5.18.2015

A gente aprende...

DILMA GOVERNA PARA O POVÃO



O seu compromisso é com o povão.

BRASÍLIA — A presidente Dilma Rousseff confirmou nesta segunda-feira que o programa nacional de investimentos em infraestrutura e logística será lançado no próximo mês. Ao anunciar a nova concessão da ponte Rio-Niterói, Dilma disse que o negócio encerra a primeira fase de concessões federais e é um prenúncio dessa nova etapa que começará. A partir de 1º de junho, a Ecoponte será responsável pela ligação de Niterói ao Rio, cobrando um pedágio mais baixo, de R$ 3,70, contra os atuais R$ 5,20.
— Por todos os lados que se olha, a ponte tem uma melhoria operacional e, ao mesmo tempo, agregando à cidade novos benefícios. Essa é a última concessão da primeira fase do projeto de concessões do governo federal. Nós vamos entrar na segunda fase do programa de concessões, que nós esperamos lançar em junho. E acreditamos que terá o mesmo sucesso que o primeiro teve. Hoje é um dia especial. Transitar para a segunda etapa de concessão é algo importante, que mostra que no Brasil nós temos maturidade suficiente para ter um projeto de concessão que foi respeitado, que as regras foram cumpridas, que não houve nenhum desequilíbrio nos contratos. Significa que o projeto de concessão brasileiro é credível e forte — discursou Dilma, na cerimônia no Palácio do Planalto.
— Estaremos atentos aos compromissos assumidores pela concessionária — disse Rodrigues.
Os investimentos nos primeiros cinco anos são na remodelação das conexões com a cidade Rio de Janeiro, Linha Vermelha e avenidas Brasil e Portuária, e no lado de Niterói, o chamado mergulhão, que vai melhorar a fluidez da conexão da ponte com a cidade, além do acesso à BR-101 no sentido do litoral Norte do Rio — disse José Carlos Cassaniga, diretor-presidente da Ecoponte.
Para o secretário de Transportes do estado do Rio, Carlos Roberto Osório, a assinatura do contrato assegura investimentos no “principal nó” de mobilidade da região metropolitana.
— Hoje é um dia extremamente importante para o estado do Rio. O problema da ponte não é a capacidade em cima dela, mas a do acessos. Essa nova concessão traz investimentos de R$ 1,3 bilhão de investimentos em obras para melhorar o acesso, tanto do lado do Rio, quanto do lado de Niterói, o que vai propiciar o desafogamento da ponte — disse Osório.
Segundo o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, as obras de melhoria são esperadas há anos pelos niteroienses. A Prefeitura, segundo ele, vai procurar agilizar as licenças ambientais e viárias para acelerar o início das obras, previsto para 2016
— A ponte virou um suplício para niteroienses por causa de trânsito. Com esse investimento definido, vamos reduzir muito o congestionamento sobretudo no horário do “rush” no acesso à ponte, pelo mergulhão na Renascença. — disse Neves.
Segundo Osório, o Estado do Rio está pleiteando ainda recursos junto ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para duas novas obras nos arredores da ponte em valor de R$ 250 milhões, que poderiam melhorar o acesso à ponte. Essas obras, já apresentadas ao ministro dos Portos e à Presidência da República, seriam um novo mergulhão para passar por baixo do BRT Transbrasil e chegar ao acesso ao portão 21 do porto e ainda um novo investimento na região do Caju.

CONCORRÊNCIA NA LIGAÇÃO RIO-NITERÓI
Com a nova concessão da Ponte, a administração do trecho deixa de pertencer à CCR para ser responsabilidade do grupo EcoRodovias. Com isso, poderá haver uma maior competitividade entre as formas de acesso entre Rio e Niterói, uma vez que a CCR também administra as barcas, avalia Osório.
— Agora vai haver competitividade maior. A concorrência será positiva — disse Osório.
— Existia na cabeça de muitos cidadãos uma certa dúvida no fato de ter uma mesma concessionária administrando a ponte e as barcas. Essa dúvida acabou — disse Neves.

