4.05.2012

PÁSCOA NÃO É MAIS UM PROBLEMA PARA OS DIABÉTICOS

Páscoa não é mais um problema para os diabéticos

O cardápio da Páscoa já não é mais um sofrimento para os diabéticos. Saiba como aproveitar esta época.

Já faz tempo que a Páscoa não representa um problema na vida de um diabético. Com ovos de chocolate dos mais diversos tamanhos, sabores e combinações, fica fácil encontrar um na versão diet, que se encaixa perfeitamente na alimentação deste grupo de pessoas que cresce a cada ano.
No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que existam cerca de 11 milhões de portadores de diabetes, sendo que somente 7,5 milhões são diagnosticados. Muitos não sabem, mas o consumo do chocolate, assim como o da maioria dos alimentos, não é proibido, devendo, apenas, ser moderado para não trazer complicações à saúde.
“É importante que o paciente mantenha hábitos saudáveis, como a prática de exercícios diários e uma alimentação mais controlada, sem excessos calóricos e refeições menos ricas em gordura do que o usual”, explica Dr. Fadlo Fraige Filho, chefe de Serviço de Endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa e presidente da Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD).
De acordo com o especialista, durante a Páscoa, o diabético deve ingerir preferencialmente carnes brancas com um prato bem variado e colorido de salada com verduras e legumes crus: alface, rúcula, tomate, cenoura ralada, rabanete, pepino. É aconselhável que se compense o consumo de chocolate com menor ingestão de carboidratos, com o intuito de haver menos impacto em relação ao peso corporal e à glicemia.
“O ideal é evitar tubérculos, como batata e mandioquinha, entre outros. Se consumidos, devem ser em pequena quantidade”, alerta dr. Fadlo, ressaltando que a falta de controle da diabetes pode elevar o risco de aparição de outros quadros clínicos como infartos, derrames e problemas cardiovasculares.
A doença também pode afetar alguns órgãos como rins, iniciando com hipertensão e depois insuficiência renal; olhos, quando a retinopatia diabética acarreta pequenas hemorragias na retina levando à cegueira; e nervos, caracterizando a perda da sensibilidade ou tato, geralmente de membros inferiores.
O que é diabetes
A diabetes é caracterizada pelo aumento anormal de açúcar no sangue, sendo uma das cinco doenças que mais matam no país. “Por ter uma evolução silenciosa, é importante ficar atento aos grupos de risco: pessoas com pressão alta, nível de colesterol elevado, histórico familiar e mulheres que tiveram filhos acima dos 4 kg são casos que merecem atenção no acompanhamento das taxas glicêmicas”, afirma o endocrinologista Dr. Fadlo Fraige Filho, chefe de Serviço de Endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa e presidente da Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD).

COMO PREVENIR E CONTROLAR A DOENÇA QUE JÁ ATINGE MAIS DE 240 MILHÕES EM TODO O MUNDO
Dia mundial do Diabetes: como prevenir e controlar a doença que já atinge mais de 240 milhões em todo o mundo
Mais atenção a esta doença!



