12.13.2010

Claudia Leitte revela o que fazer para não parecer cansada

O segredo da cantora Claudia Leitte para nunca parecer cansada

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Claudia Leitte
Descubra qual é o segredinho de Claudia Leitte para estar sempre bonita!
Foto: Reprodução/ Revista VIVA!MAIS
Não é fácil cumprir uma agenda lotada como a de Claudia leitte. Mas ela tem um segredo fantástico para nunca parecer cansada: o Contorno de Olhos Ultra-Light , da Neutrogena, que suaviza inchaço e clareia olheiras. Eis similares que surtem o mesmo efeito:
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Comportamento

Nível de stress aumenta 75% no mês de dezembro

Sobrecarga de trabalho e compras de final de ano são algumas das razões

Stress natalino (George Doyle / Stockbyte)
Sobrecarga de trabalho, contas extras, férias escolares, estradas congestionadas, shoppings lotados e filas nos aeroportos. Se na prática muita gente sabe que o fim de ano é estressante, agora há uma pesquisa que comprova o aumento de ansiedade, irritação e tensão nas pessoas no último mês do ano. Em dezembro, o nível de estresse aumenta, em média, 75% em relação aos outros períodos, segundo um estudo realizado pela International Stress Management Association do Brasil (ISLA-BR) - associação que pesquisa o estresse e suas formas de prevenção.

Cerca de 700 pessoas economicamente ativas, com idade entre 25 a 55 anos, foram ouvidas para elaboração do estudo. Para 60% dos entrevistados, o excesso de tarefas no trabalho é a principal causa do estresse. Já 25% deles atribuíram os nervos à flor da pele aos gastos adicionais. "As causas disso passam pela sobrecarga de trabalho, trânsito, solidão e gastos", explica Ana Maria Rossi, presidente da instituição.

Ansiedade, irritação e tensão são justamente os principais sintomas de um quadro patológico de estresse, afirma o psicólogo Julio Peres, doutor em neurociência e comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). "Mas cansaço, desânimo, taquicardia, sonolência, fadiga e sudorese também são sintomas", afirma o psiquiatra Jair Borges Barbosa Neto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Para evitar as dores de cabeça do final do ano, a comissária de bordo Fabiana Paludo, de 24 anos, investe no planejamento. "Não deixo nada para fazer de última hora e, por isso, não me estresso", diz. A divisão de tarefas também é defendida pela psicoterapeuta Karina Haddad Mussa. "É preciso planejar o dia, organizar horários, evitar o trânsito e buscar técnicas de relaxamento", indica a professora de medicina comportamental da Unifesp.

Os passeios com os amigos aos finais de semana são uma espécie de "terapia" para a estudante de direito Suellen Gasen, de 18 anos. Ela diz sofrer em dezembro com as contas e os gastos extras. "É muita dívida e muita coisa para comprar, ainda mais porque meu pai faz aniversário em novembro. E ainda têm as provas da faculdade no final do semestre".

Equilibrar as finanças é outra maneira de aliviar a ansiedade. "No final do ano, as pessoas costumam gastar mais, até por conta do espírito natalino", diz a especialista em finanças Simone Domingues. "A tática é colocar tudo na ponta do lápis. É a melhor maneira para evitar o estresse financeiro", completa ela.

Naturalmente estressado - O estresse, em doses adequadas, não é prejudicial à saúde. "É uma resposta adaptativa do ser humano. O problema está no nível de ansiedade: em excesso, pode se tornar uma doença", diz Peres. Ele atribui o estresse patológico ao modelo social. "Nos grandes centros, as pessoas estão sozinhas no meio da multidão. A cultura do imediatismo e a fragilidade dos vínculos afetivos também favorecem a ansiedade",

Cérebro

Melhor remédio para memória é manter aprendizado ativo

Novos conhecimentos fortalecem as conexões cerebrais e fixam as lembranças

Ilustração sobre as conexões do cérebro humano

"Trechos inteiros do cérebro se conectam quando você explora ativamente o mundo"
Neal Cohen, pesquisador
O segredo para uma boa memória está no empenho da pessoa em manter um aprendizado sempre ativo. Segundo um estudo publicado na revista Nature Neuroscience, as conexões cerebrais ficam mais fortes e as lembranças se fixam melhor à medida que se adquire mais conhecimento na prática.
“Ter o controle da situação de aprendizado é um fator muito poderoso para a memória e nós começamos a entender por quê”, salienta Neal Cohen, psicólogo da Universidade de Illinois e coordenador do estudo. “Trechos inteiros do cérebro se conectam quando você explora ativamente o mundo.” Há décadas já se sabe que o hipocampo, localizado na região do cérebro próxima aos ouvidos, desempenha um papel importante na memória. Mas ele não faz esse trabalho sozinho. Grandes conexões neurais o ligam a outras partes da mente, transmitindo as mensagens.
Para descobrir como funcionavam as conexões cerebrais no aprendizado passivo e ativo, voluntários foram submetidos a uma experiência. Foi dado a cada um deles um monitor com objetos dispostos na tela. Pequenas janelas que abriam e fechavam revelavam a localização de cada um. A um primeiro grupo foi dito que eles poderiam estudar as janelas e os objetos como quisessem, abrindo-as e fechando-as como achassem melhor. A um segundo grupo, foi mostrado o vídeo de um outro aluno, ativo, sendo submetido ao teste.
Conclusão - Quando os pesquisadores pediram para os voluntários mostrassem onde estavam os objetos memorizados, o grupo do aprendizado ativo acertou muito mais. Os pesquisadores também identificaram que seus cérebros estavam significaticamente mais ativos do que os dos colegas que haviam aprendido por intermédio do vídeo. Não só o hipocampo funcionava melhor, como outras partes do cérebro também estavam mais sincronizadas.
Mais tarde, os pesquisadores fizeram a mesma simulação com pacientes vítimas de amnésia devido a danos no hipocampo. Nenhum deles obteve vantagem do aprendizado ativo. "Esses dados sugerem que o hipocampo tem um papel não só na formação de novas memórias, mas também nos efeitos benéficos do controle sobre as que já existem", escreveram os pesquisadores.
As novas descobertas desafiam ideias anteriores sobre o papel do hipocampo na aprendizagem, segundo Joel Voss, coautor do estudo. “É uma surpresa que outras regiões do cérebro - que são conhecidas pelo seu envolvimento no planejamento e na estratégia, por exemplo - não possam fazer muito a não ser que interajam com o hipocampo", complementa.

