11.20.2009

Lombalgia


lombalgia é a dor que ocorre nas regiões lombares inferiores, lombossacrais ou sacroilíacas da coluna lombar. Ela pode ser acompanhada de dor que se irradia para uma ou ambas as nádegas ou para as pernas na distribuição do nervo ciático (dor ciática).



Quem pode ter lombalgia?
A lombalgia é um problema extremamente comum, que afeta mais pessoas do que qualquer outra afecção, à exceção do resfriado comum. Entre 65% e 80% da população mundial desenvolve dorsalgia em alguma etapa de suas vidas, mas a maioria dos episódios não é incapacitante. Mais da metade de todos os pacientes com dorsalgia melhora após 1 semana; 90% apresentam melhora após 8 semanas; e os restantes 7% a 10 % continuam apresentando sintomas por mais de 6 meses.
Como se manifesta a lombalgia?
Há muitas causas diferentes para o desenvolvimento da lombalgia: cerca de 90% dos pacientes com dorsalgia desenvolvem dor decorrente de uso excessivo das estruturas dorsais (resultando em entorses e distensões), da deformidade da estrutura anatômica normal ou de trauma; os outros 10% dos adultos apresentam dorsalgia atribuível a uma doença sistêmica. Mais de 70 dessas doenças foram identificadas.

Uma vez que a maioria dos casos de dorsalgia é autolimitada, o diagnóstico por imagem raramente é necessário. Um cuidadoso levantamento do histórico do paciente é a ferramenta diagnóstica mais importante. Os fatores que levam ao início da dor, bem como a natureza e a duração da dor, propiciam importantes evidências para a busca da provável causa.

A dorsalgia pode ser influenciada por deficiência ou má qualidade crônicas do sono, fadiga, falta de exercícios e fatores psicossociais. A percepção e o relato da dor pelo paciente e o grau resultante de disfunção e incapacidade são dependentes desses fatores, assim como a resposta do paciente ao tratamento.

A lombalgia também pode ser causada por esforços repetitivos, excesso de peso, pequenos traumas, condicionamento físico inadequado, erro postural, posição não ergonômica no trabalho (essa é a causa mais freqüente de torção e distensão dos músculos e ligamentos que causam a lombalgia), osteoartrose da coluna; osteofitose (bico de papagaio) e osteoporose (causas também relacionadas à idade. Pois, com o passar do tempo, as articulações da coluna vão se desgastando, podendo levar à degeneração dos discos intervertebrais - hérnia de disco).


Como pode ser o tratamento da lombalgia?
Nenhuma forma isolada de tratamento é eficaz para todas as formas de dorsalgia. Quando a dor é causada por uma doença sistêmica, o tratamento deve ser direcionado ao problema subjacente; entretanto, na grande maioria dos casos, os pacientes apresentam dorsalgia por um problema mecânico que não pode ser identificado.

O tratamento da lombalgia crônica é direcionado ao alívio das causas e pode incluir perda de peso, exercícios para melhorar o tônus e a resistência musculares e melhora da postura. Os analgésicos podem ser utilizados para aliviar a dor, porém o uso crônico de narcóticos opioides deve ser evitado. A injeção nos tecidos moles com corticosteroides e anestésicos locais pode propiciar alívio da lombalgia crônica associada a síndrome miofacial ou fibromialgia. Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para aliviar a dor intratável ou a dor conseqüente a anormalidades estruturais.


A lombalgia é a dor que ocorre na região lombar, seja de causa nervosa ou muscular, podendo ser causado por estresse. É extremamente comum e, entre 65% a 80% da população desenvolverão dor nas costas em alguma etapa das suas vidas. É a maior causa de afastamento do trabalho em indivíduos abaixo de 45 anos, sendo que aproximadamente 50% das pessoas com dores crônicas retornam ao trabalho (Rezende, 2006).

De acordo com Cailliet (1988), a maioria das lombalgias atribuídas à postura está relacionada com o aumento do ângulo lombossacro e concomitante aumento da lordose lombar.

Segundo Pericé; Riambau; Paloma (1989), a lombalgia pode ser favorecida por um desvio das curvaturas fisiológicas.

A lombalgia gravídica está relacionada a um aumento da lordose. O útero grávido causa um pequeno deslocamento anterior. Além disto a uma fadiga durante a gravidez que desencoraja a os bons hábitos e esforços, juntamente com uma frouxidão ligamentar hormonal que completa o quadro (Cailliet, 1988).

