8.09.2014

PLÁSTICA DE NARIZ PODE CORRIGIR PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS


Plástica de nariz pode corrigir problemas respiratórios
A cirurgia plástica no nariz vai além da vaidade. Soluções estruturais e respiratórias também são contempladas neste procedimento. 


A busca pela beleza e por um rosto harmônico sempre será um dos objetivos de quem procura pela rinoplastia, ou seja, pela plástica de nariz. Porém, não se pode esquecer que esta intervenção vai além da estética, também podendo propiciar um melhor funcionamento respiratório. Segundo Marcelo Zardo, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a rinoplastia não serve apenas para aperfeiçoar o nariz. “As alterações estéticas melhoram a autoestima e auxiliam no bem estar do paciente, mas podem também corrigir problemas de respiração”, afirma.

De acordo com Zardo, existem dois tipos diferentes de rinoplastia, a clássica e a estruturada. “Na rinoplastia denominada clássica, é feita a ressecção das cartilagens nasais e redução do esqueleto osteocartilaginoso, resultando em um nariz mais harmônico. Já a rinoplastia estruturada além de remodelar as cartilagens do nariz, no mesmo procedimento, trata dos aspectos funcionais, como: a septoplastia (desvio de septo), a hipertrofia de cornetos e a turbinectomia, que seria a retirada de parte dos cornetos nasais, que costumam estar aumentados na presença de alergias”, explica o médico.

A rinoplastia é utilizada no tratamento das estruturas ósseas nasais, como: dorso, ponta, septo, asas e columela. “Esse tipo de cirurgia pode ser aplicada tanto para o refinamento estético nasal quanto no auxílio da função respiratória, sempre buscando a proporcionalidade e harmonia adequada a cada paciente”, revela o cirurgião.


Saiba ainda: 



Cirurgia plástica de nariz (Rinoplastia) corrige imperfeições e problemas respiratórios


A cirurgia plástica de nariz (rinoplastia) está atualmente entre as dez cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. A busca dos pacientes por esse procedimento cirúrgico tem sido guiada pela vontade de remodelar a área nasal e corrigir falhas estéticas. No entanto, o procedimento também beneficia outros aspectos desta região do rosto, como melhorar a respiração.
O nariz, sua forma e sua função estão intimamente ligados. Uma mudança cosmética na estrutura, por exemplo, pode ocasionar efeitos positivos sobre a respiração. Por outro lado, as técnicas cirúrgicas específicas destinadas a melhorar a respiração nasal, podem também ter efeitos sobre a aparência.
Existe certo equilíbrio estético entre o nariz e o rosto de cada pessoa. Portanto, para que a cirurgia seja realizada da melhor forma, de acordo com as necessidades do paciente, o cirurgião realiza uma análise minuciosa do caso antes de qualquer atitude. Não diferente de outras cirurgias plásticas, a rinoplastia também procura proporcionar um aspecto natural pós-cirúrgico.

O que provoca a dificuldade de respirar?

As causas mais comuns da má respiração são: desvio de septo, cornetos aumentados e estreitamento do colapso do nariz. Esses fatores podem ocorrer naturalmente ou como consequência de algum trauma, e também podem se manifestar por si só ou em combinação. Quando realizada a rinoplastia, essas anomalias também são corrigidas, além da estética. Os problemas obstrutivos nasais são explicados da seguinte forma:
Desvio de septo: O septo é uma parte cartilaginosa que separa os lados, direito e esquerdo, do nariz. O “desvio” é uma curva do septo. Quando as curvas de septo são demasiadas para um lado ou para o outro, podem bloquear a passagem de ar de um ou de ambos os lados, tornando-se difícil de respirar.
Cornetos aumentados: Os cornetos nasais são feitos de uma mucosa nasal, que incham periodicamente em resposta a algumas condições, como, por exemplo, alergias. Para ilustrar: se você ficar em uma posição de lado, pode perceber que se torna mais difícil de respirar através da narina que fica “para baixo”. Este é o efeito do inchaço normal dos cornetos. Às vezes, a ampliação crônica dos cornetos pode obstruir um ou ambos os lados.
Estreitamento ou colapso: “Colapso” refere-se à fraqueza das paredes laterais do nariz, fazendo-a cair para dentro, com inspiração profunda. Algumas fitas adesivas usadas no nariz podem manter essas passagens nasais abertas.

