2.24.2009

Neurofibromatose

O termo neurofibromatose se refere a duas desordens genéticas distintas, a neurofibromatose tipo 1 e a neurofibromatose tipo 2.

A neurofibromatose tipo 1 é também conhecida como Neurofibromatose de Von Recklinghausen ou Neurofibromatose Periférica.

A neurofibromatose tipo 2 é também conhecida como Neurofibromatose do Neurinoma do Acustico Bilateral ou Neurofibromatose Central. Ambas provocam a formação de tumores ao redor dos nervos.

CAUSA
A neurofibromatose é uma desordem genética que apresenta duas características distintas. A neurofibromatose tipo 1 é causada por uma mutação genética no cromossomo 17 e a neurofibromatose tipo 2 é causada por uma mutação genética presente no cromossomo 22.

SINTOMAS
* Neurofibromatose tipo 1
Pessoas portadoras de neurofibromatose tipo 1 podem ter manchas café com leite na pele e tumores benignos pelo corpo chamados neurofibromas. A quantidade de manchas café com leite e neurofibromas varia de acordo com a pessoa. Alguns portadores podem apresentar comprometimentos ósseos e outras complicações pouco freqüentes.

* Neurofibromatose tipo 2
A neurofibromatose tipo 2 se manifesta normalmente na fase de jovem adulto (entre 20 e 30 anos). Portadores de neurofibromatose tipo 2 costumam apresentar tumores benignos no nervo auditivo (neurinomas do acústico) podendo levar a surdez por compressão. Outros tumores benignos também podem se desenvolver no sistema nervoso central.

TRATAMENTOS
Atualmente tanto a neurofibromatose tipo 1 como a neurofibromatose tipo 2 não tem cura. As pessoas com neurofibromatose precisam realizar cirurgias quando tem problemas com algum tipo de tumor. As decisões são difíceis pois os tumores podem estar localizados em pontos delicados do corpo humano.

INCIDÊNCIA
A neurofibromatose afeta ambos os sexos e raças na mesma proporção. A neurofibromatose tipo 1 é a mais comum e afeta 1 a cada 4.000 pessoas, já a neurofibromatose tipo 2 é mais rara e afeta 1 a cada 40.000 pessoas.

TESTES E EXAMES
Já estão disponíveis testes de DNA para portadores de neurofibromatose, porém o diagnóstico normalmente é feito através dos sinais clínicos. Os testes são geralmente usados para identificar se uma criança sem ou com pouco sinais é portadora de neurofibromatose, sendo importante na neurofibromatose tipo 2 visto que a desordem se manifesta tardiamente.

Recomenda-se aos afetados que se submetam periodicamente (uma vez por ano) aos seguintes exames: audiometria de ambos os ouvidos, exame oftalmológico (campos visuais), tomada de pressão arterial e exame da coluna vertebral. A maioria dos afetados leva uma vida praticamente normal e bem adaptada, uma vez que esses exames previnem complicações, que felizmente não são muito comuns. Os exames devem sempre ser realizados por recomendação de um médico.
Fonte: Brasil Medicina

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica pouco freqüente que acomete principalmente mulheres jovens e que se caracteriza por acometer múltiplos órgãos e apresentar alterações da resposta imunológica, com presença de anticorpos dirigidos contra proteínas do próprio organismo.

Classificada como o protótipo da doença autoimune sistêmica, suas manifestações polimorficas e a inexistência de exame laboratorial sensível e específico dificulta seu diagnóstico.

Tem evolução crônica, caracterizada por períodos de atividade e remissões (sem manifestações) e sua evolução tem melhorado muito nas últimas décadas. Embora a causa do LES não seja conhecida, admite-se que a interação de fatores genéticos, hormonais e ambientais participem do desencadeamento desta doença.

Estudos epidemiológicos realizados nos Estados Unidos mostram uma prevalência de LES variando de um caso para 2.000 a um para 10.000 habitantes. Não há estudos epidemiológicos realizados no Brasil, mas, se imaginarmos as mesmas freqüências dos Estados Unidos, deveremos ter entre 16.000 a 80.000 casos de LES no Brasil. Afeta 10 a 12 vezes a mulher em relação ao homem e embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais freqüente entre os 20 e 45 anos, com maior incidência próximo aos 30 anos.