Conforme Doreto (2006), as dores em órgãos abdominais ou pélvicos também podem ser referidas unicamente por dor lombar, como por exemplo, cálculo renal e a tensão pré-menstrual.

O diagnóstico da lombalgia varia com a causa, pois a dor é somente um sintoma, portanto as características da dor serão muito importantes para o diagnóstico; como iniciou, o que melhora ou piora, se apareceu após trauma, exercícios ou movimentos bruscos, se é noturna ou diurna ou se é acompanhada de outros sintomas como febre, emagrecimento, dormência, etc. (Tribastone, 2001).

As características da dor associada aos exames complementares devem levar ao diagnóstico e ao tratamento adequado, que poderá ser a associação de medicamentos e fisioterapia, às vezes cirurgia e posteriormente a prevenção das causas (Greve; Amatuzzi, 1999).


Lombalgia Aguda

A dor aguda é relacionada temporalmente a lesão causadora, isto é deve desaparecer durante o período esperado de recuperação do organismo ao evento que está causando a dor (Kapandji, 2000).

Aparece uma dor intensa, brusca, geralmente enquanto a pessoa realiza um esforço. Pode apresentar antecedentes de dor lombar pouco intensa. Na ocasião, a pessoa permanece em uma posição semiflexionada da coluna lombar, sem ser possível a extensão e nem prosseguir a flexão, já que com qualquer movimento agrava a dor (Pericé; Riambau; Paloma, 1989).

Uma primeira crise costuma desaparecer em até 05 semanas com repouso e medicação analgésica. Deve-se então iniciar a profilaxia de novas crises. Geralmente, o paciente não dá uma excessiva importância a esta primeira crise, pelo qual não adota nenhuma medida em especial (Tribastone, 2001).

Conforme Konrad (apud Knoplich, 2003), não há limite preciso estabelecido para a duração final da dor aguda e início da dor crônica, variando de 3 a 6 meses, limite máximo em que a maioria dos autores passa a considerar como crônica.

Segundo Cailliet (1988), frequentemente, um desconforto agudo da coluna lombar não permite um exame imediato. Apenas a anamnese pode ser feita. A vítima apresenta flexibilidade limitada, possível escoliose com a postura antálgica, sensibilidade da musculatura na região lombar, e limitada elevação da perna esticada.

De acordo com Greve e Amatuzzi (1999), a dor da fase aguda diminui com medicação, repouso e fisioterapia. Nesse sentido vale observar que diz a respeito Konrad (2004), onde a dor aguda pode ter duração extremamente curta, desde alguns minutos, até a algumas semanas e diminuir pela reação do próprio organismo, mas é preciso o suporte terapêutico para diagnosticar a causa desencadeante da dor.

Segundo Ghorayeb; Barros Neto (1999), a lombalgia aguda pode ser interpretada como um sinal de alerta, a crônica já no tem mais essa função. Uma dor pode tornar-se crônica por vários motivos, mas não tem mais a função de alerta e defesa. Esta merece uma atenção maior por afetar o estilo de vida das pessoas e por ter abordagem física, cultural, social e emocional.

Lombalgia Crônica
A pessoa queixa-se de dor lombar de forma intermitente de um período de tempo que vai desde três meses a anos. A sensação de dor aumenta com o esforço e pelas posturas prolongadas em pé. Pode apresentar uma irradiação difusa às extremidades inferiores. A evolução é lenta apresentando fases de remissão e outras que pioram podendo chegar a adotar a forma de uma lombalgia aguda (Pericé; Riambau; Paloma, 1989).

Segundo Knoplich (2003), a lombalgia crônica é considerada por alguns autores aquela com duração maior que 03 meses ou que ultrapasse o período usual de recuperação esperado para a causa desencadeante da dor. Alguns autores consideram o limite para se tornar dor crônica a partir de 06 meses.

Para Tribastone (2001), a lombalgia crônica merece maior atenção por afetar negativamente a qualidade de vida, limitar a movimentação, agilidade. Além de ter envolvimentos emocionais.

Autora:Ana Paula Peixoto de Lima

2 comentários:

Tony Madureira disse...

Sempre pedagógico!!

Anônimo disse...

Fui operada a uma hérnia discal , à cerca de ano e meio e neste momento por ter mudado a fralda de um bébé estou de canadianas com uma dor aguda na nádega perna interior esquerda. Gostava que alguem me ajuda-se . O brigado.