COMO É O PÓS-OPERATÓRIO DA CIRURGIA DE NARIZ (RINOPLASTIA)?

Logo após a cirurgia no nariz, o paciente permanecerá sonolento e poderá iniciar a dieta algumas horas depois, dependendo de cada caso. Isso será orientado pelo cirurgião e sua equipe. A cabeça ficará um pouco elevada, e o paciente não poderá deitar-se de lado para não comprimir a região operada nem distorcer o edema.
A partir da operação de rinoplastia, o organismo reage com inchaço e manchas roxas na pele que podem variar de uma forma discreta a reações mais intensas. Essas reações podem aumentar nos três primeiros dias e, após esse tempo, iniciam o processo de regressão.
Normalmente a cirurgia no nariz e o período pós-operatório não são dolorosos. Pequenas e eventuais sensações de dor poderão ser controladas com analgésicos comuns. O uso de gotas descongestionantes poderá ser recomendado. Não se devem usar medicamentos sem o conhecimento do médico.
Como todo processo cicatricial, também no nariz, o organismo precisa “esquecer” que foi agredido. Esse tempo de recuperação é um pouco mais longo nas rinoplastias; assim, somente após 6 a 12 meses é que se devem avaliar os resultados da cirurgia. Nosso organismo trabalha de forma ordenada e dentro de um tempo certo. Temos que controlar nossas ansiedades e aguardar a evolução natural, pois aqui não se pode interferir para mudar o curso do processo de cicatrização da cirurgia.
Confira o manual de recomendações do pós-operatório:

Baixe o manual de recomendações para o procedimento de rinoplastia:




DÚVIDAS FREQUENTES DE RINOPLASTIA 

A Rinoplastia deixa cicatrizes no nariz?
Certos narizes permitem que as cicatrizes fiquem escondidas dentro da cavidade nasal. Nesses casos, não haverá cicatriz aparente após a rinoplastia. Em outros casos, entretanto, existem cicatrizes externas pouco aparentes, em função de incisões (cortes) feitas na columela ou nas asas nasais.

Poderei escolher o formato que quiser para o meu nariz?
Não. Existe um equilíbrio estético entre o nariz e a face, o qual o cirurgião deve observar, a fim de preservar a naturalidade e autenticidade do rosto. Cada caso é estudado minuciosamente para dar ao nariz a melhor forma possível dentro das exigências da face. Se a sua escolha coincidir com aquele tipo de nariz planejado, sem dúvida, seu desejo será atendido. Cirurgião e paciente deverão estar de acordo com a cirurgia possível de se realizar.

O resultado definitivo da rinoplastia em relação à forma e função do nariz é imediato?
Não. Várias fases são características do pós-operatório do nariz. Numa 1ª fase (logo após a retirada do gesso, em torno do 7º dia), apesar de corrigidos vários defeitos estéticos do nariz original, notamos um edema (inchação) que vai diminuindo e que tende a se normalizar em torno do 6º mês. Existem pacientes que atingem o resultado definitivo da rinoplastia um pouco antes, bem como outros que ultrapassam esse período. A persistência ou não do edema transitório por um período mais longo que o normal geralmente não interfere no resultado final.

Como ficará minha respiração após a cirurgia no nariz?
A rinoplastia também visa, se possível, melhorar as condições respiratórias do paciente, quando essas são precárias no nariz original. Apesar de haver alguma dificuldade respiratória no pós-operatório mediato (algumas semanas), isso se deve ao fato de o “edema” também existir na parte interna do nariz. O movimento de “válvula respiratória” também pode estar prejudicado nesse período por alteração da elasticidade das asas. Com o decorrer do tempo, tende a normalizar-se. Problemas respiratórios poderão estar ligados ao septo que, em certos casos, poderá ser corrigido no mesmo ato cirúrgico.

