GRUPO DE CIENTISTAS PEDE LIBERAÇÃO DE DOPING MENTAL
08/12/2008
Manifesto discute a regulamentação de droga usada para "turbinar" a inteligência em pessoas saudáveis, medicamentos usados para tratar o déficit de atenção, como a retalia, parecem estimular a concentração. Um manifesto assinado por pesquisadores de sete universidades líderes nos EUA e no Reino Unido pede que o uso de drogas com o fim de melhorar a inteligência seja regulamentado e, eventualmente, liberado. em artigo ontem no site da revista "nature" (www.nature.com), os acadêmicos argumentam que é preciso disciplinar o uso que pessoas saudáveis fazem de medicamentos como a ritalina (metilfenidato). Concebida para tratar crianças com tdah (transtorno do déficit de atenção por hiperatividade), essa droga (e outras similares) parece ter um efeito de melhora na concentração e na memória também em adultos saudáveis. Um levantamento conduzido neste ano em universidades americanas revelou que cerca de 7% dos estudantes já fizeram uso de medicamentos desse tipo pelo menos uma vez, na tentativa de melhorarem seus desempenhos acadêmicos. Tecnicamente, nos EUA, isso é crime, porque envolve comércio de uma droga para uso "off label" -fora do propósito original para o qual foi aprovada. cientistas argumentam porém que a medida é um exagero e drogas como a ritalina poderiam ser liberadas para "aprimoramento cognitivo", desde que novos testes comprovem sua segurança. "Propomos ações que vão ajudar a sociedade a aceitar os benefícios do aprimoramento, acompanhadas de pesquisa apropriada e regulamento avançado", escrevem os cientistas. "isso tem muito a oferecer para indivíduos e sociedade, e uma resposta apropriada por parte de todos deve incluir a disponibilização dos aprimoramentos acompanhada da gestão de riscos." SONO E CANSAÇO - Entre os nomes que assinam o documento estão "pesos-pesados" das neurociências, como Michael Gazzaniga, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, e também um jurista, Henry Greely, da Universidade de Stanford. A idéia do manifesto saiu de um seminário promovido pela "Nature" e pela Universidade Rockefeller, de Nova York. Além da ritalina, os pesquisadores mencionam outras três drogas que já vêm ganhando algum grau de popularidade em usos "off label". uma delas é a similar Adderall, também usada em transtorno de tdah. outra é a stavigile (modafinil), aprovada para tratar o desgaste físico causado pela narcolepsia, mas que vem sendo usada por alguns estudantes para combater sono e cansaço. Há ainda uma quarta droga, a aricept, mais difícil de obter, originalmente aprovada para tratamento do mal de alzheimer. A preocupação inicial dos cientistas, contudo, é mesmo a ritalina. "Com a prevalência de tdah indo de 4% a 7% entre universitários americanos (...), há um bocado de droga no campus que pode ser desviada para usos de aprimoramento." CONCORRÊNCIA DESLEAL - Caso o uso de drogas para "turbinar" o cérebro venha realmente a ser aprovado, há outras questões que devem ser discutidas, além da segurança, afirma o manifesto publicado na "Nature". Uma delas é o risco de que estudantes deixem de concorrer em pé de igualdade quando participarem de exames que envolvam inteligência. Uma pessoa que tenha se valido de uma droga poderia obter vantagem de maneira artificial, da mesma forma que um atleta dopado faz na disputa de uma competição, por exemplo. Os cientistas apontam também o risco de mais um problema: Empresários poderiam obrigar seus funcionários, de maneira direta ou indireta, a fazerem uso dessas drogas para melhorarem o rendimento. O manifesto reconhece, porém, que faltam ainda muitos dados essenciais para que a discussão tome o rumo desejado. Ninguém sabe dizer, por exemplo, o quanto uma droga como a ritalina pode de fato ajudar a inteligência propriamente dita. O efeito de longo prazo de uma dessas drogas sobre pessoas que já estão saudáveis, também, ainda é totalmente desconhecido. "clamamos por um programa de pesquisa sobre o uso e o impacto das drogas de aprimoramento cognitivo por indivíduos saudáveis", ressalta o documento.