Insônia


A insônia me pega de vez em quando. Dos monstros noturnos – pesadelos, angústia, solidão, medo do escuro, barulhos estranhos lá fora, latidos de cães, nostalgia, rajadas de metralhadora, rajadas de vento, telefone que toca de madrugada, filho que não chega, filho que não atende ao celular, saudades dos pais, consciência pesada, trovões distantes, ruído de uma batida de carro, insegurança quanto ao futuro -, a insônia é o mais terrível.
Não se confunda, por favor, insônia com dormir pouco. Eu durmo pouco, e normalmente já me sinto revigorado e bem disposto com 5 horas de sono. Insônia é outra coisa.  Quem já experimentou – e quem nunca experimentou uma bela insônia? – sabe do que falo. A aflição dos minutos que vão se esvaindo, como areia na ampulheta, e a vigília, atenta – cruel como uma torturadora de Guantânamo, precisa como uma especialista em tortura chinesa à espreita no subsolo da praça da Paz Celestial -, a impedir a aproximação do sono.
O desespero da certeza de um dia negro que se aproxima, a antevisão das horas difíceis e sonolentas que terão de ser enfrentadas no dia seguinte (quase sempre o dia seguinte de uma insônia é um dia importante, em que há afazeres extraordinários à nossa espera, em que situações urgentes necessitarão de nosso potencial máximo de equilíbrio, racionalidade e lucidez).
É nessa noite então, na noite que antecede um dia especial, em que se acorda mais cedo que de costume – uma viagem, uma prova, uma estreia, uma apresentação, uma entrevista, uma defesa de tese, um julgamento -, é nessa noite que a ardilosa insônia ataca. A insônia, como os animais traiçoeiros, fica na tocaia e gosta de atacar de surpresa, quando você menos espera.
Ontem, por exemplo, eu tinha chegado de manhã ao Rio, voltando de alguns dias em São Paulo fazendo shows. Tinha dormido pouco, e agitei bastante durante o dia aqui na cidade da beleza e do caos. Fui à praia com a família, andamos de bike, tomamos sol. Em casa, bebemos um vinhozinho branco no jantar, acompanhando a comida árabe encomendada de um restaurante ótimo no Leblon. Depois, assitimos a um DVD (Fogo Contra Fogo, com De Niro e Al Pacino). Bocejei durante o filme – que é eletrizante e com muita ação, mas eu estava cansado, já disse – e cochilei um pouco nas cenas finais.
Beleza, pensei, vou dormir como um anjo. Deitei, dei uma lidinha rápida no Vício Inerente, meu livro de cabeceira do momento, senti as pálpebras pesadas, fechei o livro, apaguei a luz e…a insônia saltou de dentro da escuridão e me mordeu a jugular. Ai, ai. Parafraseando Oscar Wilde, que disse que a melhor – ou única – forma de vencer uma tentação é ceder a ela, a única maneira de enfrentar a insônia, é entregar-se a ela. Acendo a luz, volto ao livro, preparo o tênis e o calção de corrida para a manhã seguinte. Ligo o computador, escrevo esta crônica. Sei que não posso vencer a insônia, jamais.
DVD…
Insônia, filme dirigido por Cristopher Nolan, em que Al Pacino, com a classe habitual, interpreta um policial acometido de uma insônia terrível.
Por Tony Bellotto

Saúde bucal

As cáries dentárias podem estar com os dias contados

Pesquisadores identificam enzima que funciona como 'cola' da placa bacteriana

Cáries dentárias (Comstock)
Um estudo recente decifrou o segredo da placa dentária (ou bacteriana), o que pode determinar o fim da cárie dentária definitivamente. Os pesquisadores Bauke Dijkstra e Lubbert Dijkhuizen identificaram uma enzima chamada glucansucrase, que é essencial para que a placa se fixe aos dentes. Sabendo disso, eles pretendem inserir nas pastas de dentes, ou até mesmo nos doces, alguma substância que iniba a ação dessa substância.
Observando uma bactéria presente na boca e no aparelho digestivo humano, a Lactobacillus reuteri, os estudiosos perceberam que ela usava a glucansucrase - que ela mesma produz - para converter o açúcar dos alimentos em uma espécie de “cola açucarada”. Assim, ela adere aos dentes, formando a placa e, com algum tempo, a gengivite.
A pesquisa pode trazer, ainda, um ganho duplo. A bactéria Streptococcus mutans, principal culpada pela queda dos dentes, também usa a glansucrase para se agarrar aos dentes. Estabelecida, ela começa a fermentar os açúcares ingeridos e, como subproduto dessa fermentação, libera ácidos. É assim que surgem as cáries.
Dijkhuizen espera que inibidores da enzima glucansucrase possam impedir a fixação das bactérias ao esmalte do dente. Mas, até agora, essa solução ainda não foi descoberta. "As várias substâncias tentadas não apenas bloquearam a glucansucrase, mas também a enzima digestiva amilase da nossa saliva, que é necessária para degradar amido”, explicou. A pesquisa foi publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).