Qual o tipo de anestesia utilizada para a operação de rinoplastia?
Tanto a anestesia local quanto a geral ou a associada serão utilizadas na cirurgia do nariz. Ficará a critério de cirurgião e paciente decidirem qual o mais indicado em cada caso.

Quanto tempo demora a cirurgia de rinoplastia?
A rinoplastia é feita entre duas e quatro horas. Em alguns casos, esse tempo é ultrapassado, desde que as circunstâncias assim exijam. Entretanto, o tempo de ato cirúrgico não deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no ambiente de Centro Cirúrgico, pois essa permanência envolve também o período de preparação anestésica e recuperação pós-operatória. Seu médico poderá lhe informar quanto ao tempo total.

Qual o tempo de internação após a cirurgia no nariz?
Após a rinoplastia, o tempo de internação poderá variar entre meio período e 1 dia. Tudo dependerá do tipo de anestesia utilizada e da recuperação do paciente no pós-operatório imediato. Seu médico procurará determinar o tempo de internação, sempre visando a seu maior conforto e segurança.

São utilizados curativos após a rinoplastia?
Sim. São utilizados curativos por um período de duas semanas após a cirurgia no nariz. Quando se realiza o procedimento de fratura, o nariz é mantido imobilizado por cerca de 7 a 8 dias. Em alguns casos, utiliza-se o tamponamento nasal, que poderá ser deixado por 24 a 72 horas. Se for realizada a correção simultânea do septo, este tempo poderá ser maior, com troca de tampões.

Ouvi dizer que o nariz “sangra” nos primeiros dias após a rinoplastia. Isso é verdade?
Existe um pequeno sangramento, que é normal, nas primeiras 48 horas. Isso, entretanto, não deverá ser motivo de preocupação. Um curativo de proteção, sobreposto à abertura do nariz, é conservado propositadamente, a fim de minimizar esse sangramento. Esse curativo adicional poderá ser trocado em casa, tantas vezes quanto necessário.

Sentirei dor no pós-operatório?
Raramente. A rinoplastia apresenta pós-operatório bastante confortável. Quando ocorrer uma eventual dor, essa é facilmente combatida com analgésicos, que lhe serão receitados.

Existe risco na rinoplastia?
Raramente uma cirurgia de rinoplastia determina sérias complicações. Isso se deve ao fato de se preparar convenientemente cada paciente para o ato operatório, além de ponderarmos sobre a conveniência de associação dessa cirurgia simultaneamente a outras.

Em que posição deverei dormir, nos primeiros dias após a cirurgia no nariz?
Sempre com a cabeça discretamente elevada do leito (travesseiro). Manter-se com a face voltada para cima, sempre que possível.

Como é o pós-operatório da rinoplastia?
Não se esqueça de que, até que se complete a evolução pós-operatória, diversas fases evolutivas são características desse tipo de cirurgia. Edemas (inchaço), “manchas” de infiltrado sanguíneo, dificuldade respiratória nos primeiros dias são comuns a todos os pacientes após a cirurgia de nariz; evidentemente, alguns apresentam esses fenômenos com intensidade variável. Dê tempo para que seu organismo se encarregue de dissipar todos os pequenos transtornos. Lembre-se de que toda e qualquer preocupação de sua parte deverá ser transmitida ao seu cirurgião plástico. Geralmente, existe um período de euforia, logo que se retira o gesso ou o imobilizador (7º dia). Em raros casos, uma discreta ansiedade advém, em decorrência do aspecto transitório do edema e das manchas sanguíneas. Isto é passageiro e geralmente reflete o desejo de se atingir uma evolução final da cirurgia o quanto antes. Tenha paciência. Lembre-se de que nenhuma cirurgia do nariz deverá ser avaliada antes do 6º mês pós-operatório.

DR. FREDERICO VASCONCELOS

Dor muscular no peito

Dor muscular no peito

As dores no peito são, para muitas pessoas, um sinal de alerta, pois estão associadas ao início de um ataque cardíaco. Contudo, nem sempre uma dor na região torácica está ligada a problemas tão graves.
A maioria das pessoas que recorre aos hospitais e aos centros de saúde devido a dores no peito apresenta problemas menores, tais como refluxo, ansiedade ou anomalias do foro músculo-esquelético. Todavia, é pertinente estar sempre atento a toda a sintomatologia associada às dores torácicas, pois num ataque de coração a diferença entre a vida e a morte poderá estar numa intervenção rápida.
Há várias doenças que se podem manifestar por via de dores no peito, envolvendo o desconforto, na maioria dos casos, todo o tórax e também as costas.