 

Os antibióticos cada vez mais resistentes

Organização teme que 'volta' de infecções tratáveis possa representar fim da medicina moderna

BBC
Os antibióticos foram uma das maiores invenções da medicina e salvaram milhares de vidas. Mas há um temor crescente quanto ao uso excessivo destes medicamentos, que está fazendo com que eles se tornem menos efetivos à medida que bactérias se tornam mais resistentes.
A preocupação é que infecções que eram facilmente tratáveis com antibióticos voltem a ser uma grande ameaça à saúde.
Nesta segunda-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) inicia um encontro que tem entre seus objetivos criar um plano global para a contenção da resistência antimicrobiana.
A OMS tem alertado que o mundo está se dirigindo a uma era pós-antibiótico, em que a maior parte da medicina moderna perde sua utilização
Reprodução/BBC Brasil
A OMS tem alertado que o mundo está se dirigindo a uma era pós-antibiótico, em que a maior parte da medicina moderna perde sua utilização

No mês passado, o órgão lançou um relatório alertando que 75% dos países não tinham um plano para evitar que vírus e bactérias resistam a medicamentos.
Entre os 133 países consultados - entre eles o Brasil - , apenas 34 tinham projetos para conter a resistência. A OMS não detalhou quais.
Entre 2000 e 2010, segundo estudo da Universidade de Princeton publicado na revista científica The Lancet, o consumo de antibióticos aumentou 36%. Os países dos Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - foram responsáveis por 76% desse aumento.
Já a venda de antibióticos sem prescrição cresceu 50%.
A OMS tem alertado que o mundo está se dirigindo a uma era pós-antibiótico, em que a maior parte da medicina moderna perde sua utilização.
É da natureza de micróbios desenvolver resistência a drogas usadas contra elas.
Se os remédios pararem de funcionar, infecções comuns como tuberculose podem voltar a matar. Cirurgias e tratamentos de câncer também dependem de antibióticos.
Embora os antibióticos sejam muito discutidos, também há alertas sobre a resistência do HIV a medicamentos antivirais e sobre o parasita que provoca a malária, que está ficando mais resistente a tratamentos.
Fundo
Na semana passada, um relatório liderado pelo economista Jim O'Neill - famoso pela invenção da sigla Brics e que hoje é consultor do governo britânico - pediu que a indústria farmacêutica investisse US$ 2 bilhões em um fundo de inovação para o desenvolvimento de novos antibióticos.
O'Neill afirmou que a resistência a antibióticos pode matar 300 milhões de pessoas prematuramente nos próximos 35 anos.
"Podemos acabar morrendo de algo tão simples quanto um corte feito ao se barbear", disse.
    Leia tudo sobre: saúde • OMS • antibióticos • remédio • resistência

    Tabela de calorias de Frutas

    POR  · 

    Calorias de frutas

    Tabela de calorias de frutas
    Frutas e suas calorias
    • Abacate meia unidade 200g = 324 calorias
    • Abacaxi uma fatia 100g = 49 calorias
    • Abacaxi em calda uma taça 150g = 184 calorias
    • Açaí l00g = 247 calorias
    • Acerola l00g = 32 calorias
    • Ameixa preta 50g = 22 calorias
    • Ameixa vermelha 50g = 27 calorias
    • Avelã 3g = 19 calorias
    • Banana maçã unidade 70g = 80 calorias
    • Banana nanica unidade 120g = 80 calorias
    • Banana prata unidade 70g = 62 calorias
    • Banana a milanesa unidade 100g = 251 calorias
    • Caqui unidade 120g = 89 calorias
    • Damasco fresco unidade 35g = 19 calorias
    • Damasco seco unidade 15g = 18 calorias
    • Figo fresco unidade 100g = 68 calorias
    • Goiaba unidade 100g = 57 calorias, uma fatia = 83 calorias
    • Laranja unidade l00g = 43 calorias
    • Limão unidade 60g = 22 calorias
    • Maçã 100g = 59 calorias, unidade = 64 calorias
    • Mamão formosa uma fatia média 100g = 58 calorias
    • Mamão papaya meio 130g = 88 calorias
    • Manga meia 130g = 91 calorias
    • Maracujá unidade 100g = 90 calorias
    • Melancia uma fatia 100g = 31 calorias
    • Melão uma fatia 100g = 30 calorias
    • Morango 100g = 39 calorias
    • Pera unidade 100g = 63 calorias
    • Pêssego unidade 100g = 52 calorias
    • Pêssego em calda unidade 40g = 67 calorias
    • Salada de frutas uma taça 150g = 230 calorias
    • Suco de laranja 200ml = 128 calorias
    • Suco de tomate 200ml = 22 calorias
    • Suco de mamão 240ml = 91 calorias
    • Tangerina unidade 100g = 50 calorias
    • Tomate 100g = 20 calorias
    • Uva 100g = 63 calorias, um cacho pequeno 150g = 118 calorias
    • Uva passa uma xícara de chá 100g = 298 calorias
    Conheça tabela de calorias e o que é caloria na Wikipédia

