Corticóides
Corticóide ou corticosteróide (popularmente chamado de cortisona) é um medicamento usado no tratamento das doenças alérgicas e qué é sintetizado a partir de um hormônio produzido por uma pequena glândula chamada supra-renal, pois se localiza logo acima do rim.
Este hormônio – chamado de cortisol - é essencial para a vida, contribuindo
para manter o equilíbrio no organismo humano. Atua como um potente antinflamatório natural, além de influir em diversas funções do organismo como no metabolismo ósseo, de açucares, sais minerais, gorduras, proteínas, exercendo também ação estimuladora no cérebro. Estas ações são muito importantes para gerar energia necessária para manutenção das atividades diárias e em especial nas situações de estresse tanto físico como emocional. Por exemplo, no momento de uma infecção o organismo precisa de reservas de energia para se defender e o cortisol atua provendo condições para a recuperação.
A produção de cortisol obedece a um ritmo diário (“ritmo circadiano”), com um nível máximo do hormônio pela manhã, ao acordar. O nível de cortisol vai caindo lentamente até que à noite há um nível mais baixo no sangue, coincidindo com a sensação de cansaço e necessidade de repouso. Durante o sono, a glândula volta a produzir o hormônio a fim de que o organismo esteja apto para suas atividades diárias ao acordar, pela manhã. Este ritmo de produção do cortisol pela supra-renal é regulado por uma outra glândula; a hipófise ou pineal, localizada no cérebro, sob a influência de outras estruturas reguladoras cerebrais.
Mas o corpo humano é harmonioso: para produzir o cortisol, a glândula supra-renal obedece às ordens da hipófise e do hipotálamo. A regulação do cortisol é portanto o resultado da participação harmoniosa do eixo hipotálamo – hipófise – adrenal. Assim, quando o nível sérico do cortisol, o eixo reduz sua atividade vice versa – se o nível está elevado, automaticamente o eixo estimula sua atividade.
Por isso, quando uma pessoa utiliza um medicamento contendo corticóide, poderá ocorrer uma interferência no eixo regulador/produtor e resultar em alteração de produção do cortisol pelo organismo. No uso curto por poucos dias, não há problema: uma vez suspenso o medicamento, a glândula supra-renal retoma a sua produção diária normal. Entretanto, se a terapia for prolongada (acima de 30 dias) a retomada da atividade da glândula pode ser lenta ou até mesmo permanente, acarretando sérios problemas de saúde.
Os corticóides são utilizados de forma sintética em medicamentos usados em muitas doenças e na Alergia, por sua estupenda ação antinflamatória. O uso deste medicamento acarreta melhora quase imediata de crises agudas de asma, rinite, urticária, eczemas, farmacodermias e da anafilaxia.
Conhecendo as ações dos hormônios corticosteróides, fica mais fácil compreender seus principais efeitos colaterais, em especial quando utilizados de forma sistêmica por via oral (comprimidos e xaropes) ou injetável.
Medicamentos contendo corticóides:
Os remédios contendo corticóides sintéticos (chamados popularmente de “cortisona”),
são utilizados no tratamento de diversas doenças alérgicas, como a asma, rinite,
alergias na pele e no choque anafilático.
• Via oral: xaropes e comprimidos;
• Para uso injetável;
• Para uso inalado: nebulizações, sprays ou inaladores de pó seco;
• Uso na pele: pomadas e cremes;
• Uso oftálmico –colírios.
CORTICÓIDES POR VIA ORAL
Usados sob forma de comprimidos ou como xaropes estão indicados nas crises de asma, rinite e em outras formas de alergia (urticária, angioedema, etc). O ideal é o uso por poucos dias, a fim de corrigir o problema sem que haja interferência na produção do cortisol pela glândula adrenal, sendo uma medicação valiosa e segura.
Os efeitos colaterais são variáveis de pessoa a pessoa, dependendo da dose e do tempo de uso. Os mais comuns são aumento do apetite e alterações do sistema nervoso: algumas pessoas sentem-se com mais energia, outros se queixam de tristeza, irritabilidade e insônia.
No caso da asma, é importante chamar a atenção sobre o medo do corticóide por causa dos efeitos colaterais, mas o retardo no início do uso pode acarretar piora da doença e levar à internação hospitalar (às vezes até em CTI), sendo necessário o uso de doses muito mais altas da cortisona.
Ressalta-se que este medicamento só deve ser feito sob orientação do médico e em hipótese nenhuma por conta própria ou por conselhos de balconistas ou amigos pois o uso abusivo da cortisona pode provocar danos muitas vezes irreparáveis à saúde. Quem nunca ouviu dizer que a cortisona é faca de dois gumes? E é verdade. Mas, cabe ao médico utilizar o “gume certo” e usufruir o benefício do medicamento com o mínimo de efeitos colaterais indesejáveis.
CORTICÓIDES INJETÁVEIS:
Os corticóides podem ser utilizados por via venosa ou intramuscular nas crises agudas de asma e em situações de emergência, como no choque anafilático. Atuam promovendo a diminuição do processo inflamatório e do edema, diminuindo a chegada das células e de fatores chamados mediadores da inflamação.
Entretanto, existem no mercado algumas formas para uso intramuscular e que têm liberação lenta (formas de depósito), permanecendo na circulação por cerca de 20 a 30 dias após uma única aplicação. Esta liberação lenta tende a provocar efeitos colaterais mais graves e intensos e por isso não são recomendadas no tratamento de doenças alérgicas.
Os principais efeitos colaterais dos corticóides sistêmicos – em comprimidos, xaropes ou injetáveis são:
• Aumento de peso com deposição central de gordura (giba de búfalo).
• Tendência a aumentar a pressão arterial.
• Retenção de água (edema).
• Tendência ao aumento do açúcar no sangue (diabetes).
• Aumento da acidez estomacal (azia, gastrite).
• Perda de cálcio ósseo (Tendência à osteoporose).
• Insônia, agitação.
• Aparecimento de cãimbras.
• Acne, surgimento de pêlos na face.
CORTICÓIDES INALADOS
O uso inalado é considerado padrão ouro no tratamento de controle da asma e da rinite alérgica, atuando no processo inflamatório das vias respiratórias e resultando no controle da doença, devendo ser mantido de forma contínua e por tempo prolongado.
Resalta-se que os corticóides inalados não são indicados para uso nas crises, mas sim na prevenção e controle da asma.
Apesar de seguros, os corticóides inalados também podem causar efeitos colaterais, mas em geral de forma localizada, como a rouquidão (disfonia) e candidíase oral (“sapinho”). Os efeitos colaterais sistêmicos são raros e de pequena intensidade.
Os corticóides inalados podem ser usados sob forma se nebulização, como “sprays” ou aerossóis (popularmente conhecidos como "bombinhas”) ou ainda em forma de inaladores de pó. É imprescindível lavar a boca após o uso. No caso dos aerossóis ou sprays, recomenda-se também o uso de espaçadores, a fim de reduzir possíveis efeitos colaterais locais.
Vantagens do uso inalado:
- A medicação atua mais rápido;
- As doses são menores (microgramas);
- Os efeitos colaterais sistêmicos são mínimos;
- Pode-se utilizar por tempo prolongado sem alterar o equilíbrio do eixo hipófise - arenal.
CORTICÓIDES USADOS SOB FORMA DE CREMES E POMADAS
Usados no tratamento de doenças alérgicas da pele como a dermatite atópica e o eczema de contato.
Em resumo:
USO ADEQUADO:
• Para tratar crises fortes ou moderadas nas doenças alérgicas.
• Utilização deve ser de preferência por via oral (comprimido ou xarope), em doses adequadas e por período curto (5 a 7dias).
• Utilizar com orientação e supervisão do médico.
Quando foram desenvolvidos, em 1952, os medicamentos à base de corticóides ou corticosteróides - hormônios produzidos quimicamente - ganharam o status de grande descoberta, por causa de suas propriedades antiinflamatórias. Eficazes, eles são capazes de curar alergias e dermatites em questão de dias. Três anos após sua criação, os primeiros efeitos colaterais começaram a ser catalogados.