Causas das dores musculares no peito/tórax

Além do ataque cardíaco, já referenciado como potencial causa das dores no peito e no tórax, há uma imensidão de causas para este tipo de problema. Algumas tão ou mais graves do que a doença isquêmica cardíaca. Qualquer doença no interior dos órgãos que preenchem a caixa torácica – nomeadamente o coração, os pulmões, o esôfago, a pleura, os grandes vasos, as costelas, as articulações, os músculos do tórax, a pele – pode originar este tipo de dores.
Desta forma, entre as causas das dores musculares torácicas estão o aneurisma da aorta, o pneumotórax, a embolia pulmonar, o derrame pleural, a pneumonia, o refluxo gastro-esofágico, a esofagite (inflamação do esôfago), a pericardite (inflamação do pericárdio), a hipertensão pulmonar, o cancro do pulmão, a artrite e a artrite reumatóide, a fibromialgia, o herpes zoster, as lesões nas costelas e as lesões de índole muscular.
As pessoas com crises de ansiedade, ataques de pânico e depressão também costumam apresentar dores no tórax. Os gases causam igualmente desconforto na zona torácica, devido à dilatação do estômago e do esôfago.
A fadiga muscular, depois de um exercício físico intenso, também pode causar dores no peito.
Perante a imensidão de possíveis causas, o papel do médico é fundamental no diagnóstico da situação. Estando em causa tantas patologias, é preciso que o clínico tenha particular atenção a história do paciente, de modo a direcionar a sua análise no melhor sentido ou a excluir possibilidades.

Como aliviar as dores musculares no peito/tórax

Os analgésicos de venda livre nas farmácias são uma boa forma de aliviar as dores musculares no peito, contribuindo ainda para diminuir a inflamação. A aplicação de um relaxante muscular na área afetada também contribuirá para amenizar o desconforto. Pode ainda recorrer-se a compressas frias para reduzir qualquer inchaço existente e/ou a compressas quentes para aliviar a dor.
Quando a dor resulta de problemas de foro digestivo ou de uma lesão, encontrar a posição certa, que menos pressão exerça sobre a área ferida, poderá ajudar.
Se o problema surgir em função de uma atividade física intensa, reduzir ou parar por completo essa atividade será fundamental para pôr fim às dores.
Caso nenhuma destas soluções se apresente eficaz, no curto e médio prazo, o melhor é procurar um médico, pois poderá estar em causa um problema grave.
Dr. Fabrício Almeida
Artigo revisto em 17-01-2013 por Dr. Fabrício Almeida, Ortopedista.

Justiça restabelece validade total de regulamento para setor de telecomunicações.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) restabeleceu ontem (8) a eficácia de todos os itens do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC).
9 de  Agosto, 2014
Por: null
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) restabeleceu ontem (8) a eficácia de todos os itens do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC). Na semana passada, uma decisão liminar desobrigou um grupo de empresas de cumprir algumas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que beneficiam os consumidores.
A juíza federal substituta da 21ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, Célia Regina Ody Bernardes, decidiu manter a vigência de todos os itens do regulamento, acatando recurso da Advocacia-Geral da União.
A decisão anterior tinha desobrigado as empresas associadas à Telcomp de cumprir obrigações como o retorno imediato das ligações feitas aos call centers, que tenham sofrido interrupção, e a oferta para os clientes antigos dos mesmos benefícios oferecidos para captar novos clientes. 
Em reunião na próxima quinta-feira (14), a diretoria da Anatel irá julgar um pedido das empresas de telefonia para escalonar a implantação das obrigações previstas no RGC.

A Dor Atual


Torcicolo ou Cervicalgia?