As manifestações clínicas mais freqüentes são:
a) Lesões de pele: as lesões mais características são lesões avermelhadas em maças dos rosto e dorso do nariz, denominadas lesões em vespertílio ou asa de borboleta (a distribuição da lesão lembra uma borboleta) e as lesões discóides que são bem delimitadas e mais profundas, deixando área central com hipotrofia e podendo causar alteração da cor da pele (mais clara ou escura) Muitas outras lesões cutâneas, principalmente em face, antebraços e região do decote podem aparecer e freqüentemente pioram após tomar sol.
b) Queixas articulares: dor e inchaço, principalmente nas articulações das mãos são freqüentes. Geralmente são transitórias e recidivantes. Mais raramente podem causar deformidades.
c) Inflamação de pleura ou pericárdio (membranas que recobrem o pulmão e coração) também podem ocorrer.
d) Inflamação no rim (nefrite) ocorre em cerca de 50% dos casos. Esta manifestação deve ser tratada precoce e adequadamente para se evitar a perda da função renal (insuficiência renal). A gravidade deste comprometimento é variável e quando os exames clínicos e laboratoriais não permitem a adequada avaliação do caso, necessita-se fazer a biópsia renal.
e) Alterações no sangue podem ocorrer em mais da metade dos casos: diminuição de glóbulos vermelhos (anemia), glóbulos brancos (leucopenia), dos linfócitos (linfopenia) ou de plaquetas (plaquetopenia)
f) Menos freqüentemente podemos observar inflamações no cérebro, causando convulsões, alterações do comportamento (psicose) ou do nível de consciência e até queixas sugestivas de comprometimento de nervos periféricos.
g) Inflamações de pequenos vasos (vasculites) podem causar lesões avermelhadas e dolorosas em palma de mãos, planta de pés, no céu da boca ou em membros. Muito raramente, a inflamação de vasos maiores pode causar dor e escurecimento de dedos, úlceras de extremidades etc)
h) Queixas de febre sem ter infecção, emagrecimento e fraqueza são comuns quando a doença está ativa.
i) Outras manifestações como oculares, aumento do fígado, baço e gânglios também podem ocorrer em fase ativa da doença O médico deve suspeitar deste diagnóstico, de acordo com as queixas e alterações observadas ao exame físico e pedir os exames laboratoriais adequados para tentar confirmá-lo.

Como dito anteriormente, não existe exame que seja positivo em todos os casos de LES (100% sensível) e que seja positivo somente nos casos de LES (100% específico). Temos exames que são positivos na maioria dos pacientes com LES como os anticorpos antinucleares (FAN), mas, que infelizmente são positivos também em outras doenças, ou mesmo em pessoas sadias. Outros testes laboratoriais como o anticorpo anti-DNA nativo e anti-Sm são altamente específicos, mas, a positividade é de 50 e 35%, respectivamente.

Portanto, o diagnóstico deve ser feito pelo conjunto de alterações clínicas e laboratoriais, e não pela presença de apenas um exame ou uma manifestação clínica isoladamente.

O tratamento do LES depende da manifestação apresentada por cada um dos pacientes, portanto, deve ser individualizada para cada um. Um mesmo paciente pode ter o tratamento modificado, de acordo com cada episódio de atividade. Assim, as queixas articulares geralmente são tratadas com antimaláricos, antiinflamatórios não hormonais e pequenas doses de cortisona. ou cortisona tópica.

Manifestações cutâneas são também tratadas com fotoprotetores, antimaláricos, cortisona tópica e pequenas doses de cortisona por via oral Manifestações musculares, hematológicas, inflamações da pleura, pericardio ou vasculites de pequenos vasos podem ser tratados com corticoesteróides (cortisona) em doses variadas de acordo com a gravidade de cada caso.

Comprometimento renal e do sistema nervoso geralmente são tratadas com cortisona em altas doses associados ou não a outras drogas denominadas imunossupressores como a azatioprina ou ciclofosfamida.

Pulsoterapia com corticoesteróides (altas doses de cortisona dadas na veia por 3 dias consecutivos) podem ser prescritas quando se requer um rápido controle do processo inflamatório. A pulsoterapia com ciclofosfamida (altas doses de ciclofosfamida dadas na veia por um dia), a intervalos mensais ou trimestrais, geralmente é preferida ao uso de ciclofosfamida via oral diária, por causar menos efeitos colaterais.

