7.02.2018

Os furos no processo do sítio de Atibaia

 


Depois da farsa do triplex, em que Lula foi condenado mesmo sem prova de que seja proprietário ou use o bem, a Lava Jato prepara mais uma condenação a Lula.

É o processo do sítio em Atibaia, já em fase adiantada. 

Assim como no caso do triplex, o do sítio em Atibaia está está sendo conduzido com uma interpretação muito elástica da legislação, que permitiu aos procuradores da Lava Jato considerar como prova o que seriam apenas indícios e fazer um enquadramento forçado de tipos penais.

O Diário do Centro do Mundo (DCM) vai contar a verdadeira história do sítio e os furos da investigação.

Pela apuração já realizada, necessária para a elaboração do projeto, é possível concluir que o sítio, em nenhuma hipótese, pode ser considerada propriedade de Lula ou de sua família, nem direta nem indiretamente.

O sítio foi comprado em outubro de 2010, com recursos que saíram da poupança de um amigo de Lula, Jacó Bittar, e foram transferidos para o filho dele, Fernando Bittar, em nome de quem a propriedade foi adquirida.

Ao que tudo indica, foi comprado para que as famílias de Jacó Bittar e de Lula continuassem a desfrutar de um lazer compartilhado, prática que já vinha sendo verificada com Lula na presidência.
 
“Lula ficou sabendo que Jacó Bittar estava doente e, depois de um longo período em que não se falavam, convidou Jacó Bittar para passar temporada com ele no Alvorada e na Granja do Torto”, diz um amigo comum.
 
Jacó Bittar, que tem Parkinson e, viúvo, sofria com a depressão, melhorou depois que começou a passar fins de semana com a família do então presidente.
 
Já no final do mandato de Lula, Jacó Bittar avisou a dona Marisa que iria comprar um sítio e sugeriu que ela continuasse com criações de galinha, pato e outros animais na sua propriedade.
 
A compra foi feita, e a OAS e a Odebrecht se encarregaram da reforma. Quando o serviço terminou, Lula já tinha deixado de ser presidente fazia tempo.
 
A ajuda das empresas pode ser questionada do ponto de vista ético, mas não criminal — quando Fernando Henrique Cardoso deixou a presidência, ele desfrutava de uma pista de aeroporto construída pela Camargo Corrêa numa propriedade vizinha à sua fazenda em Minas Gerais.
 
Fernando Henrique também usufrui do apartamento que está em nome de seu amigo Jovelino Mineiro, em Paris, ruralista que é uma das pessoas mais citadas no seu livro de memórias da presidência.
 
Para processar Lula, a Lava Jato vinculou o sítio em Atibaia a oito contratos da Petrobras com a OAS e a Odebrecht, mas não há nenhuma vinculação de recursos usados na reforma com pagamentos da empresa controlada pela União.

Pelo contrário.

Parte das despesas foi bancada com dinheiro de um projeto executado pela Odebrecht mediante contrato com a Sabesp, controlada pelo governo do Estado, nas gestões de Serra e Alckmin.

O Ministério Público do Estado de São Paulo chegou a investigar a propriedade e a reforma do sítio, juntamente com o triplex.

No caso do triplex, todos os acusados foram absolvidos — a parte relativa a Lula, só a parte relativa a ele, foi encaminhada para Sergio Moro.

No caso do sítio, o Ministério Público do Estado abandonou a investigação, aparentemente por contatar que não era possível vincular Lula a nenhum crime.

Já o Ministério Público Federal fez do caso um cavalo de batalha, segundo depois do triplex.

Mas, como acontece nos casos que envolvem Lula, falta mostrar o que o ex-presidente fez em troca da reforma. Não há fato criminoso descrito.

O responsável pelo projeto é o jornalista Joaquim de Carvalho. 

Como em outros casos de repercussão, como o Helicoca, a sonegação da Globo, Lista de Furnas, Miriam Dutra, Compra de Votos da Reeleição e a Indústria da Delação Premiada, ele vai se dedicar a apurar o caso do sítio de Atibaia.