A dor na região cervical da coluna é chamada de cervicalgia. Quando acontece de maneira transitória é popularmente conhecida como torcicolo. Cerca de 30% da população mundial apresentará cervicalgia no decorrer da vida. No Brasil, acredita-se que 55% da população terão estes sintomas, sendo que destes, 12% das mulheres e 9% dos homens terão cervicalgia crônica.
O torcicolo é a cervicalgia aguda e na maioria das vezes autolimitada, ou seja, os sintomas desaparecem sozinhos por volta de uma semana. Geralmente causado por uma noite mal dormida. Quando os sintomas persistem, é denominada cervicalgia e deve receber uma maior atenção.

Lula com torcicolo
A cervicalgia se instala de maneira insidiosa, ou seja, os sintomas se intensificam vagarosamente. Estes sintomas são: diminuição da amplitude de movimento(pescoço se movimenta menos), postura antiálgica(o paciente adota uma postura de defesa para diminuir a dor), dor que piora com movimentos e com palpação muscular e a rigidez muscular.
Postura de anteriorização e retificação na Cervicalgia
As causas mais comuns de cervicalgia:
-Síndrome Dolorosa Miofascial-é a mais comum, posturas viciosas e o estresse são as causas mais freqüentes. (Ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial”)
-Osteoartrose- a alteração degenerativa das articulações causada pelo envelhecimento pode levar à deformidades da coluna cervical provocando dor (Ver post “Artrose é doença de idosos?” e “Tratamento da artrose”)
-Traumáticas- a mais comum é a Síndrome do Chicote que acontece nos acidentes automobilísticos.
-Fraturas
-Inflamatórias- devido a doenças reumatológicas como artrite reumatóide, Lupus, espondilite anquilosante,etc…
-Infecciosas-meningite, caxumba,abscessos, etc…
Disfunção da articulação temporo-mandibular (ATM)
-Metabólicas- osteoporose com fratura (ver Post “Osteoporose dói?”)
-Tumores locais ou metastáticos
-Congênito- devido a alterações musculares congênitas.
-Estenose do Canal Vertebral- diminuição do canal vertebral, no qual se encontra a medula, devido a processo degerativo.
-Hérnia discal- desencadeará dor em região cervical com irradiação para os braços, associado a formigamentos, perda de força e sensibilidade (Ver post “A Hérnia Discal” e “Causas e Consequências da Hérnia Discal”).
Radiculopatia cervical devido à hérnia
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito através de uma boa avaliação clínica do paciente associada a exames que podem auxiliar tanto no diagnóstico como no tratamento da Cervicalgia.
Os exames mais utilizados, conforme a necessidade de cada caso, são: RX de Coluna cervical e panorâmico, Tomografia computadorizada, ressonância magnética, eletroneuromiografia e até termografia.

Termografia com dor cervical e lateral da cabeça por disfunção de ATM
Qual o tratamento mais indicado?
Nos casos dos torcicolos que persistem por até uma semana, indica-se o uso de antiinflamatórios e relaxantes musculares, calor local (pode ser com uma bolsa de água quente) e retirada dos fatores desencadeantes da dor.Exercícios de alongamento regulares são benéficos para a prevenção da recorrência do torcicolo.
Nos casos de cervicalgia crônica, são utilizadas medicações para dor crônica, associada a um programa de reabilitação que visa melhora dos sintomas e prevenção da recorrência dos sintomas.
Raros são os casos cirúrgicos.

Você tem dor no pescoço e já fez tratamento sem resultados? Procure um Médico Fisiatra para uma avaliação, diagnóstico e indicação do melhor tratamento medicamentoso e de reabilitação para o seu caso!

Medicamentos Utilizados na DOR



A Dor é um sintoma que requer tratamento medicamentoso e de reabilitação. Primeiramente, a Dor deve ser diferenciada de AGUDA ou CRÔNICA (saiba a diferença lendo o Post: “Afinal, o que é a Dor?”), pois isto irá diferenciar o tratamento.
Existem diversas classes de medicações utilizadas para o Tratamento da Dor, citaremos as mais utilizadas nas Clínicas Especializadas de Dor.
Para ficar mais fácil a compreensão, este Post será dividido em categorias farmacológicas.

