5.18.2015

Explosão em prédio destrói apartamentos em São Conrado

Uma pessoa ficou ferida e foi levada para o Hospital Miguel Couto, na Gávea. Suspeita inicial é de vazamento de gás

MARCELLO VICTOR
Rio - Uma forte explosão em um apartamento destruiu outras unidades do prédio localizado na Estrada da Gávea, em São Conrado, Zona Sul do Rio, no fim da madrugada desta segunda-feira. Segundo os bombeiros, os 72 apartamentos foram atingidos. Uma pessoa ferida foi levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Seu estado de saúde ainda não foi divulgado. Acredita-se que um vazamento de gás seja a causa da explosão.
O prefeito Eduardo Paes está no local. Em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo, o subsecretário de Defesa Civil, disse que não há risco de desabamento e que o prédio foi evacuado.

Explosão destruiu apartamentos em São Conrado, na Zona Sul
Foto:  Reprodução / TV Globo
Escombros foram lançados para imóveis vizinhos. Há relatos de que o barulho do estrondo pôde ser ouvido na Favela da Rocinha, que fica próxima ao local. "Parecia um terremoto. Senti minha cama tremer", disse uma moradora, em entrevista, à rádio CBN.
Através do WhatsApp do DIA (98762-8248) , um leitor relatou que o estrondo pôde ser ouvido da Praia de São Conrado. "Trabalho na Avenida Prefeito Mendes de Morais, no número, 1200, em frente à praia, e sentimos essa explosão aqui. As portas de vidro tremeram", afirmou.
Bombeiros dos quartéis de Copacabana e da Gávea e técnicos da Defesa Civil estão no local. De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, a Rua General Olímpio Mourão Filho está interditada, na altura do número 30, para ação dos militares. Há retenções na região e agentes da CET-Rio auxiliam no trânsito.

Explosão foi na cozinha de apartamento de alemão

A explosão que destruiu parte de um prédio em São Conrado, bairro nobre da zona sul do Rio, na manhã desta segunda-feira, 18, ocorreu na cozinha do apartamento 1001, onde morava o alemão Marcus Bernard Muller. Segundo o Corpo de Bombeiros, que está no local com agentes dos quartéis da Gávea e de Copacabana, ele foi levado para o Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, em estado grave. De acordo com moradores, ele trabalhava em uma construtora e morava sozinho.
Pelo menos duas pessoas ficaram feridas após uma explosão. Vários andares do edifício, localizado na Rua General Olímpio Mourão Filho, foram afetados. Os destroços caíram no playground do prédio, perto da piscina. O Edifício Canoas tem 18 andares e 72 apartamentos e faz parte de um condomínio de quatro blocos.

Em Destaque

O prefeito Eduardo Paes, que visitou o prédio atingido nesta manhã, afirmou que há chance da explosão ter sido provocada por um vazamento de gás. "Isso tem que ser investigado e apurado", disse.
Os andares mais afetados foram o 10º e o 9º. Em reunião, o prefeito informou aos moradores que o entulho acumulado no 8º andar - vindo da cozinha dos dois andares superiores, deve ser retirado com urgência para não comprometer a estrutura do prédio, que, segundo a defesa civil municipal, não foi abalada com a explosão.
Segundo relatos de moradores, o impacto se assemelhou à sensação de um "terremoto". Alguns pensavam que se tratava de uma explosão nas obras de extensão do metrô, próximas ao local. A arquiteta Elizabeth Rego Monteiro, de 60 anos, acordou com a explosão. "A janela do meu quarto foi parar em cima da minha cama", relatou. "Achei que era explosão no posto". Ela teve tempo apenas de se vestir, pegar a bolsa com documentos, o cachorro de estimação e descer. Moradora do 1301, ela conta que os apartamentos mais afetados ficavam na mesma coluna do 1001, onde houve a explosão.
"Nossa vistoria prévia está absolutamente em dia. Fatalidade é uma coisa que você não pode prever", declarou o síndico Jorge Alexandre de Oliveira, de 68 anos e há dois na função.
Segundo ele, moradores não relataram nenhuma anormalidade ou cheiro de gás nos apartamentos pouco antes da explosão. Alguns dos residentes do prédio, assustados com o barulho da explosão, deixaram o local vestindo pijamas ou roupões de banho.