    Finalmente, você vai mudar de vida

    Conheça a nova especialidade que vai ajudar a prevenir doenças e auxiliar cardíacos, diabéticos, obesos e outros portadores de doenças ligadas ao estilo de vida a finalmente ter hábitos mais saudáveis - e um risco menor de morte

    Cilene Pereira e Mônica Tarantino
    Alimentar-se corretamente, fazer exercício físico, dormir bem, controlar o estresse. A receita básica para a saúde é conhecida por todos. Mas ainda adotada por poucos. A pesquisa Sinais da Nutrição depois dos 50, realizada pelo Ibope e desenvolvida pelo multivitamínico Centrum, por exemplo, apontou um aspecto da questão: dos 613 homens e mulheres com mais de cinqüenta anos ouvidos, 61% afirmaram que sua alimentação hoje é igual ou pior do que era antes.
    O problema é que para ser seguida, a receita da vida saudável implica mudar de verdade comportamentos e mantê-los ao longo da vida. Está aí, porém, uma das maiores dificuldades da maioria das pessoas. Uma nova especialidade que começa a se instalar no Brasil tem como objetivo exatamente ajudar a vencer esse desafio. A medicina do estilo de vida - área em ascensão em todo o mundo - se propõe a prevenir e a tratar fatores de risco comportamentais associados ao desencadeamento de doenças como as cardiovasculares e a diabetes.
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    O médico americano Edward Phillips, de Harvard,
    é um dos pioneiros da nova especialidade
    A medicina do estilo de vida surgiu nos Estados Unidos, país cujos índices de enfermidades vinculadas ao modo como se vive são tão altos quantos os brasileiros. Para os estudiosos desse cenário, estava claro que era necessário avançar em outro caminho. A ciência havia progredido imensamente na criação de remédios e tecnologias para tratar a diabetes e a obesidade, por exemplo, alcançando um teto difícil de ser superado. Sem contar os custos do atendimento, cada vez mais elevados. Modificar efetivamente comportamentos, portanto, era o terreno a ser explorado, e com urgência.
    Um dos pioneiros na área é o americano Edward Phillips, fundador e diretor do Instituto da Medicina do Estilo de Vida, centro abrigado na Universidade de Harvard, uma das mais respeitadas do mundo. “O estilo de vida deveria ser considerado um sinal vital, assim como a pressão arterial e a temperatura”, defende. Nos Estados Unidos, além de Harvard, outros serviços já dispõem de espaços dedicados à nova especialidade. Entre eles, o Joslin Diabetes Center e a Cleveland Clinic. A primeira instituição é referência mundial em pesquisa e tratamento de diabetes e a segunda, em cardiologia. Na Europa, entidades como a Sociedade Europeia de Medicina do Estilo de Vida agregam pesquisadores de todo o continente.
    No Brasil, a especialidade começa a ser implantada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Lá, um time de profissionais da saúde – não apenas médicos, mas também enfermeiros, nutricionistas, psicólogos - está colocando em prática os preceitos da nova área. Eles estão baseados em sólida fundamentação científica, que nada tem a ver com a onda de auto-ajuda barata que tomou conta do mundo nos últimos anos. Há basicamente duas linhas de entendimento e enfrentamento das questões comportamentais associadas às enfermidades. A primeira diz respeito à investigação do peso dos fatores psicossociais. Em relação às doenças cardiovasculares, por exemplo, os mais associados são a depressão, a ansiedade e o estresse.
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    Os médicos Marcelo Katz (à esq.), Raquel Dilguerian e
    Antônio Laurinavicius, do hospital israelita Albert Einstein
    Uma pesquisa realizada no Albert Einstein deixou claro o vínculo com a depressão. Em uma análise de 4,2 mil pacientes, 15% manifestavam sintomas depressivos. Após dois anos de acompanhamento, esses indivíduos formavam o grupo de maior incidência de tabagismo, sedentarismo e sobrepeso. “E independentemente da piora dos hábitos e do estilo de vida, a depressão se associou a níveis mais altos de uma proteína que serve como marcador de risco cardiovascular”, explica o médico Antonio Gabriele Laurinavicius, um dos autores do trabalho.