Fonte: Folha de São Paulo
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12.11.2008
12.10.2008
SUPERBACTÉRIA
SUPERBACTÉRIA
01/12/2008
Estudos alertam para o aumento da resistência de um agente responsável por casos graves de infecção hospitalar. Duas pesquisas divulgadas na última semana revelam que algumas bactérias que afetam a saúde humana começam a apresentar comportamentos que pedem maior vigilância. Um dos estudos, conduzido pela Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, e pelo Instituto de Pesquisa do Hospital Sick Children, no Canadá, informa a existência de um pico de infecções durante os verões. Assim como os agentes da gripe e dos resfriados se espalham com mais facilidade no inverno, os diversos microorganismos pertencentes à família das bactérias gram-negativas parecem preferir os dias de calor. Fazem parte desse time micróbios como a Pseudomonas aeruginosa, a Escherichia coli e a Acinetobacter baumannii. "Eles são causa freqüente de infecções na corrente sanguínea, urinárias, gastrointestinais, pneumonias, em ferimentos, queimaduras e cortes cirúrgicos", explica o infectologista Jacyr Pasternak, da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A conclusão de que as bactérias gram-negativas se disseminam mais no calor está fundamentada em um estudo que durou sete anos no Hospital Baltimore. Os dados obtidos indicam que o número de pacientes afetados por essas bactérias pode subir até 17% a cada dez graus de elevação da temperatura. Embora as razões do aumento sejam diferentes para cada microorganismo e não estejam bem estudadas, a variação sazonal passa a ser um dado importante na hora do diagnóstico. O reconhecimento do vínculo entre as infecções e o calor deve ser alvo de mais estudos para avaliar seu impacto diante das transformações climáticas globais. Disso espera-se que surjam estratégias de prevenção. Vigilância ainda mais intensa parece ser necessária sobre a Acinetobacter baumannii. Um trabalho veiculado pela revista médica The Lancet Infectious Diseases, na edição que acaba de sair, registrou um crescimento nos casos de infecção provocados por essa bactéria em hospitais americanos. Ela produz contaminações graves e pode levar à morte pacientes com sistema imunológico comprometido. Ataca especialmente pessoas com suporte ventilatório (entubadas). "O simples ato de lavar as mãos é uma forma de combater o micróbio" Apesar de ser velha conhecida dos cientistas, a A.baumannii configura uma ameaça emergente. "Este micróbio está 30% mais resistente do que era em relação aos antibióticos conhecidos", afirmou à ISTOÉ Matthew Falagas, do Alfa Instituto de Ciências Biomédicas de Atenas, na Grécia. Um dos autores do trabalho, ele costuma ser contratado por laboratórios farmacêuticos para falar em congressos sobre o tema. A bactéria também é mais difícil de ser erradicada com os desinfetantes usados nas enfermarias e UTIs. Pode ser transportada na pele de pessoas saudáveis e transmitida aos enfermos por causa da má higienização das mãos dos profissionais da saúde. O relatório de Falagas recomenda aos médicos e enfermeiros higiene rigorosa e muito cuidado com os antibióticos. "Deve-se dar esses medicamentos pelo menor tempo possível para obter o efeito pretendido, em vez de prolongar o uso. Outra boa medida é lavar as mãos entre o atendimento de um paciente e outro, uma prática que apenas 60% dos médicos e enfermeiros adotam", diz Pasternak. Conter o avanço das bactérias multirresistentes é um grande desafi o. Na semana passada, um estudo publicado na revista americana Science deu mais fôlego àqueles que procuram caminhos diferentes para vencer essa guerra. Pesquisadores ingleses conseguiram descrever como o organismo do besouro Tenebrio molitor, o popular bicho-da-farinha, destrói esses microorganismos com facilidade impressionante. Em menos de uma hora, o sistema imunológico desse inseto devorou milhões de Estafilococos aureus usados na pesquisa. Depois, trocou as armas e fez um novo ataque usando proteínas que mostraram efeito bactericida. Com a estratégia, eliminou os Estafi lococos que sobreviveram ao primeiro embate, os chamados mais resistentes. Em vários países já se estuda o desenvolvimento de medicamentos a partir dessa proteína do besouro.
