9.10.2011

RESOLUÇÃO - RDC Nº 17 DE 16/04/10 COMENTADA VOCÊ SÓ ENCONTRA AQUI no "boaspraticasfarmaceuticas"

Viciados em trabalho

   
workaholic 
É muito mais comum ouvir nossos amigos reclamando de seus trabalhos do que os elogiando, não é? 
Claro que muitas pessoas estão satisfeitas com o que fazem, mas hoje vamos falar daquelas que vão além da satisfação, e são viciadas!
A tribo dos workaholics, os viciados em trabalho, é uma tribo bem diferente, porque é uma das únicas que seus membros provavelmente nem se conhecem.  
 Ao invés de compartilharem os interesses em comum, como outras tribos fazem, eles estão quase sempre isolados em seus mundos, pensando em trabalho, trabalho e trabalho.
Bom, existem vários níveis dentro desse vício.  
Há aqueles que são meio workaholics, mas que conseguem manter sua vida social numa boa. Nesses casos é até engraçado. Quem não tem aquele amigo meio paranóico que vive conectado com seu trabalho pelo celular ou laptop?
Enquanto isso não atrapalha a vida pessoal, tudo bem, mas quando começa a interferir pode até virar uma doença. Essas pessoas, por se cobrarem demais e terem muito medo de fracassar, começam a ter insônia, mau-humor, atitudes agressivas e até depressão.
Geralmente são pessoas competitivas, vaidosas e ambiciosas, que chegam a trabalhar mais de 12 horas por dia, sem contar os sábados e domingos, levam tarefas para casa e marcam reuniões durante o almoço, checam o e-mail de hora em hora, mesmo quando estão de férias.
Existe uma diferença entre ter um vício por paixão ao que faz e por obrigação.  
Muita gente nem gosta do que faz, mas trabalha muito e o tempo todo na esperança de se dar bem na vida, ser reconhecido e nunca correr o risco de fracassar.
Quem trabalha mais do que o necessário buscando retorno financeiro e sucesso, acaba nem percebendo e disfrutando de suas conquistas, pois está sempre ocupado demais com o trabalho.
Quer saber se você é um workaholic? Essas perguntas podem ajudar:
Quando vai almoçar fica pensando ou conversando sobre trabalho? No final de semana seu hobby é ter ideias novas para colocar em prática na segunda-feira? Você tem medo de viajar, pensando que vai dar tudo errado no seu trabalho sem você? Não consegue ficar sem seu celular ou computador por mais de meia hora? Entra em desespero só de pensar em não conseguir acessar seu email?
Se respondeu sim para a maioria você corre riscos de ser um deles. Quer uma dica? Não deixe isso interferir na sua vida pessoal. Não abra mão de um final de semana na praia com os amigos por estar preocupado com o trabalho e quando for se distrair se desligue totalmente do resto, isso quer dizer, esconda o celular e deixe o computador em casa.
E aí, você conhece algum workaholic? O que você acha, ser dessa tribo é bom ou ruim? Conte pra gente!!!!

4 comentários para “Viciados em trabalho”
  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Regina, MaisEstudo. MaisEstudo said: Os viciados em trabalho: http://ow.ly/3XMfa [...]
  2.  
    muito mais comum ouvir nossos amigos reclamando de seus trabalhos do que os elogiando, no ? Claro que muitas pessoas esto satisfeitas com o que fazem,….

  3. robson disse:
    eu me considero um workaholic…pois trabalho em dois empregos e nao estou satisfeito com o meu ganho…se pudesse arrumaria mais um emprego para poder construir meu futuro estavel…eu sou dessa opiniao: “enquanto eu tiver forças nos braços nao deixarei de me esforçar para alcançar os meus objetivos” nao importa o esforço que devo fazer…aproveitar enquanto sou novo tenho apenas 25 anos…fik dik!!!!
  4. Ramona disse:
    Bom, eu sou viciada em trabalho, adoro meu trabalho, tiro féria e fico triste, penso no trabalho e sonho com o trabalho quando estou em casa, também só falo dele, mas gosto.

    Fonte: MaisEstudo

    OS DEZ LEMAS DO VICIADO EM TRABALHO


    1 - O viciado em trabalho não tem quarto...
    Tem escritório!

    2 - O viciado em trabalho não tem amigos...
    Tem contatos!

    3 - O viciado em trabalho não tem vida...
    Tem carreira!

    4 - O viciado em trabalho não tem sonhos...
    Tem projetos!

    5 - O viciado em trabalho não tem encontros...
    Tem reuniões!

    6 - O viciado em trabalho não toma cerveja...
    Toma decisões!

    7 - O viciado em trabalho não faz sexo...
    Descarrega o estresse!