De acordo com um estudo publicado recentemente pelo "Journal American Academy of Dermatology", nos EUA, o mesmo mecanismo de ação dos remédios à base de corticóides responsável pela cura é também responsável pelos efeitos colaterais que surgem pelo uso indevido, dentre eles acne, osteoporose, glaucoma e hipertensão.
O pior da história é que estes remédios podem ser obtidos sem receita médica em muitas farmácias brasileiras. Com isso, fica fácil abusar deles. Uma vez indicado, a pessoa poderá recorrer a ele toda vez que o problema reincidir. As crianças, que respondem por 30% da população mundial vítima de alergias e dermatites, acabam sendo as maiores vítimas. "Como a pele delas é mais fina e delicada, estão mais sujeitas aos efeitos colaterais dos corticóides", explica a professora de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Zilda Najjar.
Existem vários tipos de corticosteróides e, com o tempo, novos são sintetizados. "O intuito é conseguir remédios mais potentes e com menos efeitos colaterais", explica Zilda. Eles são divididos em dois tipos: tópicos (de aplicação local, como pomadas, cremes e loções) e sistêmicos (como os inalatórios e orais). Outra classificação é quanto à eficiência: há os superpotentes, os potentes, os de média potência e os de baixa potência.
Quanto mais potentes, maior a penetração na pele do paciente e maior a possibilidade de efeitos colaterais. Para áreas afetadas cuja pele é fina ou crianças, por exemplo, o melhor são os de baixa potência.
Em caso de abuso (por automedicação) ou uso por tempo prolongado, os corticóides sistêmicos podem interferir no crescimento dos pequenos. Absorvidos em grandes quantidades pela pele, eles interferem na produção do corticóide natural pelas glândulas supra-renais.
Nos adultos, a mesma medicação pode causar osteoporose, aumento de glicose no sangue, hipertensão e Síndrome de Cushing. Caracterizada por excesso de pelos no corpo, pressão alta e estrias, a disfunção tem tratamento específico, mas nem sempre as complicações têm cura.
A dona de casa Maria Lúcia (sobrenome não revelado), de 59 anos, começou a desenvolver alguns dos sintomas da síndrome há dois anos, graças ao uso indiscriminado de um comprimido à base de corticóides. "Uma amiga me indicou para a minha dor de cabeça, mas eu tomava o tempo todo. Com o tempo, comecei a engordar, mas nem desconfiava que era por causa do remédio", diz ela, que comprava o medicamento de vendedores que se abasteciam no Paraguai. Hoje ela faz tratamento com um endocrinologista para controlar os sintomas da disfunção.
Graças à má fama dos corticosteróides, muita gente deixa de usá-los. Zilda, no entanto, acha que essa fama de vilão é injusta. "Bem utilizados, eles são seguros", diz a dermatologista. O ideal, quando os sintomas da doença retornam, é procurar orientação médica.
Colírios - O uso exagerado de colírios à base de corticóides constitui um capítulo extra nesta história. Indicados para casos graves de inflamação ocular - como a conjuntivite viral - eles podem provocar dependência física, intoxicação, infecções, glaucoma e, nos piores e não raros casos, perda parcial ou total da visão.
"São poucos os casos de inflamação que realmente necessitam de colírios à base de corticóides", explica o oftalmologista do Hospital Sírio-Libanês? de São Paulo Newton Kara Júnior. Eles dão conforto para os olhos irritados e agem inibindo a chegada de células de defesa até os olhos. Com as defesas naturais deprimidas, os olhos ficam muito mais suscetíveis a infecções. Na maioria dos casos, não têm seu uso prescrito pelos oftalmologistas por mais de duas semanas.
Segundo Kara, são três os grandes males que estes colírios podem provocar. O primeiro é a suscetibilidade às infecções. "Se a pessoa usou o colírio por causa de um desconforto, por exemplo, ela pode ficar com uma infecção", diz Kara.
O segundo é a dependência física. "Os colírios à base de corticóides produzem um bem-estar artificial porque se a pessoa pára de usá-lo, os sintomas voltam ainda piores. É o que chamamos de efeito rebote", diz Kara.
O terceiro, e mais grave, é o glaucoma, ou aumento da pressão intra-ocular. Ele acontece quando o colírio de corticóide é usado por muito tempo e também pode levar à perda da visão. Total ou parcial, a cegueira ocorre com mais freqüência em pessoas que já apresentavam alguma infecção por fungos ou herpes.
Apesar de causarem sensação de bem-estar em olhos irritados, os colírios à base de corticóides não são insubstituíveis. O ideal, diz Kara, é tentar descobrir a causa do incômodo. Após feito o diagnóstico, o oftalmologista indicará um tipo específico de colírio.
http://blogdalergia.blogspot.com
USO INADEQUADO:
• Uso por conta própria e sem orientação médica.
• Utilização repetida de injeções de depósito (ação prolongada).
• Evitar corticóides a todo o custo e só usar quando a crise já for muito grave.
• Usar baixas doses por tempo longo ou modificar a prescrição do médico por medo de efeitos colaterais.
Alguém tem medo de beber água?
Certamente não... Mas água também pode afogar e matar!
Corticóides usados de maneira adequada
são medicamentos seguros, úteis e confortadores, preciosos como a água.
Fonte(s):
http://blogdalergia.blogspot.com
webmaster@boaspraticasfarmaceuticas.com.br
10.01.2009
Radicais livres e antioxidantes?
O que são os radicais livres e antioxidantes?
Radicais livres são moléculas instáveis, pelo fato de seus átomos possuírem um número ímpar de elétrons. Para atingir a estabilidade, estas moléculas reagem com o que encontram pela frente para roubar um elétron.
Uma parte do oxigênio que respiramos se transforma em radicais livres, que estão ligados a processos degenerativos como o câncer e o envelhecimento. Deve ser lembrado os radicais livres também tem um papel importante atuando no combate a inflamações, matando bactérias, e controlando o tônus dos "músculos lisos".
Os antioxidantes protegem o organismo da ação danosa dos radicais livres. Alguns antioxidantes são produzidos por nosso próprio corpo e outros - como as vitaminas C, E e o beta-caroteno - são ingeridos.
Que alimentos tem maior poder antioxidante?:
Pesquisadores da USDA nutrition center na Tufts University, em Boston, estão testando quais alimentos tem maior poder antioxidante. Para isto, Dr. Ronald Prior e seus colegas, mediram a capacidade de absorção de radicais livres dos alimentos. O problema é que os testes foram feitos com os alimentos comprimidos em tubos. Eles ainda não descobriram como testar o poder antioxidante no corpo humano.
Os pesquisadores descobriram que os vegetais e frutas com maior poder antioxidante são os listados na tabela abaixo:
Repolho / Morango / Beterraba / Ameixa / Pimenta vermelha
Laranja / Brócolis / Uva / Espinafre
Maçã Batata / Tomate / Milho / Banana / Pêra / Melão
Exercícios físicos produzem radicais livres?
Dr. Kenneth Cooper, em seu livro "Revolução Antioxidante" (Editora Record, 1994), descreve duas maneiras pelas quais os radicais livres são produzidos durante exercícios físicos.
A primeira está ligada aos exercícios exaustivos nos quais há um aumento de 10 a 20 vezes no consumo de oxigênio no corpo. O enorme bombeamento de oxigênio através dos tecidos desencadearia a liberação de radicais livres. Para se evitar isto, Cooper recomenda praticar os exercícios entre 65-80% da sua freqüência cardíaca máxima.
A outra forma de produção de radicais livres durante os exercícios está ligada ao processo que é conhecido como isquemia-reperfusão. Quando os exercícios físicos intensos são praticados, o fluxo sangüíneo é desviado dos órgãos não diretamente envolvidos para os músculos em atividade. Assim, uma parte do corpo irá passar por uma deficiência de oxigênio. Ao término do exercício há reperfusão, quando o sangue retorna aos órgãos que estiveram privados. Este processo foi associado à liberação de grandes quantidades de radicais livres. Verificamos então a importância do desaquecimento, ou volta à calma
Então atletas sofrem mais a ação dos radicais livres?
Não necessariamente! É verdade que pesquisas detectaram que seções de exercícios provocam um aumento na ação dos radicais livres. Mas Edmund Burke, Ph.D., salienta, em sua coluna para o site da Endurox, alguns pontos importantes a se considerar nestas pesquisas.