Na falta de resposta a estas medidas, outros medicamentos podem ser utilizados, mas, a relação risco e benefício, assim como o custo e benefício devem ser consideradas antes de sua prescrição. Os possíveis efeitos colaterais das medicações devem ser consideradas e as dúvidas devem ser discutidas com o médico. O adequado tratamento do LES tem permitido uma longa e produtiva vida para os pacientes. O objetivo do tratamento é permitir o controle da atividade da doença, a minimização dos efeitos colaterais dos medicamentos e uma boa qualidade de vida aos pacientes com LES.

Evitar fatores que podem levar o desencadeamento da atividade do lúpus, como o sol e outras formas de radiação ultravioleta, tratar as infecções, evitar o uso de estrógenos e de drogas que podem desencadear o lúpus (como a hidralazina, hidrazida, a procainamida etc), evitar a gravidez em fase ativa da doença, evitar o estresse são algumas condutas que os pacientes devem observar, na medida do possível. O reumatologista é o especialista mais indicado para fazer o tratamento e acompanhamento de pacientes com LES, quando necessário, outros especialistas devem fazer o seguimento em conjunto. -
Drª. Emilia Sato -

Síndrome Metabólica

Considerada uma doença da civilização moderna associada à obesidade e resultado de alimentação inadequada e do sedentarismo, a Síndrome Metabólica (SM) - ou plurimetabólica - é caracterizada pela associação de fatores de risco paradoenças cardiovasculares (ataques cardíacos e derrames cerebrais), vasculares periféricas e diabetes.
Ela tem como base a resistência à ação da insulina, que obriga o pâncreas a produzir mais hormônio.

"Em países desenvolvidos, uma em cada cinco pessoas é portadora da síndrome metabólica. Aqui no Brasil, não há estudos desenvolvidos que indiquem quantos brasileiros sofrem do mal. Foram analisados apenas os nipo-brasileiros e constatou-se que a prevalência da SM entre este grupo foi 54,3%", comenta Dra. Vânia Baggio, médica do trabalho do Hospital Bandeirantes.
As manifestações começam na idade adulta ou na meia-idade e aumentam com o envelhecimento. O número de casos na faixa dos 50 anos é duas vezes maior do que entre pessoas de 30 a 40 anos.

Embora acometa mais o sexo masculino, mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a desenvolver a Síndrome Metabólica, mesmo sendo magras.

Praticamente todos os componentes da SM são inimigos ocultos, pois não provocam sintomas, mas representam fatores de risco para doenças cardiovasculares graves.

Como a obesidade é o fator que costuma precipitar o aparecimento da doença, dieta adequada e atividade física regular sãoprimeiras medidas necessárias para reverter o quadro. "No caso da presença de fatores de risco de difícil controle, a intervenção com medicamentos se torna obrigatória".

Fatores de risco

 Intolerância à glicose, caracterizada por glicemia em jejum na faixa de 100 a 125, ou por glicemia entre 140 e 200 após administração de glicose
 Hipertensão arterial
 Níveis altos de colesterol ruim (LDL) e baixos do colesterol bom (HDL)
 Aumento dos níveis de triglicérides
 Obesidade, especialmente a central (ou periférica) que deixa o corpo com o formato de maçã e está associada à presença de gordura visceral
 Ácido úrico elevado
 Microalbuminúria, isto é, eliminação de proteína pela urina
 Fatores pró-trombóticos que favorecem a coagulação do sangue
 Processos inflamatórios (a inflamação da camada interna dos vasos sangüíneos favorece a instalação de doenças cardiovasculares)
 Resistência à insulina por causas genéticas.

O diagnóstico leva em contacaracterísticas clínicas (presença dos fatores de risco) e dados laboratoriais. "Basta a associação de três dos fatores abaixo relacionados para diagnosticar a Síndrome Metabólica"

 Glicemia em jejum oscilando entre 100 e 125, ou entre 140 e 200 depois de aplicação de glicose
 Valores baixos de HDL, o colesterol bom, e elevados de LDL, o mau colesterol
 Níveis aumentados de triglicérides e ácido úrico
 Obesidade central ou periférica determinada pelo índice de massa corpórea (IMC), pela medida da circunferência abdominal (nos homens, o valor normal vai até 102 e nas mulheres, até 88), ou pela relação entremedidas da cintura e do quadril.
 Alguns marcadores no sangue, entre eles a proteína C-reativa (PCR), são indicativos da síndrome.

