4.19.2015

Governo vai à França buscar lista do HSBC

Comitiva formada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, irá ao país solicitar informações de brasileiros citados no caso
Integrantes da CPI do HSBC-Swissleaks se reuniram na tarde desta quinta-feira (16) com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para solicitar a interseção do governo brasileiro no pedido de acesso a informações à França, país que detém a lista completa de correntistas envolvidos no caso.
Em resposta, os senadores saíram com a promessa do ministro de enviar um emissário, juntamente com a comitiva da Procuradoria-Geral da República, que se reunirá em Paris, no final de abril, com autoridades responsáveis pela investigação naquele país.
Em março, o presidente da CPI, senador Paulo Rocha (PT-PA), o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Psol-AP), e os senadores Fátima Bezerra (PT-RN) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), fizeram o mesmo pedido ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Na ocasião, foi anunciado o envido de uma comitiva formada por Janot e pelo secretário de Relações Internacionais da PGR, o procurador Vladimir Aras, à França pedir a colaboração do Ministério Público do país.
A comissão marcou ainda uma visita ao embaixador da Suíça no Brasil, Andre Regli, para tratar do assunto.
Mais de 8 mil brasileiros foram identificados como donos de contas no banco HSBC na Suíça, entre 2006 e 2007. A CPI, instalada no Senado, investiga suspeitas de evasão de divisas e sonegação fiscal.
Até o momento, o governo francês atendeu ao pedido da Espanha, Argentina, Grécia, Bélgica, Estados Unidos e repassou as informações de clientes investigados.
O senador Paulo Rocha disse, após a reunião, que considera fundamental o apoio do Ministério da Justiça para que esses dados cheguem até a CPI. Segundo ele, o colegiado detém as prerrogativas judiciais necessárias para acessar a lista completa.
Depoimentos – Na manhã de hoje, a CPI do HSBC aprovou a convocação do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, e do jornalista suíço Jean Ziegler, para depor.
Está marcada também para a próxima quarta-feira (22), uma reunião com o presidente do HSBC no Brasil, André Guilherme Brandão. A comissão quer saber se o banco facilitou as remessas ilegais de dinheiro ao exterior.
Segundo informou o relator da CPI, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), ao Blog do jornalista Fernando Rodrigues, o HSBC é réu na França e nos Estados Unidos por favorecimento de crimes de sonegação fiscal.
Os senadores aprovaram ainda requerimento para obter informações das 126 pessoas listadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como detentoras de contas no HSBC e investigadas por supostas fraudes fiscais.
A comissão quer saber se as contas foram devidamente declaradas à Receita e ao Banco Central, conforme determina a legislação brasileira. Foi aprovado também o envio à CPI de 50 Relatórios de Inteligência Fiscal (RIF), que estão sob responsabilidade do Coaf.
FONTE: Da Redação da Agência PT de Notícias
FONTE: http://www.ptbahia.org.br/noticias/item/3589-governo-vai-%C3%A0-fran%C3%A7a-buscar-lista-do-hsbc.html

E MAIS: 

