Medicamento que 'cura' câncer ainda está longe das farmácias
Cientistas descobriram como desativar gene que reproduz células tumorais.Mas ainda há longo caminho para transformar achado em medicamento.
Esta semana, cientistas da Harvard Medical School, nos EUA, mostraram ao mundo que encontraram o caminho para envelhecer e matar células do câncer apenas com a desativação de um gene – sem o uso de remédios fortes, como quimioterápicos, evitando efeitos colaterais já tão conhecidos no tratamento de tumores. A pesquisa, feita em camundongos e em estágio inicial em humanos, trouxe ansiedade para a uma possível cura do câncer, mas especialistas explicam que não é tão simples fazer uma descoberta se transformar em remédios.
O processo da metástase, quando as células cancerígenas se reproduzem e se espalham pelo corpo, formando novos tumores. Com a desativação de um gene específico, cientistas conseguiram barrar a duplicação das células, impedindo a metástase e o agravamento da doença.
“É um processo de longo prazo. É bem provável que demore anos”, conta a bióloga brasileira Luciana Andrade, que pesquisa células cancerígenas em seu pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em San Diego, nos EUA. Segundo Andrade, a descoberta de Harvard é importante, pois os cientistas conseguiram descobrir um “ponto fraco” das células cancerígenas, e agora abrem caminho para possíveis remédios que agem exclusivamente contra os tumores, praticamente sem efeitos colaterais. A bióloga adverte, contudo, que os testes foram feitos em animais, e apenas para o câncer de próstata. Em outros tipos de câncer, o efeito da desativação do gene Skp2, como foi feito em Harvard, poderia ter outro efeito. “Cada órgão do corpo humano pode originar um tumor diferente”, conta a pesquisadora. Tumor paralisado
O “desligamento” do gene Skp2, segundo a pesquisa divulgada na semana passada, faria com que as células dos tumores parassem de se reproduzir, impedindo que o câncer crescesse ou se espalhasse para outros órgãos – processo conhecido como metástase, que muitas vezes transforma o câncer em doença incurável. “O que mata é a metástase”, conta Luciana. Superada a etapa de barrar a reprodução das células, ainda sobra um desafio para os médicos: o que fazer com um tumor maligno paralisado? “Ela [a célula cancerígena] pode ser removida pelo sistema imune ou não, ela pode morrer ou não. Ainda não se sabe dizer como isso ocorre. Mas conseguir controlar o crescimento de um tumor já é um tremendo avanço”,
G1.com
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5.16.2010
BEM- ESTAR SERVIDO NA BANDEJA

Bem-estar e alegria servidos na bandeja
Uma alimentação balanceada e rica em nutrientes é a receita ideal para manter o bom humor. Especialistas recomendam dieta com ingestão de ingredientes variados
Uma alimentação balanceada e rica em nutrientes é a receita ideal para manter o bom humor. Especialistas recomendam dieta com ingestão de ingredientes variados
Ter um amor correspondido ou ganhar um dinheiro extra no final do mês deixa qualquer um alegre. Mas não são só boas notícias que trazem bom humor. O que você come pode ajudar, e muito, seu organismo a produzir substâncias que melhoram a sensação de bem estar e espantam o cansaço e a depressão. Pesquisa recente da Unifesp em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo indicou que dois em cada três brasileiros não consomem a quantidade adequada de micronutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo.Segundo o nutrólogo Alexander Gomes, 90% das mulheres têm deficiência em cálcio. A substância pode ser encontrada no leite, nos queijos e iogurtes. Já a falta de vitamina C, presente em frutas, atinge 88% do público. O problema mais grave, no entanto, é a falta de potássio: quase 100% das mulheres sofrem deficiência da substância presente na banana e na água de coco. “Cada grupo alimentar tem uma função importante no organismo. Se faltam vitaminas, o organismo não consegue produzir serotonina, hormônio que promove o bem estar”, explica o especialista.