    Mais recentemente, estudos mostraram a associação das enfermidades cardiovasculares com outros fatores comuns do cotidiano. “Entre eles estão o status da vida conjugal, a situação empregatícia ou o estresse vinculado ao cuidado de um parente enfermo”, explica o cardiologista Marcelo Katz, integrante do time da medicina do estilo de vida do hospital paulistano. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Marburg, na Alemanha, divulgaram um estudo no qual comprovam, por exemplo, o peso do estresse no desenvolvimento da diabetes.
    Eles compararam dois grupos de habitantes da Namíbia, na África: um vivia na zona rural e o outro, na cidade. Os índices de cortisol, o hormônio liberado em situações de estresse, eram muito mais altos entre os moradores urbanos. Além disso, 28% deles tinham a enfermidade já instalada, enquanto apenas 14% dos moradores da área rural apresentavam a doença. “Os resultados sugerem que a instabilidade sociocultural causada pela urbanização contribui para a elevação do risco de desenvolvimento da diabetes”, disse Peter Kann, um dos autores do trabalho.
    franco faldini, economista.jpg
    O economista Franco Faldini, 43 anos, resolveu voltar a treinar depois de
    um período em que a atividade ficou em segundo plano por causa do trabalho
    e dos filhos. “O desafio era correr uma maratona de 25 quilômetros. Nunca achei
    que fosse conseguir”, lembra. “Passei a me exercitar e entrei em um processo
    de reeducação do estilo de vida, como mudanças para ter sono melhor, parar
    de fumar charutos e de beber”, conta. No processo, ele foi acompanhado de
    perto e sempre teve ideia precisa do quanto estava próximo de seu objetivo.
    “Davam retorno sobre os aspectos em que eu estava indo bem e no
    que precisava melhorar. Fiquei muito confiante
    e minha motivação aumentou bastante”
    O segundo ponto fundamental da nova especialidade é usar os mais recentes conhecimentos científicos para efetivamente ajudar as pessoas a mudarem seus hábitos. Há recursos interessantes para que a tarefa seja bem sucedida. Um deles é a entrevista motivacional. “Ela parte do princípio de que as pessoas transitam em uma espiral de motivação e ajusta a abordagem ao momento em que elas se encontram”, explica a médica Raquel Dilguerian de Oliveira Conceição, gerente médica do Albert Einstein, unidade Jardins.
    Outro instrumento imprescindível é a avaliação do perfil de risco que os pacientes têm a respeito da própria saúde. Em geral, a perspectiva é otimista demais. Ou seja, acham que têm menos chance de desenvolver alguma doença do que realmente apresentam. Isso ficou evidente em um estudo realizado pelos especialistas, publicado na revista científica European Journal of Preventive Cardiology. Entre 6,5 mil executivos submetidos a um check-up, 91% daqueles que apresentavam alto risco para doenças cardiovasculares acreditavam possuir risco baixo ou intermediário.
    A chance verdadeira de manifestar uma enfermidade cardiovascular é medida por duas ferramentas. A primeira é a avaliação da “idade cardíaca”, que indica o estado da saúde cardiovascular naquele momento. A segunda é o Lifetime Risk Score, que projeta os riscos até 85 anos de idade a partir da análise dos fatores pressão arterial, colesterol, diabetes e tabagismo. Quando se sabe o tamanho do problema fica mais fácil entender que é preciso de verdade mudar comportamentos se o objetivo é uma vida mais longa e saudável.
    alexandre ferreira, executivo.jpg
    O executivo Alexandre Ferreira, 43 anos, de São Paulo, hoje é um corredor.
    Já tem fôlego inclusive para completar uma maratona de dez quilômetros.
    Há pouco tempo, porém, era, como ele mesmo diz, um sedentário convicto.
    A mudança aconteceu após um check-up a partir do qual se deu
    conta de que precisava trocar de hábitos para não adoecer.