hsbc

Começam a aparecer os indícios que levaram o jornalista Fernando Rodrigues a tratar a lista do HSBC como algo a ser investigado e a não revelar de imediato, como fazem com qualquer investigação onde apareça um nome de petista, os nomes dos 8.667 brasileiros que, entre 2006 e 2007, tinham contas numeradas no HSBC da Suíça.
Evidente que manter uma conta no exterior não é crime, mas é absolutamente suspeito fazê-lo num banco da Suiça que operava como um bunker do dinheiro sujo do planeta.
Nos documentos, revelados hoje pelo O Globo, mas que já estavam para ser vazados por pessoas que trabalharam na investigação internacional se Fernando Rodrigues não os divulgassem, constam os nomes de proprietários do Grupo Folha/UOL, a quem Fernando Rodrigues que dormiu com a lista é vinculado.
Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho, ambos falecidos, tiveram conta conjunta na instituição. Luiz Frias aparece atualmente como beneficiário da mesma conta, que foi criada em 1990 e oficialmente encerrada em 1998. Em 2006/2007, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas, no período, segundo o jornal, ela estava inativa.
Lily de Carvalho, viúva de Roberto Marinho, aparece na lista. Mas como ela também foi casada com Horácio de Carvalho, proprietário do extinto “Diário Carioca”, a reportagem “esclarece” que o nome de Lily surge nos documentos com o sobrenome de Horácio, seu primeiro marido, e que o representante legal da conta junto ao HSBC é a Fundação Horácio de Carvalho Jr. O saldo registrado em 2006/2007 era de US$ 750,2 mil. Lily morreu em 2011.
Quatro integrantes da família Saad, dona da Rede Bandeirantes, também estão na lista do HSBC. Constam entre os correntistas os nomes do fundador da Bandeirantes, João Jorge Saad, da empresária Maria Helena Saad Barros e de Ricardo Saad e Silvia Saad Jafet, filho e sobrinha de João Jorge.
Do Grupo Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares e do “Diário do Nordeste”, estão Lenise Queiroz Rocha, Yolanda Vidal Queiroz e Paula Frota Queiroz (membros do conselho de administração). Elas tinham a módica quantia de US$ 83,9 milhões em 2006/2007. Edson Queiroz Filho também surge como beneficiário da conta. Ele morreu em 2008.
Luiz Fernando Ferreira Levy (1911-2002), que foi proprietário do jornal “Gazeta Mercantil”, que não existe mais e que deixou quase todos seus ex-empregando sem receber quando faliu, teve conta no HSBC em Genebra entre os anos de 1992 a 1995.
Dorival Masci de Abreu (morto em 2004), que era proprietário da Rede CBS de rádios (Scalla, Tupi, Kiss e outras), foi correntista da instituição financeira na Suíça entre 1990 a 1998.
João Lydio Seiler Bettega, dono das rádios Curitiba e Ouro Verde FM, no Paraná, tinha conta ativa em 2006/2007. O saldo era de US$ 167,1 mil.
Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, que tem a TV e a rádio Tribuna (no Espírito Santo e em Pernambuco) e o jornal “A Tribuna” tinha duas contas no período a que se refere os documentos. O saldo delas era de US$ 4,4 milhões e US$ 5,6 milhões.
Anna Bentes, que foi casada com Adolpho Bloch (1908-1995), fundador do antigo Grupo Manchete, fechou sua conta no ano 2000.
O apresentador de TV Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho e dono da “Rede Massa” (afiliada ao SBT no Paraná) tinha uma conta com sua mulher, Solange Martinez Massa, em 2006/2007. O saldo era de US$ 12,5 milhões.
Aloysio de Andrade Faria, do Grupo Alfa (Rede Transamérica), tinha US$ 120,6 milhões.
Há ainda sete jornalistas que aparecem nos registros do HSBC são Arnaldo Bloch (“O Globo”), José Roberto Guzzo (Editora Abril), Mona Dorf (apresentadora da rádio Jovem Pan), Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines, filhos de Alberto Dines. Fernando Luiz Vieira de Mello (1929-2001), ex-rádio Jovem Pan, teve uma conta, que foi encerrada em 1999. As contas de Bloch e Guzzo estavam encerradas. Mona tinha US$ 310,6 mil. Os quatro jornalistas da família Dines guardavam US$ 1,395 milhão.
A quem interessar possa, não foi divulgado o nome de nenhum blogueiro ou jornalista do campo progressista.São os que gritam contra a corrupção e que pedem moralidade no país que depositam dinheiro num banco com sede na suíça e especializado em lavagem de dinheiro sujo. Mas os sujos somos nós

HIDROFOBIA

Você sabe o que é hidrofobia, (distúrbio psicológico)?
 
 
Esta é uma apresentação simplificada sobre uma das patologias que estudamos em Saúde Mental. Trata-se de uma patologia denominada hidrofobia.
 
        Na psiquiatria o tema "fobia" significa medo patológico, e não apenas o medo natural que apresentamos quando sentimos que precisamos nos defender de algum perigo real. A fobia possui vários subtipos e, dentro da psiquiatria está inserida em um grupo de transtornos denominado “Grupo de Transtornos fóbico ansiosos” nos quais uma ansiedade é desencadeada exclusiva ou essencialmente por situações nitidamente determinadas que não apresentam atualmente nenhum perigo.

       A fobia aqui abordada é a hidrofobia, uma fobia do tipo específica ambiental, onde a pessoa sofre um medo patológico de entrar em contato com a água: mergulhar, lavar-se no chuveiro, lavar o rosto ou até o extremo de não conseguir ao menos visualizar fotos de águas ou observar uma piscina. Sua causa, muitas vezes está relacionada a um trauma que envolva água. O nome hidrofobia, que significa “aversão à água” é muitas vezes confundido erroneamente com outra doença viral transmitida pela mordida de cães infectados, conhecida popularmente por “Raiva” porque nesta, a pessoa acometida não consegue beber água, mas, nesse caso, a hidrofobia é apenas um sintoma da doença, e, no estudo que estamos abordando, a hidrofobia é o nome de um tipo de fobia, de um transtorno mental que nada tem a ver com doenças infecto-contagiosas.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 

 

 