ANALGÉSICOS ANTINFLAMATÓRIOS
Chamados de analgésicos antiinflamatórios não esteróides (AINES).
São os mais utilizados.
Têm ação analgésica (para dor de baixa e média intensidade), antipirética (diminui a temperatura) e antiinflamatória (combate inflamação).
O Tratamento deve ser iniciado com doses baixas, que devem ser elevadas conforme orientação médica, pois em determinadas doses não há melhora de efeitos analgésicos e há maior risco de complicações.
Os antiinflamatórios são metabolizados no fígado e excretados pelos rins.
São utilizados principalmente por via oral e tópica (cremes, gel e spray).
Os mais utilizados são: ácido acetil salicílico, ácido mefenâmico, diclofenaco, dipirona, indometacina, meloxicam, nimesulida, paracetamol, piroxicam e tenoxicam (ver os nomes comerciais correspondentes na Página “”Nomes Comerciais dos Medicamentos”).
Os antiinflamatórios apresentam boa resposta analgésica nos casos de dor aguda e nas crônicas com surtos de agudização (aquelas que são contínuas, mas pioram com esforço físico e alguns movimentos).
Devemos tomar cuidado com o uso contínuo destas medicações, pois podem ocasionar efeitos colaterais. Os mais comuns são relacionados ao sistema digestivo como empachamento (a comida fica parada, sensação de barriga cheia o tempo todo), dor no estômago, náuseas, gastrite, úlceras, diarréias e até problemas no fígado. As hemorragias gástricas chegam até 25% dos doentes que usam estas medicações cronicamente. Outros adversidades comuns são alterações no sistema sanguíneo e nos rins.
Por este motivo, antes de usar qualquer medicação é muito importante ter uma orientação médica. A Arnica é um antinflamatório natural!!!!
ANALGÉSICOS OPIÓIDES
São muito utilizados em pós-operatórios e em Dor de moderada a forte intensidade.
Podem ser classificados como opiáceos (derivam do ópio), como a codeína, o tramadol e a morfina e opióides sintéticos, como a oxicodona e a metadona.
Podem ser administrados por Via Oral, Retal (através do ânus), Intramuscular e Endovenosa (pela veia).
A codeína e o tramadol são os mais usados para dor musculoesquelética. A Morfina pode ser aplicada diretamente no Sistema Nervoso Central através da Bomba de Morfina. Este procedimento só é utilizado em casos em que todas as opções anteriores não tiveram resultados satisfatórios e não haja contra-indicações.
Já os opióides mais potentes (metadona, morfina e oxicodona) são utilizados para dores de forte intensidade como a Dor Oncológica (Ver Post “A Dor do Câncer” e “Reabilitação na Dor Oncológica”) e Neuropatias (posteiormente escreverei um Post sobre Neuropatias) mais complicadas.
Os analgésicos opiódes são metabolizados pelo fígado e excretados pelos rins e fígado e devem ser usados com cautela.
Seus principais efeitos adversos são: obstipação (efeito que pode contra indicar seu uso em pacientes com dor crônica que já apresentam esta queixa), sonolência, sedação, náuseas, vômitos e até parada respiratória (uso de doses muito elevadas).
Deve ser lembrado que estas drogas causam dependência, que deve ser diagnosticada o mais precocemente possível e tratada em equipe multiprofissional. O ópio se origina desta flor, a Papoula!
RELAXANTES MUSCULARES
Existem os de ação muscular e os de ação no Sistema Nervoso Central.
Os mais utilizados na prática são os de ação muscular que proporcionam analgesia e relaxamento muscular.
Os mais conhecidos são: fenilbutasona, carisoprodol e tiocolchisídeo.
Devemos lembrar que a maioria dos relaxantes musculares comerciais não estão disponíveis isoladamente, estão sempre associados com analgésicos antiinflamatórios e por este motivo, devemos prestar atenção nas complicações que podem ocasionar.
Entretanto, ocasionalmente há necessidade de sedação além do relaxamento muscular. O mais utilizado nos casos de dor é a ciclobenzaprina. Seus efeitos colaterais são semelhantes aos dos antidepressivos tricíclicos.
Uma massagem relaxante pode ter os mesmos efeitos dos relaxantes musculares!!!
CORTICÓIDES
São usados na dor de origem traumática, inflamatória (doenças reumatológicas), neurológicas (neuropatia periférica e do Sistema Nervoso Central) e nas metástases ósseas.
Nas dores musculares são utilizados somente nas crises agudas ou decorrentes de traumas.
Podem ser empregados por via oral, intramuscular, intralesional (colírios e bombinhas para asma, por exemplo) e endovenosa.
Seu metabolismo é hepático e seu uso prolongado pode ocasionar Síndrome de Cushing (rosto em formato de lua, obesidade, hipertensão arterial, osteoporose e diabetes). No tratamento prolongado, a dose deve ser elevada nos surtos.
Não pode ser suspenso subitamente, pois pode causar febre, hipotensão arterial, tonturas, diarréia, hipoglicemia e até desmaios.
Os mais comumente utilizados são: prednisona, meticortem, betametasona, hidrocortisona, dexametasona e deflazacort.