VARIAR É PRECISOA nutricionista Beatriz Botequio de Moraes ressalta a importância de variar os alimentos. Quanto maior o cardápio, mais nutrientes o organismo absorve, trabalhando o que os especialistas chamam de ‘fome oculta’: a deficiência de nutrientes que atrapalham o funcionamento do organismo.“Se a pessoa ingerir carboidratos integrais vai estar sempre bem disposta. Isso é fundamental. O carboidrato se transforma em açúcar, que cai na corrente sanguínea e se transforma em energia de forma gradual”, esclarece Moraes. Ela ressalta que, ao contrário do que muitos pensam, a ingestão de doces não são adequados para melhorar o humor.“É uma falsa sensação de prazer. Doces têm alta taxa de açúcar que entram na corrente sanguínea rapidamente. Ao mesmo tempo, a queda desse açúcar no sangue também é rápida. O resultado é um humor instável”, explica. Para estar sempre de bem com a vida, não basta mudar somente a alimentação. Segundo Gomes, o ideal é investir também em exercícios físicos.
“Atividades físicas liberam endorfina, o hormônio do prazer”, diz. Ele ressalta que os benefícios para o corpo (e a mente) são rapidamente sentidos. “Em uma semana, a pessoa sente a diferença, tem mais disposição, mais prazer. Isso é importante para ser feliz”.
VARIAR É PRECISOA nutricionista Beatriz Botequio de Moraes ressalta a importância de variar os alimentos. Quanto maior o cardápio, mais nutrientes o organismo absorve, trabalhando o que os especialistas chamam de ‘fome oculta’: a deficiência de nutrientes que atrapalham o funcionamento do organismo.“Se a pessoa ingerir carboidratos integrais vai estar sempre bem disposta. Isso é fundamental. O carboidrato se transforma em açúcar, que cai na corrente sanguínea e se transforma em energia de forma gradual”, esclarece Moraes. Ela ressalta que, ao contrário do que muitos pensam, a ingestão de doces não são adequados para melhorar o humor.“É uma falsa sensação de prazer. Doces têm alta taxa de açúcar que entram na corrente sanguínea rapidamente. Ao mesmo tempo, a queda desse açúcar no sangue também é rápida. O resultado é um humor instável”, explica. Para estar sempre de bem com a vida, não basta mudar somente a alimentação. Segundo Gomes, o ideal é investir também em exercícios físicos.
“Atividades físicas liberam endorfina, o hormônio do prazer”, diz. Ele ressalta que os benefícios para o corpo (e a mente) são rapidamente sentidos. “Em uma semana, a pessoa sente a diferença, tem mais disposição, mais prazer. Isso é importante para ser feliz”.
O Dia
A NOVA POLÊMICA DA AIDS
Ao contrário do que recomenda a OMS, o governo defende que alguns casais portadores de HIV façam sexo sem proteção para ter filhos
Na gestação, a mulher infectada deve tomar remédiospara reduzir o risco de passar HIV ao bebê
A divulgação, na semana passada, de diretrizes em estudo pelo Ministério da Saúde para casais com Aids que desejam ter filhos causou polêmica. De acordo com elas, alguns casais soropositivos podem dispensar o uso de preservativo para tentar um filho por meio natural.
Eles precisariam se enquadrar em alguns critérios: o homem deve estar com a quantidade de vírus no sangue tão baixa que se torna indetectável, suas células de defesa CD4 se apresentarem em níveis elevados e não ser portador de doenças crônicas ou de outras enfermidades sexualmente transmissíveis.
A outra orientação é de que o casal se programe para que a relação sexual ocorra, apenas e exatamente, no período fértil. Depois, a parceira precisa tomar os remédios contra o vírus, como proteção. “Mas os casais precisam saber que, mesmo assim, há a possibilidade de transmissão do HIV”, explica Mariângela Simão, do Ministério da Saúde. “Não existe risco zero.”
Segundo ela, diretrizes como essas já são adotadas na Inglaterra e na Itália. O objetivo seria facilitar a realização do sonho de casais de construírem família, apesar da Aids. Hoje, o recomendado pela Organização Mundial de Saúde é que a gravidez, nessa circunstância, se dê com a ajuda dos métodos de reprodução assistida.
