11.21.2009

Comer devagar pode ajudar a diminuir ingestão de calorias. Tomar água durante as refeições pode trazer ganho de peso

Estudo divulgado em setembro deste ano pela Universidade de Wageningen, na Holanda, mostrou a relação entre o ritmo que se come e a quantidade de calorias consumidas. Os pesquisadores constataram que comer devagar, colocando menores porções de comida na boca e mastigando por mais tempo, pode reduzir a ingestão de calorias e, consequentemente, ajudar na perda de peso.

"Acredita-se que isso acontece porque uma refeição mais lenta permite que o organismo humano dê os sinais naturais de saciedade, como distensão do estômago e mudanças nos hormônios associados ao apetite. Esses sinais, segundo a análise, alertam o organismo sobre a hora certa para se interromper o ato de comer"

De acordo com os autores, essa prática faz com que as pessoas se sintam satisfeitas mais rapidamente, fazendo-as comer menos. O teste foi feito com pudim e revelou que as pessoas que permaneceram com o alimento na boca por nove segundos ingeriram, em média, 42 gramas a menos.

Uma outra pesquisa, publicada na revista científica American Journal of Clinical Nutrition, mostrou que, quando mulheres jovens comiam massa com tomate e queijo mais lentamente, mastigando cuidadosamente, elas consumiam 70 calorias a menos, além de se sentirem mais satisfeitas após a refeição. Acredita-se que isso acontece porque uma refeição mais lenta permite que o organismo humano dê os sinais naturais de saciedade, como distensão do estômago e mudanças nos hormônios associados ao apetite. Esses sinais, segundo a análise, alertam o organismo sobre a hora certa para se interromper o ato de comer.

Segundo o endocrinologista Mauro Scharf, os estudos ainda são iniciais e é preciso que sejam feitas mais análises para constatar se isso acontece para todas as pessoas e com todos os tipos de alimentos. "Mas é inegável que comer devagar faz bem", reforça o especialista.

Conheça o movimento slow food e aprenda a comer devagar

Os benefícios de saborear com calma o alimento são um dos principais focos do slow food, associação internacional sem fins lucrativos fundada em 1986, na Itália. Hoje o movimento conta com mais de 80 mil associados e tem escritórios e apoiadores em mais de 120 países. O slow food segue o conceito da ecogastronomia, conjugando o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade. A filosofia do grupo se baseia na ideia de que melhorar a qualidade da alimentação e arranjar tempo para saborear é uma forma simples de tornar o cotidiano mais prazeroso.

Cinco motivos pregados pelo slow food para comer devagar

1º) Perder peso

Segundo o movimento, o cérebro leva 20 minutos para processar que está satisfeito. Se a pessoa comer rápido, pode passar do ponto em que está satisfeita e acabar comendo mais.

2º) Apreciar a comida, fazendo das refeições um prazer gastronômico

3º) Melhorar a digestão

Quanto mais trabalho se faz na mastigação, menos trabalho o estômago terá, podendo conduzir a menos problemas digestivos.

4º) Diminuir o estresse

Comer devagar pode ser um grande exercício de concentração. Por fim, rebelar-se contra o fast food e a vida corrida, tidos pelo slow food como um estilo de vida desumano e maléfico à saúde.

Como comer devagar?

O endocrinologista lembra que o ideal é que se gaste pelo menos 30 minutos em cada refeição, mastigando várias vezes antes de engolir e em pequenas garfadas, para saborear melhor os alimentos.

Outra dica é não se sentar à mesa com muita fome, pois assim acaba-se comendo tudo em poucos minutos. O especialista reforça que é importante começar a refeição com saladas verdes, já as folhas exigem mais mastigação, além de serem muito importantes para o organismo.

"Mas é sempre importante lembrar que temos que saber a quantidade diária de alimento necessário para cada pessoa, que depende de fatores como o sexo, peso, atividade física e a idade", finaliza o endocrinologista.

Tomar água durante as refeições pode trazer ganho de peso


Um elemento vital, assim podemos definir a água. Vital para nossa saúde, beleza e principalmente sobrevivência. A água é a substância mais abundante do corpo humano; é um componente essencial de todos os tecidos do organismo.

Apesar de não conter nenhuma caloria ou outros nutrientes, sem a água o corpo humano só continuaria funcionando por poucos dias. A perda de 20% de água corpórea pode causar a morte e uma perda de apenas 10% causa distúrbios graves. Numa situação limite, beber água é mais importante do que se alimentar.

Nosso organismo não aguenta mais do que quatro dias sem beber água, ao passo que passa semanas sem alimento.

A água desempenha um papel essencial em quase todas as funções do corpo humano. É utilizada para a digestão, para a absorção e para o transporte de nutrientes; serve de meio para uma série de processos químicos; assume o papel de solvente para os resíduos do corpo e também os dilui para reduzir sua toxicidade, ajudando no processo de excreção do corpo. Ajuda ainda a manter a temperatura do corpo estável. A água é necessária à formação de todos os tecidos do organismo, fornecendo a base para o sangue e todas as secreções líquidas (lágrimas, saliva, sucos gástricos, etc), que lubrificam os diversos órgãos e juntas.