Na pré-apuração, deu para ver que tem muita fumaça e pouco fogo. 

Lula controlou um dos maiores orçamentos públicos do mundo, e a Lava Jato o acusa de ser corrupto por conta de de dois pedalinhos, um barco de alumínio e a reforma de uma cozinha.

No empenho dos procuradores, falta substância, sobram adjetivos. 

Tudo indica que seja mais uma etapa da campanha para criminalizar e interditar a mais popular liderança política do Brasil. 

Vamos mostrar o que é verdade, o que mentira e o que meia-verdade no caso do sítio de Atibaia.

Os recursos arrecadados servirão para a produção das reportagens de texto e de vídeo, bem como para custear os deslocamentos do repórter e de uma equipe para, por exemplo, Atibaia. 

O DCM conta com você, patrocinador das reportagens do site.

Grande abraço.

TJ arquiva ação contra presidente do TRE por “soltar” filho preso com armas e drogas

Reportagem de Aline dos Santos, no Campo Grande News

TJ aceita recurso e arquiva ação contra presidente do TRE por “soltar” filho
Promotoria pediu aplicação de multa equivalente a 100 vezes o salário da desembargadora
Aline dos Santos
Presidente do TRE, Tânia Borges assume a presidência do Tribunal de Justiça em 2019. (Foto: Saul Schramm)

Presidente do TRE, Tânia Borges assume a presidência do Tribunal de Justiça em 2019. (Foto: Saul Schramm)
O TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) aceitou nesta quarta-feira (dia 27) recurso da defesa da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges e arquivou a ação de improbidade contra ela por “forçar” a soltura do filho, que tinha ordem judicial para trocar o presídio de Três Lagoas por clínica de luxo.
Atual presidente do TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral), a desembargadora assume a presidência do TJ em 2019. Já o recurso de Pedro Carrilho Arantes, também denunciado no mesmo caso, teve a conclusão do julgamento adiada para 25 de julho.
Hoje, durante sessão da 4ª Câmara Cível, o recurso de Tânia Borges foi aceito por unanimidade. De acordo com o advogado André Borges, que atua na defesa da desembargadora, houve falta de “justa causa”. Segundo ele, Tânia Borges havia esclarecido a situação ao MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) ainda na fase administrativa

“Trata-se de mais um julgamento a revelar que a ação de improbidade em alguns casos vem sendo utilizada de forma errada e agressiva, havendo que se impor limites a esse tipo de situação, que causa enormes prejuízos àquele que se vê injustamente acusado, ainda mais quando o órgão da acusação se utiliza da imprensa para atingir a honra alheia, algo gravíssimo”, afirma André Borges.
Os detalhes da decisão serão divulgados no acórdão, que ainda será publicado. O recurso foi aceito de forma unânime pelos desembargadores Claudionor Miguel Abss Duarte, Dorival Renato Pavan e Amaury da Silva Kuklinski.
“Busca e liberação” – Na ação de improbidade administrativa, o Ministério Público pedia que Tânia Borges fosse condenada a ressarcir integralmente o valor gasto com a escolta de Campo Grande a Três Lagoas e toda a mobilização feita para soltar o filho, além de pagar a multa equivalente a 100 vezes o seu salário.
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A promotoria ainda pediu suspensão dos direitos políticos da desembargadora por cinco anos. Flagrado com droga e munições, Breno Fernando Solon foi preso em 8 de abril de 2017 e a ordem judicial para soltá-lo foi dada na madrugada de 21 de julho do ano passado. Para “busca e liberação” do filho, portanto interesse pessoal, conforme a promotoria, ela usou escolta policial e veículos públicos.
Também persistia dúvida sobre a validade da decisão, pois Breno tinha contra ele outro mandado de prisão, oriundo da Operação Cérberus, realizada pela Polícia Federal.
Sensível – A denúncia foi aceita em 28 de fevereiro pelo juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, David de Oliveira Gomes Filho.
“Perceba-se que não há dúvidas de que a situação de que trata o processo é sensível, pois envolve um drama familiar e a participação de autoridades com elevado poder e elevadas responsabilidades. A questão exige uma resposta difícil, pois todo poder implica em proporcional responsabilidade e cada um carrega o peso da sua responsabilidade e das suas próprias escolhas. Com efeito, somente na sentença será possível alcançar uma decisão completa, isenta e suficientemente refletida”, afirmou o magistrado.
Leia a reportagem completa do Campo Grande News

