11.24.2011

DIA 23 DE NOVEMBRO: DIA NACIONAL DE COMBATE AO CÂNCER INFANTIL


Dia 23 de novembro: Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil
No Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, o Brasil ainda tem muito o que melhorar com relação ao tratamento.  Dados recentes indicam que o câncer é a maior causa de morte por doença entre crianças e jovens de 5 a 19 anos no país. Saiba mais!

Neste dia 23 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, apesar do avanço tecnológico, o Brasil não tem muitas razões para comemorar. Dados recentes indicam que o câncer é a maior causa de morte por doença entre crianças e jovens de 5 a 19 anos no Brasil.
De acordo com especialistas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), “o câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo”.
Os tumores mais frequentes na faixa etária já citada são os do sistema nervoso central, linfomas (sistema linfático) e as leucemias (que afeta os glóbulos brancos). Há ainda, o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (os tumores de partes moles).
Ainda segundo o Instituto, atualmente, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos pela doença têm chance de cura caso sejam diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. De acordo com especialistas, a maioria terá boa qualidade de vida após a realização de um tratamento adequado.
Desigualdade no acesso ao tratamento
Um estudo realizado por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) mostra que há, em todo o Brasil, uma desigualdade de acesso ao tratamento do câncer infantil. A pesquisa realizada de 2000 a 2007 mostrou que houve mais de 15 mil internações devido às cirurgias, mais de 29 mil procedimentos de radioterapia e 465 mil de quimioterapia. Para os pesquisadores, os pediatras precisam ter um treinamento mais específico para suspeitar da presença da doença. O estudo foi publicado na publicação Cadernos de Saúde Pública da Fundação.

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