1.11.2014

Excesso de independência atrapalha mulheres que buscam relacionamentos amorosos

Especialista em casamentos define fenômeno como "síndrome da mulher-cabeça"


Excesso de independência atrapalha mulheres que buscam relacionamentos amorosos Divulgação, stock.xchng/
Psicóloga é contra a ideia de que os opostos se atraem Foto: Divulgação, stock.xchng
Ela diz ser a maior cupido do país e garante ter unido quase dois mil casais na última década. A psicóloga Cláudya Toledo, sócia de uma das maiores agências de casamentos do país, a A2 Encontros, acredita que todo mundo é capaz de encontrar sua alma gêmea, basta saber procurar no lugar certo. E ao contrário dos especialistas que aconselham “deixar acontecer”, ela afirma que é possível buscar o amor assim como se procura uma casa ou um novo emprego.

– As pessoas estão sozinhas por diferentes motivos, é claro que não dá para generalizar. Mas uma coisa eu percebo: quem está tendo dificuldades pode até fingir, mas não está totalmente feliz com a própria vida. Quem quer achar um parceiro deve fazer uma análise completa da sua saúde física e emocional para descobrir que obstáculos estão impedindo sua felicidade - avalia a psicóloga, que ministra o curso "Um dia de deusa", aula criada para despertar o poder de sedução feminino.

Para ela, o que mais atrapalha as mulheres hoje no amor é a perda da sensibilidade e da feminilidade. Apesar de parecerem fortes, afirma, elas acabam ignorando boas oportunidades por se mostrarem excessivamente independentes.

– Chamo isso de “síndrome da mulher-cabeça”. Sem dúvida esse é o principal problema das mulheres na faixa dos 30 anos que não conseguem arrumar um parceiro. As mulheres estão muito mentais, muito fortes, e pouco sensíveis e femininas. Quem está sozinha há muito tempo deve olhar para dentro e ser honesta consigo mesma para descobrir por que está afastando os outros.

Casamenteira profissional há 20 anos, Cláudya é contra a ideia de que os opostos se atraem. Ela afirma que as relações duradouras são aquelas onde os parceiros têm níveis sociais e financeiros parecidos, e traçam objetivos similares de vida.

– As pessoas têm uma ideia errada do que é compatibilidade. Ser compatível é ter o mesmo nível financeiro ou educacional, por exemplo. Não é gostar dos mesmos livros ou filmes, ou até mesmo ter um mesmo tipo de temperamento. É claro que a atração tem um papel fundamental no jogo da conquista, mas não é só. A compatibilidade baseada na emoção muda com o tempo, enquanto as compatibilidades sociais fazem a relação durar mais - resume.

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