A água é com certeza também um dos maiores aliados da beleza do nosso corpo, já que não existe melhor hidratante para nossa pele do que ela. Existem muitas pessoas que simplesmente se esquecem de bebê-la durante o dia. O resultado é visível: pele seca, cabelos fracos, problemas intestinais (constipação) e outros mais graves como cálculos renais, hipertensão, etc. Um corpo bem hidratado, em geral apresenta uma pele macia e elástica, e não podemos nos esquecer que a necessidade do líquido aumenta com a idade.

Envelhecimento x necessidade de água

Conforme vamos envelhecendo, o corpo começa a ressecar cada vez mais, pois existe uma perda progressiva da quantidade total de água no organismo, decorrente da redução dos espaços onde fica armazenada.

Com o avanço da idade, a quantidade de gordura no corpo aumenta e a de água diminui, por isso, enquanto a massa corporal de um bebê recém-nascido consiste em 75 a 80% de água, em pessoas com mais de 60 anos a água representa apenas 50%. Este processo de ressecamento se reflete em pele enrugada, fluxo reduzido de sangue e juntas mais endurecidas, além da desidratação, motivo de óbito frequente entre idosos.

Os sintomas de desidratação são boca seca e sonolência, e em alguns casos pode haver distúrbios de comportamento. Se esse problema não for diagnosticado e tratado rapidamente, pode haver falência múltipla dos órgãos, seguida de morte. Por isso, os especialistas recomendam que tomemos água como se fosse remédio, principalmente a partir dos 50 anos.

A partir dessa idade há também uma diminuição da sensibilidade dos chamados receptores de osmolaridade, que ficam em vários pontos do sistema circulatório e avisam o cérebro quando o sangue está mais concentrado, fazendo a pessoa ingerir mais líquido. Por isso, depois de uma atividade como uma caminhada ou uma partida de bocha, por exemplo, uma pessoa mais velha não sente sede, pois o cérebro não a informará que seu corpo está em déficit. É diferente de um jovem que sentirá naturalmente a necessidade de repor os líquidos perdidos. Dessa forma, a solução é adquirir o hábito de beber água mesmo sem sede.

Necessidade diárias

Em geral, adultos devem consumir 35mL/Kg de peso, crianças 50 a 60mL/Kg de peso e lactentes 150mL/Kg peso. Isto quer dizer que se uma pessoa pesa 70Kg ela deverá ingerir diariamente cerca de 2,5L de água por dia.

Podemos verificar que a ingestão de água está insuficiente simplesmente observando nossa urina. Quando isso ocorre, os rins tentam compensar conservando a água e, portanto excretam uma urina mais concentrada, com coloração amarelo mais acentuado.

Portanto, a quantidade de água perdida a cada 24h deve ser reposta para manter a saúde e a eficiência do nosso organismo.
Não podemos nos esquecer que é necessário consumir mais água quando está calor, durante exercícios físicos, no caso de febres, resfriados e outras doenças. É necessário ingerir maior quantidade de água também durante a gravidez, tendo em vista a formação do líquido amniótico e o aumento no volume de sangue, e também para atender as necessidades do feto em desenvolvimento. Da mesma forma, mães com filhos que mamam no peito precisam aumentar a ingestão de líquidos para produzir leite, que contém 87% de água.

Evite consumir água junto às refeições

Nesse caso, os liquídos podem causar indigestão, pois dificultam a ação do suco gástrico, responsável pela digestão dos alimentos no estômago. Podem também causar gases e flatulência. E ainda: como os liquídos saem do estômago mais rapidamente que os alimentos, podem causar aquela sensação de "vazio" o que leva muitas vezes a pessoa a se alimentar novamente logo após a refeição, e o resultado disso todos já sabemos: ganho de peso. Por isso, a sugestão é procurar consumir água entre as refeições.

Água ajuda no processo de emagrecimento

O controle da ingestão de alimentos pode ser feito de duas formas: pelo sistema nervoso (sensação de fome) e pelo sistema digestivo (saciedade). É justamente no segundo caso que a ingestão de água atua favorecendo quem precisa perder peso. O estômago humano tem a capacidade limitada de dilatar até um volume de cerca de dois litros. Assim, a ingestão de líquidos ao longo do dia, e principalmente antes das refeições, mantém o estômago relativamente preenchido, diminuindo a demanda de alimentos, aumentando a saciedade.

Água e fibras: uma ótima combinação na eliminação de toxinas

Quando o intestino não funciona corretamente, o nosso organismo dá vários sinais que algo vai mal, a começar pela nossa pele. A combinação adequada de fibras e água auxilia na movimentação do bolo fecal, ativando também o funcionamento adequado dos rins e da bexiga, e consequentemente na eliminação de toxinas. Além de auxiliar em dietas de emagrecimento e nos tratamentos de celulite, essa combinação diária é capaz de evitar que certas toxinas se transformem em erupções dermatológicas indesejáveis tais como acne, furúnculos, entre outros problemas. Nove entre dez modelos ou mulheres famosas incluem vários copos de água e alimentos fibrosos na sua lista de cuidados estéticos. É um segredo de beleza que todos nós podemos ter acesso.