Primeiro é que a ação dos radicais livres aumenta apenas temporariamente voltando depois ao nível normal. Outro ponto importante, geralmente despercebido, é que em pessoas bem treinadas o aumento da ação dos radicais livres devido ao exercício é bem menor. Isto se deve ao fato de que atividade física regular aumenta os níveis de enzimas que destroem os radicais livres.
Uma demonstração disto é o estudo realizado pela Universidade de Tubingen na Alemanha. Homens treinados e não treinados realizaram um teste de intensidade progressiva em esteira ergometrica até a exaustão. O dano ao DNA nas células brancas no sangue foi significativamente menor nos homens treinados. Deve-se lembrar que os treinados correram por mais tempo e por isso consumiram mais oxigênio (International Journal of Sport Medicine, 1996, 17 : 397-403).
Os exercícios de baixa/moderada intensidade combatem os radicais livres?
Sim. Segundo o Dr. Kenneth Cooper os exercícios entre 65-80% da sua freqüência cardíaca máxima tem importância fundamental no combate aos radicais livres. Sem eles as defesas internas de seu organismo contra os radicais livres ficam fragilizadas.
Que quantidade de vitaminas devemos ingerir para combater os radicais livre?
A maior parte dos médicos e nutricionistas segue as recomendações de quantidades diárias de vitaminas (RDA) do departamento de agricultura do governo americano (USDA).
Entretanto as superdoses de algumas vitaminas têm o aval de pesquisadores de renome como o cientista americano Linus Pauling, Prêmio Nobel de Química em 1954 (e da Paz oito anos mais tarde). Pauling se auto prescreveu 10 gramas diários de vitamina C, equivalentes a duzentos copos de suco de laranja. Já o Dr. Kenneth Cooper recomenda um coquetel antioxidante diário a base de vitaminas para combater a ação danosa dos radicais livres.
O beta-caroteno é uma espécie de vitamina A desmontada que o corpo só monta quando tem necessidade. Senão, elimina suas sobras, o que não faz com a vitamina A que é altamente tóxica. Por isso, cuidado para não adquirir suplementos de vitamina A, mas sim de beta-caroteno.
Na verdade, é nebulosa a área entre o necessário à saúde e os excessos nocivos. Os adversários das megadoses argumentam que o corpo humano não precisava mais do que poucos miligramas de vitamina C por dia, sendo o excesso eliminado pela urina.
O médico americano Stephen Lawson, diretor do Instituto Linus Pauling de Pesquisas, rebate dizendo que a vitamina C leva seis horas até ser eliminada, de modo que durante esse período ela fica ativa, circulando pelo sangue. Sendo assim a melhor estratégia ao se tomar suplemento de vitamina C é fracionar a ingestão em doses menores ao longo do dia.
O Instituto Nacional do Saúde, nos Estados Unidos, revelou que o hábito de comer vegetais ricos em vitamina C diminui 13% o risco de enfartes. Se esse bom hábito for somado a comprimidos da mesma vitamina, a incidência despenca 37%. Não se sabe a dose extra exata para se obter esse efeito preventivo. Mas a dúvida não apaga o fato: 37% menos chance de se morrer do coração.
Com relação à vitamina E, Liz Applegate , nutricionista consultora da Runner's World, lembra que vários estudos já demonstraram que a ingestão diária de 400 UI protege os atletas dos danos oxidativos provocados pelo treinamento de longa distância. Como nutricionista ela adoraria afirmar que é possível obter 400 UI pela alimentação mas reconhece que isto é muito difícil.
Fonte: Corpo & Saúde
Radicais livres são moléculas instáveis, pelo fato de seus átomos possuírem um número ímpar de elétrons. Para atingir a estabilidade, estas moléculas reagem com o que encontram pela frente para roubar um elétron.
Uma parte do oxigênio que respiramos se transforma em radicais livres, que estão ligados a processos degenerativos como o câncer e o envelhecimento. Deve ser lembrado os radicais livres também tem um papel importante atuando no combate a inflamações, matando bactérias, e controlando o tônus dos "músculos lisos".
Os antioxidantes protegem o organismo da ação danosa dos radicais livres. Alguns antioxidantes são produzidos por nosso próprio corpo e outros - como as vitaminas C, E e o beta-caroteno - são ingeridos.
Que alimentos tem maior poder antioxidante?:
Pesquisadores da USDA nutrition center na Tufts University, em Boston, estão testando quais alimentos tem maior poder antioxidante. Para isto, Dr. Ronald Prior e seus colegas, mediram a capacidade de absorção de radicais livres dos alimentos. O problema é que os testes foram feitos com os alimentos comprimidos em tubos. Eles ainda não descobriram como testar o poder antioxidante no corpo humano.
Os pesquisadores descobriram que os vegetais e frutas com maior poder antioxidante são os listados na tabela abaixo:
Repolho / Morango / Beterraba / Ameixa / Pimenta vermelha
Laranja / Brócolis / Uva / Espinafre
Maçã Batata / Tomate / Milho / Banana / Pêra / Melão
Exercícios físicos produzem radicais livres?
Dr. Kenneth Cooper, em seu livro "Revolução Antioxidante" (Editora Record, 1994), descreve duas maneiras pelas quais os radicais livres são produzidos durante exercícios físicos.
A primeira está ligada aos exercícios exaustivos nos quais há um aumento de 10 a 20 vezes no consumo de oxigênio no corpo. O enorme bombeamento de oxigênio através dos tecidos desencadearia a liberação de radicais livres. Para se evitar isto, Cooper recomenda praticar os exercícios entre 65-80% da sua freqüência cardíaca máxima.
A outra forma de produção de radicais livres durante os exercícios está ligada ao processo que é conhecido como isquemia-reperfusão. Quando os exercícios físicos intensos são praticados, o fluxo sangüíneo é desviado dos órgãos não diretamente envolvidos para os músculos em atividade. Assim, uma parte do corpo irá passar por uma deficiência de oxigênio. Ao término do exercício há reperfusão, quando o sangue retorna aos órgãos que estiveram privados. Este processo foi associado à liberação de grandes quantidades de radicais livres. Verificamos então a importância do desaquecimento, ou volta à calma
Então atletas sofrem mais a ação dos radicais livres?
Não necessariamente! É verdade que pesquisas detectaram que seções de exercícios provocam um aumento na ação dos radicais livres. Mas Edmund Burke, Ph.D., salienta, em sua coluna para o site da Endurox, alguns pontos importantes a se considerar nestas pesquisas.
Primeiro é que a ação dos radicais livres aumenta apenas temporariamente voltando depois ao nível normal. Outro ponto importante, geralmente despercebido, é que em pessoas bem treinadas o aumento da ação dos radicais livres devido ao exercício é bem menor. Isto se deve ao fato de que atividade física regular aumenta os níveis de enzimas que destroem os radicais livres.
Uma demonstração disto é o estudo realizado pela Universidade de Tubingen na Alemanha. Homens treinados e não treinados realizaram um teste de intensidade progressiva em esteira ergometrica até a exaustão. O dano ao DNA nas células brancas no sangue foi significativamente menor nos homens treinados. Deve-se lembrar que os treinados correram por mais tempo e por isso consumiram mais oxigênio (International Journal of Sport Medicine, 1996, 17 : 397-403).
Os exercícios de baixa/moderada intensidade combatem os radicais livres?
Sim. Segundo o Dr. Kenneth Cooper os exercícios entre 65-80% da sua freqüência cardíaca máxima tem importância fundamental no combate aos radicais livres. Sem eles as defesas internas de seu organismo contra os radicais livres ficam fragilizadas.
Que quantidade de vitaminas devemos ingerir para combater os radicais livre?
A maior parte dos médicos e nutricionistas segue as recomendações de quantidades diárias de vitaminas (RDA) do departamento de agricultura do governo americano (USDA).
Entretanto as superdoses de algumas vitaminas têm o aval de pesquisadores de renome como o cientista americano Linus Pauling, Prêmio Nobel de Química em 1954 (e da Paz oito anos mais tarde). Pauling se auto prescreveu 10 gramas diários de vitamina C, equivalentes a duzentos copos de suco de laranja. Já o Dr. Kenneth Cooper recomenda um coquetel antioxidante diário a base de vitaminas para combater a ação danosa dos radicais livres.