    “E vi que é possível fazer isso sem atropelo e sem me privar de
    nada”, conta. Alexandre seguiu as orientações dos especialistas
    e começou devagar, pegando gosto aos poucos pela
    atividade física e pela dieta mais saudável.
    Para evitar que o paciente seja obrigado a visitar vários especialistas, num périplo por consultórios que na maioria das vezes acaba por desestimulá-lo, a medicina do estilo de vida instituiu a figura do coach de saúde. Trata-se de um profissional de saúde que ficará designado para acompanhá-lo. Pode ser o médico, o nutricionista, o psicólogo. É esse profissional que ajuda, por exemplo, na confecção de um recurso batizado de eneágono da saúde. O próprio paciente avalia nove aspectos de sua qualidade de vida – alimentação saudável e vidas pessoal e profissional estão entre elas – no momento atual e coloca, ele mesmo, a meta a ser atingida. O objetivo não pode ser algo muito difícil de ser alcançado. Qualquer pessoa que já tentou fazer uma tarefa muito acima de sua capacidade naquele momento sabe o quanto é frustrante não chegar onde se quer. A tendência, nesses casos, é abandonar todos os esforços e voltar ao ponto zero.
    O coach também se torna o profissional responsável por acompanhar de perto os progressos e eventuais retrocessos dos pacientes. Ele pode fazer isso com telefonemas constantes, uso de redes sociais, mensagens de whatsapp. Esse auxílio muito próximo é fundamental para que o paciente não pare no meio do caminho, como evidenciou, por exemplo, pesquisa realizada na Queen Mary University of London, na Inglaterra. Os estudiosos constataram que, entre indivíduos que receberam periodicamente mensagens de texto os lembrando de tomar os remédios, 9% pararam completamente de tomar a medicação ou a ingeriram menos do que deveriam. Porém, entre o grupo que não recebeu as mensagens, o índice de abandono dos medicamentos ou de ingestão errada foi de 25%. “Na prática preventiva sabemos que estar ao lado do paciente é o principal fator”, diz a médica Raquel Conceição. “Todas as ferramentas que usarmos para apoiar o paciente em sua decisão valem a pena.”
    Os conceitos da medicina do estilo de vida começam a ser implementados em novas iniciativas na área saúde e bem-estar. Um dos locais pautados pela abordagem é o Auraclara, em São Paulo, um centro de bem-estar e vida saudável. Ali, quem se matricula em um programa de emagrecimento, por exemplo, estará no centro de uma ação mais abrangente que envolve uma assessoria coletiva de especialistas. Funciona assim: dependendo do caso e das necessidades de cada indivíduo, forma-se um time que se reúne periodicamente para conversar sobre as características e as restrições dos indivíduos que tratam em conjunto. “Além da perda de peso, é necessário incentivar a pessoa a sentir os benefícios do cuidado consigo para a saúde a longo prazo”, diz a empresária Marina Amaral, 30 anos, idealizadora do projeto inaugurado em abril deste ano.
    Roberta Thawana-crop.jpg
     A nutricionista Roberta Thawana chega a pedir às pacientes
    que enviem o cardápio diário por e-mail para avaliação
    A meta é que o paciente perceba que o olhar de quem está cuidando dele vai além dos sintomas aparentes. “A pessoa precisa sentir que há um interesse genuíno nela dos profissionais que a atendem. Isso ajuda a contar claramente como é a sua rotina e pedir ajuda nos momentos em que dá vontade de desistir”, diz a nutricionista clínica e funcional Roberta Thawana. Ela chega a pedir àquelas com maior dificuldade para aderir à dieta que enviem, por email, o que comeram no dia para avaliar e sugerir mudanças. As reuniões são importantes porque, para essa equipe, as respostas do paciente dependem não apenas do organismo, mas também do meio no qual está inserido, como profissão e família. “A meta é dar suporte para vencer a fase de indecisão e resistência, auxiliar a pessoa assumir a responsabilidade de melhorar seu estilo de vida e vê-la colher os frutos”, diz a professora de educação física e terapeuta corporal Leca Bicalho.