Papanicolau a partir dos 21 anos (Exame previne câncer do colo de útero)




Exame previne câncer do colo de útero.

Mudança sai poucos dias após polêmica em torno de mamografias(mamografia aos 40 anosde idade).

Comissão independente de ginecologistas americanos indica que as mulheres só devem fazer o exame de papanicolau partir dos 21 anos, a cada dois anos.

Antes, os médicos recomendavam que o teste fosse feito pelas garotas, em no máximo, três anos após a primeira relação sexual.

O Conselho Americano de Obstetrícia e Ginecologia concluiu que é muito pequena a incidência efetiva de câncer de colo de útero em mulheres abaixo dessa idade.

De acordo com os médicos, as mulheres estão propensas a desenvolver anomalias que parecem ser um início de câncer, mas que desaparecem sozinhas. Muitas vezes, isso leva o médico a se preciptar e adotar medidas que podem levar à lesão do colo do útero – um aumento do risco, por exemplo, de nascimentos prematuros.

Já as mulheres com mais de 65 anos – que tiveram resultados negativos nos últimos três exames –podem parar de fazer o teste.

No início desta semana, uma força tarefa do governo fez uma recomendação sobre mamografias. Mas o governo deixou claro, pouco depois, que as orientações não fazem parte de uma política do governo para racionar exames preventivos.

Jornal Hoje

Obstetras americanos recomendam adiar exame preventivo de câncer de colo de útero



RIO - O Colégio Americano de Obstetras aconselhou as mulheres a esperar mais tempo antes de fazer o seu primeiro exame preventivo de Papanicolau, indicado para detectar precocemente o câncer do colo do útero, informou nesta sexta-feira o jornal "The New York Times". A decisão é anunciada pouco depois da polêmica iniciada com a recomendação de adiar as primeiras mamografias . Os obstetras sugerem que as mulheres esperem até completar 21 anos antes de fazer seu primeiro exame.

De acordo com estimativas, o câncer do colo do útero mata anualmente 250 mil mulheres em todo o mundo. E objetivo dessa nova orientação, segundo os médicos, é limitar os exames inúteis e reduzir os procedimentos invasivos e dolorosos para remover lesões não cancerosas que podem aparecer nestes exames, e que frequentemente desaparecem sozinhas, alega o grupo de especialistas. Porém, a nova recomendação contradiz o conselho anterior, segundo o qual as mulheres deveriam fazer seu primeiro exame depois da primeira relação sexual.

O Colégio Americano de Obstetras também afirma que mulheres com mais de 30 anos que tenham obtido resultados normais em três exames consecutivos podem esperar mais três anos antes de se submeter a uma nova análise. Isso pode aumentar ainda mais a polêmica criada pelos serviços de medicina preventiva americanos esta semana, quando questionaram a utilidade dos exames de mamografia antes dos 50 anos para detectar o câncer de mama.

O Globo

11.20.2009

Lombalgia


lombalgia é a dor que ocorre nas regiões lombares inferiores, lombossacrais ou sacroilíacas da coluna lombar. Ela pode ser acompanhada de dor que se irradia para uma ou ambas as nádegas ou para as pernas na distribuição do nervo ciático (dor ciática).



Quem pode ter lombalgia?
A lombalgia é um problema extremamente comum, que afeta mais pessoas do que qualquer outra afecção, à exceção do resfriado comum. Entre 65% e 80% da população mundial desenvolve dorsalgia em alguma etapa de suas vidas, mas a maioria dos episódios não é incapacitante. Mais da metade de todos os pacientes com dorsalgia melhora após 1 semana; 90% apresentam melhora após 8 semanas; e os restantes 7% a 10 % continuam apresentando sintomas por mais de 6 meses.
Como se manifesta a lombalgia?
Há muitas causas diferentes para o desenvolvimento da lombalgia: cerca de 90% dos pacientes com dorsalgia desenvolvem dor decorrente de uso excessivo das estruturas dorsais (resultando em entorses e distensões), da deformidade da estrutura anatômica normal ou de trauma; os outros 10% dos adultos apresentam dorsalgia atribuível a uma doença sistêmica. Mais de 70 dessas doenças foram identificadas.

Uma vez que a maioria dos casos de dorsalgia é autolimitada, o diagnóstico por imagem raramente é necessário. Um cuidadoso levantamento do histórico do paciente é a ferramenta diagnóstica mais importante. Os fatores que levam ao início da dor, bem como a natureza e a duração da dor, propiciam importantes evidências para a busca da provável causa.

A dorsalgia pode ser influenciada por deficiência ou má qualidade crônicas do sono, fadiga, falta de exercícios e fatores psicossociais. A percepção e o relato da dor pelo paciente e o grau resultante de disfunção e incapacidade são dependentes desses fatores, assim como a resposta do paciente ao tratamento.