7.01.2018

GLEISI: “NÃO DEIXAREMOS O POVO BRASILEIRO NA MÃO”

Boulos: “Vagabundo é juiz que tem auxílio-moradia com casa própria”

 Guilherme Boulos lider do MTST Foto Reinaldo Canato / Folhapresss
Em entrevista ao Metrópoles, o presidenciável do PSOL, Guilherme Boulos, bateu duro em juízes como Sérgio Moro e Marcelo Bretas, que acumulam benefício de auxílio-moradia, mesmo tendo imóveis próprios; “Nós temos que fazer a mudança junto com a sociedade. O Brasil é muito maior que a Praça dos Três Poderes. Nós vamos cortar os privilégios, cortar auxílio-moradia, salário acima do teto. Vagabundo pra mim é juiz que recebe auxílio-moradia tendo casa própria”, espinafrou

Do Metropoles – Em entrevista ao Metrópoles, nesta sexta-feira (29/6), Guilherme Boulos, pré-candidato à Presidência pelo PSol, afirmou que sua corrida ao Palácio do Planalto não é apenas figurativa. Segundo ele, o partido está em campanha para vencer de fato o pleito e poder, assim, mudar o Brasil.
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“Nós temos que fazer a mudança junto com a sociedade. O Brasil é muito maior que a Praça dos Três Poderes. Nós vamos cortar os privilégios, cortar auxílio-moradia, salário acima do teto. Vagabundo pra mim é juiz que recebe auxílio-moradia tendo casa própria”, espinafrou.
Em outros momentos da entrevista, Boulos atacou o adversário Jair Bolsonaro (PSL) e, além de prometer acabar com diversos privilégios, entre eles os que beneficiam o judiciário brasileiro, disse que a sociedade terá voz ativa quando estiver à frente do governo federal.

Remédio para a alma: espiritualidade é disciplina na faculdade de Medicina da UFF


POR 


Coordenador. Professor 
da UFF José Genilson Ribeiro leciona a disciplina de Medicina e Espiritualidade - Brenno Carvalho