Maioria dos casos de cegueira poderia ser evitada com tratamento mais ágil


Segundo a OMS, cerca de 60% dos casos no País acontecem por falta de diagnóstico no início da doença

O DIA
Rio - Glaucoma, retinopatia diabética, catarata congênita e degeneração macular relacionada à idade são doenças que podem levar à perda de visão, caso não sejam logo diagnosticadas. Evitáveis, elas causam 60% dos casos de cegueira no país, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o tratamento precoce não é feito nas unidades básicas de saúde, onde os pacientes são consultados por um clínico-geral que, após avaliação, os encaminha a oftalmologista.
“Passar por outro médico antes é uma perda de tempo, e só é prejudicial ao paciente. A doença tende a se agravar. Ele é jogado de um canto para o outro, até conseguir agendar uma consulta ou uma operação”, opina o diretor do CBO, Mauro Nishi. Ele acrescenta que o atendimento no Brasil é ineficiente, apesar de ser um dos lugares com mais oftalmologistas no mundo: um a cada 11.604 habitantes (a OMS recomenda um por 17 mil).

Especialistas defendem que consultas oftalmológicas devem fazer parte do atendimento básico
Foto:  Istock

Para melhorar o atendimento a quem não tem plano de saúde, Mauro sugere que os consultórios particulares façam iniciativas para incluir as pessoas. “Sei que é complicado mudar o modelo de atendimento nas Clínicas da Família e postos, por já ser uma rede formada. Mas é preciso investir no tratamento precoce”.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio reiterou que cada paciente deve procurar a unidade de referência de acordo com o endereço da residência para o atendimento básico inicial. Se houver necessidade de exames complementares, o profissional de saúde fará o encaminhamento a uma policlínica ou hospital, que atuam por meio do Sistema de Regulação (Sisreg).
Já o Ministério da Saúde explicou que os atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde fazem parte da estrutura da Atenção Básica do SUS, que é capaz de resolver “até 80% dos problemas de saúde da população”. O ministério informou ainda que está em elaboração o Programa Mais Especialidades, que poderá expandir as consultas especializadas, utilizando as redes pública, filantrópica e privada.
Anos de espera por uma cirurgia
Hoje com 14 anos, o destino do estudante Adriel Luiz Serafim poderia ter sido diferente. Quando ele tinha 1 ano e 8 meses, a mãe, Angélica Serafim, percebeu que ele parecia enxergar mal e que os olhos estavam com uma leve mancha branca. Ao levá-lo a um posto de saúde em Santa Cruz, onde moram, ele foi atendido por uma pediatra, que o diagnosticou com catarata congênita. A procura por um oftalmologista demorou mais de um ano.
Durante este período, a mãe percorreu mais de quatro unidades, como o Hospital Universitário Pedro Ernesto e o Hospital Municipal Jesus, onde Adriel foi operado quando completou 5 anos. “A cirurgia demorou tanto, que tenho certeza de que a doença evoluiu com o tempo. Hoje, o meu filho ficou com a visão prejudicada e precisa ler com uma lupa”, conta Angélica.

Jovem de 16 anos que convocou protestos de 2013 pede atenção com panelaços


Raphael Godoi, hoje com 18 anos, trocou o Ensino Médio e a Tijuca pelas Ciências Sociais, na UENF, em Campos

CAIO BARBOSA
Rio - Quando o Rio de Janeiro parou, em junho de 2013, com mais de 1 milhão de pessoas na Avenida Presidente Vargas, pouca gente sabia que um dos responsáveis por tudo aquilo era um menino de 16 anos, chamado Raphael Godoi. Filho da classe média tijucana, baixinho e magrinho, Raphael cursava o segundo ano do Ensino Médio no Colégio Batista Shepard e entendia muito pouco de política. Quase nada. Era apenas mais um adolescente indignado, contra "tudo isso que está aí".
Raphael foi quem convocou a primeira manifestação no Rio, em 2012, que acabou virando o ponto de partida para passeatas históricas
Foto:  Fernando Souza / Agência O Dia