A lombalgia também pode ser causada por esforços repetitivos, excesso de peso, pequenos traumas, condicionamento físico inadequado, erro postural, posição não ergonômica no trabalho (essa é a causa mais freqüente de torção e distensão dos músculos e ligamentos que causam a lombalgia), osteoartrose da coluna; osteofitose (bico de papagaio) e osteoporose (causas também relacionadas à idade. Pois, com o passar do tempo, as articulações da coluna vão se desgastando, podendo levar à degeneração dos discos intervertebrais - hérnia de disco).


Como pode ser o tratamento da lombalgia?
Nenhuma forma isolada de tratamento é eficaz para todas as formas de dorsalgia. Quando a dor é causada por uma doença sistêmica, o tratamento deve ser direcionado ao problema subjacente; entretanto, na grande maioria dos casos, os pacientes apresentam dorsalgia por um problema mecânico que não pode ser identificado.

O tratamento da lombalgia crônica é direcionado ao alívio das causas e pode incluir perda de peso, exercícios para melhorar o tônus e a resistência musculares e melhora da postura. Os analgésicos podem ser utilizados para aliviar a dor, porém o uso crônico de narcóticos opioides deve ser evitado. A injeção nos tecidos moles com corticosteroides e anestésicos locais pode propiciar alívio da lombalgia crônica associada a síndrome miofacial ou fibromialgia. Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para aliviar a dor intratável ou a dor conseqüente a anormalidades estruturais.


A lombalgia é a dor que ocorre na região lombar, seja de causa nervosa ou muscular, podendo ser causado por estresse. É extremamente comum e, entre 65% a 80% da população desenvolverão dor nas costas em alguma etapa das suas vidas. É a maior causa de afastamento do trabalho em indivíduos abaixo de 45 anos, sendo que aproximadamente 50% das pessoas com dores crônicas retornam ao trabalho (Rezende, 2006).

De acordo com Cailliet (1988), a maioria das lombalgias atribuídas à postura está relacionada com o aumento do ângulo lombossacro e concomitante aumento da lordose lombar.

Segundo Pericé; Riambau; Paloma (1989), a lombalgia pode ser favorecida por um desvio das curvaturas fisiológicas.

A lombalgia gravídica está relacionada a um aumento da lordose. O útero grávido causa um pequeno deslocamento anterior. Além disto a uma fadiga durante a gravidez que desencoraja a os bons hábitos e esforços, juntamente com uma frouxidão ligamentar hormonal que completa o quadro (Cailliet, 1988).

Conforme Doreto (2006), as dores em órgãos abdominais ou pélvicos também podem ser referidas unicamente por dor lombar, como por exemplo, cálculo renal e a tensão pré-menstrual.

O diagnóstico da lombalgia varia com a causa, pois a dor é somente um sintoma, portanto as características da dor serão muito importantes para o diagnóstico; como iniciou, o que melhora ou piora, se apareceu após trauma, exercícios ou movimentos bruscos, se é noturna ou diurna ou se é acompanhada de outros sintomas como febre, emagrecimento, dormência, etc. (Tribastone, 2001).

As características da dor associada aos exames complementares devem levar ao diagnóstico e ao tratamento adequado, que poderá ser a associação de medicamentos e fisioterapia, às vezes cirurgia e posteriormente a prevenção das causas (Greve; Amatuzzi, 1999).


Lombalgia Aguda

A dor aguda é relacionada temporalmente a lesão causadora, isto é deve desaparecer durante o período esperado de recuperação do organismo ao evento que está causando a dor (Kapandji, 2000).

Aparece uma dor intensa, brusca, geralmente enquanto a pessoa realiza um esforço. Pode apresentar antecedentes de dor lombar pouco intensa. Na ocasião, a pessoa permanece em uma posição semiflexionada da coluna lombar, sem ser possível a extensão e nem prosseguir a flexão, já que com qualquer movimento agrava a dor (Pericé; Riambau; Paloma, 1989).

Uma primeira crise costuma desaparecer em até 05 semanas com repouso e medicação analgésica. Deve-se então iniciar a profilaxia de novas crises. Geralmente, o paciente não dá uma excessiva importância a esta primeira crise, pelo qual não adota nenhuma medida em especial (Tribastone, 2001).

Conforme Konrad (apud Knoplich, 2003), não há limite preciso estabelecido para a duração final da dor aguda e início da dor crônica, variando de 3 a 6 meses, limite máximo em que a maioria dos autores passa a considerar como crônica.

Segundo Cailliet (1988), frequentemente, um desconforto agudo da coluna lombar não permite um exame imediato. Apenas a anamnese pode ser feita. A vítima apresenta flexibilidade limitada, possível escoliose com a postura antálgica, sensibilidade da musculatura na região lombar, e limitada elevação da perna esticada.

De acordo com Greve e Amatuzzi (1999), a dor da fase aguda diminui com medicação, repouso e fisioterapia. Nesse sentido vale observar que diz a respeito Konrad (2004), onde a dor aguda pode ter duração extremamente curta, desde alguns minutos, até a algumas semanas e diminuir pela reação do próprio organismo, mas é preciso o suporte terapêutico para diagnosticar a causa desencadeante da dor.

