia. Já os substitutos de refeição atendem as exigências do Ministério da Saúde para alimentos que visam a perda de peso, e são nutricionalmente completos, podendo substituir até 2 refeições por dia, com baixíssimas calorias. Quando adicionados de forma correta em uma dieta equilibrada e hipocalórica, podem ser ótimos aliados das pessoas que precisam perder peso.

10 dicas para se livrar de alguns quilos até o Réveillon e manter o novo peso em 2009

1ª) Faça algumas trocas como laticínios integrais por desnatados/lights e queijos amarelos por queijos magros.

2ª) Prefira carnes magras (peixe e peito de frango são os mais adequados), dando preferência aos grelhados, assados e cozidos.

3ª) Corte as frituras do cardápio.

4ª) Os doces são muito calóricos, então prefira frutas e gelatina diet na sobremesa.

5ª) Antes de devorar o prato principal, coma um belo prato de salada, e não esqueça também de aumentar a ingestão de frutas e água (pelo menos 8 copos ao dia). Chá verde gelado pode ser uma ótima opção nesses dias quentes.

6ª) Faça as refeições e lanches em horários definidos todos os dias, isso evita beliscos e o comer a qualquer momento.

7ª) Se você cozinha, evite comer diretamente da panela ou da travessa de servir. Uma dica é mascar um chiclete dietético enquanto estiver preparando os alimentos, para evitar provar a comida a todo instante.

8ª) Mantenha-se longe de alimentos “tentadores”. Não compre ou esconda alimentos que sejam ricos em calorias. Lembre-se: longe dos olhos, longe da boca! Não faça compras com o estômago vazio. É mais fácil comprar compulsivamente quando está com fome. Antes de ir ao supermercado, faça uma lista do que precisa e compre somente o que estiver nela.

9ª) Negocie com familiares para que não comam alimentos impróprios por perto. Além disso, não leve as travessas de comida à mesa. Sirva-se com pequenas porções, dividindo-as na metade, assim permite-se outra porção. Isso dará alguns segundos a mais, favorecendo sua saciedade.

10ª) Conte o número de vezes que você mastiga cada garfada de alimentos. Se forem de 20 a 30 vezes, você está no caminho certo. Coloque seus talheres na mesa entre as garfadas. Só pegue-os novamente depois de mastigar bem e engolir completamente. Esta pausa lhe dará tempo para refletir no que e quanto você está comendo.
Mais informações: www.jocelemsalgado.com.br

Existem pessoas hoje no Brasil e no mundo que por uma razão ou outra sofrem em excesso por terem uma forma, um corpo devidamente fora de forma, até ai sem problemas, mas o pior que a barriga em excesso, além de deixar a pessoa feia (com o perdão da palavra), pessoas assim acabam tendo sérios problemas de saúde, pois então é ai é necessário tomar alguns cuidados, para isso selecionamos ótimas dicas de como se perder peso rápido.

Perder peso não é fácil e nunca será como tudo na vida não também não é um doce, porém para tudo a formas de se resolver, no caso da perca de peso existe 3 tipos de emagrecimento, siga abaixo.

Formas de perder peso que existem

O enlouquecido
O consciente
O muito louco

O enlouquecido perdendo peso

O enlouquecido é aquele capaz de fazer de tudo para emagrecer, só que seguindo seus próprios métodos, usando seu conhecimento, porém vale lembrar que essa não é a opção a fazer.

O consciente

Método excelente, o consciente é aquele que antes de fazer magias para emagrecer, procura um médico, hospital, psicóloga, tudo para conseguir emagrecer, parece até chato, mas não é mexendo com saúde é necessário fazer tudo que for preciso.

O muito louco

É aquele que até muitas vezes chega a procurar um médico, porém com o passar do tempo os resultados não vem, está pessoa acaba então, apelando para remédios, fazendo o diabo a quatro. (Nunca faz isso), antes de tudo, procure um médico especializado.

Lembre-se, se você realmente quer emagrecer perder peso rápido, a melhor forma, de isso acontecer é procurando seguir os melhores caminhos, para isso nada melhor do que ir ao médico e seguir suas exigências.

Perder peso rapido

Saúde é tudo que Deus nos deu, por isso valorize-a.

INSÔNIA


Os médicos definem a insônia como um distúrbio psíquico-fisiológico, que tem origem em algum desequilíbrio hormonal ou orgânico associado, na maioria dos casos, a problemas de fundo emocional como ansiedade, fobias, separações e perdas, ou preocupações materiais como o desemprego e a falta de dinheiro. O problema predomina entre o sexo feminino, independentemente da idade, informa o médico José Renato Felix Bauab, pesquisador do departamento de neurologia da Universidade Federal Paulista (Unifesp) e chefe do laboratório de sono do hospital São Camilo. Calcula-se que a proporção de mulheres com o problema pode chegar a ser 30% maior do que a de homens.