Rubro-negro fanático e evangélico praticante, foi dele a iniciativa de convocar a primeira manifestação contra o aumento das passagens, para 24 de novembro de 2012, em frente à prefeitura. Naquele momento surgiria o Fórum de Lutas Contra o Aumento da Passagem, que se tornou o núcleo central das manifestações que culminaram na histórica passeata de 20 de junho de 2013.
"A gente esperava umas trinta pessoas na primeira manifestação, mas apareceram umas cento e cinquenta (risos)", recorda. "Mas foi um vídeo de um policial dando um choque numa manifestante, pelas costas, que correu a internet e potencializou todo aquele movimento que se iniciava", acrescentou.
Dois anos e meio depois, a vida de Raphael, ou Godoi, como é chamado, mudou. O secundarista que estava na dúvida entre Direito, Psicologia e Ciências Sociais tomou gosto pela terceira opção e hoje cursa o primeiro período na UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense), criada por Darcy Ribeiro, de quem ainda vai ouvir falar muito nos próximos quatro anos. E, claro, trocou a Tijuca por Campos.
"Vim para cá porque queria estudar. Depois de tudo o que eu vivi nestes dois anos, se eu fosse para o IFCS/UFRJ, naquele burburinho onde tudo acontecia, iria militar mais e estudar menos. E agora eu preciso adquirir mais conhecimento para poder compreender melhor tudo o que vivi e estamos vivendo", explica o calouro, com discurso de veterano.
Em um longo papo com o DIA , Raphael faz uma análise particular e interessante do momento político do país. Adepto do apartidarismo em 2013, Raphael decidiu, no fim do ano passado, se filiar ao Psol por entender ser "um partido que leva a política a sério". E admite que a falta de uma cara definida ajudou a pôr um fim nas manifestações daquele ano e acabou abrindo espaço para os protestos declaradamente de direita, que têm dado o tom das ruas em 2015.
"Existia um processo de indignação legítimo, mas muito superficial. Na primeira entrevista que eu dei, ao DIA , também não tinha noção do jogo político. As manifestações são legítimas, mas as pessoas precisam entender o que está em disputa. Foi bom a gente ter mostrado que para pularmos de uma manifestação de 2 mil pessoas para 1 milhão não precisávamos de uma liderança. Mas depois que o aumento da passagem foi revogado, faltou esta liderança ou algo para canalizar a insatisfação, que não era apenas por vinte centavos. E aí o movimento se perdeu", recorda.
Cauteloso nas palavras para evitar polêmicas estéreis com os chamados "black blocs", Raphael admite que a violência, primeiramente por parte da polícia, mas também presente em atos de depredação tanto do patrimônio público como privado, acabou afastando o povo das ruas e mudando o perfil das manifestações.
"Essa questão dos black blocs é complicada. As ações de resistência, em defesa dos manifestantes contra a violência policial, eu mesmo participei e defendo. Mas nunca entendi a ação direta, que é como eles chamam a depredação de símbolos do capitalismo, mas que incluiu até bancas de jornal, como algo que ajudasse à causa da manifestação", lamentou.
A falta de maturidade política foi, segundo ele, o grande problema após a passeata de 1 milhão. Um problema compreensível, visto que muitos ali nunca haviam participado de nenhum ato político na vida, sobretudo daquela magnitude. E essa falta de maturidade acabou jogando por terra, naquele momento, todo um propósito.
No primeiro ato, em 2012, Raphael Godoi tinha apenas 16 anos
Foto:  Divulgação

"Faltou ser mais inteligente e observar como o jogo estava sendo jogado. Focamos a disputa contra o Estado e esquecemos da população, por falta de experiência mesmo. Mas acho deixamos um legado, uma sensação de que é possível conquistar o que a gente quer com mobilização. Vimos isso aqui no Rio com os garis e os professores, por exemplo", comparou.
Longe das manifestações deste ano, não apenas pela distância geográfica, agora que virou campista, mas também pela diferença ideológica com o conteúdo, Raphael faz o que considera um importante alerta para quem está voltando às ruas. Ou tomando coragem de ir pela primeira vez, como ele fez em 2013. Ou para quem prefere manifestar sua indignação através de panelaços:
"Acho super legítimo, mas um pouco perigoso. A população não está ciente do que vem por trás. Acho que estamos restringindo o que acontece de ruim ao PT, quando na verdade o que está por trás é uma disputa política promovida por grupos cujas práticas não são muito diferentes, e que não querem mudar nada. Querem apenas o poder. Não podemos virar massa de manobra", alerta.
Quem pensa que Raphael se tornou "dilmista", está enganado. A indignação com os rumos do governo federal permanecem, mas agora com uma percepção que considera mais próxima aos fatos, diferentemente daquele "contra tudo que está aí" de 2013.
"Eu não defendo o PT em nada, sou opositor ferrenho, mas reduzir tudo ao Lula e à Dilma é absolver todos os muitos outros que estão envolvidos. Além disso, as medidas adotadas pela Dilma são as mesmas que o Aécio disse, em campanha, que tomaria. Então, falta coerência a ele e a quem agora está criticando. A Dilma está fazendo o que ele disse que faria", lembrou.