Segundo Ghorayeb; Barros Neto (1999), a lombalgia aguda pode ser interpretada como um sinal de alerta, a crônica já no tem mais essa função. Uma dor pode tornar-se crônica por vários motivos, mas não tem mais a função de alerta e defesa. Esta merece uma atenção maior por afetar o estilo de vida das pessoas e por ter abordagem física, cultural, social e emocional.

Lombalgia Crônica
A pessoa queixa-se de dor lombar de forma intermitente de um período de tempo que vai desde três meses a anos. A sensação de dor aumenta com o esforço e pelas posturas prolongadas em pé. Pode apresentar uma irradiação difusa às extremidades inferiores. A evolução é lenta apresentando fases de remissão e outras que pioram podendo chegar a adotar a forma de uma lombalgia aguda (Pericé; Riambau; Paloma, 1989).

Segundo Knoplich (2003), a lombalgia crônica é considerada por alguns autores aquela com duração maior que 03 meses ou que ultrapasse o período usual de recuperação esperado para a causa desencadeante da dor. Alguns autores consideram o limite para se tornar dor crônica a partir de 06 meses.

Para Tribastone (2001), a lombalgia crônica merece maior atenção por afetar negativamente a qualidade de vida, limitar a movimentação, agilidade. Além de ter envolvimentos emocionais.

Autora:Ana Paula Peixoto de Lima

Diabete mata mais

Número de mortes pela doença aumentou quase 50% em 16 anos

A má alimentação, o sedentarismo e o aumento da obesidade, fatores que favorecem a diabete, estão matando o brasileiro. Segundo o Ministério da Saúde, que divulgou ontem a pesquisa Saúde Brasil 2008, o número de mortes causadas pela doença aumentou quase 50% em 16 anos — em 1990, eram 16,3 mortes pela doença por cada 100 mil habitantes. Em 2006, já eram 24.

“A principal causa do aumento das mortes por diabete é a obesidade. O sobrepeso leva à sobrecarga do organismo e é fator de risco para diversas doenças crônicas”, explica Deborah Malta, uma das responsáveis pela pesquisa, acrescentando que 43% dos brasileiros maiores de 18 anos que vivem nas capitais tinham sobrepeso em 2008. “O brasileiro tem se alimentado mal”, conta.

O estudo mostrou ainda que o brasileiro está mais gordo e mais alto. As mulheres ganharam, em média, 3,3 cm em 14 anos. Elas cresceram quase duas vezes mais que os homens, passando de uma média de 1,55m, em 1989, para 1,58m, em 2003. Eles, nesse período, aumentaram 1,9 cm na altura e chegaram a uma média de 1,70 m em 2003.

“As novas gerações estão ganhando altura porque têm maior acesso a alimentos e podem crescer em todo o seu potencial genético”, diz Deborah. “O estudo aponta uma reação das mulheres contra o sobrepeso. Dos anos 90 à atual década, o peso delas tende à estabilidade. Já o peso dos homens preocupa porque a tendência é de crescimento”, explica.

A boa notícia é que o brasileiro tem morrido menos por doenças cardiovasculares e cerebrais: melhor acesso ao serviço de saúde, exames e diminuição do tabagismo são apontadas como causa. Hoje, 15,2% dos que têm mais de 18 anos são fumantes. Em 1989, os fumantes eram 35%.

“O Brasil teve uma redução significativa no hábito de fumar, o que contribui para a diminuição de mortes. O tabagismo deteriora as paredes das artérias, facilitando derrame, enfartes e problemas circulatórios em geral e câncer”, afirma Deborah, que elogia as restrições ao fumo. “A meta é chegar a 14% em 2012”,

O Dia

Dicas para Prevenir e Tratar a Rinite Alérgica


 

As principais formas para a rinite se apresentar são:
a. Rinite irritativa: freqüente em locais poluídos e com muitas poeiras irritantes.
Esses irritantes podem estar tanto na atmosfera como podem ser produzidos
nos locais de trabalho;
b. Rinite vasomotora: provocada por uma
dilatação acentuada dos vasos sanguíneos
da mucosa do nariz. Piora com o
ar seco;
c. Rinite alérgica: é a forma mais comum, determinada por fatores alérgicos próprios
da pessoa, piora com a poluição, mas também com a poeira doméstica,
mofo, pêlos de animais, odores. Geralmente existe histórico de alergia na família.
A rinite é uma inflamação que atinge as mucosas do nariz. Freqüentemente pode se estender aos seios da face, provocando sinusite (inflamação dos seios faciais).
Anatomia das vias aéreas superiores


Prevenção
Deve-se evitar os fatores e agentes que são responsáveis pelo aparecimento da rinite:
• Evitar o contato com as substâncias irritativas
ou que provocam a alergia;
• Evitar fumar ou ficar perto da fumaça de
cigarro (de papel, palha ou cachimbo);
• Praticar atividades físicas regularmente,
sempre sob orientação e supervisão médica
e/ou de um profissional habilitado;
• Evitar contato com gases e vapores irritantes;
• Evitar a presença de cães e gatos dentro de casa;
• Manter as dependências da casa sempre arejadas, limpas e com exposição ao sol;

Existe cura?
Dependendo do tipo de rinite, existe cura, sim. Mesmo naqueles casos em que a cura
não é definitiva, existem tratamentos eficazes para que as crises não aconteçam ou,
então, sejam mais leves.