FISIOPATOLOGIA DA HIDROFOBIA
        A pessoa passa por alguma experiência(na qual a água está presente),tais como cair numa piscina, escorregar na banheira, engasgar com líquidos, presenciar um afogamento, e isto fica registrado em sua memória como algo negativo.
        Dependendo de como essa pessoa experimentou a situação ela fará(mesmo sem perceber) uma avaliação identificando então a água como uma ameaça, um mal ou um risco de perda, gerando em seu psicológico o medo de entrar em contato com a água ou dependendo de como a pessoa avaliou a situação esta pode se agravar para uma fobia(medo descontrolado patológico).
        O medo é uma reação em cadeia no cérebro que tem início com um estímulo de estresse e termina com a liberação de compostos químicos que causam aumento da frequência cardíaca, taquinéia, e energização dos músculos. O estímulo pode ser uma aranha, uma apresentação em público ou até mesmo a batida da porta. A partir de então para essa pessoa a água e estressor e, quando presente a pessoa experimenta um estresse(chamado estresse negativo) pois provoca uma cascata de reações fisiológicas, bioquímicas e neuropsicológicas que por serem desnecessárias tornam-se desgastantes para o organismo da pessoa e afeta sua qualidade de vida.
        Quando a pessoa vê a água, mesmo em fotos (dependendo do caso ou mesmo quando relembra)ela experimenta a chamada reação de fuga ou luta que é a mesma que ocorre quando sentimos que estamos em perigo ou quando sofremos uma lesão ou trauma doloroso.
        Para produzir a reação de luta e fuga, o hipotálamo ativa dois sistemas: o sistema nervoso simpático eo sistema adrenocortical.O primeiro usa veias nervosas para iniciar reações no corpo, ao passo que o segundo usa a corrente sanguínea.Os efeitos combinados dos dois sistemas são as reações de luta e fuga.
        Quando o hipotálamo informa ao sistema nervoso simpático que e´hora de entrar em ação, o efeito geral é o aceleramento do corpo que fica tenso e mais alerta.O sistema nervoso simpático envia impulsos para as glândulas e músculos lisos e diz a medula adrenal para liberal adrenalina e noradrelina na corrente sanguínea.
        Esses “hormônios do estresse” efetuam um aumento da frequência cardíaca e na pressão sanguínea. Ao mesmo tempo o hipotálamo livra o fator de liberação de corticotropina(CRF), na glândula pituitária ativando o sistema adrenocortial.A glândula pituitária( uma das principais glândulas endócrinas) secreta o hormônio ACTH(hormônio adrenocorticotrópico), que se move pela corrente sanguínea e finalmente chega ao córtyex adrenal no qual ativa a liberção de aproximadamente trinta hormônios diferentes para preparar o corpo para lidar com uma ameaça.
A vazão repentina da adrenalina , noradrenalina e vários outros hormônios causa mudanças no corpo:
·         Aumento da pressão e frequência cardíaca;
·         Pupilas dilatam para receber a maior quantidade de luz;
·         As artérias da pele se contraem para enviar uma quantidade de sangue mais significativa aos grupos musculares maiores(reação responsável pelos calafrios);
·         Hipoglicemia;
·         Músculos se enrijecem energizados por adrenalina e glicose.
        Todas essas reações físicas tem a intenção de ajudar a pessoa a sobreviver a uma situação de perigo. O medo (e a reação de fuga e luta em particular) é um instinto que todo animal possui, porém no hidrofóbico é uma reação que não está cumprindo sua função fisiológica, ao invés disso está levando-o constantemente aum stress desnecessário e portanto desgastante e negativo que precisa ser tratado, uma vez que toda essa “sensação de pânico e morte” que ele experimenta , leva-o a afastar-se completamente de situações que considere risco de afogar-se ou asfixiar-se com água, comprometendo sua qualidade de vida pessoal a com sua família e sociedade podendo tam bém levá-lo a depressão, síndrome do pânico e debilitando o seu organismo tornando-o mais susceptível a doenças



 
Referências Bibliograficas e Sites Consultados:
 
 
Referências bibliográficas

PERRY & POTTER. Fundamentos de Enfermagem, Guanabara Koogan, São Paulo 7 Ed. 2010

Sites:
http://www.psicologia.pt/instrumentos/dsm_cid/
http://www.psicologia.org.br/internacional/pscl23.htm
http://www.aquabrasil.info/medo_h2o.shtml
http://www.hidrocenteracademia.com.br/web/news_detalhes.php?id_noticia=167
http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/78/imprime153382.asp
http://www.infoescola.com/psicologia/hidrofobia/
 
OBS.: Todas as fotos aqui apresentadas foram capturadas via google imagens a partir de palavras chave apenas para auxiliar na compreensão dos textos.
 
 
 

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