A tendência à insônia aumenta naturalmente, com o passar do tempo, especialmente na fase do climatério, em que o desequilíbrio hormonal torna as mulheres vulneráveis à depressão ou aos suores e fogachos bem como a problemas urinários. E não só. Bauab lembra de um estudo recente, feito na Finlândia, que observou a ação dos estrogênios sobre o centro regulador do sono. "Esses hormônios atuam sobre o relógio biológico da mulher e podem alterá-lo quando entram em desequilíbrio", diz o neurologista. É importante estar atento a esta possibilidade: "Um dos ritmos mais suscetíveis a desregular no ser humano é o sono e se a pessoa não toma providência, a insônia eventual pode transformar-se em crônica. É o que nós chamamos de insônia aprendida e perpetuada."

Para evitar que a insônia se torne crônica os médicos recomendam aos pacientes, antes de mais nada, fazer a higiene do sono, cujos procedimento são descritos abaixo. Técnicas de relaxamento, meditação e yoga ou a prática diária de exercícios físicos são fundamentais para prevenir as alterações de humor e promover o bem estar e o sono. Os casos de ansiedade leve, típicos do climatério, que dificultam pegar no sono podem ainda ser resolvidos com o uso de calmantes naturais, fitoterápicos, como as ervas passiflora, valeriana, melissa e avenna sattiva. O neurologista Felix Bauab inclui nessa categoria o uso esporádico de medicamentos para dormir à base de substâncias derivadas do diazepan como o cloxazolan (o nome comercial é Olcadyl) "O ideal é utilizar remédios para dormir uma vez ou outra e mesmo assim, de formulações mais leves, com menor potencial de causar dependência", diz Bauab, ao esclarecer que os medicamentos tradicionais benzodiazepínicos, os populares soníferos, não são mais receitados para a insônia típica do climatério, que se repete com certa freqüência. Eles são hoje indicados para os casos de insônia aguda (esporádica) ou nos distúrbios crônicos de impercepção do sono, por exemplo, em que o cérebro da pessoa não tem capacidade de perceber o estado de sono e só consegue dormir com sonífero. Diante de um quadro de ansiedade mais intenso, em que a insônia parece caminhar para tornar-se crônica, o neurologista considera ainda a indicação de um tratamento psicoterapêutico e o uso de anti-depressivos.

HIGIENE DO SONO

A higiene do sono deve ser incorporada ao dia-a-dia, independente de qual seja a opção de tratamento. É uma terapia sem medicação que vale para todas as pessoas, diz Bauab. Eis suas recomendações:

* Fazer a última refeição até as oito horas da noite.
* Preferir pratos leves de fácil digestão.
* Evitar atividade física depois das seis da tarde. O exercício depois desse horário desregula o relógio biológico.
* Pessoas mais notívagas devem deixar a casa ou o ambiente onde estiver na penumra.
* A luz reduzida avisa o cérebro para secretar melatonina, o hormônio do sono.
* Dedique-se a atividades agradáveis como ouvir música ou ver um programa na TV, mas fora do quarto de dormir.
* Procure relaxar o corpo em uma poltrona confortável enquanto o sono não vem, vestida com roupa de dormir. Mas só vá para a cama quando tiver sono, realmente.

Fonte:UOL

ARTIGO - NASCIMENTO, VIDA E PAIXÃO DA AIDS 01/12/2008 Cada vez mais a epidemia da infecção pelo HIV ocorrerá entre os pobres. Miséria e Aids completam