Recomendações da médica:

* Passe por avaliação médica regularmente, mesmo que não esteja muito acima do peso, para identificar a instalação de possíveis fatores de risco

* Lembre-se de que a síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna associada à obesidade. Alimentação inadequada e sedentarismo são os maiores responsáveis pelo aumento de peso. Coma menos e mexa-se mais

* Deixe o carro em casa e caminhe até a padaria ou a banca de revistas. Sempre que possível, useescadas em vez do elevador. Atividade física não é só a que se pratica nas academias

* Escolha criteriosamente os alimentos que farão parte de sua dieta diária. As dietas do Mediterrâneo, ricas em gorduras não-saturadas e com reduzida ingestão de carboidratos, tem-se mostrado eficazes para perder peso

* Evite cigarro e bebidas alcoólicas que, associados aos fatores de risco, agravam muito o quadro da Síndrome Metabólica.

Fonte: Brasil Medicina
Dra. Vânia Baggio

SAL AFETA CORAÇÃO DE PACIENTES COM SÍNDROME METABÓLICA
O sal afeta em maior medida o nível de tensão arterial dos pacientes com síndrome metabólica, uma patologia que combina uma série de transtornos que aumentam o risco cardiovascular, segundo estudo publicado nesta segunda-feira na edição digital da revista inglesa The Lancet. A síndrome metabólica aumenta a possibilidade de o paciente sofrer doenças coronárias e seus sintomas são obesidade abdominal, hiperglicemia, hipertensão, baixos níveis de HDL, conhecido como o bom colesterol, e uma alta concentração de triglicerídeos. Os médicos consideram que uma pessoa sofre síndrome metabólica quando tem pelo menos três dos critérios expostos. Segundo uma equipe de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Tulane, em Nova Orleans, dirigidos pelo médico Jing Chen, a presença desta síndrome em um indivíduo provoca maior retenção de sódio do que um organismo são, o que se reflete na tensão arterial. Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram 1.906 indivíduos não-diabéticos, dos quais mediu tensão arterial, peso, níveis de glicose e colesterol no sangue. Uma vez realizados os exames, os indivíduos passaram sete dias sob dieta com pouco sal e, em seguida, receberam outra dieta com altas concentrações de sódio durante a semana seguinte. Ao longo deste período, os pesquisadores foram analisando a evolução da tensão arterial em cada um dos indivíduos. Eles descobriram que 283 dos 1.881 pacientes que completaram o estudo apresentavam síndrome metabólica e haviam mostrado mais sensíveis à ingestão de sal do que o grupo sem esta patologia.
Fonte: Agência EFE - Notícias Terra

Mulher aproveita melhor o sono do que homem


Elas demoram muito para ‘apagar’, mas dormem mais profundamente, o que faz bem à saúde

Ficar na cama falando sozinha enquanto o marido boceja e depois ‘apaga’ pode não ser sinal de desinteresse dele. Estudo inédito do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que avaliou as diferentes características do sono de homens e mulheres, mostrou que elas demoram mais tempo para conseguir dormir, cerca de 25 minutos. Em compensação, durante a noite elas passam mais horas em sono profundo e reparador, necessários para garantir o bom funcionamento do organismo.

O estudo foi feito com 2.365 pacientes. Os resultados foram obtidos após análise dos questionários aplicados e de exames de polissonografia realizados no Instituto do Sono, em São Paulo. Os cientistas verificaram que os homens levam menos de 20 minutos para dormir depois que se deitam. Entretanto, ficam mais tempo nos estágios superficiais de sono e têm seu repouso prejudicado porque são muito afetados por distúrbios como o ronco e paradas respiratórias sucessivas (apnéias).

Segundo o diretor do Centro de Estudo de Distúrbios do Sono da Casa de Saúde São José, Barros Franco, apesar de mais agitadas e de levar mais tempo para dormir, as mulheres têm o sono mais profundo porque conseguem chegar melhor à fase REM, conhecida como ‘sono total’, período em que ocorre a maioria dos sonhos. “Isso muda quando a mulher chega na fase pós-menopausa. Ela, então, passa a apresentar distúrbios do sono similares aos dos homens, por causa da dosagem do hormônio estrogênio no corpo, e acaba até roncando também” explica.