Sintomas
Os sintomas comuns às diversas formas de rinite são:
a. Espirros: sempre presentes na fase aguda;
b. Coceira (prurido): acompanha os espirros. Pode atingir os olhos, provocando vermelhidão e inchaço;
c. Coriza (secreção nasal de aspecto aquoso): geralmente intensa. Quando acontece
alguma infecção simultânea, poderá ficar colorida;
d. Obstrução (congestão) nasal: pode ser uni ou bilateral, fazendo com que a pessoa
respire pela boca.
• Utilizar capas especiais para travesseiros
e colchões – no caso dos alérgicos;
• Manter uma alimentação saudável.

Alimentação saudável
Só quem tem conhecimento para dizer qual é o tipo
de rinite e qual é o tratamento mais adequado é o médico;
portanto, NÃO PRATIQUE A AUTOMEDICAÇÃO, pois poderá agravar ou prolongar a situação.


1- O que é Rinite Alérgica?
O nariz é um dos componentes das vias respiratórias, sendo o primeiro local por onde a ar passa até alcançar os pulmões. Dentre outras atribuições, é responsável pela limpeza, umidificação e aquecimento do ar inspirado.
Para exercer esta função corretamente, o nariz possui um complexo mecanismo de defesa, o qual, ao entrar em contato com alguma substância tóxica desencadeia uma resposta que impedirá esta substância de alcançar os pulmões. Através do surgimento de obstrução nasal teremos o bloqueio da passagem deste agente agressor, e dos espirros e coriza a remoção desta substância. Isto é normal e todas as pessoas ao entrarem em contato com algumas substâncias toxicas apresentam estes sintomas.
Uma pessoa quando fica gripada apresenta obstrução nasal, espirros e coriza, pois seu organismo está tentando protegê-la, impedindo que os vírus alcancem seus pulmões através do ar.
Alergia, na realidade, não significa falta de defesa do organismo, mas muito pelo contrário, é uma defesa exagerada contra agentes que não são potencialmente agressivos ao ser humano. Ou seja, uma pessoa alérgica é aquela que é hiperreativa a determinada substância que para uma pessoa normal não despertaria nenhuma resposta. O sistema imunológico das pessoas alérgicas, por características genéticas, interpreta que determinada substância é tóxica, e que ele precisa proteger o organismo de sua entrada. É por isto que algumas pessoas, convivem normalmente com fatores que causam a alergia, como a poeira de casa, sem ter sintomas, ao passo que outras pessoas ao entrarem em contato com esta mesma poeira podem ter rinite e asma.
O paciente alérgico não nasce hiperreativo (com alergia), mas sim com a capacidade de sensibilizar-se a determinado fator. Tornar-se sensível significa passar a ter uma resposta de defesa a uma substância que antes era tolerada. Isto significa que podemos conviver com determinada substância por muitos anos, e vir a desenvolver sintomas apenas tardiamente.
Esta característica é herdada dos pais. Quando um homem e uma mulher alérgicos tem um filho, a chance desta criança ser alérgica é de cerca de 50%. Por outro lado, mesmo que nenhum dos pais apresentem alergia, a criança ainda assim pode vir a ter.
Este tipo de alergia pode se apresentar como rinite, conjuntivite, asma e alguns tipos de alergia de pele. Porém a forma mais comum é a rinite. Cerca de 10 a 25% das pessoas sofrem de rinite alérgica.

2- Quais os sintomas da Rinite Alérgica?
Os sintomas que os pacientes portadores de rinite alérgica apresentam são obstrução nasal (entupimento), coriza, espirros (algumas vezes o paciente espirra mais 20 vezes seguidas) e coceira no nariz. Esta coceira pode ser na garganta ou nos olhos.
Além disto a rinite alérgica, pode causar outros problemas, como otites (inflamação dos ouvidos), sinusites (inflamação de cavidades existentes na face) e roncos (pelo entupimento do nariz) que faz com que o paciente não durma bem a noite. O paciente só vai apresentar estes sintomas quando estiver em contato com as substâncias aos quais é alérgico. Estas substâncias recebem o nome de alérgenos. Quanto maior o contato, mais intensos tendem a ser os sintomas.
Todos os doentes apresentam estes sintomas minutos após o contato com o alérgeno, e cerca de metade deles terão novamente sintomas cerca de 4 a 6 horas depois.