Fonte :Isto é
01/12/2008
Estudos alertam para o aumento da resistência de um agente responsável por casos graves de infecção hospitalar. Duas pesquisas divulgadas na última semana revelam que algumas bactérias que afetam a saúde humana começam a apresentar comportamentos que pedem maior vigilância. Um dos estudos, conduzido pela Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, e pelo Instituto de Pesquisa do Hospital Sick Children, no Canadá, informa a existência de um pico de infecções durante os verões. Assim como os agentes da gripe e dos resfriados se espalham com mais facilidade no inverno, os diversos microorganismos pertencentes à família das bactérias gram-negativas parecem preferir os dias de calor. Fazem parte desse time micróbios como a Pseudomonas aeruginosa, a Escherichia coli e a Acinetobacter baumannii. "Eles são causa freqüente de infecções na corrente sanguínea, urinárias, gastrointestinais, pneumonias, em ferimentos, queimaduras e cortes cirúrgicos", explica o infectologista Jacyr Pasternak, da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A conclusão de que as bactérias gram-negativas se disseminam mais no calor está fundamentada em um estudo que durou sete anos no Hospital Baltimore. Os dados obtidos indicam que o número de pacientes afetados por essas bactérias pode subir até 17% a cada dez graus de elevação da temperatura. Embora as razões do aumento sejam diferentes para cada microorganismo e não estejam bem estudadas, a variação sazonal passa a ser um dado importante na hora do diagnóstico. O reconhecimento do vínculo entre as infecções e o calor deve ser alvo de mais estudos para avaliar seu impacto diante das transformações climáticas globais. Disso espera-se que surjam estratégias de prevenção. Vigilância ainda mais intensa parece ser necessária sobre a Acinetobacter baumannii. Um trabalho veiculado pela revista médica The Lancet Infectious Diseases, na edição que acaba de sair, registrou um crescimento nos casos de infecção provocados por essa bactéria em hospitais americanos. Ela produz contaminações graves e pode levar à morte pacientes com sistema imunológico comprometido. Ataca especialmente pessoas com suporte ventilatório (entubadas). "O simples ato de lavar as mãos é uma forma de combater o micróbio" Apesar de ser velha conhecida dos cientistas, a A.baumannii configura uma ameaça emergente. "Este micróbio está 30% mais resistente do que era em relação aos antibióticos conhecidos", afirmou à ISTOÉ Matthew Falagas, do Alfa Instituto de Ciências Biomédicas de Atenas, na Grécia. Um dos autores do trabalho, ele costuma ser contratado por laboratórios farmacêuticos para falar em congressos sobre o tema. A bactéria também é mais difícil de ser erradicada com os desinfetantes usados nas enfermarias e UTIs. Pode ser transportada na pele de pessoas saudáveis e transmitida aos enfermos por causa da má higienização das mãos dos profissionais da saúde. O relatório de Falagas recomenda aos médicos e enfermeiros higiene rigorosa e muito cuidado com os antibióticos. "Deve-se dar esses medicamentos pelo menor tempo possível para obter o efeito pretendido, em vez de prolongar o uso. Outra boa medida é lavar as mãos entre o atendimento de um paciente e outro, uma prática que apenas 60% dos médicos e enfermeiros adotam", diz Pasternak. Conter o avanço das bactérias multirresistentes é um grande desafi o. Na semana passada, um estudo publicado na revista americana Science deu mais fôlego àqueles que procuram caminhos diferentes para vencer essa guerra. Pesquisadores ingleses conseguiram descrever como o organismo do besouro Tenebrio molitor, o popular bicho-da-farinha, destrói esses microorganismos com facilidade impressionante. Em menos de uma hora, o sistema imunológico desse inseto devorou milhões de Estafilococos aureus usados na pesquisa. Depois, trocou as armas e fez um novo ataque usando proteínas que mostraram efeito bactericida. Com a estratégia, eliminou os Estafi lococos que sobreviveram ao primeiro embate, os chamados mais resistentes. Em vários países já se estuda o desenvolvimento de medicamentos a partir dessa proteína do besouro.
Fonte :Isto é
12.09.2008
Quanto vale uma reputação? Ética Médica.

Quanto vale uma reputação?
Autor: Ciro Mortella*
Reportagens recentes sobre o relacionamento da indústria farmacêutica com os profissionais da medicina, divulgadas em jornais e canais de TV, deixaram de lado um aspecto fundamental: a ética médica.
Profissão das mais respeitadas na sociedade, a medicina se baseia num longo e profundo aprendizado, num saber renovado e acumulado ao longo de toda a carreira e por uma ética que envolve inúmeros aspectos, entre eles a atuação clínica e o relacionamento com os pacientes.
A indústria farmacêutica produz e fornece um bem essencial para a prática médica – o medicamento – e usa os diversos canais de comunicação disponíveis para levar as informações sobre seus produtos para os profissionais habilitados a prescrevê-lo para a população.
O médico precisa das informações dos laboratórios para se atualizar sobre os medicamentos disponíveis, assim como precisa saber das novidades sobre práticas terapêuticas, tratamentos e princípios ativos. São informações que se complementam, sem as quais o médico não pode desempenhar sua função a contento, numa época marcada pela medicina baseada em evidências e a produção acelerada de novos conhecimentos.