    8 - O viciado em trabalho não navega pela Internet...
    Faz pesquisas!

    9 - O viciado em trabalho não tem domingo...
    Tem hora-extra!

    10 - E, por último, fique tranqüilo: o viciado em trabalho não fica lendo piadas, trabalha!




    Fonte: OS DEZ LEMAS DO VICIADO EM TRABALHO – Humor - Jornal Carreira e Sucesso

    Trabalhos:VícioVirtude

    Grémio Fénix

    Nos antigos rituais maçónicos escrevia-se que os principais deveres de um maçon eram "cavar masmorras ao vício e erguer templos à virtude" (objectivos que se mantiveram com a expressão "fugir do vício e praticar a virtude"). E os vícios a combater, dizem os rituais actuais, são a tirania, a ignorância, os preconceitos e os erros, e as virtudes a glorificar, o direito, a justiça, a verdade e a razão. Praticar a virtude é, antes de mais, "preferir a tudo a justiça e a verdade".
    João Pedro Ferro 
    Vício/virtude é um binómio que encontramos igualmente na iniciação dos neófitos. Batendo à porta, o candidato pretende entrar na Maçonaria. Pergunta-lhe então o Venerável: "Como pôde ele conceber tal esperança?", ao que o Guarda Interno assegura, "porque nasceu livre - entenda-se, 'renasceu', livre de preconceitos - e é de bons costumes". E aqui temos o julgamento: o candidato de "maus costumes", ou seja, o vicioso, não tem lugar no seio da Augusta Ordem. É que, de facto, o antagonismo maniqueísta de bom e de mau, de virtuoso e de vicioso, sempre informou a moral social. Abre-se o dicionário e a definição de vício que se nos depara é de "grande defeito ou imperfeição, que torna uma pessoa (ou coisa) imprópria para o fim a que se destina". O vício é aquela "tendência habitual para proceder mal", são os costumes censuráveis ou condenáveis, os "maus costumes". Vício é libertinagem, desmoralização. O homem vicioso é aquele que se opõe a certos preceitos ou regras: é corrupto, depravado, desmoralizado.
    Efectivamente, o vício é tudo aquilo que a moral da sociedade não aceita, tudo o que foge à regra, que escandaliza a maioria. E é esta maioria o guardião da moral, a defensora da virtude. Mas, se prevalecesse somente a moral da maioria, uma moral sempre conservadora - porque as maiorias, os consensos são por natureza conservadores, contrários ao progresso - viveríamos então segundo uma moral de há muitos séculos atrás. Ora acontece que, nas várias Santanas do Agreste1 deste mundo e da nossa história, sempre foram aparecendo aquelas "televisões" que cerceavam, a pouco e pouco, a "moral e os bons costumes", e que mobilizavam hordas de Perpétuas, furiosas, em defesa do statu quo, numa batalha já perdida. E é assim que as próprias Perpétuas, a pouco e pouco, vão achando interessantes as imagens da TV e que, não digo os seus filhos, mas os seus netos já não se escandalizam com as nádegas que sobram do fato de banho ou com os seios que, teimosos, tentam romper o decote. Tudo isto para dizer que, com a evolução da moral ao longo dos tempos - umas vezes mais permissiva, outras menos - também os conceitos de vício e de virtude variaram e que as variações foram, quase sempre, produzidas por aquela minoria social de "libertinos", de "desmoralizados", que escandalizava a maioria da sociedade.