PESADELOS

Outra conclusão do estudo é que as mulheres relatam ter mais pesadelos e que os homens apresentam mais movimentos involuntários de pernas durante a noite. “É possível que a mulher sonhe mais, porque passa mais tempo na fase de sono profundo”, avalia Franco.

“Eu sempre acordo com a sensação de estar bem disposta. Já o Renato fica mais cansado pela manhã. Por outro lado, tenho muito mais pesadelos e demoro para me deitar à noite”, conta Janaina Sabino, 35 anos, mulher de Renato Carvalheira, 34.

Já na casa da família Cardoso, o sono é algo complicado: todos têm dificuldade para dormir. Segundo o pai, Antonio Washington Cardoso, a confusão de trocar o dia pela noite ocorre porque ele e sua mulher trabalham até meia-noite e só vão dormir às 4h da madrugada. As crianças acompanham a rotina do casal. “Nós sempre acordamos cansados”, diz Washington.

MÁ ALIMENTAÇÃO E ESTRESSE

Em época de folia, quando dormir bem não é a principal preocupação dos brasileiros, especialistas dão dicas de como tentar melhorar a qualidade do sono. Segundo a neurologista do Hospital Israelita Albert Sabin Juliana Vilela, sono ruim está associado a dois problemas da modernidade: hábitos alimentares exagerados e o estresse da vida agitada nas grandes cidades.

Mas é possível tornar o ambiente mais agradável para ter um melhor sono. “O primeiro passo para uma boa noite de sono é fazer a chamada higiene do sono. O ideal é fazer do quarto um local exclusivo para dormir e o mais tranqüilo possível, sem televisão, sem computador e nem comer em cima da cama. O quarto não pode ser transformado em sala ou escritório. Também é importante ter uma alimentação leve antes de dormir, evitando alimentos estimulantes como chocolate e café”, afirma.

Entre os distúrbios mais prevalentes na população brasileira estão a sonolência diurna excessiva, a apnéia, a insônia e os distúrbios de movimento. O professor de neurologia da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre, Alexandre Dolganov, explica que a apnéia do sono é problema respiratório muito comum nos idosos e obesos. Mais de 4% da população mundial é apnéica, assim como 25% dos idosos e 9% dos homens obesos.

Fonte: O Dia

Atenção: 10 dicas servem para você evitar ficar sem dormir, e melhorar não só o seu sono, mas também a sua qualidade de vida.

1. Mantenha uma rotina
Ir para a cama e acordar no mesmo horário – inclusive no fim de semana – é o melhor caminho para aprender a dormir na hora certa.

2. Relaxe à noite
Atividades estimulantes devem ser encerradas uma hora antes de dormir. Comer na cama também tira o sono.

3. Não cochilar fora de hora
Cochilar depois do almoço é reparador, mas se passar de 40 minutos pode prejudicar o sono à noite.

4. Evite exposição à luz
Se acordar no meio da noite, fique de olhos fechados. O hormônio que induz ao sono só é produzido no escuro.

5. Tenha paciência
Se não conseguir adormecer em 15 minutos, é melhor não insistir. Levante e só volte para a cama quando estiver sonolento.


6. Cuidado com a comida
Se você comeu muito no jantar, lembre-se: o processo digestivo demora até três horas para ser concluído. Café, chá preto, refrigerante, bebida alcoólica e cigarro também tiram o sono.

7. Banho quente
Tomar um banho quentinho aumenta a temperatura do corpo, relaxa os músculos e facilita o sono mais profundo.

8. Atividade física
Atividade física regular é fundamental para dormir bem à noite. Mas evite ginástica ou esporte perto da hora de dormir, por causa da descarga de adrenalina.

9. Não vá para cama com problemas
Anote em um caderno todos os seus problemas uma hora antes de dormir. Não vá para a cama com eles. Isso funciona como um santo remédio para muita gente.

10. Cama não é sofá
Quem passa muito tempo deitado acaba sem sono. Então, não use sua cama como sofá – ela serve apenas para dormir!

Via AcidezMental

Combatendo cravos e espinhas


Combatendo cravos e espinhas

Acne é o termo médico usado para o diagnóstico de cravos e espinhas. É uma doença que costuma aparecer na puberdade devido à influência hormonal, mas pode surgir um pouco antes e também se estender até a idade adulta. Atinge tanto homens quanto mulheres. Tem origem inflamatória e acredita-se que tudo se inicia no comedão, vulgarmente chamado de cravo. Este comedão pode ser aberto (ponto enegrecido) ou fechado (ponto branco) . A partir deste comedão, podem surgir pápulas, que o leigo chama de espinha interna, e pústulas (a espinha em si), nódulos (grandes lesões palpáveis e endurecidas) e cistos (cistos sebáceos).