A Síndrome de Cushing.
ANTIDEPRESSIVOS
São utilizados para o tratamento da dor crônica musculoesquelética, neuropática e profilaxia da enxaqueca.
Têm função sedativa, ansiolítica (diminuem a ansiedade), de relaxamento muscular e até antiinflamatória.
A dor crônica é freqüentemente associada à depressão e o uso destes medicamentos nesta associação pode trazer benefícios sem a necessidade de outras medicações, diminuindo os efeitos colaterais.
Os antidepressivos tricíclicos são aqueles que apresentam resultados mais benéficos no controle da dor.
No tratamento da dor são utilizados em doses baixas, mas podem ser aumentadas caso exista depressão ou distúrbio do sono associados.
Os principais antidepressivos tricíclicos são: amitriptilina, nortriptilina, imipramina e clomipramina. São contra-indicados em pacientes que tem glaucoma, hiperplasia benigna de próstata e arritmias cardíacas específicas.
Seus principais efeitos colaterais são sonolência e obstipação. A amitriptilina pode apresentar também aumento do apetite (principalmente para doces).
Os antidepressivos inibidores de recaptação de serotonina (IRSS) apresentam menor atuação na dor, mas são úteis nas alterações de humor que estão associadas nos casos de dor crônica, ou ainda, em casos em que os antidepressivos tricíclicos não podem ser utilizados.
Os mais usados antidepressivos IRSS são a fluoxetina, paroxetina e citalopran.
Seus principais efeitos adversos são: anorexia (falta de apetite), insônia, cefaléia, diminuição da libido e até dificuldade em ter orgasmos.
Os antidepressivos inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina são medicamentos da mais nova geração e os estudos mostram efeitos significativos na dor crônica. Exemplos: venlafaxina, duloxetina e mirtazapina. Seus principais efeitos colaterais são náuseas, vômitos, cefaléia, tontura e elevação transitória da pressão arterial.
Devemos lembrar que a ação analgésica dos antidepressivos não é imediata, geralmente inicia após 20-30 dias do início do tratamento e seus efeitos colaterais são mais intensos neste período. Estas medicações não podem ser retiradas abruptamente, pois podem ocasionar complicações.

PREMONIÇÃO, Salvador Dali. Não deixe que a depressão tome conta de você!
NEUROLÉPTICOS
Têm atividade sedativa, ansiolítica e anti-emética (inibe vômitos) e controlam a dor quando associados com antidepressivos.
Os mais comuns para o tratamento da dor são a clorpromazina e levomepromazina.
Devem ser usados com cautela em idosos e epilépticos. Suas complicações mais freqüentes são: sonolência, confusão mental, desmaios, urticária (alergia na pele), náuseas e dores no estômago.

ANTICONVULSIVANTES
São indicados em casos específicos de dor, a dor paroxística (dor que vem de repente, intensa e que some tão rápido quanto chegou), muito comuns nas neuropatias.
Os mais utilizados são: carbamazepina, oxcarbamazepina, topiramato e gabapentina.
Os principais efeitos colaterais são: tremores, vertigens, sonolência, confusão mental e dor de estômago.
A oxcarbamazepina e a gabapentina têm menos efeitos analgésicos, mas possuem menos efeitos adversos.