NITERÓI - O ditado “Errar é humano, e perdoar é divino” sempre transitou
 pela religiosidade. Perdão e consciência vêm ganhando, entretanto, espaço nos
 meios acadêmico e científico, que analisam os benefícios à saúde alcançados 
por quem cultiva bons sentimentos e deixa para trás rancor, mágoa e raiva. 
Uma prova dessa mudança é a disciplina optativa Medicina e Espiritualidade,
 que caminha para o quarto semestre na faculdade de Medicina da 
Universidade Federal Fluminense.
Os mestres da cadeira trabalham com a ideia de medicina integrativa seguindo
conceitos da Carta de Ottawa, que conclamou, em 1986, organizações sociais
 e a Organização Mundial da Saúde (OMS) a esforços para um novo padrão
de saúde pública. O documento defende que saúde não é apenas a ausência
 de doença, mas uma condição decorrente do bem-estar físico, psicológico,
 familiar, social e espiritual, como explica o coordenador da disciplina, 
José Genilson Ribeiro.
— Na Europa e nos Estados Unidos, cerca de 80% das faculdades já têm 
essa cadeira no currículo. No Brasil, ainda estamos devagar — diz Ribeiro, 
urologista e professor da UFF responsável pela implementação da 
disciplina em 2017. — Em aula, trabalhamos os sentimentos. 
Acreditamos que a doença começa na alma, se instala no corpo físico, 
e que é preciso tratar o paciente de maneira integral. Não basta tratar 
o efeito da doença, mas os aspectos totais. Muitas pessoas têm mágoas 
e não conseguem perdoar. Isso as deixa presas em suas dores, 
o que dificulta a melhora física.
Lecionada por um grupo de profissionais atuantes nas áreas de psicologia,
 medicina e arteterapia, a disciplina Medicina e Espiritualidade vai além
das salas de aulas. No Núcleo de Estudos em Saúde, Medicina e 
Espiritualidade (Nesme) da UFF, pacientes são atendidos gratuitamente 
por professores e estudantes.
Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), alunos criaram 
a Liga Acadêmica de Medicina e Espiritualidade (Liame), em 2014, 
para dar espaço a pesquisas e debates sobre o tema.
 Abrangendo a necessidade de “cuidar de quem cuida”, um grupo
 de apoio aos estudantes da Liame recebe alunos de Medicina para que 
eles também expressem suas emoções e tenham melhores condições
 de lidar com elas.
— Criamos a Liame com base no aumento do interesse acadêmico-científico
 pelo tema de saúde e espiritualidade. Em 1998, foi proposta pela OMS 
a inclusão da dimensão espiritual do ser à sua definição de saúde,
convidando-nos a repensar o paradigma científico frente ao diálogo
 com o sentido espiritual da vida — contextualiza Carlos Roberto
 Figueiredo, estudante da Faculdade de Ciências Médicas da Uerj 
e fundador da Liame.
Perdoar faz bem à saúde


Energia em pauta. Palestra sobre o perdão é ministrada no Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC) - Priscilla Aguiar
Para a psiquiatra Carmita Abdo, diretora da Associação Médica Brasileira 
(AMB) e presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), uma
 comprovação do que é defendido pela disciplina de Medicina e
 Espiritualidade e pela Liame está nos efeitos, negativos ou positivos, 
das substâncias produzidas pelo corpo humano após a experiência de 
sensações boas ou ruins.
— As emoções levam a modificações de substâncias no organismo. 
Quando liberamos ocitocina e endorfina, elas nos levam à melhora na
 imunidade e a sensações de bem-estar. O contrário ocorre com sensações 
negativas, que liberam substâncias que baixam a imunidade. Com o 
perdão não é diferente. Quando perdoamos alguém temos a sensação
 de alívio, de gratificação, o que é revertido em ocitocina — explica.
O conscienciólogo — profissional que estuda a consciência humana
 — Mário Oliveira é membro da Associação Internacional de 
Parapsiquismo Interassistencial (Assip), com sede em Foz do Iguaçu,
que tem em uma de suas frentes a compreensão da importância do
 perdão para o processo de cura das doenças.
— Mantemos um curso para conscientizar sobre a importância
 de perdoar. Acreditamos que a falta de perdão tem criado problemas 
de saúde, seja câncer, depressão, alergias ou dores, todos associados
 às mágoas guardadas. Com o tempo, esses sentimentos tendem 
a se manifestar de alguma forma, de maneira comportamental
 ou física. É difícil fazer essa ponte, e por isso criamos um seminário
 dedicado à prática do perdão. Com exercícios e palestras, os 
participantes são estimulados a perdoar — explica Oliveira, 
que tratá o seminário ao Rio, no Flamengo, nos dias 4 e 5 de agosto.
Em Niterói o Instituto Internacional de Projeciologia e 
Conscienciologia (IIPC), em Icaraí, realizará um curso com
a temática do perdão no dia 19 de agosto. Alessandra Nascimento, 
coordenadora do IIPC no Estado do Rio, acrescenta:
— Estudamos a ciência que tem como base a relação da consciência 
com o corpo físico e suas energias, e acreditamos que a energia
 tem interação muito grande na saúde. Seu desequilíbrio pode
 causar doenças. Quem tem dificuldade de perdoar tem muito 
apego, o que atrai energias de baixo padrão, podendo adoecer o corpo.