1.25.2014

As Vitrines - Chico Buarque





PACIÊNCIA SIM, COMODISMO NÃO

Tenha paciência sim, mas não fique assistindo tudo de braços cruzados. A casa pode estar pegando fogo, mas um “baldinho” de água que você jogar pode ajudar a salvar parte do imóvel.
Nós somos danados para nos acostumarmos com tudo, com as coisas boas e as coisas ruins, e por incrível que pareça, nós cedemos mais pelas coisas ruins, pelas situações chatas do que pelas coisas boas.
Será que somos masoquistas?Um dia uma coisa, uma pessoa te chateia, você deixa pra lá e em nome de uma amizade, de um respeito ou sei lá o que , você aceita, vai aceitando, vai engolindo até que explode. Até que um dia não tem mais o que fazer, não existe mais maneira de mudar a situação.
Paciência sim, comodismo não!
Sua voz deve falar de amor, mas dizer sim para tudo nem sempre é amor, alias, existe mais amor no “não bem dado”, que no sim forçado. Então, aja com a razão.
Não aceite as coisas prontas, as situações resolvidas.
Chegaram no seu espaço e querem passar por cima de você?
Não permita, com respeito e firmeza imponha-se, mostre-se, exija respeito.
Na sua casa estão gritando muito, não estão te ouvindo? Suba na cadeira, rode a baiana, remexa as cadeiras e mostre quem está falando.
Não permita que a bagunça vire festa e que o mundo caia bem na sua cabeça.
Nós somos engraçados:- atravessamos a cidade para levar um quilo de fubá naquela campanha dos carentes de “Quixindó do Sul”, e não somos capazes de levantar o traseiro da cadeira para fazer uma caminhada de meia hora, três vezes por semana que pode salvar a nossa vida.
Paciência tem limite, assim como a dor, a preguiça, o choro, o desespero, e tudo mais que possa ameaçar a sua paz.
Você só vai continuar sofrendo se permitir, se você esquecer o que é realmente importante nesse mundo: você.
Bote fé na sua capacidade de resolver o que você determinar.
Deus leva a maior fé em você!
Não o decepcione!
Eu acredito em você.
Paulo Roberto Gaefke

Crenças



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“Ao alegar suas limitações, as pessoas dizem: “eu não posso 
fazer tal coisa porque…” E, a desculpa comum é do tipo
 – “é assim que eu sou”. Mas, a verdade mais provável é:
 “é assim que eu penso que sou”.

Nós podemos aprender sobre nossas crenças estudando os peixes… Compre um aquário e divida-o pela metade com uma parede de vidro transparente. Depois arranje uma tainha e uma barracuda– peixe que come tainha. Ponha cada um de um lado e, no mesmo instante a barracuda vai avançar para pegar a tainha só que… bumba!… entra de cara na parede de vidro. Ela vai recuar e atacar outra vez e… bumba!…

Em uma semana a barracuda vai estar com o nariz bem inchado e, percebendo que caçar tainha é sinônimo de dor, acaba desistindo. Aí, removendo a parede de vidro sabe o que acontece? Ela passará o resto da vida no seu lado do aquário; será até capaz de morrer de fome, mesmo tendo uma bela tainha nadando a poucos centímetros dela. Mas como conhece seus limites não vai ultrapassá-los. A história da barracuda é triste? É…sim. Pois essa é também a história de todo ser humano.

Nós não colidimos com paredes de vidro, mas colidimos com professores, pais, filhos, amigosque nos dizem o que nos convém e o que podemos fazer. Pior ainda, colidimos com nossas próprias crenças – são elas que delimitam nosso território, é isso que alegamos para não ultrapassar os limites…



Ou seja, criamos nossas gaiolas de vidro e pensamos que é realidade. Na verdade é apenas aquilo em que nós acreditamos… Quase todos nós temos uma história, e nos rotulamos…



“eu sou professor”, “eu sou avó”, “eu sou mãe”, “eu sou marido”, eu sou…eu sou…eu sou…isto ou aquilo, eu sou… Essa nossa história é como um programa de computador instalado entre nossas orelhas, que nos controla a vida…



Nós o levamos ao trabalho, nas viagens de férias, nas festas… enfim passamos a vida tentando nos adaptar à história… Tentar ajustar-se a uma história torna qualquer um infeliz… Eis então a dica: você não é a sua história e ninguém dá a mínima para isso. Você não pertence a uma categoria, a um compartimento. Você é um ser humano justamente porque tem uma série de experiências. E, quando você parar de arrastar uma história por aí, você vai ser muito mais feliz.”