5.17.2015

PIRULITO QUE EMAGRECE


Sucesso com as celebridades  


por Manuela Carvalho / Jovem Pan . - Atualizado em 
  
Power Pops, pirulitos que emagrecem
Power Pops, pirulitos que emagrecem
Fonte: Reprodução
Sim! É isso mesmo que você leu: a nova moda entre celebridades como Britney Spears, Madonna e Paris Hilton são os Power Pops, pirulitos que ajudam a emagrecer. Cada unidade tem menos de 30 calorias e não contém nada de açúcar e gordura. Tem sabores para todos os gostos como Cheesecake, Torta de maça, Pinacolada, cereja e até manteiga de amendoim. Cada Power Pop é feito com ingredientes que ajudam a pessoa a ter mais saciedade, como Hoddia Gordonii, Citramax e Guaraná. A primeira substância é proibida no Brasil, por isso, mesmo comprando online, o produto pode não chegar. É indicado que você chupe o pirulito meia hora antes das refeições e também beba um copo de água. Cada pacote com 30 unidades sai por U$29,95 e está a venda no site da empresa www.powerpops.net

Nova dieta

Famosas chupam pirulito com planta proibida para emagrecer

DIVULGAÇÃO
Britney Spears faz campanha para marca de pirulitos que serviam como acessório fashion, em 2009
Um método curioso para emagrecer

O truque das famosas para emagrecer. Segundo a revista britânica Grazia, Britney Spears, Madonna e Paris Hilton estão usando um doce de criança para perder peso. Já apelidada de milagrosa, a dieta consiste em chupar um pirulito antes das refeições. Os defensores dizem que o doce não engorda e ainda reduz o apetite. No Brasil, no entanto, um de seus ingredientes principais é proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Saúde).
Os Power Pops são feitos por uma empresa canadense e compostos por citrimax, guaraná e hoodia gordonii. Este último é um componente proibido no Brasil desde 2007, por não ter segurança e eficácia comprovados. A substância é extraída de uma planta da África do Sul e teria o poder de reduzir a fome, mandando mensagens de saciedade ao cérebro.
Mas não foram apresentados estudos satisfatórios à Anvisa, que pode multar em até R$ 1,5 milhão o local que vender produtos com hoodia. Mas quem quiser se arriscar pode encontrar o produto em sites como E-Bay e Amazon.
Os outros ingredientes são autorizados e têm eficácia comprovada. O citrimax é derivado da planta carcinia e auxilia no tratamento do sobrepeso. “Alguns estudos demostraram que ela contribui para diminuir o apetite e a vontade ou compulsão por doces”, explica Carla Cotta, nutricionista especializada em nutrição funcional. “Foi evidenciada ainda a diminuição de gordura visceral”, completa. Apesar dos benefícios, o componente apresenta riso: seu efeito colateral pode ser a intoxicação do fígado.
O guaraná é o mais popular e seus benefícios como estimulante e auxiliar na perda de peso já são mais conhecidos pelos brasileiros. “Ele ajuda também na diminuição da circunferência abdominal e até para prevenção de doenças neurodegenerativas, porém mais estudos em humanos precisam ser feitos”, explica a profissional. A substância pode não ter uso liberado para hipertensos e pessoas com histórico de doenças hepáticas.
Dieta com sabor
No site da empresa fabricante, o pirulito aparece disponível em oito sabores, pina colada, cereja, maçã verde, canela, mountain berry, limonada, manteiga de amendoim e Root Beer Float _uma espécie de milk shake de cerveja. Cada um contém apenas 28 calorias.
Apesar de inusitado, o método de colocar ingredientes funcionais em formas mais agradáveis de consumo já é usado por nutricionistas. “É possível incluir opções de picolés gelados preparados com chá verde, chá de capim limão ou de hibiscos, com frutas e ter benefícios na dieta”, sugere Carla Cotta. “Muita gente não gosta de dos ingredientes do suco verde, como couve e outras folhas, mas o picolé pode ser mais agradável e saboroso. Vale testar as combinações”, completa.