A população do diabéticos atingem pelo menos  245 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados do ministério da Saúde. De acordo com o órgão, estima-se que em 30 anos, este número chegue à marca de 380 milhões.
“Existem dois tipos de Diabetes, o tipo I, ou insulinodependente, e o tipo II, ou não insulinodependente. No primeiro caso, a doença ocorre por falência do pâncreas. Normalmente, restam apenas 20%, ou menos, de células pancreáticas que ainda funcionam, ou seja, produzem insulina. Neste caso, o tratamento precisa ser feito com insulina diariamente”, explica a Endocrinologista Maria Paula Pillar.
Ela destaca que a diabete tipo I ocorre com mais frequência em crianças ou jovens de 25 a 30 anos, podendo iniciar ainda bebê. “A causa pode ser um processo imunológico e não tem relação com o estilo de vida”, diz a médica.
Já a diabete tipo II é aquela que ocorre em uma fase mais tardia da vida, após os 40 anos, e está diretamente relacionada ao estilo de vida e a fatores hereditários. “Nesse caso, o pâncreas tem células produtoras de insulina, no entanto, essa insulina tem uma qualidade ruim e não funciona direito. Além disso, com o tempo, as células vão se cansando e deixando de produzir esta insulina. Por isso que o Diabetes é uma doença progressiva”, ressalta Dra. Maria Paula.
Os sintomas de ambos os tipos da doença são parecidos: cansaço, visão turva, sede, aumento das micções (principalmente durante o sono) e fome. No caso do tipo I, os sintomas são mais graves e também podem causar perda de peso e desidratação.
Para os portadores de diabete tipo II, o tratamento é feita à base de remédios, os chamados hipoglicemiantes, além das mudanças necessárias no estilo de vida, como uma nova dieta, a prática de exercícios físicos, o fim do vício do cigarro, entre outras.
Segundo a endocrinologista, “a dieta é apropriada é fundamental não só no controle da doença, mas, também, na sua prevenção, já que a obesidade é uma das grandes causas de Diabetes nos dias atuais. A atividade física também faz parte do tratamento e serve não só para o paciente perder peso, mas, também, para gastar energia (glicose). Não existe uma atividade melhor, apenas precisa ser feita com regularidade”.
A médica ainda explica que o açúcar está proibido por completo e deve ser substituído por um adoçante. Alimentos adoçados artificialmente podem ser consumidos com limite, sempre respeitando os rótulos: Diet é um produto sem açúcar e Light, um produto com menos calorias/gorduras.
“As refeições precisam ser balanceadas: 50% carboidratos (Integrais, de preferência), 30% gorduras e 20% proteínas. O mais importante é comer com moderação! Existem diversas formas de tratamento, mas devem ser escolhidas de forma individual. Cada caso tem a sua indicação, tanto para as insulinas como para os remédios orais”, conclui a endocrinologista.

DIABETES TIPO 1: PESQUISA APONTA DESCOBERTA DE CURA

Diabetes tipo 1: pesquisa aponta descoberta de cura
Estudos afirmam que é possível curar a doença.

A diabete é uma das doenças que mais instiga a ciência e, por isso, é alvo de diversas pesquisas e constantes descobertas. Para a felicidade de muitas pessoas que já nasceram com o distúrbio, ou seja, os portadores de diabetes tipo 1, o resultado de um estudo realizado pelo Centro Médico da Universidade do Sudoeste do Texas, nos EUA, parece ter acendido uma luz no fim do túnel: A desativação de um hormônio pode ser suficiente para tratar o mal.

Os primeiros testes pré-clínicos, realizados pelos pesquisadores, aconteceram em camundongos. A estratégia foi alterar geneticamente os roedores para que produzissem quantidades menores de uma substância conhecida como glucagon, responsável por impedir que os níveis de glicose fiquem muito baixos.

De acordo com a farmacêutica Jeana Escher, existem muitos estudos para buscar informações referentes à prevenção e cura da diabetes 1 e 2. “A diabetes tipo 1, além de ser uma patologia crônica onde o paciente necessita das doses diárias de insulina, pode trazer uma série de complicações como as alterações vasculares, gerando os danos e falência de órgãos como rins, olhos, nervos, coração e vasos sanguíneos”, diz, ela.

Os estudiosos norte-americanos esperam que os resultados obtidos com os camundongos comprovem que, caso os níveis de glucagon consigam ser controlados, a insulina se torna supérflua, já que os níveis de glicemia estariam normais, dispensando, assim, as injeções da substância para equilibrar a “balança” do açúcar.

“Essa descoberta poderá melhorar a qualidade de vida dos portadores de diabetes tipo 1 e, com isso, muitas complicações decorrentes desta patologia serão evitadas”,

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