Andrew Matthews
 ALEGRIA E TRIUNFO

Gão de Bico



O grão-de-bico, também chamado de gravanço, ervanço, ervilha-de-galinha, ervilha-de-bengala ou apenas grão, é uma leguminosa da família das fabáceas,1 muito distribuída na Índia e no Mediterrâneo.
Trata-se de uma planta herbácea, que mede entre 20 e 50 cm de altura, de flores brancas que desenvolvem uma bainha, em cujo interior se encontram 2 ou 3 grãos, no máximo. Os grãos de cor castanho-claro (ou também verde) são arredondados, tendo uma pequena "espora". A sua periodicidade é anual.
O grão-de-bico é uma leguminosa com importantes qualidades culinárias e nutritivas, sendo rico em proteínas, sais minerais e vitaminas do complexo B. Além disso, devido à grande quantidade de celulose contida na casca, o grão-de-bico estimula o funcionamento dos intestinos.
O grão-de-bico, do ponto de vista nutricional, é um excelente alimento.
Devido à sua grande quantidade de amido, é usado pelo nosso organismo como fonte de energia. É pobre em água e gorduras, e está isento de colesterol.
O grão-de-bico é usado para o preparo de uma pasta árabe chamada Homus.
Cada 100g de grão contém 6g de fibras, sendo nas sua maioria fibras solúveis, ajudando de uma forma bastante eficaz o nosso organismo a eliminar açúcares, gorduras e o colesterol.
O ácido fólico pode-se encontrar em doses generosas no grão.
Vários estudos referem a importância desta leguminosa na prevenção de doenças cardiovasculares, assim como no tratamento de vários tipos de anemia.
Contém uma generosa quantidade de cálcio, ferro e magnésio, minerais que desempenham funções importantes no nosso organismo.
Sendo um alimento relativamente barato, oferece uma grande versatilidade na culinária.
É indispensável numa dieta alimentar equilibrada.
O grão-de-bico também possui uma grande quantidade de triptofano, utilizado pra produzir serotonina, responsável pela ativação dos centros cerebrais que dão a sensação de bem-estar, satisfação e confiançaO grão-de-bico é uma excepcional fonte de fibra para baixar o colesterol, assim como a maioria das outras espécies desta leguminosa.
Além de diminuir o colesterol, o grão-de-bico tem um alto teor de fibras que impede os níveis de açúcar no sangue subirem muito rapidamente após uma refeição, fazendo deste legume uma escolha ideal para pessoas com diabetes, resistência à insulina ou com hipoglicemia.

Quando combinado com cereais integrais, como o arroz, o grão-de-bico fornece proteínas de extraordinária qualidade, praticamente livres de água e gorduras elevadas.
Mas isto está muito longe daquilo que esta leguminosa tem para oferecer.

O grão-de-bico é uma excelente fonte do mineral molibdénio, um componente integrante do sulfito oxidase (enzimas e coenzimas), que é responsável pela desintoxicação de sulfites.
Os sulfitos (sais do ácido sulfuroso), são um tipo de conservante utilizados como antioxidantes na indústria alimentar, comummente adicionados aos alimentos preparados, tais como saladas.

Em pessoas que são sensíveis aos sulfitos podem verificar-se, nos alimentos que tenham este conservante acrescentado, taquicardias, dores de cabeça ou desorientação, se aqueles forem consumidos involuntariamente.
Se alguém já reagiu aos sulfitos, pode ter sido devido ao facto de as lojas onde estes produtos foram obtidos não terem aplicado de forma conveniente o molibdénio, responsável pela desintoxicação dos mesmos.