Por eles, é possível reduzir a zero o risco de o homem passar o vírus à mulher. Porém, os tratamentos normalmente são caros (em média R$ 4 mil por tentativa) e há apenas um único serviço capaz de aplicá-los disponibilizado pelo SUS, sediado no Serviço de Reprodução Assistida da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo.
A medida, no entanto, divide os especialistas. “Os riscos não são mensuráveis, mas a tendência é de acreditar que sejam menores do que se imagina”, afirma o infectologista Caio Rosenthal, de São Paulo. Já o médico Caio Parente Barbosa, chefe do serviço da Faculdade de Medicina do ABC, estima que, mesmo com as precauções, as chances de contaminação são altas, chegando a 4,6%. “Uma coisa é a pessoa se expor em uma relação, uma única vez. A outra é ficar exposta ao longo de meses”, diz. “Quando quer engravidar, uma mulher tem, em média, três relações sexuais no período fértil, ao longo de até seis meses”, afirma. Além disso, há outras complicações. “Os exames podem apontar uma carga negativa no sangue, mas ela pode ser positiva no sêmen”, afirma.
Fonte: Isto é
Na gestação, a mulher infectada deve tomar remédiospara reduzir o risco de passar HIV ao bebê
A divulgação, na semana passada, de diretrizes em estudo pelo Ministério da Saúde para casais com Aids que desejam ter filhos causou polêmica. De acordo com elas, alguns casais soropositivos podem dispensar o uso de preservativo para tentar um filho por meio natural.
Eles precisariam se enquadrar em alguns critérios: o homem deve estar com a quantidade de vírus no sangue tão baixa que se torna indetectável, suas células de defesa CD4 se apresentarem em níveis elevados e não ser portador de doenças crônicas ou de outras enfermidades sexualmente transmissíveis.
A outra orientação é de que o casal se programe para que a relação sexual ocorra, apenas e exatamente, no período fértil. Depois, a parceira precisa tomar os remédios contra o vírus, como proteção. “Mas os casais precisam saber que, mesmo assim, há a possibilidade de transmissão do HIV”, explica Mariângela Simão, do Ministério da Saúde. “Não existe risco zero.”
Segundo ela, diretrizes como essas já são adotadas na Inglaterra e na Itália. O objetivo seria facilitar a realização do sonho de casais de construírem família, apesar da Aids. Hoje, o recomendado pela Organização Mundial de Saúde é que a gravidez, nessa circunstância, se dê com a ajuda dos métodos de reprodução assistida.
Por eles, é possível reduzir a zero o risco de o homem passar o vírus à mulher. Porém, os tratamentos normalmente são caros (em média R$ 4 mil por tentativa) e há apenas um único serviço capaz de aplicá-los disponibilizado pelo SUS, sediado no Serviço de Reprodução Assistida da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo.
A medida, no entanto, divide os especialistas. “Os riscos não são mensuráveis, mas a tendência é de acreditar que sejam menores do que se imagina”, afirma o infectologista Caio Rosenthal, de São Paulo. Já o médico Caio Parente Barbosa, chefe do serviço da Faculdade de Medicina do ABC, estima que, mesmo com as precauções, as chances de contaminação são altas, chegando a 4,6%. “Uma coisa é a pessoa se expor em uma relação, uma única vez. A outra é ficar exposta ao longo de meses”, diz. “Quando quer engravidar, uma mulher tem, em média, três relações sexuais no período fértil, ao longo de até seis meses”, afirma. Além disso, há outras complicações. “Os exames podem apontar uma carga negativa no sangue, mas ela pode ser positiva no sêmen”, afirma.