3- Quais as causas da Rinite Alérgica?
Muitas substâncias podem causar alergia como a poeira de casa, pólens e alguns alimentos. Aqui no Brasil é a poeira domiciliar é o fator mais importante. Ela é constituída por descamação da pele humana e de animais, restos de pelos de cães e gatos, restos de barata e outros insetos, fungos, bactérias e organismos microscópicos que são chamados ácaros (família dos aracnídeos). O principal fator da poeira que causa alergia é o ácaro. Existem vários ácaros, e o que mais freqüentemente esta relacionado à alergia é o Dermatophagoides ssp., que significa, aquele que se alimenta de pele. Este é o seu nome pois uma de suas fontes de alimentos é a descamação da pele. No colchão de nossas camas e nos móveis estofados que existem em nossas casas encontramos muita descamação de pele e é exatamente por esta razão que nestes locais existe grande quantidade de ácaros. Estes ácaros vivem nas camadas profundas dos tecidos, abraçados as fibras. Eles não são capazes de viver sobre uma superfície lisa, como por exemplo nas paredes.
Em São Paulo, e outras regiões do Brasil onde não há uma clara definição das quatro estações do ano, a forma de rinite alérgica que predomina é a causada pelos ácaros, sendo que os doentes, em geral, apresentam sintomas durante o ano inteiro. Em outras regiões (como no sul do país), na época da primavera, ocorre a polinização das flores, e podemos ter a rinite alérgica da estação, chamada nos países do hemisfério norte de febre do feno. Apesar deste nome, não existe febre e tampouco o feno é o responsável pelos sintomas. São fungos que proliferam nos maços de feno as substâncias que desencadeiam os sintomas.
Normalmente o paciente com rinite alérgica, apresenta os sintomas quando em contato com o alérgeno, e em geral, estes sintomas são proporcionais á quantidade de alérgeno. Na época do inverno, estes pacientes sofrem mais, pois, neste período, são usados cobertores e roupas que ficaram guardados por muito tempo, e podem estar cheios de ácaros e fungos. Além disto estes doentes são mais susceptíveis a resfriados. Na verdade o resfriado é uma inflamação do nariz, que irá comprometer os mecanismos de proteção nasal, com isto facilitando a entrada dos alérgenos.

4- Como tratar Rinite Alérgica?
O tratamento dos pacientes portadores de rinite alérgica é composto por três pontos fundamentais:

A- Higiene ambiental.
B- Tratamento medicamentoso.
C- Vacinas anti-alérgicas.

A- Higiene ambiental.
A forma mais simples de tratar alergia é evitar o contato com a substância que desencadeia os sintomas. Por exemplo, se o paciente apresenta obstrução nasal, coriza e espirros quando ingere determinado alimento, o mais fácil a fazer é simplesmente não comê-lo. Infelizmente, a principal causa de rinite alérgica é o ácaro, e não é fácil evitar o contato com ele.
Algumas medidas simples podem ser adotadas, e irão diminuir a quantidade destes insetos. A casa e principalmente o quarto onde o doente dorme devem ser limpos com bastante freqüência. Infelizmente a vassoura e espanador de pó apenas espalham o pó pelo ambiente. Os aspiradores são capazes de reter alguma sujeira, porém normalmente sue filtro não é desenvolvido para limpar o ar por completo, e portanto muitas vezes o que ele faz é uma pulverização de poeira no ambiente. Aspiradores com filtros especiais e de alta eficiência existem, porém tem um custo muito elevado. No caso de não existir carpete ou tapetes no chão, o uso de pano úmido na limpeza é uma forma bastante eficaz para remover a poeira.
Um ponto importante a ser considerado, é a existência de uma boa ventilação na casa e no quarto, e se possível ambientes ensolarados, para evitar o surgimento de bolor (fungos).
Além disto, o ideal é que não existam carpetes, tapetes, cortinas, bichos de pelúcia ou outros móveis ou utensílios que possam acumular poeira. Ainda, deve-se evitar o uso e contato com travesseiros e almofadas de penas ou outros materiais que possam causar alergia. A utilização de capas protegendo os colchões e travesseiros, assim como de substâncias para eliminar os ácaros do ambiente apresentam eficácia quando aplicados corretamente.
Estas medidas de higiene não acabam com os ácaros e outros alérgenos, mas diminuem a sua quantidade.
Além destas mediadas de higiene ambiental, onde o objetivo é reduzir a quantidade de alérgenos, é muito importante que os doentes fiquem afastados de de outras substâncias capazes de irritar o nariz. Cheiros de perfumes, produtos de limpeza, produtos para deixar os ambientes com cheiro agradável, fumaça de cigarro, tintas, inseticidas e poluição, são alguns exemplos de substâncias capazes de irritar o nariz, e desencadear sintomas. Outros fatores inespecíficos como as mudanças bruscas de temperatura, frio e umidade do ar são também prejudiciais aos doentes.

B- Tratamento medicamentoso.
A critério médico, se estas medidas não forem suficientes para controlar os sintomas do paciente, poderá ser receitado medicamentos.
Existem dois grandes grupos de drogas que podem ser usadas. Um tipo funciona preventivamente e outro apenas alivia os sintomas.
Do ponto de vista farmacológico, dispomos de descongestionantes, anti-histamínicos, estabilizadores de membranas, e corticosteróides. Cada uma destas drogas atuam de forma diferente, e nenhuma é isenta de efeitos colaterais que algumas vezes podem ser graves. Por isto, o ideal, é não realizar auto medicação e procurar seu médico.

C- Vacinas anti-alérgicas
Quando o tratamento feito nestas condições (higiene ambiental e medicamentos) falha, pode-se associar o uso de vacinas anti-alérgicas. Este tratamento é longo, porém quando feito corretamente, diminuí a sensibilidade do doente àquela substância ao qual ele era alérgico. Muitas vezes chegamos ao ponto onde não há mais necessidade do uso de medicamentos.