ARTIGO -ARTIGO - NASCIMENTO, VIDA E PAIXÃO DA AIDS
01/12/2008
Cada vez mais a epidemia da infecção pelo HIV ocorrerá entre os pobres. Miséria e Aids completam-se bem, e romper o ciclo é muito árduo. TEMOS UMA idéia bem aproximada do nascimento da Aids como doença humana e como isso ocorreu: foi no começo do século passado, em pequenas aldeias da África, quando o vírus causador (vírus da imunodeficiência humana -HIV-1) passou do nosso primo, o chimpanzé, para o homem. O motivo foi o uso de carne de caça, quando os citados primos foram caçados e devorados, e o sangue entrou na corrente sangüínea da espécie humana. O HIV-2 apareceu da mesma maneira, a partir de seu hospedeiro natural, o macaco verde. Na África, na primeira metade do século 20, sem assistência médica, as complicações que acompanham a Aids eram rapidamente fatais e não diagnosticadas. Como a Aids espalhou-se pelo mundo? Pela globalização e pelos fenômenos socioeconômicos a partir da Segunda Guerra Mundial: com a descolonização da África e as fronteiras artificiais, surgiram beligerâncias entre as várias etnias africanas. Podemos discutir as razões e atribuir culpas, mas, do ponto de vista objetivo, a infra-estrutura do atendimento médico, que já era ruim, ficou pior. Além disso surgiram novos conflitos, havendo clara interferência estrangeira: mercenários de muitas proveniências andaram pela África e por certo tiveram relações sexuais. Igualmente após a Segunda Guerra Mundial, homens africanos tiveram que trabalhar longe de suas origens e se tornaram em usuários freqüentes e obrigatórios de prostitutas. Estabeleceu-se na África o curioso sistema de circuitos sexuais, possibilitando participação de parceiros freqüentes e sucessivos: muitos homens africanos têm parceiras em cada canto, que, por sua vez, não são monógamas. A Aids pode ter chegado às Américas por haitianos que foram trabalhar no Congo e retornaram com o vírus. Nessa época, ocorreram outros importantes fatos: a pílula contra a gravidez e a mudança de costumes que levou à liberação sexual. Inclusive o preconceito contra os homossexuais sofreu modificações importantes. Tudo isso foi muito bom, mas tornou a disseminação da Aids mais fácil. Vale acrescentar que, nesse período, houve expansão dos usuários de drogas de uso endovenoso. A descoberta do vírus em 1984 e o entendimento da maneira como ele age foram extremamente rápidos. Não conseguimos imaginar a catástrofe que seria a Aids se ela tivesse aparecido nos séculos 18 e 19. Felizmente, quando surgiu, as ferramentas da pesquisa microbiológica permitiram um célere progresso. Ingenuamente, porém, achamos que, descoberto o vírus, teríamos logo uma vacina. Ilusão total. Seguiram-se descobertas de medicamentos -muitos- capazes de tratar a infecção pelo HIV e dar qualidade de vida decente a quem foi contaminado e, se houver aderência ao tratamento, proporcionar expectativa de vida bem razoável. A Aids, porém, avança em terrenos novos. A doença não se propagou na Ásia como na África (em alguns lugares, de 30% a 40% da população está com o HIV), mas a infecção está se espalhando na Europa oriental. Na África, sobrevieram claros progressos. Contudo, no seu mais rico país, a atitude amalucada de dirigentes negando a ação do HIV e propondo remédios folclóricos, como ingestão de beterraba, prejudicou seriamente o combate à epidemia. Para onde vamos? Quando a Aids vai ser controlada, acabar e ter sua paixão? Podemos imaginar alguns cenários. Vacina, se algum dia tivermos, será para daqui dez ou 20 anos. Microbicidas de uso vaginal são uma esperança e, por enquanto, não passam disso. Há novos remédios úteis para o tratamento, e o arsenal terapêutico está sempre maior, se bem que tais produtos são caros. O atendimento fica, portanto, cada vez mais dispendioso, sem curar ninguém, porquanto só controla a replicação do vírus. Sem dúvida, a população está sendo educada, de modo que os mais instruídos protegem-se contra o vírus e não o adquirem. O problema é mudar condutas de pessoas com baixa escolaridade e controlar um dos impulsos mais fortes do ser humano, o sexual. Cada vez mais a epidemia da infecção pelo HIV ocorrerá entre os mais pobres, os menos educados, os de comportamento marginal, ou seja, exatamente as parcelas mais vulneráveis e de acesso mais laborioso aos recursos educacionais. Miséria e Aids completam-se muito bem -e romper esse ciclo é muito árduo. Biologicamente, a longo prazo, poderá ocorrer na espécie humana a seleção que se verificou entre os chimpanzés: o vírus conviverá com o hospedeiro sem causar, na maior parte deles, grandes desgraças. Mas não podemos descartar o aparecimento de alguma variante do HIV dispersável com maior eficácia e talvez de alguma maneira que ainda não exista hoje. Isso, sim, seria um legítimo pesadelo. No momento, é pura ficção científica. VICENTE AMATO NETO, 80, médico especialista em clínica de doenças infecciosas e parasitárias, é professor emérito da Faculdade de Medicina da USP. JACYR PASTERNAK, 68, médico especialista em clínica de doenças infecciosas e parasitárias, é doutor em medicina pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). - Vicente Amato Neto e Jacyr Pasternak -