As Fibras Principais

Conferindo nas embalagens o conteúdo das fibras dos alimentos, verificar-se-á que género de legumes se está a adquirir.
O Grão-de-bico, assim como o feijão, são ricos em fibras dietéticas solúveis e insolúveis.
As formas de fibras solúveis, geram uma substância tipo gel no aparelho digestivo que enreda a bílis (fluído produzido pelo fígado e que produz o colesterol), expulsando-o do corpo.

Vários estudos têm mostrado que a fibra insolúvel, não só ajuda a aumentar o volume das fezes e a prevenir a constipação, como também auxilia a prevenir doenças digestivas, como a síndrome do intestino irritável e a diverticulose (doença estrutural da parede intestinal que pode ter como consequência uma inflamação local).


O Grão-de-bico Estabiliza o Açúcar no Sangue.

Além dos seus efeitos saudáveis no sistema digestivo e do coração, a fibra solúvel ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue.
Se uma pessoa tiver resistência à insulina, hipoglicemia ou diabetes, o grão-de-bico pode equilibrar essa situação, fornecendo a energia e estabilização adequadas para o efeito.
Estudos sobre dietas de fibra alta e níveis de açúcar no sangue têm mostrado os benefícios incríveis fornecidos por estes alimentos com elevado teor de fibra.

Investigadores compararam os resultados adquiridos em dois grupos de pessoas com diabetes tipo 2, que foram sujeitos a uma alimentação com diferentes quantidades de alimentos com fibra elevada.
Um grupo alimentou-se segundo o padrão de dieta do americano diabético que contém 24 gramas de fibra por dia, enquanto o outro conjunto de pessoas nutriu-se com uma dieta contendo 50 gramas de fibra por dia.

Os que comeram a dieta mais rica em fibras apresentaram menores níveis de glicose plasmática (açúcar no sangue) e insulina (a hormona que ajuda a obter açúcar no sangue para as células).
Este grupo de fibras também reduziu o colesterol total em cerca de 7%; os níveis de triglicérides em 10,2%; e a VLDL (Very Low Density Lipoprotein / Lipoproteínas de muito Baixa Densidade), a forma mais perigosa do colesterol, em 12,5%.


Ferro para a Energia

Para além de proporcionar uma combustão lenta de carboidratos complexos, o grão-de-bico pode aumentar a energia de uma pessoa, ajudando-a reconstituir o seu ferro.
Particularmente para as mulheres menstruadas, que se encontram em maior risco no que concerne à deficiência de ferro, o grão-de-bico aumenta a reserva daquele elemento químico, especialmente porque, ao contrário da carne vermelha (outra fonte deste componente), aquela leguminosa tem baixas calorias e praticamente não tem gordura.

O ferro é um elemento integrante da hemoglobina, que transporta o oxigénio dos pulmões para todas as células do corpo e também faz parte dos principais sistemas enzimáticos para a produção de energia e do metabolismo.

É bom lembrar que: se uma mulher estiver grávida ou a amamentar, as suas necessidades de aumento de ferro são elevadas e que o crescimento das crianças e dos adolescentes também tem a ver com as necessidades de acréscimo de ferro.

Magnésio para Produção de Energia e de Defesa Antioxidante

O grão-de-bico é uma excelente fonte de minerais, sendo que um deles é o magnésio (este é absorvido pelo intestino delgado, acabando a maior parte no fígado e dirigindo-se depois para as diferentes partes do organismo), que é um co-factor essencial que contém uma série de enzimas importantes na produção de energia e de defesas antioxidantes.
Por exemplo, o superóxido dismutase (enzima de protecção), que catalisa os radicais livres produzidos dentro das mitocôndrias (organelos celulares extremamente importantes para respiração celular), necessita de magnésio.