O beta-caroteno é uma espécie de vitamina A desmontada que o corpo só monta quando tem necessidade. Senão, elimina suas sobras, o que não faz com a vitamina A que é altamente tóxica. Por isso, cuidado para não adquirir suplementos de vitamina A, mas sim de beta-caroteno.
Na verdade, é nebulosa a área entre o necessário à saúde e os excessos nocivos. Os adversários das megadoses argumentam que o corpo humano não precisava mais do que poucos miligramas de vitamina C por dia, sendo o excesso eliminado pela urina.
O médico americano Stephen Lawson, diretor do Instituto Linus Pauling de Pesquisas, rebate dizendo que a vitamina C leva seis horas até ser eliminada, de modo que durante esse período ela fica ativa, circulando pelo sangue. Sendo assim a melhor estratégia ao se tomar suplemento de vitamina C é fracionar a ingestão em doses menores ao longo do dia.
O Instituto Nacional do Saúde, nos Estados Unidos, revelou que o hábito de comer vegetais ricos em vitamina C diminui 13% o risco de enfartes. Se esse bom hábito for somado a comprimidos da mesma vitamina, a incidência despenca 37%. Não se sabe a dose extra exata para se obter esse efeito preventivo. Mas a dúvida não apaga o fato: 37% menos chance de se morrer do coração.
Com relação à vitamina E, Liz Applegate , nutricionista consultora da Runner's World, lembra que vários estudos já demonstraram que a ingestão diária de 400 UI protege os atletas dos danos oxidativos provocados pelo treinamento de longa distância. Como nutricionista ela adoraria afirmar que é possível obter 400 UI pela alimentação mas reconhece que isto é muito difícil.
Fonte: Corpo & Saúde
Chocolate Amargo e o Chocolate na saúde
Chocolate amargo
Veja porque ele é um doce amigo do sangue.
O chocolate há muito faz a festa dos apreciadores. Tem até aqueles que são tão fanáticos que autodenominam “chocólatras”.Só que agora, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, afirmaram ter descoberto que o chocolate meio amargo melhora o funcionamento dos vasos sangüíneos. O artigo foi publicado na imprensa americana.
Segundo os cientistas, o chocolate meio amargo tem altas concentrações de flavonóides, substâncias antioxidantes e que são encontradas em larga escala neste alimento.
Pessoas que fizeram uso deste tipo de chocolate apresentaram uma capacidade maior de dilatar as artérias, o que representa melhora da saúde vascular, proporcionando menor risco de doenças cardíacas.
O bom funcionamento de veias e artérias ajuda a prevenir infartos, derrames e outras doenças ligadas à má circulação. Na experiência realizada na Califórnia, 11 pessoas ingeriram 46 gramas de chocolate amargo, rico em flavonóides por dia, enquanto outras dez comeram a mesma quantidade de chocolate com poucos flavonóides.
No fim do estudo, no grupo que ingeriu o chocolate rico em flavonóides, a dilatação dos vasos aumentou em 10%, enquanto no outro grupo houve uma queda de 10%.
Apesar dos resultados da pesquisa, cardiologistas alertam que estudos anteriores mostraram que os componentes do cacau podem melhorar a dilatação dos vasos sangüíneos a curto prazo, mas ainda não foi realizado um estudo dos efeitos a longo prazo. Estes médicos lembram que o chocolate é um alimento muito calórico e tem grande quantidade de gorduras, que se ingeridas em grande quantidade podem trazer problemas de saúde.
Fonte: BemStar
Chocolate na saúde
O Chocolate é um produto de sabor muito agradável, rico em gordura, carboidratos e muitas calorias. Com a aproximação da Páscoa é natural o aumento do seu consumo, principalmente pela enorme variedade que enchem os olhos. Um vilão para quem deseja emagrecer e um amigo para agilizar o raciocínio, melhorar o humor, combater o estresse, ansiedade, hipertensão e depressão, além de ser afrodisíaco. Quem faz as observações é a nutricionista Sheila Silva Castro, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, esclarecendo que o chocolate é um alimento benéfico à saúde, porém, principalmente nesta época deve-se ficar atento ao consumo para não exagerar.
O chocolate é produzido a partir do cacau, é composto de massa de cacau, sacarose, manteiga de cacau e outros ingredientes adicionais. Contém gordura, carboidratos, cálcio, ferro, potássio, cobre, manganês, magnésio, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12, cafeína, feniletiamina e teobromina, que agilizam e estimulam o raciocínio.
Os ansiosos, apaixonados e tensos sempre encontram alívio em uma barra de chocolate, que tem a capacidade de elevar os níveis de serotonina e endorfina causando sensação de bem estar, além de promover a disposição, evitar o mau-humor e a depressão.
O chocolate também possui flavonóides - antioxidantes - que impedem que o colesterol (LDL) se acumule nas artérias e combatem os radicais livres que provocam o envelhecimento precoce.
Existem pessoas que possuem sensibilidade aos componentes do chocolate. Esta sensibilidade pode se manifestar na forma de eczemas, insônia e enxaquecas, além de diarréia provocada pelo alto teor de gordura e açúcar. Para os que apresentam estes sintomas a solução é limitar o consumo ou eliminá-lo da dieta.
Os portadores de doença celíaca - intolerância permanente ao glúten - devem redobrar a atenção aos rótulos, pois muitos chocolates podem conter adição de cereais e consequentemente de glúten. O alerta também é válido para quem possui intolerância à lactose - açúcar do leite - uma boa opção para ambos os casos são os chocolates feitos à base de pó de soja. Já os diabéticos não devem abusar do chocolate dietético, pois são ricos em gorduras e calorias.
Segundo a nutricionista os pais devem ficar atentos com as crianças, já que elas são as mais presenteadas na época da Páscoa. "O consumo exagerado pode gerar complicações com a saúde, como alergias, diarréias, dores de cabeça, ganho de peso, além de agitação devido à presença de cafeína. O ideal é ingerir quantidades pequenas ao longo dos dias, para não haver alteração no apetite, pois as crianças precisam de outros alimentos e não devem deixar de fazer as principais refeições. Para os adultos a recomendação é a mesma, muita cautela", orienta a especialista.
"Hoje em dia o chocolate está presente em muitos alimentos, ocupando o segundo lugar no crescimento de consumo, perdendo apenas para a cafeína", explica Sheila.
Correspondência em 100g de chocolate
30g de chocolate = dois bombons (contém aproximadamente 170 Kcal)
170 Kcal podem ser aproximadamente comparados à:
4 laranjas pêra (uma = 43 Kcal)
2,5 pêras (cada 68,3 Kcal)
6 pêssegos médios (cada um tem 28,8 Kcal)
2 maçãs (uma tem 84,5 Kcal)
1 mamão papaya e ½ (cada metade tem 55,8 Kcal)
7 fatias de melão (cada fatia tem 25,2 Kcal)
35 morangos (cada tem 4,8 Kcal)
4 fatias médias de abacaxi ( cada tem 43,5 Kcal )
4,5 colheres de sopa de salada de frutas cheia (cada 38 gr = 37,62 Kcal)
3 picolés de limão (cada tem 55,68 Kcal)
1 copo de leite com achocolatado em pó (cada copo contém 165 Kcal)
4 colheres de sopa cheia de arroz cozido (cada contém 41 Kcal)
2 pães de queijo médios (86,8 Kcal cada)
1 peito de frango pequeno = 169,40 Kcal
3 colheres de sopa cheia de purê de batata ( cada 45g = 55,8 Kcal)
1 copo de leite de vaca (100 ml = 63 Kcal)
Veja porque ele é um doce amigo do sangue.
O chocolate há muito faz a festa dos apreciadores. Tem até aqueles que são tão fanáticos que autodenominam “chocólatras”.Só que agora, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, afirmaram ter descoberto que o chocolate meio amargo melhora o funcionamento dos vasos sangüíneos. O artigo foi publicado na imprensa americana.
Segundo os cientistas, o chocolate meio amargo tem altas concentrações de flavonóides, substâncias antioxidantes e que são encontradas em larga escala neste alimento.