Daí vem a classificação da acne:

Grau 1 - Comedoniana, ou seja , somente cravos
Grau 2 - Comedões , pápulas e pústulas – cravos e espinhas
Grau 3 - Comedões, pápulas, pústulas, nódulos
Grau 4 - Comedões, pápulas, pústulas, nódulos e cistos

É uma doença multifatorial, ou seja, vários são os fatores que influenciam o seu surgimento. Como causas de acne devemos apontar:

1) Fatores hereditários: pessoas na família que tenham a doença
2) Alterações hormonais: naturais da puberdade, stress (libera cortisol endógeno, ou seja, produzido pelo próprio organismo), disfunções hormonais (como síndrome do ovário policístico, hiperplasia ou tumores da glândula supra-renal dentre outros).
3) Medicamentos: vitaminas B12, B6, B1 e D2, corticóides tópicos e sistêmicos, anti-concepcionais e hormônios, iodo, bromo, isoniazida, rifampicina, fenobarbitúricos, hidantoína, lítio. Por isso é muito importante informar ao médico as medicações que está tomando, pois esta pode ser a causa.
4) Produtos químicos: hidrocarbonos clorados, óleos solúveis, graxa, óleo de petróleo, alcatrão de hulha e alguns cosméticos muito oleosos, não só para o rosto, mas também para uso nos cabelos.
5) Muito calor
6) Traumas mecânicos repetidos.

O diagnóstico é bem fácil, bastando examinar o paciente. Sempre é bom pedir exames de sangue caso a paciente se queixe de menstruação irregular, queda de cabelos, aparecimento de pêlos na face e obesidade, para descartar causas hormonais. Geralmente acne na mulher adulta, após os 25 anos tem causa hormonal, mas também cosméticos usados erradamente contribuem.

Tratamentos

Entre os tratamentos temos os tópicos, de aplicação local e os sistêmicos, para tomar. Os tópicos consistem nas substâncias como peróxido de benzoíla, ácido azeláico, retinóides (retinaldeído, isotretinoína, tretinoína ou ácido retinóico, adapaleno, tazaroteno), ácido glicólico, alfa-hidroxiácidos, ácido salicílico, nicotinamida, antibióticos tópicos (eritromicina, clindamicina). Sabonetes são coadjuvantes e podem ser neutros ou à base de ácido salicílico, enxofre, peróxido de benzoíla, triclosan. Se a pele for sensível, prefiro os géis de limpeza, sem sabão.

Os sistêmicos são à base de hormônios, antibióticos (tetraciclina,eritromicina,minociclina,limeciclina,doxiciclina,azitromicina), corticóides orais, isotretinoína oral e flutamida. São medicamentos que necessitam de avaliação e acompanhamento médicos, muitas vezes com exames de sangue periódicos (quinzenalmente ou mensalmente).

Existem também os peelings químicos que melhoram a inflamação e a queratinização (formação da camada mais superior da pele, melhorando também os cravos), além de estimularem a produção de um colágeno novo e atenuar pequenas marcas. Se o paciente ficar com muitas cicatrizes, depois do tratamento pode optar por remover as cicatrizes profundas (cirurgia do acne), preencher as cicatrizes distensíveis e fazer peelings médios ou mesmo dermoabrasão (lixamento cirúrgico) para igualar mais a superfície cutânea.

Os pacientes devem evitar produtos oleosos e procurar usar substâncias oil-free (livre-de óleo), não comedogênicas (que não produzem cravos), geralmente em forma de gel, principalmente os filtros solares. A pele oleosa geralmente não necessita de hidratantes e seu ressecamento é desejável. O uso de substâncias como Hipoglós e Minâncora são muito espessas e oleosas e podem piorar a situação, obstruindo os poros e causando mais cravos e espinhas. São indicadas para outras doenças.

Por último, gostaria de ressaltar que o tratamento do acne requer muita paciência e persistência, muitas vezes levando meses ou anos para a sua completa resolução.

Por:Leandra Metsavaht
Fonte: Feminíssima