11.20.2009

Exercício reduz risco de câncer de mama


Estudo defende que atividade física vigorosa pode evitar o desenvolvimento da doença

Da Redação
Um novo estudo norte-americano afirma que exercícios físicos vigorosos podem reduzir o risco de desenvolvimento de câncer de mama em mulheres de peso normal que já passaram pela menopausa.

A pesquisa, feita pelo Instituto Nacional do Câncer nos Estados Unidos e divulgada na BBC, diz que atividades regulares como corrida, ginástica aeróbica ou mesmo trabalho doméstico pesado estão associadas a uma redução de 30% do risco de desenvolvimento da doença.

Mas, segundo os cientistas, a atividade física pesada só protege mulheres que não estão acima do peso ou obesas.

“Neste grupo de mulheres que passaram pela menopausa, a redução do risco do câncer de mama parece estar limitada a formas mais vigorosas de atividade física”, afirmou o chefe da pesquisa Michael Leitzmann.

“Nossas descobertas sugerem que a atividade física age como apoio a mecanismos biológicos que são independentes do controle de peso do corpo”.

O estudo de 11 anos analisou 32 mil mulheres e foi publicado na revista "Breast Cancer Research".

As mulheres avaliadas na investigação tiveram que responder um questionário detalhado sobre a intensidade e o tipo de atividade física que praticavam.

Os investigadores consideraram exercício vigoroso tarefas domésticas pesadas como esfregar o chão, lavar janelas, cuidar do jardim ou cortar madeira.

Entre as atividades esportivas, as mais vigorosas foram corrida, caminhada rápida, tênis, aeróbica, bicicleta ao ar livre e dança.

Inicialmente, os números indicaram uma redução do risco de câncer de mama muito pequeno associada a atividades físicas.

Mas, quando os investigadores analisaram os números apenas em mulheres com peso normal, a associação foi bem mais forte.

Para Henry Scowcroft, gestor de informações científicas da organização britânica Cancer Research UK, o estudo adiciona mais provas de que “o câncer de mama é menos comum entre mulheres com um estilo de vida mais ativo e que já passaram pela menopausa”, afirma Scowcroft.

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