Pessoas que fizeram uso deste tipo de chocolate apresentaram uma capacidade maior de dilatar as artérias, o que representa melhora da saúde vascular, proporcionando menor risco de doenças cardíacas.
O bom funcionamento de veias e artérias ajuda a prevenir infartos, derrames e outras doenças ligadas à má circulação. Na experiência realizada na Califórnia, 11 pessoas ingeriram 46 gramas de chocolate amargo, rico em flavonóides por dia, enquanto outras dez comeram a mesma quantidade de chocolate com poucos flavonóides.
No fim do estudo, no grupo que ingeriu o chocolate rico em flavonóides, a dilatação dos vasos aumentou em 10%, enquanto no outro grupo houve uma queda de 10%.
Apesar dos resultados da pesquisa, cardiologistas alertam que estudos anteriores mostraram que os componentes do cacau podem melhorar a dilatação dos vasos sangüíneos a curto prazo, mas ainda não foi realizado um estudo dos efeitos a longo prazo. Estes médicos lembram que o chocolate é um alimento muito calórico e tem grande quantidade de gorduras, que se ingeridas em grande quantidade podem trazer problemas de saúde.
Fonte: BemStar
Chocolate na saúde
O Chocolate é um produto de sabor muito agradável, rico em gordura, carboidratos e muitas calorias. Com a aproximação da Páscoa é natural o aumento do seu consumo, principalmente pela enorme variedade que enchem os olhos. Um vilão para quem deseja emagrecer e um amigo para agilizar o raciocínio, melhorar o humor, combater o estresse, ansiedade, hipertensão e depressão, além de ser afrodisíaco. Quem faz as observações é a nutricionista Sheila Silva Castro, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, esclarecendo que o chocolate é um alimento benéfico à saúde, porém, principalmente nesta época deve-se ficar atento ao consumo para não exagerar.
O chocolate é produzido a partir do cacau, é composto de massa de cacau, sacarose, manteiga de cacau e outros ingredientes adicionais. Contém gordura, carboidratos, cálcio, ferro, potássio, cobre, manganês, magnésio, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12, cafeína, feniletiamina e teobromina, que agilizam e estimulam o raciocínio.
Os ansiosos, apaixonados e tensos sempre encontram alívio em uma barra de chocolate, que tem a capacidade de elevar os níveis de serotonina e endorfina causando sensação de bem estar, além de promover a disposição, evitar o mau-humor e a depressão.
O chocolate também possui flavonóides - antioxidantes - que impedem que o colesterol (LDL) se acumule nas artérias e combatem os radicais livres que provocam o envelhecimento precoce.
Existem pessoas que possuem sensibilidade aos componentes do chocolate. Esta sensibilidade pode se manifestar na forma de eczemas, insônia e enxaquecas, além de diarréia provocada pelo alto teor de gordura e açúcar. Para os que apresentam estes sintomas a solução é limitar o consumo ou eliminá-lo da dieta.
Os portadores de doença celíaca - intolerância permanente ao glúten - devem redobrar a atenção aos rótulos, pois muitos chocolates podem conter adição de cereais e consequentemente de glúten. O alerta também é válido para quem possui intolerância à lactose - açúcar do leite - uma boa opção para ambos os casos são os chocolates feitos à base de pó de soja. Já os diabéticos não devem abusar do chocolate dietético, pois são ricos em gorduras e calorias.
Segundo a nutricionista os pais devem ficar atentos com as crianças, já que elas são as mais presenteadas na época da Páscoa. "O consumo exagerado pode gerar complicações com a saúde, como alergias, diarréias, dores de cabeça, ganho de peso, além de agitação devido à presença de cafeína. O ideal é ingerir quantidades pequenas ao longo dos dias, para não haver alteração no apetite, pois as crianças precisam de outros alimentos e não devem deixar de fazer as principais refeições. Para os adultos a recomendação é a mesma, muita cautela", orienta a especialista.
"Hoje em dia o chocolate está presente em muitos alimentos, ocupando o segundo lugar no crescimento de consumo, perdendo apenas para a cafeína", explica Sheila.
Correspondência em 100g de chocolate
30g de chocolate = dois bombons (contém aproximadamente 170 Kcal)
170 Kcal podem ser aproximadamente comparados à:
4 laranjas pêra (uma = 43 Kcal)
2,5 pêras (cada 68,3 Kcal)
6 pêssegos médios (cada um tem 28,8 Kcal)
2 maçãs (uma tem 84,5 Kcal)
1 mamão papaya e ½ (cada metade tem 55,8 Kcal)
7 fatias de melão (cada fatia tem 25,2 Kcal)
35 morangos (cada tem 4,8 Kcal)
4 fatias médias de abacaxi ( cada tem 43,5 Kcal )
4,5 colheres de sopa de salada de frutas cheia (cada 38 gr = 37,62 Kcal)
3 picolés de limão (cada tem 55,68 Kcal)
1 copo de leite com achocolatado em pó (cada copo contém 165 Kcal)
4 colheres de sopa cheia de arroz cozido (cada contém 41 Kcal)
2 pães de queijo médios (86,8 Kcal cada)
1 peito de frango pequeno = 169,40 Kcal
3 colheres de sopa cheia de purê de batata ( cada 45g = 55,8 Kcal)
1 copo de leite de vaca (100 ml = 63 Kcal)
Meningite: saiba reconhecer os sintomas
O tratamento tem que ser rápido para minimizar o desconforto e evitar seqüelas mais graves.
Febre alta, vômitos e prostração. Sintomas como estes, comuns a várias doenças, já provocaram muito susto e medo em pais e autoridades médicas por estarem associados à meningite. A má fama da doença corre o planeta, não poupando nem países desenvolvidos como os Estados Unidos. Mas, em território nacional, ela ganhou notoriedade devido a maior epidemia de meningite meningocócica de que se tem notícia no mundo, que aconteceu no estado de São Paulo, entre os anos de 1972 e 1974. Por isso, o temor frente a esses sinais não existe à toa. Embora atualmente os recursos para combater a doença sejam mais eficazes do que há 30 anos, quando não é diagnosticada e tratada rapidamente, a meningite pode deixar seqüelas graves.
“Meningite é uma inflamação na meninge, membrana que recobre o cérebro. A doença, em geral, é causada por infecciosos que após atravessarem essa barreira de proteção cerebral provocam uma reação inflamatória local”, explica Jean Carlo Gorinchteyn, infectologista do Hospital e Maternidade São Camilo, de São Paulo. Ela pode atacar pessoas em todas as faixas etárias, de ambos os sexos e de variadas etnias, porém as crianças e os adolescentes parecem estar mais sujeitos a contrair o tipo provocado por bactérias.
A transmissão da enfermidade é feita pelo contato direto com secreções da garganta ou do nariz de pessoas portadoras ou convalescentes. Um espirro de um paciente infectado, por exemplo, libera microrganismos que podem infectar, pelo ar, quem está por perto. Mas, felizmente, esses agentes infecciosos não sobrevivem muito tempo na atmosfera. “Embora, a princípio, a inflamação da meninge possa ser causada principalmente por um agente infeccioso (bactéria, vírus, fungo, protozoário), a meningite pode ocorrer também devido a um trauma, tumor ou substância tóxica. Porém, esses casos são bem raros”.
E apesar do universo de microrganismos capazes de provocar a infecção seja muito grande, os maiores responsáveis pela doença são mesmo as bactérias e os vírus.
EM CASO DE DÚVIDA
• Se você desconfiar que alguém de sua família está com meningite, procure imediatamente um médico para um diagnóstico seguro e tratamento eficiente.
• Os especialistas pedem que não se mande a criança à escola, caso tenha febre muito alta. Procure descobrir, com a ajuda de um especialista, a causa do mal-estar.
• Uma vez confirmada a meningite, avise a direção da escola.
• Após a alta do paciente não existe mais perigo de contaminação. Portanto, não há motivos para a criança não voltar às aulas, muito menos razão para descriminações.
• Também não há necessidade de fechar escolas nas quais sejam registrados casos de meningite porque o agente causador, o meningococo, não vive no ar ou nos objetos. Além disso, nem todos que entram em contato com a bactéria ficam doentes.