Introduzamos agora uma outra variante: o prazer. O prazer é aquilo que agrada aos nossos sentidos, satisfaz o intelecto. Também os prazeres sempre foram variando e variam consoante a formação do indivíduo, consoante as suas necessidades, consoante a sua personalidade mas também consoante aquilo que a moral de uma época permite. Durante algum tempo beber café era considerado um vício; hoje ninguém pensa assim, se não se estiver "viciado" (ou seja, se não beber demais, ou não estiver dependente). E assim, o prazer rapidamente se transforma em vício, quando o corpo e a mente, num crescendo, reclamam a sua satisfação, até à dependência. E então surge o julgamento: são os viciados - os que sofrem de gula, os alcoólicos, os fumadores, os drogados, os tarados sexuais, os psicopatas, os criminosos...etc. Enfim, todos aqueles que fogem à regra, que não observam as normas dos bons costumes, que aconselham a moderação nuns casos e a abstenção total noutros, e que a sociedade normalmente taxa de desequilibrados, "loucos", quando muitas vezes são apenas diferentes. Os bons costumes, com as suas normas de moderação, permitem apenas um prazer moderado, ou seja, mantêm o indivíduo numa incessante insatisfação ou antes, mantêm o indivíduo que não se contenta com as coisas simples da vida. E tudo isto em nome da integridade física e da moral: porque faz mal comer muito, beber muito, fumar muito, fornicar muito, etc. Na realidade, tudo isto e muito mais, quando praticado em excesso, faz mesmo mal. Vejamos um exemplo simples: suponhamos que eu gosto muito de bolinhos de ovos e que passo os dias a comê-los desenfreadamente: sou um viciado, tenho prazer de comer bolinhos de ovos uns atrás dos outros. E tenho de aguentar todas as recriminações do mundo que me rodeia: porque me faz mal à saúde (e provavelmente apanharei uma cirrose, diabetes, estragarei os dentes, etc. e assim morrerei muito mais cedo: porque agora o que interessa é viver muitos anos); porque é imoral gastar tanto dinheiro em doces enquanto tanta gente morre de fome, além do que desequilibro o meu próprio orçamento; porque perco o apetite para comer as refeições normais, cheias de vitaminas, proteínas, sais minerais e todas aquelas coisas necessárias para que uma pessoa resplandeça de saúde, etc., etc. Mas, na realidade, se eu, na minha formação, tomei conhecimento dos problemas que os bolinhos de ovos, quando comidos em excesso, podem trazer, ou se ganhei meios para os poder deduzir, o que é que o mundo tem a ver com o facto de eu comer muitos bolinhos de ovos, ou até de não me preocupar de morrer alguns anos mais cedo por comer aquilo de que tanto gosto? Teria menos aspectos visíveis mas seria muito mais prejudicial para a minha felicidade se não os comesse, fazendo ouvido à maioria.


9.09.2011

Seu casamento vai bem?





 Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
   De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
   Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente  perguntou em voz baixa: "Por quê?"
   Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim  a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
   Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
   Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás no que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

  No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
  Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
    Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
     Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
     Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse  Jane em tom de gozação.
     Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo: 
 "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
     No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.
     No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
   No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.
     Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
     A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
   Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
   Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".
   Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".
   Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe".


 A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
   Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi:  "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
   Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
    Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
   Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Tome uma atitude positiva

 
Tome uma atitude positiva

Ter uma atitude positiva é compreender, com a mente e o coração, que tudo o que nos acontece é o melhor para nós. E que todas as situações representam uma oportunidade para o nosso crescimento.
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Uma atitude positiva é aquela que nos impulsiona para frente, que nos mantém otimistas em todas as circunstâncias. Ela é a essência da sorte. A atitude positiva nos dá forças para lutar em direção aos nossos objetivos e nos torna capazes de descobrir quais são os verdadeiros desejos do nosso coração.
Uma atitude positiva valoriza o esforço, a solidariedade, a longa caminhada que tem início com o primeiro passo. É um estado generoso de ser, que em vez de criticar estende a mão, que não tem medo de correr riscos.
É aquela que acredita sempre numa saída, que privilegia o ser ao ter, e que se dá conta dos valores reais da vida. Uma atitude positiva gera uma corrente de energia que multiplica as oportunidades e atrai aquilo que buscamos na vida. É abrir os braços para o desconhecido, saudando o universo com confiança e alegria. É reconhecer a própria divindade e semear a colheita da auto-realização.
Você exercita uma atitude positiva quando:
- acaba com aquele relacionamento que não está funcionando e descobre como é bom ficar sozinho por um tempo.
- acredita nos seus sonhos e estabelece estratégias realistas para alcançá-los.
- cuida da saúde do corpo, da mente e do espírito .
- escolhe com cuidado as pessoas com que compartilha a sua intimidade, selecionando aquelas em quem pode confiar.

- sabe que todo problema traz em si a solução, e se dispõe a encontrá-la cada vez que se deparar com um.
...confia que tem dentro de si as ferramentas necessárias para o trabalho que quer realizar.
...tem coragem para ousar e não se deixa desencorajar pela opinião dos outros.
...não se deixa limitar por experiências que não funcionaram e persevera, até alcançar o resultado desejado.
A colunista Jael Coaracy é escritora, personal e executive coach. Contatos - jaelcoaracy@gmail.com http://www.vaidarcerto.com.br (foi quem escreveu esta paradinha)