Fonte: Isto é
MÚSCULOS ARTIFICIAIS


Cientistas criam materiais com as mesmas características dos tecidos musculares. Eles serão usados para regenerar essas estruturas do corpoGreice Rodrigues
O corpo humano vive em constante processo de regeneração. Mas quando algo mais sério acontece nem sempre ele consegue se reconstituir sozinho. Nesse quesito, no entanto, a ciência tem dado uma importante contribuição. A busca por alternativas que ajudem na reconstrução de estruturas do organismo é uma das áreas da medicina que mais evoluem. Com o auxílio de uma tecnologia cada vez mais refinada, cientistas dos principais centros de pesquisa do mundo já recriaram em laboratório órgãos como rins, bexiga, vasos sanguíneos e até ossos. Mais recentemente, boa parte dos esforços foi concentrada no desenvolvimento de músculos artificiais. E os resultados de todo o empenho, pelo menos até agora, são bem promissores.
Um exemplo dessas experiências bem-sucedidas pode ser visto em um artigo que acaba de ser publicado na última edição da renomada publicação científica “Nature”. Nele, cientistas da Universidade de British Columbia, no Canadá, relatam como conseguiram desenvolver um material, um tipo de tecido, que imita as propriedades elásticas dos músculos. A façanha foi obtida porque a equipe, da área de engenharia mecânica, foi capaz de reproduzir em laboratório um composto com estrutura molecular semelhante à da titina, uma importante proteína responsável pelas propriedades elásticas dos músculos nos organismos vivos.
O produto foi criado a partir de um polímero especialmente desenvolvido para funcionar como um biomaterial que apresenta características multifuncionais até então presentes unicamente na titina. “Ela age como uma mola com alta resistência, capaz de absorver grandes impactos”, explica John Gosline, coautor do estudo. “Sob stress, libera tensão em vez de rasgar.”
O objetivo dos pesquisadores é usar esse novo tecido na regeneração de diversos tipos de tecido muscular. Agora, a próxima fase da experiência é testar sua compatibilidade com o tecido humano.
Outra importante descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Lá, os cientistas recriaram em laboratório dois tipos de tecidos musculares que chegam a ser até 100 vezes mais resistentes do que o tecido humano. Os biomateriais foram desenvolvidos com recursos da nanotecnologia – área de crescimento impressionante e que se baseia na criação de partículas em escala nanométrica (um nanômetro é um bilhão de vezes menor do que um metro).
De acordo com os pesquisadores, esse biomaterial imita os músculos humanos de várias formas. Uma das principais semelhanças é que eles liberam energia e consomem oxigênio – eles conseguiram essa resposta a partir de um estímulo provocado por eletrodos e baterias. A invenção, ainda em fase de testes, já é considerada um avanço. “Inicialmente esses materiais poderiam ser usados na criação de próteses avançadas e, no futuro, na construção de sistemas musculares mais complexos”, diz o cientista John Madden, do Instituto de Nanotecnologia da Universidade do Texas. Esses resultados foram publicados na edição deste mês da também importante revista científica “Science”.
Ainda que experimentais, essas tecnologias sinalizam boas perspectivas para o tratamento de diversos tipos de doenças musculares. Uma delas, a paralisia facial permanente, por exemplo, virou o alvo de estudos de médicos da Universidade da Califórnia, também nos Estados Unidos. Os cirurgiões desenvolveram uma técnica que poderá ajudar a recuperar movimentos da musculatura da região dos olhos, prejudicados por traumas ou por doenças como o acidente vascular cerebral.
O modelo criado utiliza um tipo de músculo artificial feito com polímeros eletroativos, um material à base de silicone que apresenta potencial para recuperar esses movimentos.
Na verdade, os cientistas criaram um sistema, composto pelo tecido e por um delicado suporte, colocado nas pálpebras e ligado a uma pequena bateria implantada na região frontal do rosto. “A força e o movimento que o músculo artificial gera, a partir dos estímulos, são semelhantes aos da musculatura natural. Isso permitiu que a pálpebra voltasse a se mexer”, diz Travis Tollefson, um cirurgião plástico do Departamento de Otorrinolaringologia da universidade americana.