Apenas uma chávena de grão-de-bico, abastece em cerca de 84,5% do DV, para o desempenho assaz importante deste mineral.


Proteína Mais Poderosa

Se uma pessoa deseja saber como pode substituir a carne vermelha nas suas ementas, deve tornar-se um partidário do grão-de-bico.
Esta leguminosa aromatizada é uma magnífica fonte de proteínas que, quando combinadas com cereais integrais, como o macarrão de trigo integral ou o arroz integral, fornece compostos orgânicos elevadíssimos, comparáveis aos dos alimentos à base de carne ou de leite, contudo sem calorias elevadas ou com gorduras saturadas nesses alimentos.

Ao obter as suas proteínas através do grão-de-bico, a pessoa começa também a estabilizar o açúcar no sangue e a colher os benefícios inerentes, bem como a melhorar a saúde do coração por via da fibra solúvel prestada por essa leguminosa tão versátil.

Um inquérito polêmico é liberado no STF

Fora um pequeno registro na Folha de S.Paulo, os jornais não deram atenção a liberação pelo Supremo Tribunal Federal de um processo polêmico, há muito aguardado. É o inquérito 2474, com documentos que  inicialmente estariam dentro das investigações sobre o chamado “mensalão”.
A Folha noticia – ela erra o número do inquérito e o chama de 2747 – que o presidente em exercício do Supremo, Ricardo Lewandowski, atendeu a um pedido de oito investigados no processo e permitiu que eles tenham acesso aos autos. Entre eles, está o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato.
A notícia sobre a liberação foi dada inicialmente por Luis Nassif em seu blog. Ele conta que o inquérito é chamado de “gavetão, o mais bem guardado segredo do ministro Joaquim Barbosa”
O “gavetão” é a peça originária do Inquérito 2245, que resultou no “mensalão”. Na ocasião, o relator Joaquim Barbosa cindiu o inquérito 2245 e as partes não aproveitadas se transformaram no inquérito 2474, aberto em março de 2007, que ele manteve sob segredo de Justiça.
Nassif conta que laudos da Polícia Federal foram excluídos do processo do “mensalão” e  acabaram encaminhados ao inquérito 2474. O problema é que esses laudos impediriam a montagem da tese de que houve desvio de dinheiro no Banco do Brasil, como sustentou a Procuradoria Geral da República.
Clique aqui para ler o post de Nassif na íntegra
Teses derrubadas
Em seu blog, Miguel do Rosário também trata do assunto. Ele analisa os documentos da Polícia Federal que estariam incluídos no 2474. Para ele, os papéis “derrubam a tese do mensalão”. O blogueiro afirma que o documento “deixou vários furos que impediriam Barbosa e o procurador-geral de sustentar algumas acusações”.
“Em primeiro lugar, o relatório é baseado no famigerado Laudo 2828, também ignorado por Barbosa, que inocentava Gushiken e Pizzolato. Apesar do próprio Inquérito 2474 trazer algumas acusações contra a diretoria de marketing, constata-se logo que são acusações forçadas, puramente retóricas, como que enxertadas para satisfazer a sanha da procuradoria de incriminar Pizzolato.  De qualquer forma, jamais chegam ao ponto de afirmar que os R$ 74 milhões do Fundo Visanet teriam sido inteiramente desviados.”
Clique aqui para ler o post na íntegra


  “Pasta 2474 no futuro da AP 470″


“Decisão de Lewandovski pode revelar segredos importantes do julgamento”