DIAGNÓSTICO PRECISO
Exames auxiliares
A retirada do líquido cefalorraquidiano (por meio de uma punção com agulha na região lombar ou na nuca) é necessário não somente para a precisão do diagnóstico, mas também para se definir qual microrganismo está causando a infecção e estipular o melhor tratamento.
As meninges
São três camadas de tecido que recobrem o cérebro (chamadas de pia-máter, aracnóide e dura-máter). O líquido cefalorraquidiano circula entre as meninges, preenchendo os espaços internos do cérebro e oferecendo proteção adicional contra lesões
Exame clínico
Se houver desconfiança de meningite, o médico verifica no próprio consultório se há rigidez na nuca da criança, fazendo-a encostar o queixo no peito. A dor provocada pelo movimento é um forte sinal da existência da doença.
A diferença entre a meningite viral e a bacteriana, além do agente causador, está na evolução de cada tipo. As virais são mais leves. Os sintomas se assemelham aos de uma gripe ou de um resfriado. A doença atinge principalmente as crianças, que fi- cam moles, irritadas, apresentam febre e se queixam de dores de cabeça. No exame clínico, relatam dor quando o médico tenta analisar a quantas anda a flexibilidade da nuca. Depois de fechado o diagnóstico como meningite viral, a conduta recomendada é aguardar que o caso se resolva sozinho e passe em alguns dias, como acontece com os resfriados.
Afinidades indesejadas
Por isso, a meningite viral é considerada benigna e evolui bem, mesmo sem contar com medicamentos específicos destinados para destruir o vírus responsável pelo problema. “A exceção, no entanto, fica por conta da meningite causada pelo vírus Herpes simplex. Este tipo pode deixar seqüelas graves quando não tratada adequadamente”.
A história muda de figura quando a meningite é causada por bactérias. Em geral, o quadro é muito mais sério e requer tratamento rápido. O microrganismo primeiro se instala nas vias aéreas superiores, como mu cosa nasal, amídalas e faringe. Na maioria das vezes, a bactéria provoca uma infecção na região, que pode ser curada sem maiores problemas. Porém, em alguns casos, uma das três principais bactérias que causam a meningite — meningococo, pneumococo e hemófilo —, depois de se alojar no aparelho respiratório, cai na corrente sangüínea e, por essa via, alcança o sistema nervoso. Daí, infiltra-se na meninge, iniciando assim a infecção.
Segundo pesquisas, parece haver uma afinidade entre o meningococo, o pneumococo ou o hemófilo com o sistema nervoso, o que facilita uma migração desses microrganismos para a meninge. A boa notícia é que são poucos os agentes que apresentam essa afinidade, já que todos os dias entramos em contato com inúmeras bactérias sem, entretanto, corrermos o risco de apanhar uma meningite cada vez que inspiramos.
A maioria das meningites meningocócicas apresenta uma evolução mais lenta, o que permite identificar a doença e iniciar seu tratamento rapidamente. “As meningites bacterianas são mais graves, pois promovem inflamações mais intensas. Há, inclusive, a possibilidade de reações inflamatórias em alguns vasos cerebrais, denominadas vasculites. Nesse caso, os vasos podem ficar obstruídos, o que pode acarretar sérios danos e morte das células nervosas. As conseqüências podem ocasionar grandes seqüelas e até mesmo levar à morte”.
O risco de seqüelas é tanto maior quanto mais tempo demorar para ser feito o diagnóstico e iniciar o tratamento. Essas lesões neurológicas, quase sempre irreversíveis, podem provocar surdez (por atingir o nervo auditivo) e alterações na percepção e movimento ou outras ainda muito mais graves, como déficits no aprendizado ou paralisias cerebrais.
A meningite é uma infecção tratável. Uma verdade é válida: quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de cura e menores os riscos de seqüelas.
PARA BARRAR A DOENÇA
A prevenção de meningite causada por bactérias do tipo haemophilus (hemófilos) é feita com a vacina Haemophilus influenzae tipo b que já faz parte do calendário de imunizações obrigatórias. É administrada em três doses: aos dois, quatro e seis meses. Depois são realizadas outras doses de reforço. A vacina contra a meningite por pneumococo também existe, mas como o lançamento aconteceu na Europa e nos Estados Unidos, ela foi feita para o tipo de bactéria que habita naquelas regiões, um pouco diferente do pneumococo ‘brasileiro”. Mesmo com algumas adaptações, sua proteção é eficaz. A vacina contra o meningococo também propicia uma imunidade satisfatória. “Em casos de epidemia, ela é fundamental para bloquear e controlar o surto. Já as meningites virais não apresentam vacinas específicas, até mesmo por mostrarem características benignas. Há exceções como a vacina contra a meningite provocada pelo arbovírus, que é transmitida por picada de insetos, mais comum em zonas de mata, e as meningo encefalites herpéticas, causadas pelo herpes vírus e que podem evoluir para quadros graves e deixar grandes seqüelas neurológicas”.
Pescoço rígido
A meningite, seja ela bacteriana ou viral, apresenta sinais que antecedem sua instalação. Estes são conhecidos pelos médicos pelo nome de pródromos. São sintomas gripais como febre entre 38°C e 39°C, tosse seca, nariz entupido e dores pelo corpo, que podem permanecer estáveis entre 24 e 48 horas. “Depois, o quadro pode evoluir para dor de cabeça intensa e piora do estado geral. Surgem vômitos em jato, sonolência, prostração e alterações da pressão arterial”.
Um recente estudo realizado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, alerta ainda que sintomas como mãos frias, fortes dores nas pernas e palidez acentuada podem estar relacionados com o mal. Segundo os pesquisadores, de 448 crianças com meningite 72% apresentaram esses três sinais cerca de oito horas após a infecção. “Esperamos que esse trabalho mude a maneira como o diagnóstico inicial é feito e salve vidas”,
Um sinal característico de meningite, porém, é a rigidez na nuca. O paciente apresenta dificuldade em aproximar o queixo do peito. “O movimento de flexão do pescoço estira as meninges inflamadas, provocando dores”.
Pode ocorrer, principalmente nos casos de meningite meningocócica, o aparecimento na pele de pequenas manchas vermelhas, conhecidas como petéquias. Elas dão importantes indícios ao médico de que há grande quantidade de bactérias circulando pelo sangue que podem vir a causar uma infecção generalizada, antes mesmo de se instalar nas meninges. Em medicina, esse quadro é conhecido como septicemia, que ocasiona a queda brusca da pressão arterial, o que pode levar ao choque. Nesse caso, o índice de mortalidade se aproxima de 30%, mesmo em hospitais bem equipados. Já nos casos em que a criança não apresente essas manchas a mortalidade é bem menor.
Rapidez é fundamental
O diagnóstico de meningite é feito a partir do histórico do paciente, mais o exame clínico efetuado pelo médico com a realização do teste para verifi- car se há rigidez na nuca. Além disso, existe um exame de laboratório fundamental para fechar o diagnóstico. “Trata-se da retirada do líquido da espinha (líquido cefalorraquidiano) por meio de uma punção com agulha na região lombar ou suboccipital (nuca) que irá confirmar ou não o diagnóstico de meningite”,
A análise do aspecto do líquor, normalmente límpido e incolor, também ajuda a diferenciar o agente causador da doença. E aqui vale um aviso: muitos pais se assustam quando são orientados sobre a necessidade do teste. Porém, é bom que se diga que ele é fundamental para o profissional fechar o diagnóstico com precisão.
Cada tipo de meningite tem um tratamento, dependendo do agente causador. “O da meningite bacteriana é feito com antibióticos por via venosa por, pelo menos, 10 dias. Já a do tipo viral é realizado apenas com repouso e uso de medicação para aliviar os sintomas”. A internação hospitalar é necessária para ambas.
Nos casos de meningite meningocócica em crianças, os médicos costumam prescrever, igualmente, medicamentos para as pessoas que morem na mesma casa, com a finalidade de prevenir a doença nos adultos que, eventualmente, possam ter sido contaminados pela bactéria. Porém, todos os médicos são unânimes em afirmar: “nos casos de meningites bacterianas quanto mais rápido começar o tratamento, melhor”.
