12.16.2013

Alongamento: estratégia é eficaz para prevenir lesões esportivas?

Saiba a real eficácia do alongamento e de outras estratégias preconizadas na hora de se prevenir contra lesões.

  Edição: MdeMulher
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  • Ilustração - Homem fazendo alongamento
  • Ilustração - Mulher fazendo alongamento
  • Ilustração - Homem se aquecendo
  • Ilustração - Mulher desacelerando a caminhada
  • Ilustração - Pernas
  • Ilustração - Homem mergulhado em gelo
  • Ilustração - Homem dentro de garrafa
Vale a pena reservar os minutos iniciais do tempo dedicado aos exercícios para o alongamento? De acordo com uma pesquisa do Instituto de Medicina do Esporte de Copenhague, na Dinamarca, a resposta é um sonoro não. Os cientistas revisaram as informações de 25 experimentos sobre o tema, com mais de 26 mil voluntários, e concluíram que o estica-e-puxa simplesmente não afasta contusões. "Não observamos quaisquer evidências sobre a efetividade da prática e, por isso, acreditamos que ela deve ser abolida da rotina dos esportistas", sentencia Jeppe Bo Lauersen, que assina o artigo.

A investigação contemplou principalmente aqueles alongamentos rápidos executados nos instantes que antecedem os treinamentos — caso dos tradicionais dez segundos de pernas puxadas ou das tentativas de alcançar o chão com a ponta dos dedos sem dobrar os membros inferiores. Apesar de difundido, esse tipo de alongamento pode, na verdade, até castigar ossos, articulações, músculos e tendões. "Se executado de maneira intensa, ele provoca lesões", adverte o fisiologista Júlio Serrão, coordenador do Laboratório de Biomecânica da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo.

Foto: Marcelo Cipis

Cheiros durante o sono dão um fim às fobias?

Neurocientistas americanos conseguem, pela primeira vez, atenuar das fobias de um grupo de pessoas utilizando aromas.

Estudo pode abrir caminho para o desenvolvimento de tratamentos para fobias.
Foto: Getty Images
Em uma experiência da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, 15 voluntários tinham que ficar observando imagens na tela de um computador. Em certas fotografias, os experts liberavam odores específicos no ar — como o perfume de rosas ou menta — e no mesmo instante davam um leve choque nos indivíduos. Com o tempo, só de ver as imagens que antes foram identificadas com a sensação dolorosa, os participantes começavam a suar, sinal visível de medo. Depois, eles foram dormir e, sem saber, inalaram aqueles mesmos cheiros ligados ao sentimento de terror. No dia seguinte, ao olhar para as fotos novamente, os sujeitos se mostravam menos ansiosos. Os cientistas acreditam que a exposição gradual e inconsciente ao estímulo que gera receio — no caso, os odores — é um jeito eficaz de contorná-lo. “Precisamos de outros trabalhos para entender melhor os mecanismos, mas existe uma possibilidade de que isso vire um estratégia contra fobias daqui a algum tempo”, ressalta Katherina Hauner, líder do trabalho.
 

Efeitos comprovados da aromaterapia

Outros achados atestam que a terapia com plantas aromáticas, ricas em óleos essenciais, tem ação contra micróbios e inflamações. “Novos estudos ainda legitimam sua propriedade calmante”, diz a fisioterapeuta Cassandra Lyra, do Centro Universitário Unifieo, em São Paulo. 

ALIMENTOS ORGÂNICOS PODEM SER ALIADOS PARA O VERÃO

Alimentos orgânicos podem ser aliados para o Verão

Quer entrar em forma para o verão? Então, aposte nos alimentos orgânicos!

Estamos a menos de um mês da chegada do verão e parece que a correria para conquistar um corpo mais magro se intensifica a cada dia. Entre cortes e incrementos no cardápio, as pessoas começam a potencializar os exercícios físicos e nenhum esforço parece o suficiente.
É neste momento que os orgânicos consolidam-se como grandes aliados para manter a boa forma. Mais acessível, esse tipo de alimento ganha espaço nas mesas de casas e restaurantes. Incorporados ao dia a dia, pães, saladas, carnes, flores comestíveis, bolos, entre tantas opções, combinam benefícios à saúde e ao paladar. Livres de aditivos, conservantes e outras substâncias tóxicas, proporcionam mais sabor e energia para suportar os dias quentes.
Os benefícios da alimentação orgânica se traduzem em pratos saborosos, coloridos e sem substâncias químicas. Orgânicos têm uma quantidade de compostos quimiopreventivos, anticancerígenos, 15% a 30% superior à dos alimentos que levam agrotóxicos. Pesquisas apontam que tais substâncias podem causar problemas como alguns tipos de câncer e alterações na qualidade dos espermatozoides.
Embora ainda custem pouco mais em relação aos alimentos convencionais, os orgânicos estão mais em conta. Fora que representam um investimento na saúde, na prevenção de doenças cujos tratamentos não raramente são onerosos.
“Sempre pergunto às pessoas quanto vale a saúde delas, quando questionam o preço desses alimentos”, pondera a nutricionista Adriana Bassoul, do Sítio do Moinho (RJ). A disponibilidade dos orgânicos também é crescente. Já são encontrados em supermercados e feiras.

VAGA DE EMPREGO - PROFESSORA PARA PROJETO SOCIAL



  Prezados(as) amigos(as),

A Fundação São Joaquim, localizada na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, está recebendo currículos para selecionar professora para projeto social com formação em magistério e preferencialmente com faculdade na área.
Desejável experiência em alfabetização para trabalhar com crianças com dificuldade de aprendizagem, por meio de projetos, num ambiente motivador e seguro, propício a obter os melhores resultados, sempre atentas às necessidades e características individuais dos alunos.
A candidata deverá ter no mínimo 18 anos e disponibilidade para trabalhar 20 horas/semanais de 13 às 17 horas.