Nesse contexto, a visita dos propagandistas dos laboratórios aos consultórios tem uma clara e legítima intenção: a de divulgar entre os médicos as características e as indicações dos medicamentos lançados periodicamente pelas empresas que representam.
No ramo farmacêutico, assim como na área da saúde em geral, a atualização profissional é decisiva. É ela que valida, tanto clínica quanto cientificamente, a escolha deste ou daquele medicamento. É nessa perspectiva que devem ser entendidos os convites dos laboratórios para que médicos profiram palestras ou participem de congressos e encontros de atualização.
Qual é o verdadeiro significado de certas afirmações reproduzidas na imprensa e na mídia eletrônica a respeito da “preocupação com o assédio dos laboratórios farmacêuticos sobre médicos”, ou “o marketing agressivo [que] transmite a imagem de que os novos remédios são mais eficazes e os únicos capazes de curar certas patologias”?
Que os médicos não têm formação nem informação suficientes para escolher as terapias mais adequadas aos seus clientes? Que os médicos abdicariam de sua ética profissional e de seus compromissos com os pacientes, em troca de amostras grátis e viagens?
A que profissionais essas afirmações se referem? Certamente, não aos médicos que levam a sério o Juramento de Hipócrates. Nem aos que, nas palavras de um renomado médico brasileiro, fazem da “medicina uma profissão respeitável”, por meio do “compromisso diário com os doentes (...) e com a promoção de medidas para melhorar a saúde das comunidades”.
O compromisso da indústria farmacêutica não difere daquele assumido pelos doutores. Ele se expressa nos bilhões de dólares investidos anualmente em pesquisa e desenvolvimento (P&D), dos quais resultaram centenas de princípios ativos promissores, atualmente em fase de testes clínicos, para o tratamento de graves enfermidades como aids, doenças materno-infantis, câncer, doenças cardiovasculares, doenças prevalentes entre as mulheres etc.
Médicos e laboratórios têm uma reputação e um importante relacionamento a zelar.
Se a saúde no país vive lá os seus problemas - que não cabe analisar nesse espaço - a medicina brasileira vai muito bem. Transformou-se em referência mundial, graças à qualificação e ao trabalho de profissionais e instituições. E ao apoio da indústria farmacêutica, que lhe fornece algumas das principais armas de seu arsenal terapêutico.
(*) Ciro Mortella é presidente-executivo da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma).
Um alerta contra o câncer e os Doze mandamentos para evitá-lo

Um alerta contra o câncer
Doença é a que mais mata crianças. Maioria dos casos é curável, mas diagnóstico precoce é importante
Rio - O câncer já é a principal causa de morte por doença de adolescentes e crianças com mais de 5 anos, segundo a publicação ‘Câncer na Criança e Adolescente no Brasil — Dados dos Registros de Base Populacional e Mortalidade’, divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diretor-geral do instituto, Luíz Antonio Santini fez um alerta para que pediatras fiquem atentos à doença que mata uma média de 44 meninos em cada 1 milhão ao ano. O diagnóstico precoce é fundamental para cura, que em alguns tipos de câncer infantil pode chegar a 85%.
“É preciso fazer com que o médico que faz o primeiro atendimento da criança, o pediatra ou o médico de família, seja alertado para que hoje o câncer já é a primeira causa de morte por doença entre 5 e 18 anos. Os médicos nem sabem disso. Eles acham que ainda vivemos uma realidade epidemiológica, de doenças transmissíveis e infecciosas. Elas ainda existem, mas já não contribuem tanto com a mortalidade”, disse Santini.
De acordo com o diretor, estudos apontam que, em média, uma criança com câncer passa por quatro a seis consultas médicas até que a doença seja identificada. “ O diagnóstico de câncer inicial não é fácil porque os sintomas iniciais são muito semelhantes a diversas outras doenças comuns da infância. A recomendação é que o pediatra pense na doença”, alerta.
DESIGUALDADES
O estudo, inédito no País, revelou diferenças regionais importantes. “O Brasil é muito desigual. Então, temos no Sul e no Sudeste resultados de cura e de tratamento muito semelhantes aos de países mais desenvolvidos. Já nas regiões mais pobres, como Norte e Nordeste, temos padrões piores em relação a atendimento. Há 20 anos, um diagnóstico de câncer numa criança praticamente correspondia a uma condenação. Hoje, a maior parte dos casos é curável”, afirmou o médico, no Dia Nacional de Combate ao Câncer.