Fonte: Viva Saúde
Febre alta, vômitos e prostração. Sintomas como estes, comuns a várias doenças, já provocaram muito susto e medo em pais e autoridades médicas por estarem associados à meningite. A má fama da doença corre o planeta, não poupando nem países desenvolvidos como os Estados Unidos. Mas, em território nacional, ela ganhou notoriedade devido a maior epidemia de meningite meningocócica de que se tem notícia no mundo, que aconteceu no estado de São Paulo, entre os anos de 1972 e 1974. Por isso, o temor frente a esses sinais não existe à toa. Embora atualmente os recursos para combater a doença sejam mais eficazes do que há 30 anos, quando não é diagnosticada e tratada rapidamente, a meningite pode deixar seqüelas graves.
“Meningite é uma inflamação na meninge, membrana que recobre o cérebro. A doença, em geral, é causada por infecciosos que após atravessarem essa barreira de proteção cerebral provocam uma reação inflamatória local”, explica Jean Carlo Gorinchteyn, infectologista do Hospital e Maternidade São Camilo, de São Paulo. Ela pode atacar pessoas em todas as faixas etárias, de ambos os sexos e de variadas etnias, porém as crianças e os adolescentes parecem estar mais sujeitos a contrair o tipo provocado por bactérias.
A transmissão da enfermidade é feita pelo contato direto com secreções da garganta ou do nariz de pessoas portadoras ou convalescentes. Um espirro de um paciente infectado, por exemplo, libera microrganismos que podem infectar, pelo ar, quem está por perto. Mas, felizmente, esses agentes infecciosos não sobrevivem muito tempo na atmosfera. “Embora, a princípio, a inflamação da meninge possa ser causada principalmente por um agente infeccioso (bactéria, vírus, fungo, protozoário), a meningite pode ocorrer também devido a um trauma, tumor ou substância tóxica. Porém, esses casos são bem raros”.
E apesar do universo de microrganismos capazes de provocar a infecção seja muito grande, os maiores responsáveis pela doença são mesmo as bactérias e os vírus.
EM CASO DE DÚVIDA
• Se você desconfiar que alguém de sua família está com meningite, procure imediatamente um médico para um diagnóstico seguro e tratamento eficiente.
• Os especialistas pedem que não se mande a criança à escola, caso tenha febre muito alta. Procure descobrir, com a ajuda de um especialista, a causa do mal-estar.
• Uma vez confirmada a meningite, avise a direção da escola.
• Após a alta do paciente não existe mais perigo de contaminação. Portanto, não há motivos para a criança não voltar às aulas, muito menos razão para descriminações.
• Também não há necessidade de fechar escolas nas quais sejam registrados casos de meningite porque o agente causador, o meningococo, não vive no ar ou nos objetos. Além disso, nem todos que entram em contato com a bactéria ficam doentes.
DIAGNÓSTICO PRECISO
Exames auxiliares
A retirada do líquido cefalorraquidiano (por meio de uma punção com agulha na região lombar ou na nuca) é necessário não somente para a precisão do diagnóstico, mas também para se definir qual microrganismo está causando a infecção e estipular o melhor tratamento.
As meninges
São três camadas de tecido que recobrem o cérebro (chamadas de pia-máter, aracnóide e dura-máter). O líquido cefalorraquidiano circula entre as meninges, preenchendo os espaços internos do cérebro e oferecendo proteção adicional contra lesões
Exame clínico
Se houver desconfiança de meningite, o médico verifica no próprio consultório se há rigidez na nuca da criança, fazendo-a encostar o queixo no peito. A dor provocada pelo movimento é um forte sinal da existência da doença.
A diferença entre a meningite viral e a bacteriana, além do agente causador, está na evolução de cada tipo. As virais são mais leves. Os sintomas se assemelham aos de uma gripe ou de um resfriado. A doença atinge principalmente as crianças, que fi- cam moles, irritadas, apresentam febre e se queixam de dores de cabeça. No exame clínico, relatam dor quando o médico tenta analisar a quantas anda a flexibilidade da nuca. Depois de fechado o diagnóstico como meningite viral, a conduta recomendada é aguardar que o caso se resolva sozinho e passe em alguns dias, como acontece com os resfriados.
Afinidades indesejadas
Por isso, a meningite viral é considerada benigna e evolui bem, mesmo sem contar com medicamentos específicos destinados para destruir o vírus responsável pelo problema. “A exceção, no entanto, fica por conta da meningite causada pelo vírus Herpes simplex. Este tipo pode deixar seqüelas graves quando não tratada adequadamente”.
A história muda de figura quando a meningite é causada por bactérias. Em geral, o quadro é muito mais sério e requer tratamento rápido. O microrganismo primeiro se instala nas vias aéreas superiores, como mu cosa nasal, amídalas e faringe. Na maioria das vezes, a bactéria provoca uma infecção na região, que pode ser curada sem maiores problemas. Porém, em alguns casos, uma das três principais bactérias que causam a meningite — meningococo, pneumococo e hemófilo —, depois de se alojar no aparelho respiratório, cai na corrente sangüínea e, por essa via, alcança o sistema nervoso. Daí, infiltra-se na meninge, iniciando assim a infecção.
Segundo pesquisas, parece haver uma afinidade entre o meningococo, o pneumococo ou o hemófilo com o sistema nervoso, o que facilita uma migração desses microrganismos para a meninge. A boa notícia é que são poucos os agentes que apresentam essa afinidade, já que todos os dias entramos em contato com inúmeras bactérias sem, entretanto, corrermos o risco de apanhar uma meningite cada vez que inspiramos.
A maioria das meningites meningocócicas apresenta uma evolução mais lenta, o que permite identificar a doença e iniciar seu tratamento rapidamente. “As meningites bacterianas são mais graves, pois promovem inflamações mais intensas. Há, inclusive, a possibilidade de reações inflamatórias em alguns vasos cerebrais, denominadas vasculites. Nesse caso, os vasos podem ficar obstruídos, o que pode acarretar sérios danos e morte das células nervosas. As conseqüências podem ocasionar grandes seqüelas e até mesmo levar à morte”.
O risco de seqüelas é tanto maior quanto mais tempo demorar para ser feito o diagnóstico e iniciar o tratamento. Essas lesões neurológicas, quase sempre irreversíveis, podem provocar surdez (por atingir o nervo auditivo) e alterações na percepção e movimento ou outras ainda muito mais graves, como déficits no aprendizado ou paralisias cerebrais.
A meningite é uma infecção tratável. Uma verdade é válida: quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de cura e menores os riscos de seqüelas.
PARA BARRAR A DOENÇA
A prevenção de meningite causada por bactérias do tipo haemophilus (hemófilos) é feita com a vacina Haemophilus influenzae tipo b que já faz parte do calendário de imunizações obrigatórias. É administrada em três doses: aos dois, quatro e seis meses. Depois são realizadas outras doses de reforço. A vacina contra a meningite por pneumococo também existe, mas como o lançamento aconteceu na Europa e nos Estados Unidos, ela foi feita para o tipo de bactéria que habita naquelas regiões, um pouco diferente do pneumococo ‘brasileiro”. Mesmo com algumas adaptações, sua proteção é eficaz. A vacina contra o meningococo também propicia uma imunidade satisfatória. “Em casos de epidemia, ela é fundamental para bloquear e controlar o surto. Já as meningites virais não apresentam vacinas específicas, até mesmo por mostrarem características benignas. Há exceções como a vacina contra a meningite provocada pelo arbovírus, que é transmitida por picada de insetos, mais comum em zonas de mata, e as meningo encefalites herpéticas, causadas pelo herpes vírus e que podem evoluir para quadros graves e deixar grandes seqüelas neurológicas”.
Pescoço rígido
A meningite, seja ela bacteriana ou viral, apresenta sinais que antecedem sua instalação. Estes são conhecidos pelos médicos pelo nome de pródromos. São sintomas gripais como febre entre 38°C e 39°C, tosse seca, nariz entupido e dores pelo corpo, que podem permanecer estáveis entre 24 e 48 horas. “Depois, o quadro pode evoluir para dor de cabeça intensa e piora do estado geral. Surgem vômitos em jato, sonolência, prostração e alterações da pressão arterial”.