Fonte: Folha de São Paulo
01/12/2008
Cada vez mais a epidemia da infecção pelo HIV ocorrerá entre os pobres. Miséria e Aids completam-se bem, e romper o ciclo é muito árduo. TEMOS UMA idéia bem aproximada do nascimento da Aids como doença humana e como isso ocorreu: foi no começo do século passado, em pequenas aldeias da África, quando o vírus causador (vírus da imunodeficiência humana -HIV-1) passou do nosso primo, o chimpanzé, para o homem. O motivo foi o uso de carne de caça, quando os citados primos foram caçados e devorados, e o sangue entrou na corrente sangüínea da espécie humana. O HIV-2 apareceu da mesma maneira, a partir de seu hospedeiro natural, o macaco verde. Na África, na primeira metade do século 20, sem assistência médica, as complicações que acompanham a Aids eram rapidamente fatais e não diagnosticadas. Como a Aids espalhou-se pelo mundo? Pela globalização e pelos fenômenos socioeconômicos a partir da Segunda Guerra Mundial: com a descolonização da África e as fronteiras artificiais, surgiram beligerâncias entre as várias etnias africanas. Podemos discutir as razões e atribuir culpas, mas, do ponto de vista objetivo, a infra-estrutura do atendimento médico, que já era ruim, ficou pior. Além disso surgiram novos conflitos, havendo clara interferência estrangeira: mercenários de muitas proveniências andaram pela África e por certo tiveram relações sexuais. Igualmente após a Segunda Guerra Mundial, homens africanos tiveram que trabalhar longe de suas origens e se tornaram em usuários freqüentes e obrigatórios de prostitutas. Estabeleceu-se na África o curioso sistema de circuitos sexuais, possibilitando participação de parceiros freqüentes e sucessivos: muitos homens africanos têm parceiras em cada canto, que, por sua vez, não são monógamas. A Aids pode ter chegado às Américas por haitianos que foram trabalhar no Congo e retornaram com o vírus. Nessa época, ocorreram outros importantes fatos: a pílula contra a gravidez e a mudança de costumes que levou à liberação sexual. Inclusive o preconceito contra os homossexuais sofreu modificações importantes. Tudo isso foi muito bom, mas tornou a disseminação da Aids mais fácil. Vale acrescentar que, nesse período, houve expansão dos usuários de drogas de uso endovenoso. A descoberta do vírus em 1984 e o entendimento da maneira como ele age foram extremamente rápidos. Não conseguimos imaginar a catástrofe que seria a Aids se ela tivesse aparecido nos séculos 18 e 19. Felizmente, quando surgiu, as ferramentas da pesquisa microbiológica permitiram um célere progresso. Ingenuamente, porém, achamos que, descoberto o vírus, teríamos logo uma vacina. Ilusão total. Seguiram-se descobertas de medicamentos -muitos- capazes de tratar a infecção pelo HIV e dar qualidade de vida decente a quem foi contaminado e, se houver aderência ao tratamento, proporcionar expectativa de vida bem razoável. A Aids, porém, avança em terrenos novos. A doença não se propagou na Ásia como na África (em alguns lugares, de 30% a 40% da população está com o HIV), mas a infecção está se espalhando na Europa oriental. Na África, sobrevieram claros progressos. Contudo, no seu mais rico país, a atitude amalucada de dirigentes negando a ação do HIV e propondo remédios folclóricos, como ingestão de beterraba, prejudicou seriamente o combate à epidemia. Para onde vamos? Quando a Aids vai ser controlada, acabar e ter sua paixão? Podemos imaginar alguns cenários. Vacina, se algum dia tivermos, será para daqui dez ou 20 anos. Microbicidas de uso vaginal são uma esperança e, por enquanto, não passam disso. Há novos remédios úteis para o tratamento, e o arsenal terapêutico está sempre maior, se bem que tais produtos são caros. O atendimento fica, portanto, cada vez mais dispendioso, sem curar ninguém, porquanto só controla a replicação do vírus. Sem dúvida, a população está sendo educada, de modo que os mais instruídos protegem-se contra o vírus e não o adquirem. O problema é mudar condutas de pessoas com baixa escolaridade e controlar um dos impulsos mais fortes do ser humano, o sexual. Cada vez mais a epidemia da infecção pelo HIV ocorrerá entre os mais pobres, os menos educados, os de comportamento marginal, ou seja, exatamente as parcelas mais vulneráveis e de acesso mais laborioso aos recursos educacionais. Miséria e Aids completam-se muito bem -e romper esse ciclo é muito árduo. Biologicamente, a longo prazo, poderá ocorrer na espécie humana a seleção que se verificou entre os chimpanzés: o vírus conviverá com o hospedeiro sem causar, na maior parte deles, grandes desgraças. Mas não podemos descartar o aparecimento de alguma variante do HIV dispersável com maior eficácia e talvez de alguma maneira que ainda não exista hoje. Isso, sim, seria um legítimo pesadelo. No momento, é pura ficção científica. VICENTE AMATO NETO, 80, médico especialista em clínica de doenças infecciosas e parasitárias, é professor emérito da Faculdade de Medicina da USP. JACYR PASTERNAK, 68, médico especialista em clínica de doenças infecciosas e parasitárias, é doutor em medicina pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). - Vicente Amato Neto e Jacyr Pasternak -
Fonte: Folha de São Paulo