5.17.2015

Nunca se menospreze


"O Subconsciente não tem senso de humor.
 É muito importante você saber disso. 
Não pense que as graças que você faz a seu próprio
 respeito não tem significado. 
Mesmo que você esteja se menosprezando por brincadeira, o 
subconsciente está aceitando a declaração como um desejo 
seu que deve ser atendido. 
Portanto, não faça piadas sobre você 
nem fique se menosprezando; isso, não lhe trará nada de bom."


Louise L. Hay

Mundo em que vivemos: entenda

Farmácias querem mais incentivos para vender medicamentos baratos.

Saúde Há 30 milhões em medicamentos fiados nas farmácias

O acesso aos remédios complicou-se devido às ruturas de stock. Farmácias querem mais incentivos para vender medicamentos baratos.
ECONOMIA
Há 30 milhões em medicamentos fiados nas farmácias
DR
Numa entrevista concedida ao Diário de Notícias, o presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Paulo Duarte, elencou alguns dos mais graves problemas que o setor enfrenta.

A rutura de stock é um deles, já que retira o acesso do doente ao medicamento, e é provocado por vários aspetos: em primeiro lugar, as farmácias “têm um plafond para gerir o dia-a-dia e, às vezes, não conseguem comprar todos os produtos de que precisam; em segundo, a “descentralização para zonas mais longe da Europa” faz com que um problema numa fábrica possa “afetar o mundo inteiro”; e por fim, há “medicamentos muito baratos que a indústria não tem interesse em colocar no mercado nacional”.
Mas não só. Há que ter em conta as dívidas dos utentes para com as farmácias. Segundo o responsável pela associação do setor, há “um valor permanente próximo dos 30,35 milhões de euros em todas as farmácias do país”.
O problema “não se agravou, mas precisa de uma solução”, porque “a conta na farmácia continua a ser uma grande instituição e tem ajudado muitos portugueses a manter o acesso”, explicou.
Paulo Duarte não esquece, neste prisma, as 512 estabelecimentos em processos de insolvência ou penhoras de execução e o facto de as farmácias ainda não estarem a ser remuneradas pelos genéricos vendidos, algo que deveria ter entrado em vigor em fevereiro.
“As farmácias são penalizadas quando disponibilizam um medicamento mais barato porque o sistema remuneratório não as protege. É preciso um incentivo para continuar este caminho: há um potencial de poupança próximo dos 70 milhões de euros”, justificou.

Leite: aliado ou vilão do organismo?

O alimento já não é mais unanimidade entre os especialistas em nutrição. Veja os prós e contras

BEATRIZ SALOMÃO
Rio - Até pouco tempo, ele era um alimento imune a críticas e defendido com riqueza de argumentos. Mas a ‘boa fama’ do leite tem sido tema de debate entre especialistas e agora divide opiniões. Sua mãe está certa: a bebida é muito nutritiva e repleta de cálcio, que fortalece os ossos. Por outro lado, o consumo pode, sim, ser prejudicial a pessoas mais sensíveis e provocar alterações no organismo.
Adriane Antunes de Moraes, nutricionista e professora da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp, lista que, além do cálcio, o leite contém fósforo, proteínas e vitaminas A e D (na versão integral do produto), B2 e biotina.
Segundo ela, as qualidades não se restringem ao âmbito nutricional. “Há também benefícios funcionais, como ser anti-hipertensivo. Estudos apontam ainda para redução de peso e modulação da gordura corporal entre consumidores de leite”.
Professora de Nutrição do Centro Universitário Celso Lisboa, Mariana Catta-Preta acrescenta que o cálcio do leite é mais facilmente absorvido pelo corpo do que a versão do mineral encontrada em vegetais. Ela alerta que a carência de cálcio e de vitamina D pode causar osteoporose. “É um alimento completo. Há cálcio em outros alimentos mas, no leite, o mineral está em maior quantidade”.
Já Tamara Mazaracki, nutróloga integrante da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), reconhece as qualidades da bebida, mas ressalta que um aspecto ‘mancha’ sua reputação: a pasteurização e os aquecimentos. Os processos pelos quais passam os leites de caixinha — que quase todo mundo tem na geladeira — alteram suas proteínas. Tamara explica que o organismo de algumas pessoas não consegue ‘quebrar’ essas proteínas modificadas, o que pode gerar processo inflamatório. “É uma substância que o corpo de algumas pessoas não aceita. Pode causar inflamação no intestino e desencadear processos alérgicos e de intolerância”.
O que fazer? Largar a xícara de café com leite e tomar um suquinho? Ou manter o produto na lista de compras? Para decidir, é preciso uma avaliação individual, diz Adriane. Ela explica que, se uma pessoa observa manifestações na pele, no sistema respiratório ou no aparelho digestivo quando consome produtos lácteos, deve ir ao médico para investigar se a culpa é do leite. E, caso a bebida tenha que sair da dieta, ela lembra que é fundamental substituir o produto por alimentos ricos em cálcio, para evitar problemas ósseos.
Segundo Tamara, outras boas fontes de cálcio são sardinha e repolho, além de folhas verde-escuras (principalmente couve). “Se a pessoa sente apenas um mal estar quando toma leite, outra sugestão é trocar por queijo e iogurte”, diz.
Para os pais que querem reduzir o consumo da bebida entre os filhos, a dica é exatamente esta: dar iogurte e queijo.