Segundo Tollefson, a partir de agora eles tentarão aperfeiçoar a técnica para que possa ser testada em pessoas vivas – o estudo foi feito com cadáveres. Esse músculo artificial é composto de três camadas de silicone macio e um tipo de acrílico e carbono. Quando uma corrente elétrica é aplicada, o material estica. Quando a carga é removida, o músculo se contrai. Esse mecanismo permite que a pálpebra realize seu movimento natural. Esse trabalho foi publicado no “Journal Archives of Facial Plastic Surgery”.
Outra linha de pesquisa que promete revolucionar o tratamento das doenças musculares é a terapia com células-tronco, que podem se transformar em qualquer tecido do corpo. Experiências realizadas em centros de estudos de todo o mundo estão permitindo a criação de vários tecidos – musculares entre eles. Embora essas novas técnicas ainda não estejam disponíveis no dia a dia da rotina médica, o futuro parece ser bem promissor.
Fonte:Isto é
A viagem mais dificil de Lula

Principais potências mundiais observam com atenção a viagem do presidente ao Irã. Brasileiro vai tentar convencer Ahmadinejad a entrar em acordo com a comunidade internacional sobre programa nuclear de seu país
Doha - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à capital do Irã neste sábado e deve se encontrar no domingo com o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Americanos e russos qualificaram a viagem de Lula como a última esperança nas complexas negociações entre a comunidade internacional e o país persa sobre seu programa nuclear. Segundo analistas, a visita de 48 horas do brasileiro ao isolado país asiático pode representar muita coisa, como a consolidação de Lula como um líder influente globalmente, ou o risco de virar piada, caso o projeto nuclear iraniano se mostre não-pacífico no futuro.
Durante visita a Doha, no Qatar, Lula disse que não entende o ceticismo da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, sobre a possibilidade de o Irã mudar sua postura em relação ao seu programa nuclear através do diálogo. “Eu não sei com base no que as pessoas falam (isso). Não é porque o meu time não ganhou o jogo de ontem que ele não pode ganhar o jogo de amanhã”, afirmou Lula.O Irã está envolvido numa polêmica com grande parte da comunidade internacional, que acusa o regime iraniano de esconder, sob seu programa nuclear energético, outro projeto com ambições militares para montar um arsenal atômico.O conflito se agravou no fim do ano passado, após Teerã pedir combustível nuclear para seu reator e colocar impedimentos contra a proposta de Rússia, Estados Unidos e Reino Unido para enviar ao exterior seu urânio a 3,5% e recuperá-lo depois enriquecido a 20%. O Brasil apresentou proposta de regra à crise, segundo a qual o Irã entregaria urânio levemente enriquecido para a Turquia em troca de material nuclear de maior pureza destinado a fins civis. Ao ajudar a resolver a confusão, o governo espera angariar apoio para obter um assento fixo no Conselho de Segurança da ONU.
Horas antes da chegada de Lula ao Irã, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast, disse à emissora local Al Alam: “Há um entendimento sobre o momento e a quantidade de combustível a trocar. Falta um acordo sobre o lugar (da troca). O Irã está disposto a discutir esse ponto, caso existam garantias concretas”. Ele assegurou que receberá o combustível necessário para seu reator de pesquisas de Teerã, mas não informou como o país chegou a esse acordo.
Comércio entre os dois países cresceu
Em parelelo à questão nuclear, outro assunto pode ser influenciado pela viagem de Lula: a relação comercial do Brasil com o Irã e com outros países do Oriente Médio. No ano passado, o Brasil exportou para o Irã US$ 1,218 bilhão em produtos e comprou apenas US$ 18,9 milhões. Já nos primeiros quatro meses deste ano, o Brasil exportou ao Irã US$ 513,9 milhões, o que significa aumento de 62% em relação ao mesmo período de 2009, e importou US$ 68 milhões, representando um aumento de 230% no setor.“O Irã é um grande produtor de petróleo e um parceiro comercial importante para o País. Tem fama de ótimos compradores e bons pagadores”, define o professor Williams Gonçalves. Já Heni Ozi Cukier tem uma visão diferente. A questão comercial é um pano de fundo. Essas relações são ínfimas”, diz o analista, acrescentando que elas precisariam crescer muito para justificar a viagem.
O Dia
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