3.22.2011

Líquido deixa nervos fluorescentes em cirurgias e diminui chances de erro médico

Foto: Reprodução Internet
Líquido permite que nervos fiquem fluorescentes | Foto: Reprodução Internet
Rio - Um estudo publicado na edição de fevereiro da revista Nature Biotechnology  pode facilitar a vida dos médicos e acelerar a recuperação dos paceientes. Cientistas americanos estão desenvolvendo um líquido fluorescente com uma proteína que permite tornar brilhosos nervos difíceis de encontrar.

A proteína desenvolvida pelos cientistas vai permitir que os cirurgiões estejam aptos a observar os nervos mais sensitivos sem precisar do monitoramento eletrônico, que é falho, já que não reconhece os nervos menores e mais sensíveis. Ao se testar a nova substância em ratos, observou-se um contraste entre os diversos nervos, inclusive danificados, e os tecidos, facilitando a vida dos médicos.

Para os pacientes, a nova substância também é um avanço, já que as cirurgias poderão ser feitas de maneira mais rápida e vai diminuir o risco da ocorrência de erro médico. Um exemplo são as ligações nervosas próximas da próstata que, se danificados, podem deixar o homem estéril.

A marcação dos sistema nervoso permite que os médicos identifiquem mais facilmente um problema nervoso, além de diminuir a "invasão" do processo cirúrgico sobre o organismo.

"A descoberta da proteína mexe na precisão do diagnóstico e da cirurgia. A proteína, muito sensível, marca especificamente o sistema nervoso, conseguindo identificar pequenas lesões no paciente", disse Leila Pontes, professora de bioquímica médica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ).
Ela acrescenta: "Estamos partindo para um processo em que se consegue identificar melhor uma patologia, causando menores danos, já que a cirurgia será menos invasiva no paciente".

Além disso, a nova proteína vai ser importante em caso de traumas, uma vez que os médicos terão mais facilidade em identificar os nervos danificados.

"Em casos de lesão, se aumenta as formas de identificação de onde está o edema, diminuindo os riscos de erro médico e o tempo de recuperação do paciente", afirmou Pontes.

Os cientistas criadores do novo método ainda vão realizar testes em humanos, mas a expectativa é de que o líquido já seja comercializado em breve.
O Dia

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