Informações adicionais:
Piso Salarial do Sindicato
Vale transporte 

A candidata deve enviar currículo para o e-mail fsjprofessorasocial@ig.com.br

Obs.: caso esta mensagem não seja útil para você, solicitamos que repasse para seus contatos.

Sds,







SERGIO ZARRO
Coordenador de Projetos
Rua Paul Underberg, 54 – Tijuca
Tel. 2222-5861
Tel. 7553-3124
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12.15.2013

Nova Lei de Licitações

Texto no Senado pode desatar alguns nós que atrasam obras e reduzir as brechas para a corrupção enraizada no sistema de concorrências públicas

Gabriel Castro, de Brasília
Plenário do Senado Federal em Brasília
Plenário do Senado Federal em Brasília (Dida Sampaio/AE)
 
 A discussão sobre as raízes históricas e sociológicas da corrupção vai longe: já as causas administrativas do problema têm alguns culpados mais claros. Um deles é a famigerada Lei 8.666, a Lei de Licitações. Criada com o nobre objetivo de assegurar o uso responsável dos recursos públicos, a medida acabou por criar barreiras burocráticas a obras importantes sem, entretanto, barrar a corrupção.

Um levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU) dá a dimensão do problema: entre 2003 e 2011, o órgão calcula ter evitado o desvio de 7,3 bilhões de reais. O problema é que, para cada real recuperado, outros seis foram pelo ralo da corrupção.

Por isso, é positiva a notícia de que, a partir do começo do ano, a Lei de Licitações poderá  passar por uma extensa – e necessária – revisão do Congresso Nacional. Uma proposta que atualiza a lei foi aprovada na semana passada por uma comissão criada exclusivamente para discutir o assunto. Os parlamentares terão, portanto, uma boa oportunidade para renovar uma legislação que, vinte após entrar em vigor, recebe críticas do governo (porque atrasa empreendimentos), de empresários (porque favorece companhias menos preparadas) e do Tribunal de Contas da União (porque exige o cumprimento de normas virtualmente inaplicáveis).
Caberá, agora, ao Congresso analisar a matéria e achar uma resposta adequada a um dilema antigo: flexibilizar as regras de fiscalização pode aumentar o desvio de recursos. Por outro lado, o excesso de regras costuma provocar atrasos e prejudicar a gestão pública.
A solução encontrada pelos senadores na comissão passa, inicialmente, pela extinção das duas modalidades de licitação mais suscetíveis a conluios: a carta-convite e a tomada de preços. Esses mecanismos eram justificáveis na era pré-internet, quando despesas de menor vulto não justificavam a abertura de um complexo processo de licitação. Hoje, com os processos eletrônicos, o problema foi resolvido.
Uma segunda novidade relevante da proposta dá mais equilíbrio ao processo de seleção: em vez de levar em conta apenas o preço, a nova legislação permite que o gestor leve em conta, como fator primordial, a qualidade do serviço oferecido. O critério de eficiência corresponderia a 70% do peso da proposta, enquanto o valor proposto teria um peso de 30%.
José Matias-Pereira, especialista em finanças públicas e professor da Universidade de Brasília, diz que a ideia é positiva, mas depende de monitoramento dos órgãos de controle. "Está se dando uma certa discricionariedade ao gestor. É preciso ter alguns tipos de acompanhamento e avaliação nesse processo, para saber se o procedimento foi adequado".
Outra novidade da proposta deve dar agilidade aos pregões: quando o poder público realizar concorrências, apenas a melhor proposta será analisada. Se a documentação não for suficiente, passa-se à segunda melhor oferta. Hoje, a regra exige que o órgão licitante analise em primeiro lugar se cada uma das candidatas está apta a participar do processo - o que inclui uma exaustiva checagem da documentação apresentada.
O texto elaborado pela comissão do Senado prevê ainda que as empresas contratadas de forma direta também possam ser punidas caso haja ilegalidades nos processos onde haja contratação direta, com dispensa de licitação. É a chamada responsabilidade solidária. "Isso é um avanço. Não se pode imaginar que existe uma irregularidade apenas da parte do contratante: o contratado também precisa ser solidário",

Debate - A redação do texto demorou seis meses. A senadora Kátia Abreu, relatora da proposta ouviu representantes do governo, do setor de construção civil e de outros ramos que costuma manter contratos com o governo. O Tribunal de Contas da União (TCU) também acompanhou de perto a elaboração dos trabalhos.
"Nós deixamos a burocracia onde era necessária para evitar distorções e, ao mesmo tempo, tiramos da lei aquilo que deveria estar apenas nos contratos", diz Kátia Abreu (PMDB).

O novo marco, se for aprovado, unificará toda a legislação do setor: a lei que trata dos pregões e a norma do RDC. A proposta agora está na Mesa Diretora do Senado, que vai decidir para qual comissão encaminha o texto. O debate deve tomar boa parte do ano de 2014. Mas o primeiro passo já foi dado.

Mudanças na Lei de Licitações

Fim da carta-convite

O projeto extingue essa modalidade de licitação. A carta-convite é utilizada quando a administração pública quer escolher uma empresa para realizar um serviço com valor de até 150 000 reais. É preciso comunicar ao menos três empresas; a que oferecer o menor preço sai vencedora. O problema é que o modelo tem permitido fraudes: basta que a companhia escolhida para o esquema providencie outras duas para simular  a legalidade da concorrência.