Dr. João Ferreira de Melo

Rinite alérgica

Rinite é uma doença inflamatória das mucosas do nariz. Pode ser alérgica ou não alérgica. Em ambos os casos, os sintomas são parecidos.
As rinites alérgicas são enfermidades crônicas provocadas pelo contato com alérgenos (substâncias que o sistema imune considera estranhas), como os ácaros existentes na poeira doméstica, pelos de animais, fungos, descamação de pele, mofo, pólen, perfume, alguns alimentos, medicamentos, bactérias, vírus, mudanças bruscas de temperatura, etc.
A rinite alérgica tem características hereditárias. Entretanto, mesmo que nenhum dos pais apresente o distúrbio, ele pode manifestar-se numa pessoa, que não nasce alérgica, mas possui um sistema imune que desenvolve uma resposta exagerada, quando entra em contato com determinadas substâncias.
Sintomas
Quanto maior a exposição aos alérgenos, maior será a quantidade de anticorpos e mais intensos os seguintes sintomas: edema da mucosa que leva à obstrução nasal, coriza, espirros em salva, coceira no nariz, na garganta, no céu-da-boca e nos olhos. A rinite alérgica pode estar associada, ainda, a comorbidades, como asma, otites médias, sinusite e roncos.
Diagnóstico
É muito importante estabelecer o diagnóstico diferencial entre rinite alérgica e os outros tipos de rinite. Para tanto, é fundamental levantar a história do paciente e fazer uma avaliação clínica detalhada das vias aéreas. Alguns exames de imagem (endoscopia rinossinusal, raios X e tomografia) podem ajudar nessa distinção.
Uma vez fechado o diagnóstico de rinite alérgica, é preciso identificar as substâncias que provocam a alergia para evitar o contato com elas.
Tratamento
Por enquanto, a rinite alérgica não tem cura, mas algumas medidas – cuidados com a higiene ambiental, uso de medicamentos e aplicação de vacinas antialérgicas – ajudam a prevenir e a controlar as crises.
Cuidados com a higiene ambiental
* Não é fácil evitar o contato com o ácaro, o principal agente causador das alergias respiratórias, que se alimenta de resíduos da descamação da pele e prolifera na poeira doméstica, especialmente nos lençóis e travesseiros, tapetes, carpetes, cortinas e bichos de pelúcia. Por isso, o ambiente onde a pessoa alérgica vive deve ser bem-ventilado, ensolarado e cuidadosamente limpo.
* Além dos ácaros, produtos de limpeza ou para desodorizar o ambiente, inseticidas, tintas com cheiro forte, perfumes, fumaça de cigarro, poluentes são substâncias que podem funcionar como alérgenos e devem ser mantidos longe das pessoas com predisposição a desenvolver rinite alérgica.
Tratamento medicamentoso
Existem vários medicamentos que podem aliviar os sintomas ou prevenir as crises da rinite alérgica. Ao primeiro grupo pertencem os descongestionantes e os anti-histamínicos, ambos para uso tópico ou sistêmico; ao segundo, os estabilizadores de membranas e os corticosteróides. Nenhuma dessas drogas é isenta de efeitos colaterais adversos, eventualmente com graves conseqüências. Por isso, devem ser utilizadas somente quando prescritas por um médico e na dosagem recomendada.
Vacinas antialérgicas
As vacinas anti-alérgicas constituem outro recurso para o tratamento das rinites alérgicas. Elas são preparadas com base nos resultados de testes cutâneos, de acordo com as características de cada paciente. O tratamento é longo, porém quando feito corretamente, diminuí a sensibilidade do doente aos alérgenos, o que pode evitar o uso de medicamentos.
Recomendações
* Lembre-se de que prevenir é o melhor remédio. Por isso, todo o cuidado na limpeza da casa do portador de rinite alérgica para diminuir a proliferação dos ácaros é pouco;
* Não use vassouras e espanadores. Dê preferência aos aspiradores com filtro e use um pano úmido para remover o pó dos móveis e do chão;
Use máscaras quando a faxina dos armários e das estantes de livros ficar por sua conta;
* Mantenha os ambientes arejados e expostos ao sol durante a maior parte do tempo,
* Escolha um estilo de decoração que dispense o uso de cortinas, carpetes, tapetes, almofadas ou de outros objetos que possam acumular poeira difícil de remover;
* Lave as roupas de cama pelo menos uma vez por semana e as roupas guardadas há algum tempo antes de usá-las novamente;
* Procure acostumar seus animais de estimação a viver fora de casa. Não os deixe subir nos estofados nem nas camas onde as pessoas dormem;
* Adote um estilo de vida saudável. Pratique atividade física, não fume, beba com moderação e alimente-se adequadamente. Se, por acaso, algum alimento for responsável por desencadear as crises, elimine-o da sua dieta;
* Tome bastante água, especialmente se você passa muitas horas em locais com ar condicionado;
* Não se automedique, nem siga as sugestões de curiosos. Ouça o que um médico especialista no assunto tem a dizer
Drauzio Varella