Um recente estudo realizado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, alerta ainda que sintomas como mãos frias, fortes dores nas pernas e palidez acentuada podem estar relacionados com o mal. Segundo os pesquisadores, de 448 crianças com meningite 72% apresentaram esses três sinais cerca de oito horas após a infecção. “Esperamos que esse trabalho mude a maneira como o diagnóstico inicial é feito e salve vidas”,
Um sinal característico de meningite, porém, é a rigidez na nuca. O paciente apresenta dificuldade em aproximar o queixo do peito. “O movimento de flexão do pescoço estira as meninges inflamadas, provocando dores”.
Pode ocorrer, principalmente nos casos de meningite meningocócica, o aparecimento na pele de pequenas manchas vermelhas, conhecidas como petéquias. Elas dão importantes indícios ao médico de que há grande quantidade de bactérias circulando pelo sangue que podem vir a causar uma infecção generalizada, antes mesmo de se instalar nas meninges. Em medicina, esse quadro é conhecido como septicemia, que ocasiona a queda brusca da pressão arterial, o que pode levar ao choque. Nesse caso, o índice de mortalidade se aproxima de 30%, mesmo em hospitais bem equipados. Já nos casos em que a criança não apresente essas manchas a mortalidade é bem menor.
Rapidez é fundamental
O diagnóstico de meningite é feito a partir do histórico do paciente, mais o exame clínico efetuado pelo médico com a realização do teste para verifi- car se há rigidez na nuca. Além disso, existe um exame de laboratório fundamental para fechar o diagnóstico. “Trata-se da retirada do líquido da espinha (líquido cefalorraquidiano) por meio de uma punção com agulha na região lombar ou suboccipital (nuca) que irá confirmar ou não o diagnóstico de meningite”,
A análise do aspecto do líquor, normalmente límpido e incolor, também ajuda a diferenciar o agente causador da doença. E aqui vale um aviso: muitos pais se assustam quando são orientados sobre a necessidade do teste. Porém, é bom que se diga que ele é fundamental para o profissional fechar o diagnóstico com precisão.
Cada tipo de meningite tem um tratamento, dependendo do agente causador. “O da meningite bacteriana é feito com antibióticos por via venosa por, pelo menos, 10 dias. Já a do tipo viral é realizado apenas com repouso e uso de medicação para aliviar os sintomas”. A internação hospitalar é necessária para ambas.
Nos casos de meningite meningocócica em crianças, os médicos costumam prescrever, igualmente, medicamentos para as pessoas que morem na mesma casa, com a finalidade de prevenir a doença nos adultos que, eventualmente, possam ter sido contaminados pela bactéria. Porém, todos os médicos são unânimes em afirmar: “nos casos de meningites bacterianas quanto mais rápido começar o tratamento, melhor”.
Fonte: Viva Saúde
CALVÍCIE FEMININA
CALVÍCIE FEMININA - Mulheres também podem sofrer de calvície? Como tratar?
A alopecia (calvície) afeta entre 50 e 80% dos homens, pois o hormônio sexual masculino (testosterona) é o maior responsável pela queda dos cabelos. Embora as mulheres também o produzam, nelas, a quantidade é muito menor. Os hormônios masculinos atuam não só diminuindo a produção das hastes capilares, como também na glândula sebácea anexa àquelas, acentuando a oleosidade. Por isso, quase 90% dos calvos têm pele e couro cabeludo oleosos.
Os casos de alopecia feminina estão mais frequentes, devido a fatores como a maior tensão emocional e o padrão estético que praticamente obriga as mulheres a serem muito magras, resultando em deficiência nutricional e anemia. Alisamento, tração e uso de substâncias químicas também enfraquecem os fios, assim como tinturas, fixadores, laquês e condicionadores.
Há três tipos mais frequentes de calvície. A alopecia androgenética, de origem hereditária, produz a perda lenta e gradual dos fios. Pelo menos 30% das mulheres enfrentarão esse quadro após os 30 anos.
Outra situação é o eflúvio telógeno, um quadro com queda rápida, mas temporária. Geralmente, a perda do cabelo ocorre três meses após o evento desencadeador, que pode ser trauma emocional, depressão, estresse, infecções, cirurgias, parto, amamentação, interrupção do uso da pílula anticoncepcional, doenças da tireóide e tumores.
O terceiro tipo é a alopecia areata, cuja queda é localizada, podendo, em quadros mais intensos, manifestar-se em múltiplas regiões do couro cabeludo, sendo habitualmente secundária a trauma emocional.
O primeiro passo após o diagnóstico deve ser uma ampla abordagem da paciente, com a realização de exames clínicos e laboratoriais para descobrir a origem do problema. Anemia, infecções, tumores, carência de ferro, alterações hormonais, lupus eritematoso e dietas rígidas devem ser investigados, assim como o uso de medicações que induzem à queda. Se essas alterações forem detectadas e corrigidas, a queda pode ser amenizada ou mesmo eliminada, nos casos de eflúvio telógeno.
Geralmente, o tratamento da alopecia androgenética combina o uso de remédios tópicos, como xampus à base de jaborandi e cisteína, minoxidil e alfaestradiol (Avicis), e orais, como suplementos vitamínicos com biotina, piridoxina e aminoácidos.
No caso da alopecia areata, uma boa opção terapêutica são as infiltrações de corticóides. A psicoterapia também é indicada, dependendo da severidade do quadro. É importante salientar que o desenvolvimento de um novo fio é demorado, crescendo cerca de um centímetro ao mês. Por isso, a recuperação dos cabelos ocorre de forma lenta e gradativa, e é preciso ter paciência e persistência.
Leandro Neme,
A alopecia (calvície) afeta entre 50 e 80% dos homens, pois o hormônio sexual masculino (testosterona) é o maior responsável pela queda dos cabelos. Embora as mulheres também o produzam, nelas, a quantidade é muito menor. Os hormônios masculinos atuam não só diminuindo a produção das hastes capilares, como também na glândula sebácea anexa àquelas, acentuando a oleosidade. Por isso, quase 90% dos calvos têm pele e couro cabeludo oleosos.
Os casos de alopecia feminina estão mais frequentes, devido a fatores como a maior tensão emocional e o padrão estético que praticamente obriga as mulheres a serem muito magras, resultando em deficiência nutricional e anemia. Alisamento, tração e uso de substâncias químicas também enfraquecem os fios, assim como tinturas, fixadores, laquês e condicionadores.
Há três tipos mais frequentes de calvície. A alopecia androgenética, de origem hereditária, produz a perda lenta e gradual dos fios. Pelo menos 30% das mulheres enfrentarão esse quadro após os 30 anos.
Outra situação é o eflúvio telógeno, um quadro com queda rápida, mas temporária. Geralmente, a perda do cabelo ocorre três meses após o evento desencadeador, que pode ser trauma emocional, depressão, estresse, infecções, cirurgias, parto, amamentação, interrupção do uso da pílula anticoncepcional, doenças da tireóide e tumores.
O terceiro tipo é a alopecia areata, cuja queda é localizada, podendo, em quadros mais intensos, manifestar-se em múltiplas regiões do couro cabeludo, sendo habitualmente secundária a trauma emocional.
O primeiro passo após o diagnóstico deve ser uma ampla abordagem da paciente, com a realização de exames clínicos e laboratoriais para descobrir a origem do problema. Anemia, infecções, tumores, carência de ferro, alterações hormonais, lupus eritematoso e dietas rígidas devem ser investigados, assim como o uso de medicações que induzem à queda. Se essas alterações forem detectadas e corrigidas, a queda pode ser amenizada ou mesmo eliminada, nos casos de eflúvio telógeno.
Geralmente, o tratamento da alopecia androgenética combina o uso de remédios tópicos, como xampus à base de jaborandi e cisteína, minoxidil e alfaestradiol (Avicis), e orais, como suplementos vitamínicos com biotina, piridoxina e aminoácidos.
No caso da alopecia areata, uma boa opção terapêutica são as infiltrações de corticóides. A psicoterapia também é indicada, dependendo da severidade do quadro. É importante salientar que o desenvolvimento de um novo fio é demorado, crescendo cerca de um centímetro ao mês. Por isso, a recuperação dos cabelos ocorre de forma lenta e gradativa, e é preciso ter paciência e persistência.
Leandro Neme,
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