MENINOS E SUAS FAMÍLIAS SÃO EXEMPLOS DE SUPERAÇÃO À DOENÇA
Entretidos com brinquedos, os meninos Carlos Henrique, 7 anos, e Rogério, 5, são exemplos de superação ao câncer. O sorriso aberto de Carlos Henrique em nada faz lembrar o drama que a criança e toda sua família enfrentou há 3 anos.
“Eu estava dando banho nele quando percebi que parecia estar com uma hérnia. Ele começou a sentir muita dor. Felizmente, a médica desconfiou e disse que eu deveria procurar o Inca. Entrei em desespero porque tinha perdido a minha mãe há pouco tempo com câncer. Felizmente, ele está curado e fazendo o acompanhamento”, conta a mãe do menino, Vera Lúcia Pereira, 40 anos.
Mãe de Rogério, que está terminando o tratamento contra leucemia, Fabíola Santos, 30 anos, conta que levou 5 meses para ter o diagnóstico da doença. “O médico desconfiou de dengue, depois de sinusite. Ele tinha febre e dor no gânglio. Fiz um plano de saúde e mostrei os exames para um médico amigo, que recomendou que procurasse o Inca.”
Alencar diz se sentir ‘uma cobaia’
O vice-presidente da República, José Alencar, que enfrenta o câncer há 11 anos, participou ontem do evento no Inca, de onde saiu aplaudido de pé após dizer que sentia-se “uma cobaia”. Aos 77 anos, Alencar fez um relato da sua luta contra a doença. Contou que já retirou sete nódulos, perdeu um rim, parte do estômago e disse que atualmente luta contra um sarcoma, tipo de câncer que ataca os músculos.
“Às vezes o paciente vira uma verdadeira cobaia, igual ao que tem acontecido comigo. É preciso que haja uma evolução no tratamento do câncer. Além de ser precoce, o diagnóstico tem que ser seguro”, disse Alencar, acrescentando que muitas vezes a morte acontece “não pelo próprio mal, mas pelo efeito colateral”.
Bem humorado, Alencar disse que aproveitaria a presença de médicos oncologistas e profissionais de saúde para mostrar o lado do doente. “Sou um paciente paciente. É preciso que o médico ouça o outro lado, me perdoem, mas é preciso”.
Os Doze Mandamentos Contra o Câncer
A Comissão para a Saúde Pública da União Européia lançou um conjunto de medidas de prevenção contra o câncer, baseado em 12 mandamentos.
- São eles:
1 - Não fumar, ou abandonar o cigarro;
2 - evitar a obesidade;
3 - fazer exercícios todos os dias;
4 - comer frutas e verduras diariamente;
5 - moderar o consumo de álcool, dois copos por dia para os homens e um para as mulheres;
6 - evitar o sol forte, principalmente crianças e adolescentes;
7 - evitar a exposição a agentes cancerígenos, como o amianto;
8 - procurar o médico se notar qualquer ferida na pele, perda de peso, tosse e mudança dos hábitos intestinais e urinários;
9 - mulheres com mais de 25 anos devem fazer visitas freqüentes ao ginecologista;
10 - mulheres com mais de 50, a mamografia é recomendada;
11 - homens e mulheres com 50 anos ou mais, o exame do reto também é uma prevenção importante;
12 - todos devem se vacinar contra a hepatite B, para proteger o fígado.
Contratação temporária para área da Saúde no Rio

PRÓSPERO ANO NOVO===========
Muito Emprego, Saúde, Paz, Amor...
Saúde divulga novo calendário: chances para temporários no Estado
Rio - A Secretaria Estadual de Saúde publicou no ‘Diário Oficial’ de ontem o novo cronograma de seu processo seletivo para contratação temporária. O período de inscrições ficará aberto até quinta-feira, com prazo para pagamento da taxa (R$ 25 para Nível Médio e R$ 40 para Superior) até sexta-feira, dia 12. O mesmo calendário vale para o cargo de médico socorrista, que foi incorporado recentemente à seleção. As provas, previstas para o dia 21 deste mês, foram adiadas para 11 de janeiro. A seleção se destina a preencher até 14 mil cargos dos níveis Médio e Superior, com vencimentos de R$ 600 e R$ 1.500. As inscrições são aceitas no site www.fesp.rj.gov.br e também em um dos postos disponíveis no edital do concurso. As oportunidades são para técnicos (aparelho gessado, enfermagem, farmácia, hemoterapia, higiene dental e RaioX); assistentes sociais; biólogos; enfermeiros; farmacêuticos; farmacêuticos químicos; fisioterapeutas; fonoaudiólogos; nutricionistas; dentistas; buco-maxilos; psicólogo; químico; terapeuta ocupacional; e médicos
Fonte:O Dia
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