Ao liberar o conteúdo da pasta 2474 para oito advogados que haviam pedido o direito de consultar um imenso conjunto de documentos que tem relação penal 470, mas sempre foram mantidos em segredo, o ministro Ricardo Lewandovski tomou uma decisão que pode ter relevância histórica.
A pasta 2474 era mantida em segredo por Joaquim Barbosa. Envolve provas, fatos e indícios que não foram incorporados aos autos da ação penal.
Quando ele deixou a relatoria da ação penal, em agosto do ano passado, o inquérito sobre foi redistribuído e entregue ao ministro Luiz Roberto Barroso.
No mesmo dia, o advogado de Henrique Pizzolato, Martius Savio Cavalcanti, marcou uma audiência com o ministro. Reapresentou o pedido para ter acesso a pasta. Barroso prometeu uma resposta em três dias. Sua decisão foi abrir mão do caso, alegando razões de “foro íntimo,” que não obrigam o juiz a fundamentar seu pedido em razões objetivas.
O caso foi redistribuído mais uma vez. Acabou nas mãos de Ricardo Lewandovski que decidiu atender ao pedido dos advogados. Aqueles oito que, no passado, tiveram seu pedido negado agora poderão ter conhecimento de seu conteúdo.
É uma decisão importante.
Primeiro, porque permitirá que os réus e seus advogados tenham conhecimento de todos os dados apurados na investigação – e que foram excluídos dos autos sem que se possa saber exatamente por que.
Embora o julgamento já esteja em sua fase final – os réus estão presos, alguns já pagaram multa, falta julgar os pedidos de embargos infringentes – todos só terão a ganhar quando todos os dados forem colocados a mesa.
É absurdo pensar que isso vai acontecer DEPOIS das sentenças mas é disso que estamos falando.
O segundo ponto é que a pasta 2474 oficializa fatos e provas que até agora eram vistos de forma esparsa e informal. O interesse do advogado de Pizzolato sobre o assunto não é casual. O papel de gerentes executivos e diretores do Banco do Brasil que partilharam decisões relativas a Visanet – assinando notas técnicas e definindo pagamentos — nunca foi explicado na ação penal 470. Pode estar bem esclarecido na pasta 2474, que reúne  um inquérito sobre outros diretores.
Pizzolato foi condenado como “único responsável” pelo desvio de R$ 73,8 milhões para o esquema de Marcos Valério. Mas sequer era o responsável pelos pagamentos, que tinham como gestor um outro diretor do banco, nomeado, conhecido e identificado – e desaparecido dos autos da AP 470.
Uma das teses mais caras a defesa, a de que, se houve crime, ele não foi cometido isoladamente, pode ganhar maior sustentação a partir daí.
Outros pontos também podem ser esclarecidos. Apesar de seus imensos esforços para se aproximar do esquema Marcos Valério-Delúbio Soares, o banqueiro Daniel Dantas sequer foi citado na ap 470. É curioso, já que sua atuação foi descrita de modo detalhado pela investigação do delegado Luiz Fernando Zampronha, da Polícia Federal.
Os publicitários Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, da SMP&B, também podem ter acesso a informações que podem ser úteis.
O que pode ocorrer com isso? Difícil saber agora.
O lote de documentos reunidos na pasta 2474 é imenso. Compreende um total de 78 volumes, que terão de ser estudados e conferidos.
A experiência ensina que documentos mantidos em segredo não fazem bem a Justiça, que pede transparência e lealdade a todos. Não pode haver a menor suspeita de distorção nem de qualquer irregularidade num caso dessa relevância. Não se trata, é claro, de acusar nem denunciar por antecipação.
O Caso Dreyfus, o mais conhecido caso de fraude jurídica da história, levou cinco anos para ser esclarecido, embora o julgamento tenha durado 72 horas.
O erro de sua condenação foi estabelecido um ano depois do julgamento, quando um oficial da área de informações resolveu fazer um novo exame das provas e descobriu que nada havia para incriminar aquele  jovem capitão do Exército francês.  Estava claro que o verdadeiro espião que todos procuravam era outra pessoa.
Mas isso não adiantou muito. Para evitar uma revisão, começaram a surgir novas provas – fraudadas – para incriminá-lo, o que atrasou o processo por mais tempo. Condenado em 1895, Dreyfus seria liberado, por graça presidencial, pois os tribunais jamais declararam sua inocencia, em setembro de 1899. Um ano antes, o oficial que havia forjado documentos para proteger os superiores foi desmascarado e cometeu suicídio.

Por Paulo Moreira Leite