Filipe Toledo vence o WCT do Rio


POR RENATO DE ALEXANDRINO
A festa de Filipe Toledo após a vitória
Não teve para ninguém. Acertando aéreos incríveis com a facilidade de quem troca de canal com o controle remoto, sentado no sofá da sala, Filipe Toledo passeou nas ondas do Postinho, confirmou seu favoritismo e conquistou neste domingo o WCT do Rio, quarta etapa do circuito mundial de surfe. Deixando o melhor para o final, Filipinho acertou um aéreo rodando incrível na decisão, tirando uma nota 10 unânime dos juízes (veja o vídeo no fim do post). Mostrando muita velocidade nas manobras, com menos de 10 minutos recebeu ainda uma nota 8,33 e já tinha praticamente liquidado a fatura contra o australiano Bede Durbidge, que não teve resposta para a o surfe do brasileiro. O placar final não deixa dúvidas: 19,87 a 14,70.
- É maravilhoso ganhar aqui. Foi a melhor vitória da minha carreira. Estou muito feliz e quero agradecer ao público que apoiou em peso e com certeza fez a diferença. Estava muito confiante (na bateria) - comemorou o campeão.
- Foi uma vitória muito emocionante. Vamos comemorar hoje, amanhã, a semana toda! - vibrou o pai e técnico de Filipe, Ricardo Toledo.
Filipe Toledo acertando um de seus aéreos na final
Essa foi a quarta final com a participação de brasileiros nas quatro etapas deste ano do WCT. Filipe Toledo venceu na Gold Coast, Adriano de Souza foi vice em Bells (em uma final em que empatou com Mick Fanning, mas perdeu no desempate), Adriano venceu em Margaret River e agora Filipe faturou a etapa do Rio. Adriano de Souza lidera o ranking, seguido por Filipe. A 'brazilian storm' não parece dar sinais de estar perdendo força. A próxima etapa do WCT será em Fiji, de 7 a 19 de junho.
- Com certeza é muito melhor ganhar aqui. Foi muito bem ter ganho lá (Gold Coast), mas aqui o público dá outro astral ao campeonato - disse Filipe.
Com a areia lotada, a festa foi digna de final de Copa do Mundo no Maracanã. Assim que o locutor do evento anunciou a nota 10 para a onda de Filipe, a torcida explodiu em gritos, assovios e aplausos. Cada onda surfada por Filipinho era comemorada pelo público. Filipe ainda conseguiu um 8,53, aumentando a vantagem. Mas ele ainda queria mais. Com outro aéreo incrível, ele conseguiu um 9,87, alcançando impressionantes 19,87 de 20 pontos possíveis.
Filipe Toledo teve dificuldade de sair da água para chegar ao palanque
A contagem regressiva foi novamente cantada em alto e bom pelas milhares de pessoas que estavam na praia, em uma festa incrível.
Este é o oitavo título de um brasileiro em uma etapa do circuito mundial de surfe no país. A última vez que um representante do país subiu ao topo do pódio foi em 2011, com Adriano de Souza, na Barra. Antes da vitória de Filipinho, Adriano também havia sido o último brasileiro a disputar uma final da etapa. Em 2013, ele chegou na decisão, mas perdeu para o sul-africano Jordy Smith. 
A emoção de Filipe Toledo no pódio
Resultados do WCT do Rio:
1 - Filipe Toledo (BRA)
2 - Bede Durbidge (AUS)
3 - Ítalo Ferreira (BRA)
3 - Matt Wilkinson (AUS)
5 - Ricardo Christie (NZL)
5 - Jadson André (BRA)
5 - Josh Kerr (AUS)
5 - Owen Wright (AUS)
Confira os brasileiros que venceram etapas do Mundial de Surfe em casa:
2015 - Filipe Toledo, na Barra da Tijuca
2011 - Adriano de Souza, na Barra da Tijuca
2010 - Jadson André, na Praia da Vila (SC)
1998 - Peterson Rosa, na Barra da Tijuca
1991 - Flavio Padaratz, na Barra da Tijuca
1990- Fábio Gouveia, na Praia das Pitangueiras (SP)
1977 - Daniel Friedmann, no Arpoador
1976 - Pepê Lopes, no Arpoador