Dúvida do Dr House: e agora, que remédio devo prescrever? BENZODIAZEPÍNICOS
Tem efeito sedativo, ansiolítico (diminuem a ansiedade), anticonvulsivantes e relaxantes musculares. Os mais utilizados no manejo da dor são:diazepam, cloxazolam, alprazolam, midazolam, clonazepam, lorazepam, bromazepam, eo flunitrazepam.
Podem ocasionar hipotensão arterial, bradi ou taquicardia, sedação, tontura, fraqueza, depressão, agitação, déficit de memória e até alterações psiquiátricas.O uso por longo período pode levar a dependência.

CONCLUSÕES
É importante saber que nenhum tratamento medicamentoso é “milagroso” e para conseguirmos melhores resultados, é necessário um bom diagnóstico, a medicação adequada, tratamento de reabilitação personalizado e MUDANÇA DE HÁBITOS. Consulte um médico Fisiatra para obter mais informações sobre o melhor tratamento para seu caso.
OS NOMES COMERCIAIS DOS MEDICAMENTOS CITADOS NESTE POST VOCÊ ENCONTRARÁ NA PÁGINA “NOMES COMERCIAIS DOS MEDICAMENTOS”.
NÃO ACHOU A MEDICAÇÃO QUE ESTAVA PROCURANDO? AINDA COM DÚVIDAS COM RELAÇÃO AO SEU TRATAMENTO MEDICAMENTOSO? DEIXE UM COMENTÁRIO

Lucro da Petrobras no 2º trimestre é de R$ 4,959 bilhões

Graça Foster disse que é preciso elevar preços para melhorar resultados.

A Petrobras teve lucro de R$ 4,959 bilhões no 2º trimestre deste ano, segundo balanço divulgado pela companhia nesta sexta-feira (8).
No mesmo período do ano passado, a estatal teve lucro líquido de R$ 6,201 bilhões,
No 1º trimestre deste ano, o lucro foi de R$ 5,393 bilhões,
No comunicado que acompanha o resultado, a presidente da Petrobras, Graça Foster, disse que a empresa precisa de aumento de preços dos combustíveis para ter melhor resultado.
"Em paralelo aos aumentos de produção e redução de custos, buscamos a convergência dos preços de derivados no Brasil com os preços internacionais", disse, apontando que isso melhoraria os indicadores financeiros e nível de endividamento impostas a diretoria.
Graça Foster aponta ainda que a queda no lucro foi impactada pelo resultado financeiro e a alta de imposto de renda. Além disso, também houve alta no custo de extração de petróleo.
A Petrobras tem pleiteado ao governo reajuste dos preços dos combustíveis para reduzir a defasagem entre o valor praticado no Brasil com os vistos no exterior, algo que afeta as finanças da companhia. Nesta semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, indicou que vai haver aumento do preço neste ano.
Importação e produção de petróleo
A importação de derivados aumentou 55% e a de petróleo aumentou 20% em relação ao mesmo período de 2013. E a exportação de ambos os produtos caiu na mesma comparação.

Segundo a empresa, a alta da importação ocorreu em grande parte em junho por conta "de oportunidade comercial e de maior utilização de óleo importado no refino".
A produção total de óleo e gás natural subiu 1,7%, para 2,6 bilhões de barris de óleo por dia.
A estatal destacou também o aumento das despesas financeiras por conta de encargos sobre as captações e menor saldo de aplicações financeiras no país.
Graça Foster
O Conselho de Administração da Petrobras confirmou nesta sexta que Graça Foster continua na presidência da companhia, após rumores de que ela sairia do cargo por causa das investigações abertas contra a companhia.

A confirmação foi comunicada em uma nota de imprensa divulgada após a reunião em que o Conselho de Administração analisou os resultados da empresa. "A Petrobras comunica que o Conselho de Administração refuta quaisquer especulações sobre a saída da presidente Maria das Graças Silva Foster", afirmou a nota.