2.03.2011

Cólica

Dicas de como evitar as cólicas menstruais





Muitas mulheres se queixam deste incomodo, e em muitos casos ela pode ser evitada com a prática de exercícios e alimentação adequada.

A dismenorréia, é popularmente conhecida como cólica menstrual, um problema que costuma incomodar muitas mulheres e sua principal característica é uma dor abdominal baixa que costuma começar algumas horas antes ou concomitantemente à menstruação, podendo durar de horas a dias. A dor pode irradiar para a região lombar e para as coxas, sendo mais intensa geralmente no primeiro dia da menstruação.

Em boa parte dos casos, a dor pode ser acompanhada por alguns sintomas como náuseas; vômitos; fadiga, nervosismo, cefaléia, sudorese, vertigem, lombalgia, diarréia, etc, podendo ser classificada como primária ou secundária. A primária caracteriza-se pela ausência de doença pélvica que justifique os sintomas. Já a secundária está associada a alguma doença pélvica que pode ser responsável pela dor menstrual. As causas mais frequentes são: endometriose, miomas, doença inflamatória pélvica etc.

Para diagnosticar o caso a mulher pode incluir exame físico e ginecológico, e podem ser solicitados também exames complementares.

O tratamento da dismenorréia pode incluir diferentes abordagens, a depender de cada caso. Entre as possibilidades estão medicamentos, como antiinflamatórios, e tratamento hormonal. Mas atenção! Nunca utilize medicamentos por conta própria! É essencial que haja orientação, prescrição e acompanhamento médico do tratamento.

Veja abaixo algumas dicas que podem ajudar a evitar as dores das cólicas:

- Praticar atividade física regularmente (com orientação médica);
- Manter alimentação rica em proteínas e vitaminas, sem excesso de gordura, álcool, cafeína e sal;
- Eliminar o cigarro.

A educação e a informação são essenciais, em todas as fases da vida da mulher. Conhecer o significado da menstruação, saber a forma como ocorrem os ciclos menstruais e seus sintomas associados - tudo isso é de grande importância. Quanto mais a mulher conhece o seu corpo, melhor ela aprende a cuidar de si e da sua saúde!

E não se esqueça: Consulte regularmente o ginecologista, mesmo que não tenha qualquer sintoma. A consulta periódica é de grande importância para a prevenção e a detecção precoce de eventuais problemas. É, portanto, uma atitude preciosa para o cuidado com a sua saúde global.


Como é a incidência de dores, cólicas e desconfortos abdominais no Brasil
Segundo a pesquisa Omnibus, feita em 2002 pelo laboratório farmacêutico Boehringer Ingelheim, cerca de 70% dos brasileiros sofrem de cólicas - e o mal não é exclusividade das mulheres. O estudo, que foi realizado com pessoas de diferentes idades e classes sociais, apontou que as causas do problema variam em homens e mulheres, mas a incidência em ambos é semelhante. Os homens declararam sofrer crises de cólicas 13,7 vezes por ano - o equivalente a mais de uma cólica por mês -, enquanto as mulheres, 16,2 episódios.

O estudo brasileiro revelou que, embora 75% das pessoas usam algum tipo de medicamento para aliviar as dores, poucas sabem que as cólicas devem ser tratadas com tratamentos específicos: os antiespasmódicos. O gastroenterologista Décio Chinzon explica que esses medicamentos relaxam a musculatura dos órgãos com espasmos (contrações involuntárias), aliviando a dor e eliminando a cólica. "A maioria utiliza apenas analgésicos que aliviam a dor mas não tratam sua origem, ou mesmo remédios específicos para outros sintomas, como digestivos e antiácidos",.

O médico esclarece que nem toda dor de barriga é cólica. "A pessoa com cólica sente pontadas na barriga e uma sensação de aperto que vai e vem. Outras sensações de desconforto bastante comuns são a queimação, que aparece quando o ácido do estômago volta para o esôfago, e o estufamento, que é a sensação de barriga cheia e desconforto. As cólicas estomacais e intestinais acontecem principalmente devido à ingestão de grandes quantidades de comida ou de alimentos gordurosos. Este tipo de cólica é mais comum entre os homens, quando exageram na quantidade de comida e bebida, durante as refeições. As cólicas renais ocorrem devido à formação de cálculos de cálcio, geralmente causada pela ingestão de pouca quantidade de líquidos ou de alimentos ricos em cálcio. As cólicas biliares podem ser causadas pelo consumo de comidas gordurosas, que contribuem para o surgimento de cálculos na vesícula biliar. Já as cólicas menstruais são típicas das mulheres, principalmente as mais jovens", esclarece. De acordo com o especialista, outros fatores que podem desencadear dores e cólicas são de origem emocional, como estresse, problemas pessoais, profissionais e financeiros.
* Tygat GNJ, Paulo LG, Mueller-Lissner S, et al. The community prevalence of abdominal pain and cramps: A multi-national survey. Digestive Disease Week. 2006 Poste

Cólica

  Mal que afeta 46% das mulheres pode interferir na vida social, escolar e profissional
Caracterizada por uma dor incômoda na região do baixo ventre, a cólica afeta 46% das mulheres no período menstrual. Muitas vezes acompanhada de dores na mama e na cabeça, cansaço e alterações intestinais, ela pode, se muito intensa, interferir na vida social, escolar e profissional da mulher.

A dor — gerada pelo movimento de contração do útero e pela pequena dilatação do colo para que o sangue menstrual seja expulso — costuma variar de intensidade, de mulher para mulher. Se muito intensas ao ponto de deixar a mulher de cama e interferir em suas atividades normais, convém se submeter a uma avaliação médica para pesquisar se os sintomas não são oriundos de uma doença mais grave.

Assim como a cólica é diferente para cada mulher, o tratamento também é. Para as mais amenas, costuma ser suficiente tomar um analgésico. Já no caso de cólicas mais intensas, é comum o uso de medicamentos hormonais, como as pílulas anticoncepcionais, para suspender a ovulação e, consequentemente, a menstruação e a cólica.

Há também maneiras naturais de prevenir os desconfortos causados pela cólica: evitar alimentos com cafeína, tomar bastante líquido e não exagerar no sal para evitar o inchaço. Fazer atividades físicas regularmente também ajuda a prevenir a dor.

Por Yasmin Barcellos

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