Superbatérias


Investimento bilionário é necessário para lutar contra a resistência de superbactérias

Cepas resistentes de bactérias estão se espalhando globalmenteo
RIO - Um investimento de bilhões de dólares para a indústria farmacêutica mundial é necessário para afastar a ameaça de “superbactérias” resistentes a remédios, segundo Jim O'Neill, o economista que lidera uma revisão da resistência antimicrobiana para o governo do Reino Unido.
O’Neill estima que até US$ 37 bilhões são necessários ao longo dos próximos 10 anos para estimular a indústria a desenvolver antibióticos inovadores, uma vez que existe pouco incentivo do mercado para fazê-lo.
Atualmente há muitos poucos novos antibióticos em desenvolvimento em meio a uma propagação global de bactérias resistentes. As propostas estão em um relatório realizado pela uma equipe de revisão.
“Nós precisamos relançar o desenvolvimento de drogas para nos certificarmos de que o mundo tem os medicamentos de que necessita, para tratar infecções e para permitir que a medicina moderna e a cirurgia continuem como conhecemos”, disse O'Neill.
Ele já havia alertado que os micróbios resistentes aos medicamentos poderiam matar 10 milhões de pessoas por ano no mundo até 2050 e custaria US$ 100 trilhões em produção econômica perdida.
Cepas resistentes de bactérias estão se espalhando globalmente, ameaçando tornar os medicamentos existentes ineficazes. Um fundo global de inovação de US$ 2 bilhões ao longo de cinco anos seria usado ​​para aumentar o financiamento para investigações de medicamentos e diagnósticos - com grande parte do dinheiro indo para as universidades e pequenas empresas de biotecnologia.
Uma área promissora de pesquisa diz respeitos aos chamado “quebradores de resistência”. Estes são compostos que funcionam para aumentar a eficácia dos antibióticos existentes - uma abordagem muito menos custosa do que tentar descobrir drogas inteiramente novas.
Helperby Therapeutics, uma empresa fundada pelo professor Anthony Coates da Universidade de Londres, criou um disjuntor de resistência que age contra a superbactéria MRSA.
O composto, conhecido como HT61, em breve entrará em ensaios clínicos na Índia, onde está sendo desenvolvido sob licença pela Cadila Pharmaceuticals Índia.
A equipe de revisão disse que este tipo de pesquisa poderia se beneficiar do fundo de inovação e poderia ser a chave para fazer as drogas existentes durarem mais tempo.
O'Neill disse que as grandes empresas farmacêuticas devem pagar para o fundo e olhar para além de avaliações de curto prazo de ganhos e perdas.