Tudo junto e misturado

        Spanta Neném - "povo do asfalto" em festa na favela

Spanta Neném  a mistura de dois mundos
Foto Ivanildo Carmo/Blog do Spata


No início o Spanta Neném era apenas um bloco de carnaval. Hoje em dia agrega uma festa audaciosa que mistura dois mundos completamente diferentes e ainda promove a conscientização de um projeto social. Essa evolução abrange a atual realidade dos cariocas que convivem e visitam o Morro Santa Marta, em Botafogo, Rio de Janeiro. A ascensão do Spanta Neném, que faz sucesso entre a classe A do Rio de Janeiro há mais de 10 anos, começou com o sonho de criar seu próprio projeto social. "O Spanta nunca pretendeu ter fins lucrativos, o objetivo do bloco era brincar, se divertir e comemorar o Carnaval", conta Chico Nogueira, presidente do Spanta Neném. "Assim que os eventos se tornaram mais concorridos sobrava muito dinheiro, que sempre era doado para instituições diversas, mas nosso sonho sempre foi ter nosso próprio projeto".
Em 2009, o grupo carnavalesco conseguiu montar uma estrutura forte e abrir o projeto social no
Morro Santa Marta, a comunidade mais inclinada do Rio de Janeiro. "O morro é uma comunidade carente que vive uma realidade muito difícil", explica Chico. "Acompanhando a sociedade do Santa Marta começamos a frequentar mais o morro e conhecemos a quadra da favela, que estava abandonada. Daí surgiu a idéia da festa ‘Morro da Alegria’, que nada mais é que uma roda de samba na quadra".
Muito modesto ao falar das realizações dos três projetos, Chico revela o principal motivo da criação do ‘Morro da Alegria’: "Diferente de São Paulo, que a periferia fica nos arredores do centro da cidade, no Rio o morro é dentro da cidade, da área rica, e mesmo assim existe um grande distanciamento entre as duas sociedades". O público que acompanha o bloco carnavalesco do Spanta Neném é de classe A e não costuma frequentar os locais próximos ou dentro do morro. Assim, a festa criada pela trupe de Chico queria quebrar esse muro invisível e abraçar todas as pessoas em um único objetivo: a música.




"Precisávamos trazer nosso público para esse movimento, mostrar para as pessoas que a comunidade é carente, mas é legal pra caramba", diz o presidente. "E mostrar pra comunidade que o ‘povo da rua, do asfalto’ também tem coisa na cabeça", conclui.
‘Povo da rua’ ou ‘Povo do asfalto’ é como os moradores do morro reconhecem os da cidade. Isso só serve para provar o imenso espaço que existe entre esses dois personagens. "No Rio tem muito isso, são dois mundos que não se misturam, aí se perde cultura e conhecimento. As pessoas têm que se encontrar, isso só traz coisas boas", reforça Chico.
A divulgação intensa da violência que existia no morro também foi um fato que somou para os moradores do asfalto evitarem a participação nesse tipo de evento, porém desde dezembro de 2008 essa realidade mudou. Com a instalação das Unidades Pacificadoras de Polícia (PPP), claras e positivas consequências foram trazidas para a comunidade. "Antes das PPP eu não sei se eu faria um evento aqui para o público classe A", esclarece Chico. "Essa estratégia de segurança diminuiu muito a violência, principalmente no sentido de que não se vê mais pessoas armadas na rua, ajudou muito".
Desde a primeira edição do ‘Morro da Alegria’ a quadra do morro lotou. O evento foi um sucesso tão grande que tiveram que aumentar o movimento. Além da roda de samba na quadra, foi implantada, ao mesmo tempo, uma roda na praça e uma de chorinho em um bar tradicional do bairro. "O que ajudou muito foi o nosso público fiel do Spanta, que sempre acompanhou a nossa história e sempre vai acompanhar, se fosse outra galera talvez não rolasse o mesmo sucesso", argumenta o curador dos projetos.
O evento na quadra ocorre uma vez por mês, sempre aos sábados. Os ingressos custam R$ 30 para o público do asfalto e R$ 10 para a turma da comunidade. A festa é tão procurada que os ingressos acabam antes, quem quiser não tem como comprar na hora. Com esse dinheiro arrecadado se investe totalmente no projeto social. "Hoje em dia são 100 alunos que participam da Escola de Música Spanta Neném, além das aulas de cavaquinho, violão, percussão e flauta, as crianças recebem aulas de reforço escolar", detalha Chico.


Tanto o projeto quanto a festa, além de gerar empregos e renda para a comunidade, realizam a importante tarefa de juntar as pessoas pela música. Parece que vemos novamente a antiga imagem de um muro se quebrando e a reconciliação de duas sociedades diferentes, porém tão próximas e com tanto em comum. O que antes era resultado de falta de informação e preconceitos hoje, graças ao Spanta, é moda e junta patricinhas e MCs num mesmo círculo. São iniciativas desse tipo que o Brasil necessita e agradece para melhorar suas relações e aproximar paixões e sentimentos em um mesmo lugar.
No site do evento você fica por dentro das festas, das fotos e até do blog que é atualizado sempre! Se estiver perto do Rio ou passeando por lá aproveite para conhecer essa festa. A próxima será no dia 17 de setembro.
Por Alessandra Vespa (MBPress)